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E meu dinheirinho aplicado, que está derretendo? E o que eu tenho a ver com hipotecas das casas americanas?
18-11-2008 00:00:00
saiba mais
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E meu dinheirinho aplicado, que está derretendo? E o que eu tenho a ver com hipotecas das casas americanas?
18-11-2008 00:00:00
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Temos as listas das promessas e esperamos para cobrar veementemente Supôs-se naquele tempo um desgraçado, um caipora, quando a verdade era que mais vale quem Deus ajuda do que quem cedo madruga. Tanto não era impossível enriquecer, que estava rico. Machado de Assis
Que o título um tanto filosófico não assuste o leitor. Quem transforma livros fechados em sabedorias abertas, sabe que filosofia não significa obscuridade.
Não sejamos vítimas das palavras estranhas, essas que os medalhões gravebundos adoram soltar. Alteridade simplesmente fala do que é próprio do outro, daquilo que é diferente e, assim, contrasta com o que somos e, supomos, conhecemos e controlamos.
No momento em que vivemos um já ultrapassado, senão esquecido, processo eleitoral que criou, promoveu e levou ao limite essa alteridade, tornando antipáticos (senão inimigos imorais) amigos íntimos (e até mesmo alguns - quem diria? - parentes) e camaradas; ou, ao contrário, inventando novos aliados que foram alvos de nossas acusações e tendo sido necessários ao nosso trajeto
eleitoral, por certo souberam compreender que nós os havíamos acusado apenas em nome da política e não da moralidade que governa um trivial cotidiano. Num caso, quanto no outro, surge essa estranheza típica da alteridade que promove acusações ou desperta atrações irresistíveis nos candidatos que disputaram um cargo público, mas - eis um dos paradoxos - evitavam competir por ele.
Antigamente, a coerência com a desigualdade como valor estabelecia quem podia pleitear algum cargo público. As restrições que graduavam grupos e pessoas resolviam a oposição entre a disputa (própria do campo relacional dos bem-nascidos); e a competição aberta que conduz a uma presença importuna das outridades no choque dos debates individuais que fazem perder o senso.
Uma coisa é pleitear e disputar, pedindo - como Rubião - a ajuda de Deus; outra, muito diferente, é cedo madrugar - trabalhar! -, esta maldição numa sociedade de nobres, numa campanha eleitoral que confronta e iguala, todos com todos, reduzindo a quota de hierarquia que deveria prevalecer entre os que sabem ler e escrever, algo que a universalização eleitoral e eleitoreira nivelou por baixo, quando permite que criminosos sejam candidatos, ao mesmo tempo em que estimula
os candidatos a serem (ou não) criminosos. Pois uns estão cobertos pela capa da igualdade interpretada por um prisma formalista; ao passo que outros usam a imunidade política, um princípio básico da competição eleitoral moderna, como escudo a proteger o eleito pelo povo de
todo e qualquer delito, transformando-o automaticamente naquilo que a própria democracia suprimiu: a desigualdade de alguns perante a lei que deve valer para todos.
A eleição, como um rito de reversão ou de confirmação, entretanto, transforma essa rede de relações, deixando ver o que jazia nela escondido: um conjunto de indivíduos livres e iguais. Fazendo surgir de dentro das suas malhas bem cerzidas esses seres individualizados - esses outros - que deixam de ser nossos amigos de infância, trabalho ou círculo social para serem nossos algozes e eventuais inimigos.
Numa sociedade marcada por rapapés e hierarquias, a competição pelo poder que - supomos - faz e desfaz traz à tona essa indesejável alteridade inventando esses outros que, no plano mais raso da política, são os que nos converteram em perdedores.
Dizem que o povo escolheu a diversidade e deu uma bela banana ao monopólio político-partidário.
