23-04-2010 00:00:00
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saiba mais09-04-2010 00:00:00
saiba mais09-04-2010 00:00:00
saiba maisA espiritualidade é, como também é a sexualidade, uma dimensão constitutiva do ser humano. Essa potencialidade neurobiológica pode ou não ser cultivada. Uma pessoa desprovida de espiritualidade prescinde da percepção da profundidade de sua subjetividade. Nela, os desejos prevalecem sobre os ideias. À primeira vista, a espiritualidade opõe-se à materialidade. E o espírito se opõe ao corpo. Mas esse dualismo platônico já está mais que superado, tanto pela ciência quanto pela teologia. Somos todos e tudo uma unidade.
A espiritualidade prescinde das religiões, pode ser vivida sem elas, e há também religiões desprovidas de qualquer espiritualidade, asfixiadas pelo peso do doutrinarismo autoritário
Hoje, o que está em crise não é a espiritualidade. São as formas tradicionais de religião. Nesse mundo secularizado, desencantado, os valores são substituídos pelas ciências; o ser pelo ter; o ideal pelo desejo; o altruísmo pelo consumismo. Assim, a religião reflui para a vida privada e os locais de culto. E deixa de influir na vida social.
A crise da Cristandade, no Renascimento, não significou a crise do Cristianismo. Da mesma maneira, a crise que atinge as religiões não pode ser confundida com a da espiritualidade. Agora nos deparamos com uma espiritualidade pós-religiosa, centrada na autonomia do indivíduo.
O que caracteriza essa espiritualidade pós-moderna é, de um lado, a busca, não do outro, mas de si, da tranquilidade espiritual, da paz do coração.
É uma espiritualidade centrada no próprio ego. De outro, uma espiritualidade política, voltada à promoção da justiça e da paz, comprometida com a ética e com a proteção do meio ambiente.
06-04-2010 00:00:00
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saiba maisA espiritualidade é, como também é a sexualidade, uma dimensão constitutiva do ser humano. Essa potencialidade neurobiológica pode ou não ser cultivada. Uma pessoa desprovida de espiritualidade prescinde da percepção da profundidade de sua subjetividade. Nela, os desejos prevalecem sobre os ideias. À primeira vista, a espiritualidade opõe-se à materialidade. E o espírito se opõe ao corpo. Mas esse dualismo platônico já está mais que superado, tanto pela ciência quanto pela teologia. Somos todos e tudo uma unidade.
A espiritualidade prescinde das religiões, pode ser vivida sem elas, e há também religiões desprovidas de qualquer espiritualidade, asfixiadas pelo peso do doutrinarismo autoritário
Hoje, o que está em crise não é a espiritualidade. São as formas tradicionais de religião. Nesse mundo secularizado, desencantado, os valores são substituídos pelas ciências; o ser pelo ter; o ideal pelo desejo; o altruísmo pelo consumismo. Assim, a religião reflui para a vida privada e os locais de culto. E deixa de influir na vida social.
A crise da Cristandade, no Renascimento, não significou a crise do Cristianismo. Da mesma maneira, a crise que atinge as religiões não pode ser confundida com a da espiritualidade. Agora nos deparamos com uma espiritualidade pós-religiosa, centrada na autonomia do indivíduo.
O que caracteriza essa espiritualidade pós-moderna é, de um lado, a busca, não do outro, mas de si, da tranquilidade espiritual, da paz do coração.
É uma espiritualidade centrada no próprio ego. De outro, uma espiritualidade política, voltada à promoção da justiça e da paz, comprometida com a ética e com a proteção do meio ambiente.
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