Região dos Lagos e Norte Fluminense

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Sexta-feira , 18 de May 2012
  • Serra ou a Barbárie

    O título deste artigo é claro: José Serra, ex- governador do estado de São Paulo, deve ser eleito Presidente do Brasil!

    Por quê?

    Porque o país precisa de gerência competitiva e competente - o tal choque de gestão. Precisa de uma postura ética, para frente, de uma candidatura que se caracterize por um projeto desenvolvimentista, baseado em ações concretas e práticas. Precisa de um futuro presidente com cultura ampla, conhecimento da coisa pública, de um homem de ação, para acabar com o imobilismo que nos cerca e atordoa.

    O país precisa de um presidente reconhecidamente competente, que já mostrou o que sabe e o que pode fazer. E quem tem esse perfil? Serra! Vejam: Serra foi Secretário do governo Montoro; Deputado Estadual; Deputado Federal; Senador; Ministro do Planejamento de FHC; Ministro da Saúde de FHC, quando obteve o título de melhor Ministro da Saúde que o país e quem sabe a América Latina já teve. Serra administrou o 3º orçamento do país: a cidade de São Paulo; Serra administrou o 2º orçamento do país: o estado de São Paulo! Existe, hoje, no Brasil, alguém mais preparado do que ele para governar o Brasil?!

    Nosso país urge por um ciclo de crescimento sustentável não só para o mercado financeiro, mas para a educação, a saúde, para a geração de emprego e renda. Urge, também, pela desoneração do setor produtivo, clama por taxas de juros mais baixas - que permitem o real crescimento. E onde vem ocorrendo tudo isso?

    Sim, doutos senhores, no estado de São Paulo, captaneado pela administração do PSDB, há 20 anos!

    Em São Paulo, o governo reduz a carga tributária e a economia cresce para todos, gera empregos formais, renda. Lá, há investimentos em educação, saúde, em segurança pública. Em São Paulo temos um brasileiro comprometido com a real política, que é àquela comprometida com o bem comum.

    Serra é um homem de ação transformadora, com perfil técnico - que ele sabiamente estende aos seus subordinados -, sabidamente honesto, e com vontade de realizar!

    E o que as pesquisas apontam como perfil desejado? Não são as características acima descritas? Até para os eleitores de marionete Dilma ele é avaliado como o mais preparado!

    Serra tem o perfil e está no momento certo. Então por que titubear?

    Para corrermos o risco de ter que engolir mais 4 anos de incomPeTência, de inércia, de deslumbre, de roubalheira, compra de votos, acordões e despreparo?

    Para vermos um país que só existe em peças publicitárias? Para ficarmos à margem do processo de crescimento, pois seremos geridos por idiotas soberbos? Formados por folhetins revolucionários do século XIX, enquanto estamos no século XXI?

    Caso Serra não ganhe as eleições para presidente, o prejuízo será do Brasil, que terá mais 4 anos deste desgoverno!

    O Brasil pode mais! Pode mais com Serra!

    04-06-2010 00:00:00

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  • Na primeira divisão

    Se considerarmos que o Prêmio Nobel da Paz foi concedido ao Presidente Barack Obama, depois de dez meses de governo, não por realizações pela paz, mas por suas intenções, o Presidente Lula reúne já suficiente bagagem para ser forte candidato ao prêmio deste ano. Importantes jornais do mundo, como o francês Le Monde (L’homme de l’année), a revista Time, o espanhol El País, o inglês Financial Times já o nomearam como um dos mais influentes líderes do mundo; o alemão Süddeutsche Zeitung o chamou de super star. O Fórum d a Davos concedeu-lhe o diploma de Estadista Global. Das Nações Unidas teve o reconhecimento pela Luta pela fome e a desnutrição infantil. O Brasil foi governado por figuras que impuseram respeito internacional, mas jamais um presidente alcançou tamanho prestígio, além no próprio continente latino-americano, no mundo.

    Nenhum brasileiro teve a honra de receber um Prêmio Nobel, em qualquer de suas categorias. Somos carentes dessa distinção. Dom Helder Câmara, Arcebispo do Recife, foi candidato ao Nobel da Paz. Nosso vizinho pode se orgulhar de ter tido dois argentinos homenageados com o Prêmio Nobel da Paz e também da Literatura.

    As viagens do Presidente Lula por todo o mundo ao mesmo tempo em que negocia acordos comerciais e projeta o país cultural e comercialmente, tem também levado consigo a pomba da paz. Na vida sindicalista adquiriu a arte de negociar, aperfeiçoada na vida parlamentaria e na política. Aprendeu e acredita que a negociação é a arma mais eficiente no trato dos homens, na política nacional e na internacional.

    Lá fora o vêem como um self-made man, o homem que conquistou seu lugar no mundo pelo esforço pessoal. Uma parte pequena da elite intelectualizada brasileira ainda o considera como um ex-torneiro improvisado em chefe da nação. Prendem-se a conceitos coloniais do tempo do império, estão presos ao passado, ao tempo em que o país se chamava Estados Unidos do Brasil.