Concordo. A chama que Gabeira acendeu no Rio de Janeiro foi uma prova disso, e cabe mantê-la acesa. Pressinto, porém, um outro sinal. Refiro-me à idéia de que começamos a nos acostumar com essa alteridade que o mundo moderno instituiu quando, no plano utópico, libertou o indivíduo dos seus elos imperativos. Todo debate político é uma competição. É um território minado por divergências reais e não por discórdias entre milicianos de boas famílias e de partidos políticos salvacionistas e messiânicos. A experiência da esquerda no poder revela como o poder é muito maior do que as ideologias. Essa última disputa indica talvez uma transição. A eleição deixou de ser um rito salvacionista para ser um cerimonial cívico-administrativo.
Não se trata mais de eleger quem vai nos salvar, mas de quem vai governar a cidade e não as nossas vidas! E governar prestando as contas dispensadas aos messias não é fácil. Todos temos as listas das promessas feitas e estamos esperando a tal posse do cargo para cobrar veementemente os projetos de campanha porque eles são o aval da honra do candidato, agora dirigente.
Ao vencedor cabe um trabalho duro. Acabou - eis, queira Deus, a grande convergência - a aristocratização pelos cargos públicos. Ao vencedor, as batatas! Batatas quentes...
15-11-2008 00:00:00
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Temos as listas das promessas e esperamos para cobrar veementemente Supôs-se naquele tempo um desgraçado, um caipora, quando a verdade era que mais vale quem Deus ajuda do que quem cedo madruga. Tanto não era impossível enriquecer, que estava rico. Machado de Assis
Que o título um tanto filosófico não assuste o leitor. Quem transforma livros fechados em sabedorias abertas, sabe que filosofia não significa obscuridade.
Não sejamos vítimas das palavras estranhas, essas que os medalhões gravebundos adoram soltar. Alteridade simplesmente fala do que é próprio do outro, daquilo que é diferente e, assim, contrasta com o que somos e, supomos, conhecemos e controlamos.
No momento em que vivemos um já ultrapassado, senão esquecido, processo eleitoral que criou, promoveu e levou ao limite essa alteridade, tornando antipáticos (senão inimigos imorais) amigos íntimos (e até mesmo alguns - quem diria? - parentes) e camaradas; ou, ao contrário, inventando novos aliados que foram alvos de nossas acusações e tendo sido necessários ao nosso trajeto
eleitoral, por certo souberam compreender que nós os havíamos acusado apenas em nome da política e não da moralidade que governa um trivial cotidiano. Num caso, quanto no outro, surge essa estranheza típica da alteridade que promove acusações ou desperta atrações irresistíveis nos candidatos que disputaram um cargo público, mas - eis um dos paradoxos - evitavam competir por ele.
Antigamente, a coerência com a desigualdade como valor estabelecia quem podia pleitear algum cargo público. As restrições que graduavam grupos e pessoas resolviam a oposição entre a disputa (própria do campo relacional dos bem-nascidos); e a competição aberta que conduz a uma presença importuna das outridades no choque dos debates individuais que fazem perder o senso.
Uma coisa é pleitear e disputar, pedindo - como Rubião - a ajuda de Deus; outra, muito diferente, é cedo madrugar - trabalhar! -, esta maldição numa sociedade de nobres, numa campanha eleitoral que confronta e iguala, todos com todos, reduzindo a quota de hierarquia que deveria prevalecer entre os que sabem ler e escrever, algo que a universalização eleitoral e eleitoreira nivelou por baixo, quando permite que criminosos sejam candidatos, ao mesmo tempo em que estimula
os candidatos a serem (ou não) criminosos. Pois uns estão cobertos pela capa da igualdade interpretada por um prisma formalista; ao passo que outros usam a imunidade política, um princípio básico da competição eleitoral moderna, como escudo a proteger o eleito pelo povo de
todo e qualquer delito, transformando-o automaticamente naquilo que a própria democracia suprimiu: a desigualdade de alguns perante a lei que deve valer para todos.
