Está corretíssima a Câmara, quando rejeita mensagem do Executivo com pedido, em regime de urgência, para aprovar suplementação de verbas com a finalidade de cobrir pagamento do 13º salário dos servidores públicos. Especialmente, porque, há muito, o governo já extrapolou cerca de R$ 25 milhões de suplementação, por decreto, prerrogativa a ele foi garantida pelo Legislativo, ano passado, quando foi votado o PPA.
Está corretíssima a Câmara, quando quer tempo para analisar o pedido, quando diz que vai pedir anulação de outras despesas e de suplementações, pois não tem obrigação de aceitar imposição desta envergadura do Executivo.
Erra a Câmara, quando sobe ao palco para tentar convencer a assistência de que não tem nada a ver com a atual situação financeira do Executivo. É um engodo afirmar que toda a folha de pagamento fora prevista, no PPA. Chega perto de dois mil o número de comissionados e contratados, no atual governo. Chega a três mil o número de servidores, incluindo-se aí os cerca de mil concursados. Foram diversos trens da alegria, em 2007. Já havia previsão, desde o ano passado para isso? É claro que não. São, portanto, três mil servidores para 25 mil habitantes. É esse disparate que precisa ser discutido e sobre o qual a Câmara de Vereadores tem tanta (ir)responsabilidade quanto o Executivo.
Erra a Câmara quando chuta o cachorro morto, subindo ao palco para convencer a assistência de que está tão indignada, com o atual governo, quanto o cidadão de Búzios, valendo-se de discursos ignóbeis e sem a menor sensibilidade para o fato de que estamos enojados com esse tipo de postura.
Se as falcatruas cometidas pelo Executivo, ao longo dos últimos anos, são tantas e tão graves assim, como denunciam os Vereadores, onde estão ou estiveram que não foram à Justiça ou ao Ministério Público para exigir o afastamento dos responsáveis? E mais, se essas irregularidades ocorreram ou ainda ocorrem, é com o aval dos nobres edis, que, em muitas vezes, silenciaram, em outras, acharam que seus belos discursos seriam suficientes, e em outras, foram verdadeiros cúmplices, desafiando a assistência com puro cinismo.
Seja como for, TODOS OS VEREADORES FORAM E SÃO IGUALMENTE RESPONSÁVEIS PELA SITUAÇÃO DO EXECUTIVO, porque co-autores das inúmeras irregularidades escritas, sim, a muitas mãos
Onde esteve a Câmara, quando a ASFAB - Associação dos Servidores Públicos de Armação dos Búzios, por incontáveis vezes, esteve na Casa, para lhe pedir que não aprovasse as mensagens do Executivo, cujas matérias versavam sobre a aprovação de número espúrio de cargos em comissão? Onde esteve a Câmara, quando o próprio Ministério Público realizou Ação Civil Pública, em março de 2006, para conter o exagerado empreguismo público, na cidade? Onde esteve a Câmara, no último trem da alegria? Onde está a Câmara que não realiza seu próprio concurso público, tendo apenas 5 concursados e mais de 80 cargos em comissão? Onde esteve a Câmara na hora de enfrentar a prática imoral do nepotismo, no atual governo, problema esse que vem sendo discutido e expurgado de inúmeras administrações e que é um anseio do cidadão de Búzios.
Nossos edis não sabem fazer conta? Não sabem que, pelo menos no quesito empreguismo, tal prática somada a outras práticas condenáveis da atual administração levaria a Prefeitura de Búzios à falência?
Erra a Câmara, quando tenta convencer a assistência de que a maioria dos servidores presentes à sessão de ontem, 05 de novembro, era pau mandado do governo. Ali, havia muito pau mandado, sim, mas boa parte não era. Aliás, onde está a Câmara para indagar sobre o dinheiro do FUNDEB? Sim, porque o 13º dos demais servidores pode estar sendo ameaçado e isso requer enfrentamento. Mas, no que diz respeito ao magistério não pode, pois está garantido pelo Fundo Federal. Essa foi uma questão que levou um grupo do magistério à Câmara.
Erra a Câmara, se tentar envolver a ASFAB neste melê, pois o assunto diz respeito a ela e ao Executivo. A ASFAB acaba de eleger seu novo presidente. Em seu lugar, perguntaria aos nobres edis, se sabem ler, pois o artigo 141, da Lei Orgânica é claro: O quadro de Servidores Públicos da administração direta e indireta municipal NÃO poderá ser superior a 7% (sete por cento) do eleitorado do Município. Perguntar-lhes-ia, mais uma vez, em seu lugar, se também não sabem fazer conta, pois um Município com cerca de 18 mil eleitores, poderia ter até 1300 servidores, com muito boa vontade e já desrespeitando a própria lei.
Não errou em tudo a Câmara Municipal, mas está em débito no que se refere aos acertos. E, quando acerta, não faz mais do que sua obrigação. As leis estão prontas. Aliás, há leis demais, nesse País. E, se estão lesando o povo de Búzios, onde está a Câmara? Estão roubando, e daí? Se os nobres edis fiscalizam e sabem de tanta coisa assim, falta-lhes, por isso mesmo, ação e compromisso em dobro, na defesa dos interesses coletivos, indisponíveis, de nossa cidade.
07-11-2007 00:00:00
saiba maisEstá corretíssima a Câmara, quando rejeita mensagem do Executivo com pedido, em regime de urgência, para aprovar suplementação de verbas com a finalidade de cobrir pagamento do 13º salário dos servidores públicos. Especialmente, porque, há muito, o governo já extrapolou cerca de R$ 25 milhões de suplementação, por decreto, prerrogativa a ele foi garantida pelo Legislativo, ano passado, quando foi votado o PPA.