    A visita do Presidente Lula a Teerã foi estigmatizada, a diplomacia do Itamaraty foi criticada e ridicularizada. Apostavam e torciam pelo fracasso. Imagino que Lula e o Ministro Celso Amorim foram corajosos para levar a viagem a cabo. Durante meses o Itamaraty negociou com Ancara e Teerã. As negociações, junto com a Turquia, visavam antes de mais nada a paz, a paz mundial. Persistem interesses, escondidos ou disfarçados, que continuam jogando lenha, pouco a pouco, para que uma terceira guerra mundial exploda. A guerra traz miséria e morte, mas por trás do pano muita gente também se enriquece e tira vantagem.

    As grandes potências, que se auto-denominam comunidade internacional, estão em crise financeira. Os Estados Unidos procuram sair de uma, em que quase fez desaparecer ícones americanos como a General Motors e o City Bank. A Europa agora passa por uma série fase, demonstrando o falso sonho da moeda comum, o euro, e de uma economia articulada,

    O Brasil resistiu às turbulências externas. Viramos uma figura de referência na política internacional com a formação dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia e China).

    A Turquia, até pouco tempo atrás, mantinha relações estreitas com Israel. Autoridade israelense declarou que o Irã estava manipulando a Turquia e o Brasil. O acordo entre Ancara e Teerã confirma agora uma nova posição nessas relações. Os ingleses acusam o Irã de desarticular a chamada comunidade internacional, receiam que a atitude de independência da diplomacia brasileira sirva indiretamente de inspiração para nova ação argentina em defesa das Malvinas.

    Pela primeira vez na história Brasil e Turquia se juntam numa proposição internacional. É muito significativo para a diplomacia brasileira ter dado um salto em se juntar com um país com que não temos afinidade política e social, demonstrando que estamos abertos para propostas sérias de interesse da paz. A Turquia, membro da OTAN, vem sendo posta de lado pela União Européia em sua pretensão de se juntar ao bloco europeu. As negociações se arrastam há anos e, quando parecem caminhar para a inclusão da Turquia na União Européia, aparece um novo problema para o adiamento da decisão final. Assim, a relação turco-brasileira no acordo de Teerã é causa de preocupação da chamada comunidade internacional por constituir o exemplo de uma nova força no plano mundial, podendo ser imitada por outros países, ignorando as pretensões do grupo controlador da política internacional chefiado pelos Estados-Unidos.

    A geopolítica sofre uma evolução natural. Países até agora jogavam na segunda divisão garantiram seus novos lugares na primeira divisão. A ONU está defasada. O Conselho de Segurança tem de ser urgentemente reformado. Os donos das cadeiras cativas do Conselho de Segurança das Nações Unidas resistem à palavra reforma. Há o perigo da ONU terminar do mesmo modo que a Sociedade das Nações, criada após a Primeira Guerra Mundial de 1914, extinta por inação.

    21-05-2010 00:00:00

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  • ‘Trabalha, trabalha nego’ e Raça e Preconceito

    ‘O grande problema do negro, não é o homem branco, mas o homem racista’

    21-05-2010 00:00:00

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  • Pó, crime e política...

    Marcos Bayer - Advogado e Jornalista, membro da Academia de Letras de Santa Catarina e do Conselho Consultivo da Fundação Bem Te Vi com mestrado em Administração Pública na Universidade Sul da Califórnia (USA), e pós-graduação

    21-05-2010 00:00:00

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  • ‘Trabalha, trabalha nego’

    ruy borba, filho - É advogado, jornalista, membro da Academia de Letras e Artes de Armação dos Búzios, Curador da Fundação Bem Te Vi, e responde pelo Gabinete de Planejamento, Orçamento e Gestão do Município de Búzios

    14-05-2010 00:00:00

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  • Os limites do Judiciário

    Leonardo Pietro Antonelli é juiz do Tribunal Regional Eleitoral - TRE do Rio de Janeiro

    14-05-2010 00:00:00

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  • Raça e Preconceito

    A repugnância física entre ricos e pobres é uma barreira intransponível

    07-05-2010 00:00:00

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  • Raça e Preconceito

    A repugnância física entre ricos e pobres é uma barreira intransponível

    07-05-2010 00:00:00

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  • Turismo e qualidade de vida

    Que o estado do Rio de Janeiro é maravilhoso, todos nós, fluminenses, e o mundo já sabem. Porém, converter a riqueza que pode ser gerada através destas belezas naturais em bons empregos não é tarefa fácil. Até 2020, o Ministério do Turismo calcula que sejam criados 100 mil empregos por ano pelo setor. Porém, para que os salários aumentem é preciso investir pesado em capacitação e, no que diz respeito às cidades, em infraestrutura para atender ao turista.

    Para entender melhor o setor e todas as suas potencialidades, a Câmara Setorial de Cultura, Turismo e Esportes do Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico do Estado do Rio reuniu empresários e a universidade e criou o Caderno de Turismo do Estado, lançado na última semana. Fruto de um ano e meio de discussões, coordenadas pela Alerj, Uerj e Fecomércio-RJ, o Caderno reúne dados sobre a infraestrutura dos 92 municípios para o Turismo e busca dimensionar o impacto da atividade na nossa economia.