A eleição, como um rito de reversão ou de confirmação, entretanto, transforma essa rede de relações, deixando ver o que jazia nela escondido: um conjunto de indivíduos livres e iguais. Fazendo surgir de dentro das suas malhas bem cerzidas esses seres individualizados - esses outros - que deixam de ser nossos amigos de infância, trabalho ou círculo social para serem nossos algozes e eventuais inimigos.
Numa sociedade marcada por rapapés e hierarquias, a competição pelo poder que - supomos - faz e desfaz traz à tona essa indesejável alteridade inventando esses outros que, no plano mais raso da política, são os que nos converteram em perdedores.
Dizem que o povo escolheu a diversidade e deu uma bela banana ao monopólio político-partidário.
Concordo. A chama que Gabeira acendeu no Rio de Janeiro foi uma prova disso, e cabe mantê-la acesa. Pressinto, porém, um outro sinal. Refiro-me à idéia de que começamos a nos acostumar com essa alteridade que o mundo moderno instituiu quando, no plano utópico, libertou o indivíduo dos seus elos imperativos. Todo debate político é uma competição. É um território minado por divergências reais e não por discórdias entre milicianos de boas famílias e de partidos políticos salvacionistas e messiânicos. A experiência da esquerda no poder revela como o poder é muito maior do que as ideologias. Essa última disputa indica talvez uma transição. A eleição deixou de ser um rito salvacionista para ser um cerimonial cívico-administrativo.
Não se trata mais de eleger quem vai nos salvar, mas de quem vai governar a cidade e não as nossas vidas! E governar prestando as contas dispensadas aos messias não é fácil. Todos temos as listas das promessas feitas e estamos esperando a tal posse do cargo para cobrar veementemente os projetos de campanha porque eles são o aval da honra do candidato, agora dirigente.
Ao vencedor cabe um trabalho duro. Acabou - eis, queira Deus, a grande convergência - a aristocratização pelos cargos públicos. Ao vencedor, as batatas! Batatas quentes...
15-11-2008 00:00:00
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Temos as listas das promessas e esperamos para cobrar veementemente Supôs-se naquele tempo um desgraçado, um caipora, quando a verdade era que mais vale quem Deus ajuda do que quem cedo madruga. Tanto não era impossível enriquecer, que estava rico. Machado de Assis
Que o título um tanto filosófico não assuste o leitor. Quem transforma livros fechados em sabedorias abertas, sabe que filosofia não significa obscuridade.
Não sejamos vítimas das palavras estranhas, essas que os medalhões gravebundos adoram soltar. Alteridade simplesmente fala do que é próprio do outro, daquilo que é diferente e, assim, contrasta com o que somos e, supomos, conhecemos e controlamos.
No momento em que vivemos um já ultrapassado, senão esquecido, processo eleitoral que criou, promoveu e levou ao limite essa alteridade, tornando antipáticos (senão inimigos imorais) amigos íntimos (e até mesmo alguns - quem diria? - parentes) e camaradas; ou, ao contrário, inventando novos aliados que foram alvos de nossas acusações e tendo sido necessários ao nosso trajeto
eleitoral, por certo souberam compreender que nós os havíamos acusado apenas em nome da política e não da moralidade que governa um trivial cotidiano. Num caso, quanto no outro, surge essa estranheza típica da alteridade que promove acusações ou desperta atrações irresistíveis nos candidatos que disputaram um cargo público, mas - eis um dos paradoxos - evitavam competir por ele.
Antigamente, a coerência com a desigualdade como valor estabelecia quem podia pleitear algum cargo público. As restrições que graduavam grupos e pessoas resolviam a oposição entre a disputa (própria do campo relacional dos bem-nascidos); e a competição aberta que conduz a uma presença importuna das outridades no choque dos debates individuais que fazem perder o senso.