Está corretíssima a Câmara, quando quer tempo para analisar o pedido, quando diz que vai pedir anulação de outras despesas e de suplementações, pois não tem obrigação de aceitar imposição desta envergadura do Executivo.
Erra a Câmara, quando sobe ao palco para tentar convencer a assistência de que não tem nada a ver com a atual situação financeira do Executivo. É um engodo afirmar que toda a folha de pagamento fora prevista, no PPA. Chega perto de dois mil o número de comissionados e contratados, no atual governo. Chega a três mil o número de servidores, incluindo-se aí os cerca de mil concursados. Foram diversos trens da alegria, em 2007. Já havia previsão, desde o ano passado para isso? É claro que não. São, portanto, três mil servidores para 25 mil habitantes. É esse disparate que precisa ser discutido e sobre o qual a Câmara de Vereadores tem tanta (ir)responsabilidade quanto o Executivo.
Erra a Câmara quando chuta o cachorro morto, subindo ao palco para convencer a assistência de que está tão indignada, com o atual governo, quanto o cidadão de Búzios, valendo-se de discursos ignóbeis e sem a menor sensibilidade para o fato de que estamos enojados com esse tipo de postura.
Se as falcatruas cometidas pelo Executivo, ao longo dos últimos anos, são tantas e tão graves assim, como denunciam os Vereadores, onde estão ou estiveram que não foram à Justiça ou ao Ministério Público para exigir o afastamento dos responsáveis? E mais, se essas irregularidades ocorreram ou ainda ocorrem, é com o aval dos nobres edis, que, em muitas vezes, silenciaram, em outras, acharam que seus belos discursos seriam suficientes, e em outras, foram verdadeiros cúmplices, desafiando a assistência com puro cinismo.
Seja como for, TODOS OS VEREADORES FORAM E SÃO IGUALMENTE RESPONSÁVEIS PELA SITUAÇÃO DO EXECUTIVO, porque co-autores das inúmeras irregularidades escritas, sim, a muitas mãos
Onde esteve a Câmara, quando a ASFAB - Associação dos Servidores Públicos de Armação dos Búzios, por incontáveis vezes, esteve na Casa, para lhe pedir que não aprovasse as mensagens do Executivo, cujas matérias versavam sobre a aprovação de número espúrio de cargos em comissão? Onde esteve a Câmara, quando o próprio Ministério Público realizou Ação Civil Pública, em março de 2006, para conter o exagerado empreguismo público, na cidade? Onde esteve a Câmara, no último trem da alegria? Onde está a Câmara que não realiza seu próprio concurso público, tendo apenas 5 concursados e mais de 80 cargos em comissão? Onde esteve a Câmara na hora de enfrentar a prática imoral do nepotismo, no atual governo, problema esse que vem sendo discutido e expurgado de inúmeras administrações e que é um anseio do cidadão de Búzios.
Nossos edis não sabem fazer conta? Não sabem que, pelo menos no quesito empreguismo, tal prática somada a outras práticas condenáveis da atual administração levaria a Prefeitura de Búzios à falência?
Erra a Câmara, quando tenta convencer a assistência de que a maioria dos servidores presentes à sessão de ontem, 05 de novembro, era pau mandado do governo. Ali, havia muito pau mandado, sim, mas boa parte não era. Aliás, onde está a Câmara para indagar sobre o dinheiro do FUNDEB? Sim, porque o 13º dos demais servidores pode estar sendo ameaçado e isso requer enfrentamento. Mas, no que diz respeito ao magistério não pode, pois está garantido pelo Fundo Federal. Essa foi uma questão que levou um grupo do magistério à Câmara.
Erra a Câmara, se tentar envolver a ASFAB neste melê, pois o assunto diz respeito a ela e ao Executivo. A ASFAB acaba de eleger seu novo presidente. Em seu lugar, perguntaria aos nobres edis, se sabem ler, pois o artigo 141, da Lei Orgânica é claro: O quadro de Servidores Públicos da administração direta e indireta municipal NÃO poderá ser superior a 7% (sete por cento) do eleitorado do Município. Perguntar-lhes-ia, mais uma vez, em seu lugar, se também não sabem fazer conta, pois um Município com cerca de 18 mil eleitores, poderia ter até 1300 servidores, com muito boa vontade e já desrespeitando a própria lei.
Não errou em tudo a Câmara Municipal, mas está em débito no que se refere aos acertos. E, quando acerta, não faz mais do que sua obrigação. As leis estão prontas. Aliás, há leis demais, nesse País. E, se estão lesando o povo de Búzios, onde está a Câmara? Estão roubando, e daí? Se os nobres edis fiscalizam e sabem de tanta coisa assim, falta-lhes, por isso mesmo, ação e compromisso em dobro, na defesa dos interesses coletivos, indisponíveis, de nossa cidade.
07-11-2007 00:00:00
saiba maisJosé Paulo Schiffini *
Em 1969, há quase 40 anos, o homem pisava na lua, no mesmo dia eu pisava em Búzios, pela primeira vez....
Nunca poderei me esquecer, apaixonei-me a primeira vista.
Neste tempo, pude observar as transformações de nossos costumes e hábitos, principalmente do Romance, enfim da cantada entre as pessoas.