    O levantamento, inédito, pretende ser o ponto de partida para, com base em informações sobre todos os municípios fluminenses, identificar nossas vocações e desenvolver políticas públicas eficientes que promovam o crescimento sustentável do setor. Dentre as ações sugeridas estão a garantia do cumprimento do orçamento mínimo destinado ao Turismo, a organização de um calendário de eventos do estado, o estímulo ao turismo rodoviário e ao náutico (dos 92 municípios do estado, 25 estão na costa), a realização de uma campanha educativa direcionada aos donos de hotéis e pousadas mostrando a importância da formalização e a adoção do turismo como tema transversal nas escolas técnicas, estaduais e municipais.

    A publicação deixa claro que a atividade turística e a sua qualidade estão diretamente ligadas ao nível de serviços ofertados pelo estado e pelo setor privado aos cidadãos que habitam a cidade. Por isso é impossível desatrelar as políticas de Turismo, da Segurança, Saúde, Habitação e, principalmente Educação.

    Devemos estabelecer metas específicas para o setor, que está organizado e possui uma agenda, e integrá-las à agenda governamental e legislativa. Estamos trabalhando para divulgar amplamente este material, que está disponível em versão online no site do Fórum (www.querodiscutiromeuestado.rj.gov.br), no da Alerj (www.alerj.rj.gov.br) e no de diversas entidades que compõem o nosso Fórum. Espero, com isso, que o caderno sirva como uma base para reflexão e ações concretas que coloquem não só a cidade do Rio, mas também a Baixada Fluminense, o Norte e o Noroeste Fluminense no roteiro dos mais de 5 milhões de turistas que nos visitam anualmente. É para isso que trabalhamos no Parlamento.

    04-05-2010 00:00:00

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  • A crise do jornalismo

    Carlos Alberto Di Franco - Doutor em comunicação, é professor de ética e diretor do Master em jornalismo

    04-05-2010 00:00:00

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  • Turismo e qualidade de vida

    Que o estado do Rio de Janeiro é maravilhoso, todos nós, fluminenses, e o mundo já sabem. Porém, converter a riqueza que pode ser gerada através destas belezas naturais em bons empregos não é tarefa fácil. Até 2020, o Ministério do Turismo calcula que sejam criados 100 mil empregos por ano pelo setor. Porém, para que os salários aumentem é preciso investir pesado em capacitação e, no que diz respeito às cidades, em infraestrutura para atender ao turista.

    Para entender melhor o setor e todas as suas potencialidades, a Câmara Setorial de Cultura, Turismo e Esportes do Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico do Estado do Rio reuniu empresários e a universidade e criou o Caderno de Turismo do Estado, lançado na última semana. Fruto de um ano e meio de discussões, coordenadas pela Alerj, Uerj e Fecomércio-RJ, o Caderno reúne dados sobre a infraestrutura dos 92 municípios para o Turismo e busca dimensionar o impacto da atividade na nossa economia.

    O levantamento, inédito, pretende ser o ponto de partida para, com base em informações sobre todos os municípios fluminenses, identificar nossas vocações e desenvolver políticas públicas eficientes que promovam o crescimento sustentável do setor. Dentre as ações sugeridas estão a garantia do cumprimento do orçamento mínimo destinado ao Turismo, a organização de um calendário de eventos do estado, o estímulo ao turismo rodoviário e ao náutico (dos 92 municípios do estado, 25 estão na costa), a realização de uma campanha educativa direcionada aos donos de hotéis e pousadas mostrando a importância da formalização e a adoção do turismo como tema transversal nas escolas técnicas, estaduais e municipais.

    A publicação deixa claro que a atividade turística e a sua qualidade estão diretamente ligadas ao nível de serviços ofertados pelo estado e pelo setor privado aos cidadãos que habitam a cidade. Por isso é impossível desatrelar as políticas de Turismo, da Segurança, Saúde, Habitação e, principalmente Educação.

    Devemos estabelecer metas específicas para o setor, que está organizado e possui uma agenda, e integrá-las à agenda governamental e legislativa. Estamos trabalhando para divulgar amplamente este material, que está disponível em versão online no site do Fórum (www.querodiscutiromeuestado.rj.gov.br), no da Alerj (www.alerj.rj.gov.br) e no de diversas entidades que compõem o nosso Fórum. Espero, com isso, que o caderno sirva como uma base para reflexão e ações concretas que coloquem não só a cidade do Rio, mas também a Baixada Fluminense, o Norte e o Noroeste Fluminense no roteiro dos mais de 5 milhões de turistas que nos visitam anualmente. É para isso que trabalhamos no Parlamento.

    04-05-2010 00:00:00

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  • A crise do jornalismo

    Carlos Alberto Di Franco - Doutor em comunicação, é professor de ética e diretor do Master em jornalismo

    04-05-2010 00:00:00

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  • Lula, os esperneios e o apagão

    Tal como nos palanques eleitorais de outrora, o presidente da República tem se manifestado enfaticamente, falando contra supostos opositores de seus projetos de governo que, para ele, torcem para que tudo dê errado. As críticas ao projeto da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA), seriam, conforme declarou o Advogado-Geral da União, Luis Inácio Adams simplesmente, “esperneios de perdedor”.