Uma coisa é pleitear e disputar, pedindo - como Rubião - a ajuda de Deus; outra, muito diferente, é cedo madrugar - trabalhar! -, esta maldição numa sociedade de nobres, numa campanha eleitoral que confronta e iguala, todos com todos, reduzindo a quota de hierarquia que deveria prevalecer entre os que sabem ler e escrever, algo que a universalização eleitoral e eleitoreira nivelou por baixo, quando permite que criminosos sejam candidatos, ao mesmo tempo em que estimula
os candidatos a serem (ou não) criminosos. Pois uns estão cobertos pela capa da igualdade interpretada por um prisma formalista; ao passo que outros usam a imunidade política, um princípio básico da competição eleitoral moderna, como escudo a proteger o eleito pelo povo de
todo e qualquer delito, transformando-o automaticamente naquilo que a própria democracia suprimiu: a desigualdade de alguns perante a lei que deve valer para todos.
A eleição, como um rito de reversão ou de confirmação, entretanto, transforma essa rede de relações, deixando ver o que jazia nela escondido: um conjunto de indivíduos livres e iguais. Fazendo surgir de dentro das suas malhas bem cerzidas esses seres individualizados - esses outros - que deixam de ser nossos amigos de infância, trabalho ou círculo social para serem nossos algozes e eventuais inimigos.
Numa sociedade marcada por rapapés e hierarquias, a competição pelo poder que - supomos - faz e desfaz traz à tona essa indesejável alteridade inventando esses outros que, no plano mais raso da política, são os que nos converteram em perdedores.
Dizem que o povo escolheu a diversidade e deu uma bela banana ao monopólio político-partidário.
Concordo. A chama que Gabeira acendeu no Rio de Janeiro foi uma prova disso, e cabe mantê-la acesa. Pressinto, porém, um outro sinal. Refiro-me à idéia de que começamos a nos acostumar com essa alteridade que o mundo moderno instituiu quando, no plano utópico, libertou o indivíduo dos seus elos imperativos. Todo debate político é uma competição. É um território minado por divergências reais e não por discórdias entre milicianos de boas famílias e de partidos políticos salvacionistas e messiânicos. A experiência da esquerda no poder revela como o poder é muito maior do que as ideologias. Essa última disputa indica talvez uma transição. A eleição deixou de ser um rito salvacionista para ser um cerimonial cívico-administrativo.
Não se trata mais de eleger quem vai nos salvar, mas de quem vai governar a cidade e não as nossas vidas! E governar prestando as contas dispensadas aos messias não é fácil. Todos temos as listas das promessas feitas e estamos esperando a tal posse do cargo para cobrar veementemente os projetos de campanha porque eles são o aval da honra do candidato, agora dirigente.
Ao vencedor cabe um trabalho duro. Acabou - eis, queira Deus, a grande convergência - a aristocratização pelos cargos públicos. Ao vencedor, as batatas! Batatas quentes...
15-11-2008 00:00:00
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Temos as listas das promessas e esperamos para cobrar veementemente Supôs-se naquele tempo um desgraçado, um caipora, quando a verdade era que mais vale quem Deus ajuda do que quem cedo madruga. Tanto não era impossível enriquecer, que estava rico. Machado de Assis
Que o título um tanto filosófico não assuste o leitor. Quem transforma livros fechados em sabedorias abertas, sabe que filosofia não significa obscuridade.
Não sejamos vítimas das palavras estranhas, essas que os medalhões gravebundos adoram soltar. Alteridade simplesmente fala do que é próprio do outro, daquilo que é diferente e, assim, contrasta com o que somos e, supomos, conhecemos e controlamos.