Como se degradou no Brasil, nestes últimos nos pois até o palavreado usado entre os que se amam, mudou; e mudou muito, suspeito que para pior, vejam só: Ronaldo Boscoli, compôs para Nara Leão, o sucesso da Bossa Nova, chamado Lobo Bobo; que lá pelas tantas resolvia jantar alguém; que logo depois o jargão popular machista dos anos 70, vulgarizou para comer alguém. Houve uma tentativa geral das boas famílias mas muito tímida, de recuperar a delicadeza de usar: transar com alguém...
Mas o RAP (made in USA) que copiamos dos gringos, vulgarizou ainda mais para: trepar com alguém...
Que mau gosto!
Nova tentativa para tornar mais sutil a coisa, nasceu dos próprios adolescentes, com o neo-romantismo platônico, para ficar com alguém...
Ultimamente são elas, as gurias, as não mais moças, que até nos comerciais da televisão usam pegar alguém.... e ontem aqui de Búzios ouvi uma gostosona usando: matei o velho.!?!
Veja só o que a cultura pop antiterror gringa exporta...
Mas foi ontem também, que tive outra grande decepção: no estacionamento do supermercado Princesa.
Quem parou ao meu lado?
O carrão do senhor prefeito.
Eu costumava me encontrar com ele, quando ainda candidato, quando ainda em campanha, na padaria que hoje não existe mais para tomar cafezinho...
- Nunca mais tomamos cafezinhos juntos Toninho?
Como vai a luta?
- Estou trabalhando desde as 7 horas da manhã sem parar!
Trocamos um aperto de mão, recebi de volta o velho lindo sorriso e ousei comentar:
- Onde estão os turistas, os comerciantes estão reclamando que eles fugiram de Búzios!
- Os comerciantes, sempre reclamam!
Disse eu: - mas é preciso fazer uma campanha para trazer mais turistas, mais gringos de qualidade, com grana para a cidade!
- Não, Não, a cidade está cheia, vai ver:
O hospital está cheio de gente sendo atendida, as praias estão cheias...
A cidade não suporta mais gente...
Eu ainda repliquei: temos que fazer como algumas pequenas cidades que recebem muitos turistas fazem, cobrar pedágio na entrada...
- Não, não pedágio é anticonstitucional!
E ele saiu andando...
Sabedor que muitos negócios no momento estão passando dificuldades, eu fiquei pensando:
Será que estamos falando da mesma cidade?
Alô, prefeito Toninho Branco, você precisa tomar mais cafezinho com seus munícipes!
...ou como na música você quer matar, agora, de verdade,.todos nós?
* Consultor de empresas, e divulgador da Cultura e do Vinho
06-11-2007 00:00:00
saiba maisJosé Paulo Schiffini *
Em 1969, há quase 40 anos, o homem pisava na lua, no mesmo dia eu pisava em Búzios, pela primeira vez....
Nunca poderei me esquecer, apaixonei-me a primeira vista.
Neste tempo, pude observar as transformações de nossos costumes e hábitos, principalmente do Romance, enfim da cantada entre as pessoas.
Como se degradou no Brasil, nestes últimos nos pois até o palavreado usado entre os que se amam, mudou; e mudou muito, suspeito que para pior, vejam só: Ronaldo Boscoli, compôs para Nara Leão, o sucesso da Bossa Nova, chamado Lobo Bobo; que lá pelas tantas resolvia jantar alguém; que logo depois o jargão popular machista dos anos 70, vulgarizou para comer alguém. Houve uma tentativa geral das boas famílias mas muito tímida, de recuperar a delicadeza de usar: transar com alguém...
Mas o RAP (made in USA) que copiamos dos gringos, vulgarizou ainda mais para: trepar com alguém...
Que mau gosto!
Nova tentativa para tornar mais sutil a coisa, nasceu dos próprios adolescentes, com o neo-romantismo platônico, para ficar com alguém...
Ultimamente são elas, as gurias, as não mais moças, que até nos comerciais da televisão usam pegar alguém.... e ontem aqui de Búzios ouvi uma gostosona usando: matei o velho.!?!
Veja só o que a cultura pop antiterror gringa exporta...
Mas foi ontem também, que tive outra grande decepção: no estacionamento do supermercado Princesa.
Quem parou ao meu lado?
O carrão do senhor prefeito.
Eu costumava me encontrar com ele, quando ainda candidato, quando ainda em campanha, na padaria que hoje não existe mais para tomar cafezinho...
- Nunca mais tomamos cafezinhos juntos Toninho?
Como vai a luta?
- Estou trabalhando desde as 7 horas da manhã sem parar!
Trocamos um aperto de mão, recebi de volta o velho lindo sorriso e ousei comentar:
- Onde estão os turistas, os comerciantes estão reclamando que eles fugiram de Búzios!
- Os comerciantes, sempre reclamam!
Disse eu: - mas é preciso fazer uma campanha para trazer mais turistas, mais gringos de qualidade, com grana para a cidade!
- Não, Não, a cidade está cheia, vai ver:
O hospital está cheio de gente sendo atendida, as praias estão cheias...
A cidade não suporta mais gente...
Eu ainda repliquei: temos que fazer como algumas pequenas cidades que recebem muitos turistas fazem, cobrar pedágio na entrada...
- Não, não pedágio é anticonstitucional!
E ele saiu andando...
Sabedor que muitos negócios no momento estão passando dificuldades, eu fiquei pensando:
Será que estamos falando da mesma cidade?
Alô, prefeito Toninho Branco, você precisa tomar mais cafezinho com seus munícipes!
...ou como na música você quer matar, agora, de verdade,.todos nós?