    Lula, por sua vez, reclama: “essa gente, desde que eu tomei posse em 2003, eles levantam de manhã e vão dormir à tarde fazendo figa para que tenha um apagão neste país, para eles poderem dizer que o governo foi incompetente na questão energética”.

    Talvez o presidente da República já tenha se esquecido o significado da palavra democracia, e das inevitáveis relações de força quando se trata de assegurar um verdadeiro e amplo diálogo. E ele se esqueceu, possivelmente, porque vive cercado de pessoas que a tudo dizem sim! E nestes tempos e declarada campanha para a candidata Dilma Rousseff, muitos membros do governo – inclusive antigos assessores de movimentos combativos que marcaram a história desse país – exercem hoje a contraditória função de abrandar os ânimos daqueles que esboçam insatisfações, de barganhar apoios e também de impedir que certos canais de comunicação alternativos manifestem abertamente críticas ao modo “lulista” de governar.

    A execução do que, nos vergonhosos tempos da ditadura, se poderia chamar de “serviço sujo” e controle de informações, hoje é feito de modo voluntário por muitos ex-militantes de movimentos populares que conhecem por dentro as estratégias de resistência e de luta indígena, popular e campesina. Nas palavras do presidente, “Belo Monte, Jirau e Santo Antônio são coisas que nossos advers vários torcem para não dar certo”. Mas, quem seriam os supostos adversários?

    Ao que tudo indica, não são os partidos de oposição ao governo – se é que se pode falar em oposição nas atuais circunstâncias – os que apresentam resistências a estas usinas e ao projeto de expansão energética. A verdadeira oposição vem de alguns movimentos populares, dos povos indígenas, de setores progressistas da Igreja,

    em suma, daqueles que o presidente Lula chama de “adversários” e que, de fato, são os que resistem e se opõem a um projeto de desenvolvimento unilateral e contrário à vida.

    A palavra sustentabilidade, que irrompe em nosso cotidiano desde a década de 1990, é hoje central em qualquer projeto que se planeje implementar. Mas quando se pretende consolidar uma plataforma grandiosa para a futura candidata ao Governo Federal, que conta com o apoio declarado do presidente, os custos sociais, ambientais e éticos, se convertem em questões “menores”.

    Se a preocupação do governo fosse, efetivamente, evitar um apagão, este teria que ouvir as diferentes propostas de setores sociais dedicados

    ao estudo de questões energéticas – um debate amplo que se realiza em diferentes meios de comunicação, em universidades, em institutos de pesquisa, no Brasil e no mundo.

    Não há consenso nem mesmo em segmentos do governo, sobre os caminhos escolhidos para assegurar a oferta de energia no futuro e evitar um suposto “apagão”. Há grupos que defendem a construção prioritária de hidrelétricas, solução mais fácil, e que, de quebra, possibilita que se arrolem recursos públicos para beneficiar empresas privadas (e não é por acaso que os empresários e os banqueiros estejam entre os que mais exibem seu contentamento e não poupam elogios à política econômica de Lula).

    Outros grupos, dentro do próprio governo, apostam em fontes alternativas de produção energética, tal como a eólica, que em alguns países é responsável pela oferta de aproximadamente 40% da energia distribuída. Outros, ainda, defendem a necessidade de melhorar o aproveitamento das fontes já existentes, evitando desperdícios, por exemplo.

    Há uma infinidade de estudos mostrando alternativas viáveis para contornar os riscos de escassez de energia, mas todo esse debate, bem como as divergências quanto aos melhores caminhos para assegurar o crescimento do país não interessa, neste momento, ao presidente Lula. Ele celebra as “vitórias” contra os supostos adversários,

    ele declara seu descontentamento com aqueles que se opõem aos seus imponentes projetos.

    Iniciativas para evitar que se realizasse o leilão de concessão da Usina de Belo Monte foram tomadas por diferentes setores, incluindo o Ministério Público Federal, tendo em vista várias irregularidades tão bem demonstradas nas ações ajuizadas em todo o processo.

    Mas, para o Advogado-Geral da União, aqueles que entraram com ações judiciais desejavam “criar nuvens de suspeitas” sobre a construção desta obra – como se ela não fosse uma das mais polêmicas obras desde os anos 1980 e como se tal discordância fosse expressão de um capricho de ONGs que atuam no país.

    No mesmo tom, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Gilmar Mendes, afirmou que o Ministério Público não deveria servir aos interesses de ONGs. Para ele “é preciso ancorar esse debate sem paixão. É comum que ONGs façam cooptação do MP para as suas teses” (Ongs que, ressalta ele, são financiadas por empresas internacionais). E os velhos fantasmas da internacionalização ressurgem vigorosos – em outras palavras, quem não é favorável aos projetos do presidente, é contra a nação, e a semelhança com discursos de tempos de autoritarismo não parece ser coincidência.

