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As eleições estão próximas. O cabideiro de emprego está aberto, bem como o caminho que leva muitos oportunistas a desfrutar as glórias do poder, prestígios, salários confortáveis e outras mordomias pagas pelos contribuintes nacionais. Os novos e os velhos (reeleição) candidatos se apresentam com acenos educados e prometendo o que geralmente não cumprem. Como o nosso sistema constitucional político não dá ao cidadão o direito de cassar diretamente os políticos indecorosos ou não cumpridores de suas promessas, podemos afirmar que, enquanto não for realizada uma ampla reforma política de repercussão constitucional, dando ao povo maiores poderes de interferência legislativa, os candidatos continuarão sendo eleitos pelo antidemocrático voto obrigatório e sem grandes compromissos com o eleitor. Ou seja, depois de eleitos, como sempre, dão uma costumeira banana ao povo brasileiro. O voto é obrigatório - uma imoralidade constitucional -, mas você não é obrigado a jogar fora o seu voto, escolhendo qualquer um, se não tiver plena consciência da seriedade dos candidatos apresentados. Os candidatos oportunistas estão sempre de plantão tentando dar o bote no incauto eleitor. Em candidato ficha suja nem pensar. Procure informação sobre cada candidato Se você não tiver consciência da lealdade e seriedade dos candidatos, não os eleja. É um direito seu. Não seja tomado pelo apelo falacioso daqueles que pregam a obrigação de votar. O voto obrigatório não seleciona. Ele tem sido a causa da existência de grande parte de políticos corruptos. O voto facultativo, sim, é o voto de qualidade, é o voto de povo desenvolvido, de cidadãos que exercem o seu poder de decisão por livre e espontânea vontade. No voto facultativo não existe moeda de troca de favores. Mesmo que você negue o seu voto a qualquer candidato, o seu direito posterior de poder criticar o mau comportamento de qualquer parlamentar está resguardado porque você continua sendo um contribuinte potencial da alta carga tributária brasileira, que vai pagar o salário e as benesses desses parlamentares. O político é um empregado do contribuinte nacional. Enquanto persistir o sistema político caolho e de objetivo solerte do voto obrigatório, o nosso Parlamento continuará sendo palco de atores mambembes a rirem de nossa cara. O projeto de iniciativa popular Ficha Limpa, recentemente aprovado pelo Congresso Nacional, já é um sinal de bons ventos, e precisa avançar mais. Assim, eleitor, no dia da eleição, diga não à reeleição de qualquer político. Política não é profissão, é mandato transitório. O Parlamento precisa de constante renovação. A continuidade de política parlamentar só tem causado prejuízo ao erário e à imagem do Congresso. O Parlamento não é refúgio de gente que não tem competência para se estabelecer na vida privada, ou que não tenha o que fazer na sua vida particular. Ninguém é insubstituível, inclusive políticas governamentais defendidas por alguns não podem servir de pretextos para tutelar candidata à Presidência da República sob a pretensiosa argumentação de continuidade de programas políticos indefectíveis, em flagrante desrespeito à capacidade de projetos políticos de outras agremiações partidárias. Julio César Cardoso é Bacharel em Direito e servidor federal aposentado
15-07-2010 13:00:00
saiba mais25-06-2010 00:00:00
saiba maisAs comemorações do bicentenário da Independência que acontecem este ano e a torcida pela forte seleção de futebol nos campos da África do Sul fizeram com que uma onda de fervor patriótico tomasse conta da Argentina. O teatro Colon, ícone das tradições culturais do País vizinho, está flamante e reinaugurado, depois de vários anos fechado e novamente motivo de justo orgulho para todos que valorizam a cultura. Nem o frio intenso dos últimos dias tira o entusiasmo pela atuação dos Messi, Veron, Tevez e outros discípulos de Maradona, que, surpreendente, comporta-se como um senhor em Joanesburgo.
Ao lado disso o País sofre com uma inflação crescente, que já anda ao redor de 20 por cento. A gasolina subiu mais de vinte por cento na semana passada e ainda assim é bem mais barata do que a nossa, e ai como aqui a Petrobras anda muda em falar do presente, só do pré-sal futuro. Uma excelente notícia foi a reabertura da ponte internacional que une Gualeguaicgu com Fray Bentos no Uruguai, fechada durante três anos e meio por grupos que protestam contra a empresa de papel, que se instalou no Uruguai, indiscretamente estimulados pelo governo federal e da Província de Entre Rios. Houve pressão internacional e decisão da Corte Internacional da Haia, e, assim, não restou outro caminho ao governo senão pressionar aos manifestantes a mudar de idéia e reabrir o caminho, aumentado para nossos caminhões em mais de trezentos quilômetros.
Aqui, como aí, os gastos e a dívida públicos aumentam em números espantosos, além daqui avançar a reestatização de empresas como Correio Argentino, Aerolineas, Austral, Águas Argentinas, Thales, Estaleiros Tandanor e Carvão do Rio Turbio. Agora foi a vez da empresa de gás - Metrogás - que com tarifas congeladas e custos crescentes sofreu intervenção federal.
O Ministro de Relações Exteriores demitiu-se depois da brigar por telefone com a Presidente, e foi substituído pelo embaixador em Washington, não de carreira...
A racionalidade passa à margem de uma crise na Europa que não para de crescer e nos atinge a todos. Tomara que os governos comecem a ser sério e pensem menos em eleição e manter o poder, e mais no povo, que é quem paga a conta ao final. Resta a nós cidadãos ficar com o circo e torcer pelas seleções.
25-06-2010 00:00:00
saiba mais17-06-2010 00:00:00
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