No momento em que vivemos um já ultrapassado, senão esquecido, processo eleitoral que criou, promoveu e levou ao limite essa alteridade, tornando antipáticos (senão inimigos imorais) amigos íntimos (e até mesmo alguns - quem diria? - parentes) e camaradas; ou, ao contrário, inventando novos aliados que foram alvos de nossas acusações e tendo sido necessários ao nosso trajeto
eleitoral, por certo souberam compreender que nós os havíamos acusado apenas em nome da política e não da moralidade que governa um trivial cotidiano. Num caso, quanto no outro, surge essa estranheza típica da alteridade que promove acusações ou desperta atrações irresistíveis nos candidatos que disputaram um cargo público, mas - eis um dos paradoxos - evitavam competir por ele.
Antigamente, a coerência com a desigualdade como valor estabelecia quem podia pleitear algum cargo público. As restrições que graduavam grupos e pessoas resolviam a oposição entre a disputa (própria do campo relacional dos bem-nascidos); e a competição aberta que conduz a uma presença importuna das outridades no choque dos debates individuais que fazem perder o senso.
Uma coisa é pleitear e disputar, pedindo - como Rubião - a ajuda de Deus; outra, muito diferente, é cedo madrugar - trabalhar! -, esta maldição numa sociedade de nobres, numa campanha eleitoral que confronta e iguala, todos com todos, reduzindo a quota de hierarquia que deveria prevalecer entre os que sabem ler e escrever, algo que a universalização eleitoral e eleitoreira nivelou por baixo, quando permite que criminosos sejam candidatos, ao mesmo tempo em que estimula
os candidatos a serem (ou não) criminosos. Pois uns estão cobertos pela capa da igualdade interpretada por um prisma formalista; ao passo que outros usam a imunidade política, um princípio básico da competição eleitoral moderna, como escudo a proteger o eleito pelo povo de
todo e qualquer delito, transformando-o automaticamente naquilo que a própria democracia suprimiu: a desigualdade de alguns perante a lei que deve valer para todos.
A eleição, como um rito de reversão ou de confirmação, entretanto, transforma essa rede de relações, deixando ver o que jazia nela escondido: um conjunto de indivíduos livres e iguais. Fazendo surgir de dentro das suas malhas bem cerzidas esses seres individualizados - esses outros - que deixam de ser nossos amigos de infância, trabalho ou círculo social para serem nossos algozes e eventuais inimigos.
Numa sociedade marcada por rapapés e hierarquias, a competição pelo poder que - supomos - faz e desfaz traz à tona essa indesejável alteridade inventando esses outros que, no plano mais raso da política, são os que nos converteram em perdedores.
Dizem que o povo escolheu a diversidade e deu uma bela banana ao monopólio político-partidário.
Concordo. A chama que Gabeira acendeu no Rio de Janeiro foi uma prova disso, e cabe mantê-la acesa. Pressinto, porém, um outro sinal. Refiro-me à idéia de que começamos a nos acostumar com essa alteridade que o mundo moderno instituiu quando, no plano utópico, libertou o indivíduo dos seus elos imperativos. Todo debate político é uma competição. É um território minado por divergências reais e não por discórdias entre milicianos de boas famílias e de partidos políticos salvacionistas e messiânicos. A experiência da esquerda no poder revela como o poder é muito maior do que as ideologias. Essa última disputa indica talvez uma transição. A eleição deixou de ser um rito salvacionista para ser um cerimonial cívico-administrativo.
Não se trata mais de eleger quem vai nos salvar, mas de quem vai governar a cidade e não as nossas vidas! E governar prestando as contas dispensadas aos messias não é fácil. Todos temos as listas das promessas feitas e estamos esperando a tal posse do cargo para cobrar veementemente os projetos de campanha porque eles são o aval da honra do candidato, agora dirigente.
Ao vencedor cabe um trabalho duro. Acabou - eis, queira Deus, a grande convergência - a aristocratização pelos cargos públicos. Ao vencedor, as batatas! Batatas quentes...
15-11-2008 00:00:00
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No último final de semana, nosso Excelentíssimo Senhor Prefeito Toninho Branco, cometeu uma entrevista para um tablóide local. Como de alguma forma me sinto envolvido, e, em respeito à Cidade que me honrou como Cidadão Honorário, vamos a algumas correções que se fazem necessárias.