    Neste “belo monte” de argumentos que defendem a hidrelétrica como algo inevitável, não se permite falar claramente do desmatamento de 118 km2 de floresta, ou do represamento de uma área superior a 516 km2, ou da emissão de gás metano (e do efeito estufa) e menos ainda, da imensa área que estará sujeita à seca e que hoje possibilita a existência de incontáveis espécies vivas, que o presidente costuma referir, pejorativamente, como “alguns bagres” ou “algumas pererecas”, coisinhas insignificantes diante do fascínio de tão grandiosa obra.

    Para Lula, as pessoas que dizem que a usina terá grandes impactos ambientais não conhecem o projeto, ou são mal intencionadas, ou são os tais “adversários políticos” que desejam o apagão.

    Mas vale ressaltar que não faltam desencontros quando se apresentam dados sobre a usina: ela é orçada, pelo governo, em cerca de R$ 19 bilhões, mas a iniciativa privada afirma que os custos ficarão entre R$ 23 bilhões e R$ 30 bilhões. Neste sentido, uma nota técnica elaborada por duas estatais de energia do grupo Eletrobrás, Furnas e Eletrosul, indicou que a construção desta usina é um mau negócio, e custará R$ 28,5 bilhões - bem acima, portanto, da previsão oficial.

    Além disso, o consórcio vencedor poderá contar com financiamento de até 80% do valor do empreendimento, concedido pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social),

    sem falar dos descontos que chegam a 75% no Imposto de Renda durante 10 anos.

    O quadro se torna ainda mais crítico quando comparamos o pacote de incentivos à construção de Belo Monte com outros investimentos do governo Lula. A construção da usina implicará em gastos públicos (ou em recursos que o governo deixará de arrecadar) na ordem de R$ 6 bilhões, quase 02 vezes o valor orçado para o Ministério do Meio Ambiente, que é de pouco mais de R$ 3,5 bilhões; quase 04 vezes o orçamento do Ministério dos Esportes,

    de R$ 1,6 bilhões; mais que todo o orçamento do Ministério do Desenvolvimento Agrário, de R$ 5,7 bilhões; ou quase 03 vezes o orçamento do Ministério da Cultura, de R$ 2,2 bilhões.

    Belo Monte significa, em termos orçamentários, 454 vezes o orçamento destinado à erradicação do trabalho escravo no país, e 184 vezes o orçamento para Demarcação e Regularização de Terras Indígenas, que soma R$ 32 milhões.

    Se o governo está disposto a gastar ou abrir mão de tamanho

    montante de recursos, a pergunta a ser feita é: por que não melhorar o aproveitamento de fontes de energia já existentes e canalizar tais investimentos a outras áreas estratégicas que possam articular o crescimento econômico a um adequado índice de desenvolvimento humano?

    Diante dos inegáveis impactos ecológicos, econômicos, e sociais que serão causados pela usina de Belo Monte, insistir em sua construção só pode representar algum tipo de “apagão” na memória do presidente e de seus assessores.

    Ao invés de pensar em conspiração oposicionista para promover um apagão, o governo deveria estar imbuído do desejo de construir políticas justas e honestas para a população.

    30-04-2010 00:00:00

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  • Ainda Belo Monte

    O Globo tem publicado noticias sobre a geração de eletricidade

    no Brasil que nos deixam cada vez mais perplexos.

    Na edição de segunda-feira, 26-04 o jornal nos informa

    que um grupo empresarial, com participação no

    consorcio vencedor da concorrência de Belo Monte, tinha

    sob sua responsabilidade a construção de 26 usinas

    termoelétricas. Quantas teriam sido autorizadas? Não

    tive a curiosidade mórbida para averiguar, 26 já me parece

    um numero catastrófico.

    Já em 02-12-2009 o então ministro do meio ambiente

    Carlos Minc afirmava que é muito mais fácil

    aprovar uma usina a carvão que uma hidroelétrica.

    Devemos nos lembrar que a civilizada Austrália é o

    maior poluidor per capita do mundo, graças, ou ‘desgraças’,

    a 24 grandes usinas elétricas movidas a

    carvão.

    Onde os protestos dos verdes? Dos ditos ecologistas?

    O silencio total destes contrasta com as campanhas ferozes,

    contra as hidroelétricas e especialmente contra a

    usina de Belo Monte, a ser construída na chamada volta

    grande do rio Xingu. Mas vamos a alguns números; a

    tabela abaixo é de autoria do Relatório da Unidade de

    Apoio à Tecnologia Energética do Governo do Reino

    Unido sobre a produção de dióxido de carbono ( gás do

    efeito estufa) em g/kWh de energia produzida por fontes

    energéticas.

    O numero referente à energia eólica não inclui a grande

    produção, 375g/kWh de dióxido de carbono da central

    energética de reserva necessária quando os ventos forem

    demasiado altos ou demasiado baixos para a geração

    de energia.

    Belo Monte será a terceira maior usina do mundo e vai

    gerar mais do

    dobro do que a maior usina dos USA e da América do

    Norte, também terá uma produção pouco maior do que

    o dobro da maior usina da Europa, situada na Rússia.