* Consultor de empresas, e divulgador da Cultura e do Vinho
06-11-2007 00:00:00
saiba maisJosé Paulo Schiffini *
Em 1969, há quase 40 anos, o homem pisava na lua, no mesmo dia eu pisava em Búzios, pela primeira vez....
Nunca poderei me esquecer, apaixonei-me a primeira vista.
Neste tempo, pude observar as transformações de nossos costumes e hábitos, principalmente do Romance, enfim da cantada entre as pessoas.
Como se degradou no Brasil, nestes últimos nos pois até o palavreado usado entre os que se amam, mudou; e mudou muito, suspeito que para pior, vejam só: Ronaldo Boscoli, compôs para Nara Leão, o sucesso da Bossa Nova, chamado Lobo Bobo; que lá pelas tantas resolvia jantar alguém; que logo depois o jargão popular machista dos anos 70, vulgarizou para comer alguém. Houve uma tentativa geral das boas famílias mas muito tímida, de recuperar a delicadeza de usar: transar com alguém...
Mas o RAP (made in USA) que copiamos dos gringos, vulgarizou ainda mais para: trepar com alguém...
Que mau gosto!
Nova tentativa para tornar mais sutil a coisa, nasceu dos próprios adolescentes, com o neo-romantismo platônico, para ficar com alguém...
Ultimamente são elas, as gurias, as não mais moças, que até nos comerciais da televisão usam pegar alguém.... e ontem aqui de Búzios ouvi uma gostosona usando: matei o velho.!?!
Veja só o que a cultura pop antiterror gringa exporta...
Mas foi ontem também, que tive outra grande decepção: no estacionamento do supermercado Princesa.
Quem parou ao meu lado?
O carrão do senhor prefeito.
Eu costumava me encontrar com ele, quando ainda candidato, quando ainda em campanha, na padaria que hoje não existe mais para tomar cafezinho...
- Nunca mais tomamos cafezinhos juntos Toninho?
Como vai a luta?
- Estou trabalhando desde as 7 horas da manhã sem parar!
Trocamos um aperto de mão, recebi de volta o velho lindo sorriso e ousei comentar:
- Onde estão os turistas, os comerciantes estão reclamando que eles fugiram de Búzios!
- Os comerciantes, sempre reclamam!
Disse eu: - mas é preciso fazer uma campanha para trazer mais turistas, mais gringos de qualidade, com grana para a cidade!
- Não, Não, a cidade está cheia, vai ver:
O hospital está cheio de gente sendo atendida, as praias estão cheias...
A cidade não suporta mais gente...
Eu ainda repliquei: temos que fazer como algumas pequenas cidades que recebem muitos turistas fazem, cobrar pedágio na entrada...
- Não, não pedágio é anticonstitucional!
E ele saiu andando...
Sabedor que muitos negócios no momento estão passando dificuldades, eu fiquei pensando:
Será que estamos falando da mesma cidade?
Alô, prefeito Toninho Branco, você precisa tomar mais cafezinho com seus munícipes!
...ou como na música você quer matar, agora, de verdade,.todos nós?
* Consultor de empresas, e divulgador da Cultura e do Vinho
06-11-2007 00:00:00
saiba maisJosé Paulo Schiffini *
Em 1969, há quase 40 anos, o homem pisava na lua, no mesmo dia eu pisava em Búzios, pela primeira vez....
Nunca poderei me esquecer, apaixonei-me a primeira vista.
Neste tempo, pude observar as transformações de nossos costumes e hábitos, principalmente do Romance, enfim da cantada entre as pessoas.
Como se degradou no Brasil, nestes últimos nos pois até o palavreado usado entre os que se amam, mudou; e mudou muito, suspeito que para pior, vejam só: Ronaldo Boscoli, compôs para Nara Leão, o sucesso da Bossa Nova, chamado Lobo Bobo; que lá pelas tantas resolvia jantar alguém; que logo depois o jargão popular machista dos anos 70, vulgarizou para comer alguém. Houve uma tentativa geral das boas famílias mas muito tímida, de recuperar a delicadeza de usar: transar com alguém...
Mas o RAP (made in USA) que copiamos dos gringos, vulgarizou ainda mais para: trepar com alguém...
Que mau gosto!
Nova tentativa para tornar mais sutil a coisa, nasceu dos próprios adolescentes, com o neo-romantismo platônico, para ficar com alguém...
Ultimamente são elas, as gurias, as não mais moças, que até nos comerciais da televisão usam pegar alguém.... e ontem aqui de Búzios ouvi uma gostosona usando: matei o velho.!?!
Veja só o que a cultura pop antiterror gringa exporta...
Mas foi ontem também, que tive outra grande decepção: no estacionamento do supermercado Princesa.
Quem parou ao meu lado?
O carrão do senhor prefeito.
Eu costumava me encontrar com ele, quando ainda candidato, quando ainda em campanha, na padaria que hoje não existe mais para tomar cafezinho...
- Nunca mais tomamos cafezinhos juntos Toninho?
Como vai a luta?
- Estou trabalhando desde as 7 horas da manhã sem parar!
Trocamos um aperto de mão, recebi de volta o velho lindo sorriso e ousei comentar:
- Onde estão os turistas, os comerciantes estão reclamando que eles fugiram de Búzios!
- Os comerciantes, sempre reclamam!
Disse eu: - mas é preciso fazer uma campanha para trazer mais turistas, mais gringos de qualidade, com grana para a cidade!
- Não, Não, a cidade está cheia, vai ver:
O hospital está cheio de gente sendo atendida, as praias estão cheias...