    Ainda Belo Monte

    Bento Ribeiro Dantas - é escritor e Presidente do conselho editorial do Jornal Primeira Hora

    Nuclear 4

    Hidro de larga escala 8

    Eólica 8

    Safras energéticas 17

    Geotérmica 79

    Solar 133

    Gás 430

    Diesel 772

    Petróleo 828

    Carvão 955

    Acresce ainda que tanto na América do Norte quanto

    na Europa estão esgotados os sítios com possibilidades

    de aproveitamento de grandes hidrelétricas, Belo Monte

    no mundo, hoje, é único.

    James Lovelock, o cientista inglês defensor da tese de

    Gaia, em seu recente livro; Gaia: Alerta Final, desmonta

    a falácia de que a energia eólica pode suprir grandes

    populações. Um parque de 340 turbinas necessárias

    para gerar no seu pico 1 gigawatt, a mesma produção

    de uma das usinas de Angra e menos de 10% de Belo

    Monte, ocuparia uma área de 230 a 250 quilômetros

    quadrados. Acresce ainda que o rendimento médio real

    deste monstro será de apenas 400 megawatts de eletricidade

    flutuante. No Brasil a geração eólica teria

    uma contribuição importante, mas pequena e localizada

    em regiões de ventos constantes, como a costa do

    nordeste.

    No mesmo livro ele elogia a França, coisa quase impossível

    para um súdito de sua Majestade Britânica, por ter

    uma matriz energética baseada exclusivamente em fontes

    não poluidoras, hidroelétricas e nucleares. O Brasil

    seria um dos poucos paises que poderiam ter esta mesma

    benção para o meio ambiente, uma matriz limpa e ao

    mesmo tempo barata de hidroelétricas coadjuvadas por

    usinas nucleares.

    Não entendo como os verdes de nosso país não aproveitam

    o gancho para fazer uma defesa ferrenha desta

    imensa riqueza e desta vantagem competitiva, única

    no mundo. Parece que o país ouve mais artistas

    de cinema americanos e Ongs com financiamento estrangeiro,

    interessadas em frear nosso progresso,

    mesmo que seja a custa do meio ambiente. O paradoxo

    é que com estas campanhas, fique mais fácil

    autorizar uma, ou pior muitas usinas termo elétricas,

    sujas e de operação muito mais caras do que uma

    hidroelétrica.

    30-04-2010 00:00:00

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  • Lula, os esperneios e o apagão

    Tal como nos palanques eleitorais de outrora, o presidente da República tem se manifestado enfaticamente, falando contra supostos opositores de seus projetos de governo que, para ele, torcem para que tudo dê errado. As críticas ao projeto da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA), seriam, conforme declarou o Advogado-Geral da União, Luis Inácio Adams simplesmente, “esperneios de perdedor”.

    Lula, por sua vez, reclama: “essa gente, desde que eu tomei posse em 2003, eles levantam de manhã e vão dormir à tarde fazendo figa para que tenha um apagão neste país, para eles poderem dizer que o governo foi incompetente na questão energética”.

    Talvez o presidente da República já tenha se esquecido o significado da palavra democracia, e das inevitáveis relações de força quando se trata de assegurar um verdadeiro e amplo diálogo. E ele se esqueceu, possivelmente, porque vive cercado de pessoas que a tudo dizem sim! E nestes tempos e declarada campanha para a candidata Dilma Rousseff, muitos membros do governo – inclusive antigos assessores de movimentos combativos que marcaram a história desse país – exercem hoje a contraditória função de abrandar os ânimos daqueles que esboçam insatisfações, de barganhar apoios e também de impedir que certos canais de comunicação alternativos manifestem abertamente críticas ao modo “lulista” de governar.

    A execução do que, nos vergonhosos tempos da ditadura, se poderia chamar de “serviço sujo” e controle de informações, hoje é feito de modo voluntário por muitos ex-militantes de movimentos populares que conhecem por dentro as estratégias de resistência e de luta indígena, popular e campesina. Nas palavras do presidente, “Belo Monte, Jirau e Santo Antônio são coisas que nossos advers vários torcem para não dar certo”. Mas, quem seriam os supostos adversários?

    Ao que tudo indica, não são os partidos de oposição ao governo – se é que se pode falar em oposição nas atuais circunstâncias – os que apresentam resistências a estas usinas e ao projeto de expansão energética. A verdadeira oposição vem de alguns movimentos populares, dos povos indígenas, de setores progressistas da Igreja,

    em suma, daqueles que o presidente Lula chama de “adversários” e que, de fato, são os que resistem e se opõem a um projeto de desenvolvimento unilateral e contrário à vida.

    A palavra sustentabilidade, que irrompe em nosso cotidiano desde a década de 1990, é hoje central em qualquer projeto que se planeje implementar. Mas quando se pretende consolidar uma plataforma grandiosa para a futura candidata ao Governo Federal, que conta com o apoio declarado do presidente, os custos sociais, ambientais e éticos, se convertem em questões “menores”.

    Se a preocupação do governo fosse, efetivamente, evitar um apagão, este teria que ouvir as diferentes propostas de setores sociais dedicados

    ao estudo de questões energéticas – um debate amplo que se realiza em diferentes meios de comunicação, em universidades, em institutos de pesquisa, no Brasil e no mundo.