A cidade não suporta mais gente...
Eu ainda repliquei: temos que fazer como algumas pequenas cidades que recebem muitos turistas fazem, cobrar pedágio na entrada...
- Não, não pedágio é anticonstitucional!
E ele saiu andando...
Sabedor que muitos negócios no momento estão passando dificuldades, eu fiquei pensando:
Será que estamos falando da mesma cidade?
Alô, prefeito Toninho Branco, você precisa tomar mais cafezinho com seus munícipes!
...ou como na música você quer matar, agora, de verdade,.todos nós?
* Consultor de empresas, e divulgador da Cultura e do Vinho
06-11-2007 00:00:00
saiba maisNo início deste mês, o drama da capitã da Polícia Militar merece nossa reflexão. Há anos denunciamos que os PMs são alvos fáceis dos bandidos, inclusive fora do horário de serviço. Infelizmente, esse fato não recebe por parte da sociedade a mesma atenção de quando há denúncia de abuso de violência policial. Aliás, já é rotina culpar a polícia, uma prática motivada pelos próprios traficantes para denegrir a imagem da corporação.
A capitã da PM foi abordada na porta de casa quando chegava da igreja. Ela, que acima de tudo é uma cidadã, foi pega de surpresa, rendida e levada pelos delinqüentes, para ser mais um número estatístico de vítimas do seqüestro relâmpago.
Ao ser identificada como policial passou a ser um verdadeiro brinquedo nas mãos dos assaltantes que a levaram para a favela, submetendo-a violência, com requinte de crueldade. Foram três tentativas até conseguir se desvencilhar de vez dos marginais.
Ao longo das horas angustiantes, a policial ainda se deparou com uma situação que, no mínimo, nos choca enquanto sociedade. Foi enxotada a golpes de vassoura por um morador que lhe negou ajuda. Reação que nos mostra a força do poder à margem da lei em detrimento do Poder Constituído, pois o apelo de uma policial fugindo da morte não foi o suficiente para que o cidadão lhe acolhesse. Uma conduta que aderiu a crueldade instituída naquela sociedade.
Certamente, já passamos da hora de percebermos a que ponto chegamos, enquanto nossas autoridades brincam de governar, como a descarada absolvição de Renan Calheiros, menosprezando a inteligência de todos os brasileiros. Saibamos que o drama vivido pela capitã é apenas a ponta de um ainda maior vivido por todos nós.
02-11-2007 00:00:00
saiba mais02-11-2007 00:00:00
saiba maisNo início deste mês, o drama da capitã da Polícia Militar merece nossa reflexão. Há anos denunciamos que os PMs são alvos fáceis dos bandidos, inclusive fora do horário de serviço. Infelizmente, esse fato não recebe por parte da sociedade a mesma atenção de quando há denúncia de abuso de violência policial. Aliás, já é rotina culpar a polícia, uma prática motivada pelos próprios traficantes para denegrir a imagem da corporação.
A capitã da PM foi abordada na porta de casa quando chegava da igreja. Ela, que acima de tudo é uma cidadã, foi pega de surpresa, rendida e levada pelos delinqüentes, para ser mais um número estatístico de vítimas do seqüestro relâmpago.
Ao ser identificada como policial passou a ser um verdadeiro brinquedo nas mãos dos assaltantes que a levaram para a favela, submetendo-a violência, com requinte de crueldade. Foram três tentativas até conseguir se desvencilhar de vez dos marginais.
Ao longo das horas angustiantes, a policial ainda se deparou com uma situação que, no mínimo, nos choca enquanto sociedade. Foi enxotada a golpes de vassoura por um morador que lhe negou ajuda. Reação que nos mostra a força do poder à margem da lei em detrimento do Poder Constituído, pois o apelo de uma policial fugindo da morte não foi o suficiente para que o cidadão lhe acolhesse. Uma conduta que aderiu a crueldade instituída naquela sociedade.
Certamente, já passamos da hora de percebermos a que ponto chegamos, enquanto nossas autoridades brincam de governar, como a descarada absolvição de Renan Calheiros, menosprezando a inteligência de todos os brasileiros. Saibamos que o drama vivido pela capitã é apenas a ponta de um ainda maior vivido por todos nós.
02-11-2007 00:00:00
saiba mais02-11-2007 00:00:00
saiba maisNo início deste mês, o drama da capitã da Polícia Militar merece nossa reflexão. Há anos denunciamos que os PMs são alvos fáceis dos bandidos, inclusive fora do horário de serviço. Infelizmente, esse fato não recebe por parte da sociedade a mesma atenção de quando há denúncia de abuso de violência policial. Aliás, já é rotina culpar a polícia, uma prática motivada pelos próprios traficantes para denegrir a imagem da corporação.
A capitã da PM foi abordada na porta de casa quando chegava da igreja. Ela, que acima de tudo é uma cidadã, foi pega de surpresa, rendida e levada pelos delinqüentes, para ser mais um número estatístico de vítimas do seqüestro relâmpago.
Ao ser identificada como policial passou a ser um verdadeiro brinquedo nas mãos dos assaltantes que a levaram para a favela, submetendo-a violência, com requinte de crueldade. Foram três tentativas até conseguir se desvencilhar de vez dos marginais.
Ao longo das horas angustiantes, a policial ainda se deparou com uma situação que, no mínimo, nos choca enquanto sociedade. Foi enxotada a golpes de vassoura por um morador que lhe negou ajuda. Reação que nos mostra a força do poder à margem da lei em detrimento do Poder Constituído, pois o apelo de uma policial fugindo da morte não foi o suficiente para que o cidadão lhe acolhesse. Uma conduta que aderiu a crueldade instituída naquela sociedade.
Certamente, já passamos da hora de percebermos a que ponto chegamos, enquanto nossas autoridades brincam de governar, como a descarada absolvição de Renan Calheiros, menosprezando a inteligência de todos os brasileiros. Saibamos que o drama vivido pela capitã é apenas a ponta de um ainda maior vivido por todos nós.
02-11-2007 00:00:00
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saiba maisNo início deste mês, o drama da capitã da Polícia Militar merece nossa reflexão. Há anos denunciamos que os PMs são alvos fáceis dos bandidos, inclusive fora do horário de serviço. Infelizmente, esse fato não recebe por parte da sociedade a mesma atenção de quando há denúncia de abuso de violência policial. Aliás, já é rotina culpar a polícia, uma prática motivada pelos próprios traficantes para denegrir a imagem da corporação.
A capitã da PM foi abordada na porta de casa quando chegava da igreja. Ela, que acima de tudo é uma cidadã, foi pega de surpresa, rendida e levada pelos delinqüentes, para ser mais um número estatístico de vítimas do seqüestro relâmpago.
Ao ser identificada como policial passou a ser um verdadeiro brinquedo nas mãos dos assaltantes que a levaram para a favela, submetendo-a violência, com requinte de crueldade. Foram três tentativas até conseguir se desvencilhar de vez dos marginais.
Ao longo das horas angustiantes, a policial ainda se deparou com uma situação que, no mínimo, nos choca enquanto sociedade. Foi enxotada a golpes de vassoura por um morador que lhe negou ajuda. Reação que nos mostra a força do poder à margem da lei em detrimento do Poder Constituído, pois o apelo de uma policial fugindo da morte não foi o suficiente para que o cidadão lhe acolhesse. Uma conduta que aderiu a crueldade instituída naquela sociedade.
Certamente, já passamos da hora de percebermos a que ponto chegamos, enquanto nossas autoridades brincam de governar, como a descarada absolvição de Renan Calheiros, menosprezando a inteligência de todos os brasileiros. Saibamos que o drama vivido pela capitã é apenas a ponta de um ainda maior vivido por todos nós.
02-11-2007 00:00:00
saiba mais02-11-2007 00:00:00
saiba maisDirceu Cardoso Gonçalves *
Diante da aparente invencibilidade do crime que, a cada dia, se apresenta mais violento e aterrorizante, a população, órfã de lideranças e sem esperança, para se sentir segura, necessita de ídolos, algo em que possa confiar e, até, proteger-se. Lançado nesse terreno fértil, o filme Tropa de Elite virou febre nacional e suposto modelo de solução no combate à corrupção e à violência, que grassam Brasil afora. É a muleta da vez. Seus personagens são vistos como paladinos do mesmo quilate daqueles que Hollywood e outros centros cinematográficos produzem de tempos em tempos para a velha discussão da luta vitoriosa do bem contra o mal.
Essa idolatria aos métodos violentos, atribuída na fita ao BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais), merece a mais detida reflexão das autoridades. Demonstra, no mínimo, que o povo já não vê a solução pacífica dos problemas, acreditando que para não morrer tem de matar. Pode levar à institucionalização da violência como imperativo da ordem pública, com sérios danos à sociedade e ao futuro do próprio país.
As autoridades têm de atuar no controle eficaz à explosão que se desenha bem próxima no horizonte nacional. No Rio de Janeiro cenário do filme vive-se há muito o regime de pré-guerra civil, com zonas da cidade controladas por facções criminosas, milícias e grupos que podem ser considerados como a máfia brasileira. Em proporções pouco menores, mas não menos atuante, a violência também se faz presente em São Paulo onde o PCC barbariza e em outros centros importantes, onde todos os dias ocorrem mortes decorrentes de divergências entre grupos de criminosos ou de latrocínios, balas perdidas e outros acontecimentos anti-sociais.
O povo não agüenta mais ver tanta violência e ouvir as autoridades dizendo que tudo está sob controle ou que há muito não vivíamos um momento bom como este. A insegurança e a desesperança levam a população a adotar outros protetores e, com isso, o Estado perde e a sociedade naufraga.
O nível de deterioração hoje reinante em todo o país, notadamente nos grandes centros, exige mais do que a simples ação dos governos, que ao longo dos anos já demonstraram sua incompetência e falta de vontade política para o enfrentamento da crise. Não pode o governo federal ficar de costas para o caos só porque certas ações são de competência estadual, nem o Estado só esperar do federal. Assim como a própria sociedade organizada deve colaborar e pressionar exigindo solução, não ficando alheia como se tudo fosse só tarefa de governo. Chegamos a um ponto onde todos unem suas forças, ou não se pode mais prever o futuro.
No meio policial costuma-se dizer que a polícia do cinema é uma e a polícia de verdade é outra. Com raras e previsíveis exceções, os paladinos das telas resolvem os problemas e tudo termina bem, com a vitória do bem sobre o mal. Na vida real, nem sempre é assim. Se o bem não estiver adequadamente estruturado, vence o mal e este torna-se cada dia maior.
A obra do diretor José Padilha e sua equipe é louvável por conduzir à reflexão forte do caos da segurança pública brasileira. Mexe com as massas a ponto de provocar discussões das mais variadas e aplausos ao final de toda exibição no cinema. Mas toda essa movimentação deve ser compreendida, analisada e encaminhada rumo à paz, não à guerra. Alguém tem de dizer, especialmente à juventude, que a violência não deve ser combatida com a violência, mas com a firmeza da autoridade e métodos que garantam ao cidadão as condições mínimas de viver em comunidade, para que possa trabalhar, estudar, divertir-se e progredir Do contrário não haverá razão para se viver...