    Não há consenso nem mesmo em segmentos do governo, sobre os caminhos escolhidos para assegurar a oferta de energia no futuro e evitar um suposto “apagão”. Há grupos que defendem a construção prioritária de hidrelétricas, solução mais fácil, e que, de quebra, possibilita que se arrolem recursos públicos para beneficiar empresas privadas (e não é por acaso que os empresários e os banqueiros estejam entre os que mais exibem seu contentamento e não poupam elogios à política econômica de Lula).

    Outros grupos, dentro do próprio governo, apostam em fontes alternativas de produção energética, tal como a eólica, que em alguns países é responsável pela oferta de aproximadamente 40% da energia distribuída. Outros, ainda, defendem a necessidade de melhorar o aproveitamento das fontes já existentes, evitando desperdícios, por exemplo.

    Há uma infinidade de estudos mostrando alternativas viáveis para contornar os riscos de escassez de energia, mas todo esse debate, bem como as divergências quanto aos melhores caminhos para assegurar o crescimento do país não interessa, neste momento, ao presidente Lula. Ele celebra as “vitórias” contra os supostos adversários,

    ele declara seu descontentamento com aqueles que se opõem aos seus imponentes projetos.

    Iniciativas para evitar que se realizasse o leilão de concessão da Usina de Belo Monte foram tomadas por diferentes setores, incluindo o Ministério Público Federal, tendo em vista várias irregularidades tão bem demonstradas nas ações ajuizadas em todo o processo.

    Mas, para o Advogado-Geral da União, aqueles que entraram com ações judiciais desejavam “criar nuvens de suspeitas” sobre a construção desta obra – como se ela não fosse uma das mais polêmicas obras desde os anos 1980 e como se tal discordância fosse expressão de um capricho de ONGs que atuam no país.

    No mesmo tom, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Gilmar Mendes, afirmou que o Ministério Público não deveria servir aos interesses de ONGs. Para ele “é preciso ancorar esse debate sem paixão. É comum que ONGs façam cooptação do MP para as suas teses” (Ongs que, ressalta ele, são financiadas por empresas internacionais). E os velhos fantasmas da internacionalização ressurgem vigorosos – em outras palavras, quem não é favorável aos projetos do presidente, é contra a nação, e a semelhança com discursos de tempos de autoritarismo não parece ser coincidência.

    Neste “belo monte” de argumentos que defendem a hidrelétrica como algo inevitável, não se permite falar claramente do desmatamento de 118 km2 de floresta, ou do represamento de uma área superior a 516 km2, ou da emissão de gás metano (e do efeito estufa) e menos ainda, da imensa área que estará sujeita à seca e que hoje possibilita a existência de incontáveis espécies vivas, que o presidente costuma referir, pejorativamente, como “alguns bagres” ou “algumas pererecas”, coisinhas insignificantes diante do fascínio de tão grandiosa obra.

    Para Lula, as pessoas que dizem que a usina terá grandes impactos ambientais não conhecem o projeto, ou são mal intencionadas, ou são os tais “adversários políticos” que desejam o apagão.

    Mas vale ressaltar que não faltam desencontros quando se apresentam dados sobre a usina: ela é orçada, pelo governo, em cerca de R$ 19 bilhões, mas a iniciativa privada afirma que os custos ficarão entre R$ 23 bilhões e R$ 30 bilhões. Neste sentido, uma nota técnica elaborada por duas estatais de energia do grupo Eletrobrás, Furnas e Eletrosul, indicou que a construção desta usina é um mau negócio, e custará R$ 28,5 bilhões - bem acima, portanto, da previsão oficial.

    Além disso, o consórcio vencedor poderá contar com financiamento de até 80% do valor do empreendimento, concedido pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social),

    sem falar dos descontos que chegam a 75% no Imposto de Renda durante 10 anos.

    O quadro se torna ainda mais crítico quando comparamos o pacote de incentivos à construção de Belo Monte com outros investimentos do governo Lula. A construção da usina implicará em gastos públicos (ou em recursos que o governo deixará de arrecadar) na ordem de R$ 6 bilhões, quase 02 vezes o valor orçado para o Ministério do Meio Ambiente, que é de pouco mais de R$ 3,5 bilhões; quase 04 vezes o orçamento do Ministério dos Esportes,

    de R$ 1,6 bilhões; mais que todo o orçamento do Ministério do Desenvolvimento Agrário, de R$ 5,7 bilhões; ou quase 03 vezes o orçamento do Ministério da Cultura, de R$ 2,2 bilhões.

    Belo Monte significa, em termos orçamentários, 454 vezes o orçamento destinado à erradicação do trabalho escravo no país, e 184 vezes o orçamento para Demarcação e Regularização de Terras Indígenas, que soma R$ 32 milhões.

    Se o governo está disposto a gastar ou abrir mão de tamanho

    montante de recursos, a pergunta a ser feita é: por que não melhorar o aproveitamento de fontes de energia já existentes e canalizar tais investimentos a outras áreas estratégicas que possam articular o crescimento econômico a um adequado índice de desenvolvimento humano?