* Tenente da PM e dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo)
01-11-2007 00:00:00
saiba maisDirceu Cardoso Gonçalves *
Diante da aparente invencibilidade do crime que, a cada dia, se apresenta mais violento e aterrorizante, a população, órfã de lideranças e sem esperança, para se sentir segura, necessita de ídolos, algo em que possa confiar e, até, proteger-se. Lançado nesse terreno fértil, o filme Tropa de Elite virou febre nacional e suposto modelo de solução no combate à corrupção e à violência, que grassam Brasil afora. É a muleta da vez. Seus personagens são vistos como paladinos do mesmo quilate daqueles que Hollywood e outros centros cinematográficos produzem de tempos em tempos para a velha discussão da luta vitoriosa do bem contra o mal.
Essa idolatria aos métodos violentos, atribuída na fita ao BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais), merece a mais detida reflexão das autoridades. Demonstra, no mínimo, que o povo já não vê a solução pacífica dos problemas, acreditando que para não morrer tem de matar. Pode levar à institucionalização da violência como imperativo da ordem pública, com sérios danos à sociedade e ao futuro do próprio país.
As autoridades têm de atuar no controle eficaz à explosão que se desenha bem próxima no horizonte nacional. No Rio de Janeiro cenário do filme vive-se há muito o regime de pré-guerra civil, com zonas da cidade controladas por facções criminosas, milícias e grupos que podem ser considerados como a máfia brasileira. Em proporções pouco menores, mas não menos atuante, a violência também se faz presente em São Paulo onde o PCC barbariza e em outros centros importantes, onde todos os dias ocorrem mortes decorrentes de divergências entre grupos de criminosos ou de latrocínios, balas perdidas e outros acontecimentos anti-sociais.
O povo não agüenta mais ver tanta violência e ouvir as autoridades dizendo que tudo está sob controle ou que há muito não vivíamos um momento bom como este. A insegurança e a desesperança levam a população a adotar outros protetores e, com isso, o Estado perde e a sociedade naufraga.
O nível de deterioração hoje reinante em todo o país, notadamente nos grandes centros, exige mais do que a simples ação dos governos, que ao longo dos anos já demonstraram sua incompetência e falta de vontade política para o enfrentamento da crise. Não pode o governo federal ficar de costas para o caos só porque certas ações são de competência estadual, nem o Estado só esperar do federal. Assim como a própria sociedade organizada deve colaborar e pressionar exigindo solução, não ficando alheia como se tudo fosse só tarefa de governo. Chegamos a um ponto onde todos unem suas forças, ou não se pode mais prever o futuro.
No meio policial costuma-se dizer que a polícia do cinema é uma e a polícia de verdade é outra. Com raras e previsíveis exceções, os paladinos das telas resolvem os problemas e tudo termina bem, com a vitória do bem sobre o mal. Na vida real, nem sempre é assim. Se o bem não estiver adequadamente estruturado, vence o mal e este torna-se cada dia maior.
A obra do diretor José Padilha e sua equipe é louvável por conduzir à reflexão forte do caos da segurança pública brasileira. Mexe com as massas a ponto de provocar discussões das mais variadas e aplausos ao final de toda exibição no cinema. Mas toda essa movimentação deve ser compreendida, analisada e encaminhada rumo à paz, não à guerra. Alguém tem de dizer, especialmente à juventude, que a violência não deve ser combatida com a violência, mas com a firmeza da autoridade e métodos que garantam ao cidadão as condições mínimas de viver em comunidade, para que possa trabalhar, estudar, divertir-se e progredir Do contrário não haverá razão para se viver...
* Tenente da PM e dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo)
01-11-2007 00:00:00
saiba maisDirceu Cardoso Gonçalves *
Diante da aparente invencibilidade do crime que, a cada dia, se apresenta mais violento e aterrorizante, a população, órfã de lideranças e sem esperança, para se sentir segura, necessita de ídolos, algo em que possa confiar e, até, proteger-se. Lançado nesse terreno fértil, o filme Tropa de Elite virou febre nacional e suposto modelo de solução no combate à corrupção e à violência, que grassam Brasil afora. É a muleta da vez. Seus personagens são vistos como paladinos do mesmo quilate daqueles que Hollywood e outros centros cinematográficos produzem de tempos em tempos para a velha discussão da luta vitoriosa do bem contra o mal.
Essa idolatria aos métodos violentos, atribuída na fita ao BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais), merece a mais detida reflexão das autoridades. Demonstra, no mínimo, que o povo já não vê a solução pacífica dos problemas, acreditando que para não morrer tem de matar. Pode levar à institucionalização da violência como imperativo da ordem pública, com sérios danos à sociedade e ao futuro do próprio país.
As autoridades têm de atuar no controle eficaz à explosão que se desenha bem próxima no horizonte nacional. No Rio de Janeiro cenário do filme vive-se há muito o regime de pré-guerra civil, com zonas da cidade controladas por facções criminosas, milícias e grupos que podem ser considerados como a máfia brasileira. Em proporções pouco menores, mas não menos atuante, a violência também se faz presente em São Paulo onde o PCC barbariza e em outros centros importantes, onde todos os dias ocorrem mortes decorrentes de divergências entre grupos de criminosos ou de latrocínios, balas perdidas e outros acontecimentos anti-sociais.
O povo não agüenta mais ver tanta violência e ouvir as autoridades dizendo que tudo está sob controle ou que há muito não vivíamos um momento bom como este. A insegurança e a desesperança levam a população a adotar outros protetores e, com isso, o Estado perde e a sociedade naufraga.
O nível de deterioração hoje reinante em todo o país, notadamente nos grandes centros, exige mais do que a simples ação dos governos, que ao longo dos anos já demonstraram sua incompetência e falta de vontade política para o enfrentamento da crise. Não pode o governo federal ficar de costas para o caos só porque certas ações são de competência estadual, nem o Estado só esperar do federal. Assim como a própria sociedade organizada deve colaborar e pressionar exigindo solução, não ficando alheia como se tudo fosse só tarefa de governo. Chegamos a um ponto onde todos unem suas forças, ou não se pode mais prever o futuro.
No meio policial costuma-se dizer que a polícia do cinema é uma e a polícia de verdade é outra. Com raras e previsíveis exceções, os paladinos das telas resolvem os problemas e tudo termina bem, com a vitória do bem sobre o mal. Na vida real, nem sempre é assim. Se o bem não estiver adequadamente estruturado, vence o mal e este torna-se cada dia maior.
A obra do diretor José Padilha e sua equipe é louvável por conduzir à reflexão forte do caos da segurança pública brasileira. Mexe com as massas a ponto de provocar discussões das mais variadas e aplausos ao final de toda exibição no cinema. Mas toda essa movimentação deve ser compreendida, analisada e encaminhada rumo à paz, não à guerra. Alguém tem de dizer, especialmente à juventude, que a violência não deve ser combatida com a violência, mas com a firmeza da autoridade e métodos que garantam ao cidadão as condições mínimas de viver em comunidade, para que possa trabalhar, estudar, divertir-se e progredir Do contrário não haverá razão para se viver...
* Tenente da PM e dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo)
01-11-2007 00:00:00
saiba maisDirceu Cardoso Gonçalves *
Diante da aparente invencibilidade do crime que, a cada dia, se apresenta mais violento e aterrorizante, a população, órfã de lideranças e sem esperança, para se sentir segura, necessita de ídolos, algo em que possa confiar e, até, proteger-se. Lançado nesse terreno fértil, o filme Tropa de Elite virou febre nacional e suposto modelo de solução no combate à corrupção e à violência, que grassam Brasil afora. É a muleta da vez. Seus personagens são vistos como paladinos do mesmo quilate daqueles que Hollywood e outros centros cinematográficos produzem de tempos em tempos para a velha discussão da luta vitoriosa do bem contra o mal.
Essa idolatria aos métodos violentos, atribuída na fita ao BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais), merece a mais detida reflexão das autoridades. Demonstra, no mínimo, que o povo já não vê a solução pacífica dos problemas, acreditando que para não morrer tem de matar. Pode levar à institucionalização da violência como imperativo da ordem pública, com sérios danos à sociedade e ao futuro do próprio país.
As autoridades têm de atuar no controle eficaz à explosão que se desenha bem próxima no horizonte nacional. No Rio de Janeiro cenário do filme vive-se há muito o regime de pré-guerra civil, com zonas da cidade controladas por facções criminosas, milícias e grupos que podem ser considerados como a máfia brasileira. Em proporções pouco menores, mas não menos atuante, a violência também se faz presente em São Paulo onde o PCC barbariza e em outros centros importantes, onde todos os dias ocorrem mortes decorrentes de divergências entre grupos de criminosos ou de latrocínios, balas perdidas e outros acontecimentos anti-sociais.
O povo não agüenta mais ver tanta violência e ouvir as autoridades dizendo que tudo está sob controle ou que há muito não vivíamos um momento bom como este. A insegurança e a desesperança levam a população a adotar outros protetores e, com isso, o Estado perde e a sociedade naufraga.
O nível de deterioração hoje reinante em todo o país, notadamente nos grandes centros, exige mais do que a simples ação dos governos, que ao longo dos anos já demonstraram sua incompetência e falta de vontade política para o enfrentamento da crise. Não pode o governo federal ficar de costas para o caos só porque certas ações são de competência estadual, nem o Estado só esperar do federal. Assim como a própria sociedade organizada deve colaborar e pressionar exigindo solução, não ficando alheia como se tudo fosse só tarefa de governo. Chegamos a um ponto onde todos unem suas forças, ou não se pode mais prever o futuro.
No meio policial costuma-se dizer que a polícia do cinema é uma e a polícia de verdade é outra. Com raras e previsíveis exceções, os paladinos das telas resolvem os problemas e tudo termina bem, com a vitória do bem sobre o mal. Na vida real, nem sempre é assim. Se o bem não estiver adequadamente estruturado, vence o mal e este torna-se cada dia maior.
A obra do diretor José Padilha e sua equipe é louvável por conduzir à reflexão forte do caos da segurança pública brasileira. Mexe com as massas a ponto de provocar discussões das mais variadas e aplausos ao final de toda exibição no cinema. Mas toda essa movimentação deve ser compreendida, analisada e encaminhada rumo à paz, não à guerra. Alguém tem de dizer, especialmente à juventude, que a violência não deve ser combatida com a violência, mas com a firmeza da autoridade e métodos que garantam ao cidadão as condições mínimas de viver em comunidade, para que possa trabalhar, estudar, divertir-se e progredir Do contrário não haverá razão para se viver...
* Tenente da PM e dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo)
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