    Diante dos inegáveis impactos ecológicos, econômicos, e sociais que serão causados pela usina de Belo Monte, insistir em sua construção só pode representar algum tipo de “apagão” na memória do presidente e de seus assessores.

    Ao invés de pensar em conspiração oposicionista para promover um apagão, o governo deveria estar imbuído do desejo de construir políticas justas e honestas para a população.

    30-04-2010 00:00:00

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  • Ainda Belo Monte

    O Globo tem publicado noticias sobre a geração de eletricidade

    no Brasil que nos deixam cada vez mais perplexos.

    Na edição de segunda-feira, 26-04 o jornal nos informa

    que um grupo empresarial, com participação no

    consorcio vencedor da concorrência de Belo Monte, tinha

    sob sua responsabilidade a construção de 26 usinas

    termoelétricas. Quantas teriam sido autorizadas? Não

    tive a curiosidade mórbida para averiguar, 26 já me parece

    um numero catastrófico.

    Já em 02-12-2009 o então ministro do meio ambiente

    Carlos Minc afirmava que é muito mais fácil

    aprovar uma usina a carvão que uma hidroelétrica.

    Devemos nos lembrar que a civilizada Austrália é o

    maior poluidor per capita do mundo, graças, ou ‘desgraças’,

    a 24 grandes usinas elétricas movidas a

    carvão.

    Onde os protestos dos verdes? Dos ditos ecologistas?

    O silencio total destes contrasta com as campanhas ferozes,

    contra as hidroelétricas e especialmente contra a

    usina de Belo Monte, a ser construída na chamada volta

    grande do rio Xingu. Mas vamos a alguns números; a

    tabela abaixo é de autoria do Relatório da Unidade de

    Apoio à Tecnologia Energética do Governo do Reino

    Unido sobre a produção de dióxido de carbono ( gás do

    efeito estufa) em g/kWh de energia produzida por fontes

    energéticas.

    O numero referente à energia eólica não inclui a grande

    produção, 375g/kWh de dióxido de carbono da central

    energética de reserva necessária quando os ventos forem

    demasiado altos ou demasiado baixos para a geração

    de energia.

    Belo Monte será a terceira maior usina do mundo e vai

    gerar mais do

    dobro do que a maior usina dos USA e da América do

    Norte, também terá uma produção pouco maior do que

    o dobro da maior usina da Europa, situada na Rússia.

    Ainda Belo Monte

    Bento Ribeiro Dantas - é escritor e Presidente do conselho editorial do Jornal Primeira Hora

    Nuclear 4

    Hidro de larga escala 8

    Eólica 8

    Safras energéticas 17

    Geotérmica 79

    Solar 133

    Gás 430

    Diesel 772

    Petróleo 828

    Carvão 955

    Acresce ainda que tanto na América do Norte quanto

    na Europa estão esgotados os sítios com possibilidades

    de aproveitamento de grandes hidrelétricas, Belo Monte

    no mundo, hoje, é único.

    James Lovelock, o cientista inglês defensor da tese de

    Gaia, em seu recente livro; Gaia: Alerta Final, desmonta

    a falácia de que a energia eólica pode suprir grandes

    populações. Um parque de 340 turbinas necessárias

    para gerar no seu pico 1 gigawatt, a mesma produção

    de uma das usinas de Angra e menos de 10% de Belo

    Monte, ocuparia uma área de 230 a 250 quilômetros

    quadrados. Acresce ainda que o rendimento médio real

    deste monstro será de apenas 400 megawatts de eletricidade

    flutuante. No Brasil a geração eólica teria

    uma contribuição importante, mas pequena e localizada

    em regiões de ventos constantes, como a costa do

    nordeste.

    No mesmo livro ele elogia a França, coisa quase impossível

    para um súdito de sua Majestade Britânica, por ter

    uma matriz energética baseada exclusivamente em fontes

    não poluidoras, hidroelétricas e nucleares. O Brasil

    seria um dos poucos paises que poderiam ter esta mesma

    benção para o meio ambiente, uma matriz limpa e ao

    mesmo tempo barata de hidroelétricas coadjuvadas por

    usinas nucleares.

    Não entendo como os verdes de nosso país não aproveitam

    o gancho para fazer uma defesa ferrenha desta

    imensa riqueza e desta vantagem competitiva, única

    no mundo. Parece que o país ouve mais artistas

    de cinema americanos e Ongs com financiamento estrangeiro,

    interessadas em frear nosso progresso,

    mesmo que seja a custa do meio ambiente. O paradoxo

    é que com estas campanhas, fique mais fácil

    autorizar uma, ou pior muitas usinas termo elétricas,

    sujas e de operação muito mais caras do que uma

    hidroelétrica.

    30-04-2010 00:00:00

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  • Belo Monte

    Bento Ribeiro Dantas

    27-04-2010 00:00:00

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  • O IR na era digital

    Marcos Morita - mestre em Administração de Empresas e professor da Universidade Mackenzie

    27-04-2010 00:00:00

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  • Belo Monte

    Bento Ribeiro Dantas

    27-04-2010 00:00:00

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  • O IR na era digital

    Marcos Morita - mestre em Administração de Empresas e professor da Universidade Mackenzie

    27-04-2010 00:00:00

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