Diz Sua Excelência que de fora é fácil criticar. Quero ver a pessoa assumir e resolver. Bem , no mínimo , admite que assumiu e não resolveu. Incompetência confessa.
Não vou falar por ninguém, mas, no meu caso posso, tranqüilamente , afirmar: Sua Excelência não faz, e, não deixa fazer. De inúmeros, citarei alguns exemplos: Fui chamado, em janeiro de 2008, para fazer uma avaliação dos três primeiros anos de governo (desgoverno), e, critiquei, sim, elogiei também , mas principalmente, apontei para o empreguismo como o principal problema da administração, de forma que depois de um seminário de avaliação, propus uma solução, emergencial, que passava pelo enxugamento da máquina administrativa, extinguindo imediatamente, num primeiro momento, 253 cargos (desnecessários, inoperantes ou fantasmas), de tal forma que, além da economia resultante, elevaria o nível de eficiência.
Não era uma solução definitiva, como diz o nome (emergencial), havia o compromisso de legar uma Estrutura Administrativa à Cidade até o mês de setembro.
Chegou-se à conclusão que a Cidade poderia ser administrada com no máximo 100 cargos de confiança, mais os funcionários concursados, que se diga, tem excelente nível em Búzios. Havia na época mais de 700 cargos de confiança. A extinção de 253 seria um primeiro passo.
Sua Excelência não só não demitiu ninguém, como hoje a Prefeitura já tem 800 cargos de confiança, mais os contratados e as terceirizações, dá um total de 1500 cargos, ou seja, a Prefeitura paga/emprega cerca de 2500 pessoas. Porem, 1500 por indicação política, sem concurso público.
Para uma população de trabalhadores ativos residentes em torno de 10000 pessoas 25% é demasiado, principalmente se a maioria é desnecessária e sem concurso.
Então! Critiquei lógico, mas apontei a solução e, a bem da verdade, o seu secretário de Governo, senhor Nani Mancini, quis fazer, o senhor é que não.
Poderíamos dizer que até março deste ano à Cidade carecia de certa legislação que lhe permitisse adotar certas ações para o pleno desenvolvimento. Providenciamos, em tempo recorde, todo o arcabouço de leis necessárias, criando ou reestruturando os Conselhos e Fundações Municipais, que faltavam. Conselhos e Fundações, prontos. Projetos e propostas de desenvolvimento econômico e social para a Cidade, prontos .
Sua Excelência colocou algum em execução? Não. Com medo de perder o poder? Que poder? O de poder não fazer nada?
Só para citar o caso do Hospital. Para uma cidade com menos de 30000 habitantes, um hospital municipal, é um encargo muito alto, e, consome, sozinho , quase todo orçamento da Saúde. Criamos todas as condições legais necessárias para, de acordo com a idéia original, transformá-lo em Hospital Universitário, que traz vantagens consideráveis à população, como o aumento de especialidades, e conseqüente melhora no atendimento. Uma economia brutal no orçamento da Saúde do Município, sobrando para os Programas Médico de Família e Ambulatórios nos Bairros, sem falar na vantagem de trazer uma Universidade para a Cidade.
Nada disso foi feito. Pior, em determinado momento fui surpreendido com uma conversa de que se pretendia privatizar o Hospital, só que sem economia para o Município, para uma Organização de Saúde. Para a sorte de Búzios a Organização protagonizou um escândalo, com Polícia Federal e tudo, na mesma época, em Campos dos Goytacazes. A privatização não foi feita, mas o Hospital Universitário também não.
Agora querem fazer um concurso público. Baseado em que? Nos 700 cargos desnecessários ou fantasmas.
Excelência, para que se possa fazer um concurso público, com um mínimo de decência, primeiro regulamente o Estatuto do Servidor, e dê a eles um Plano de Cargos e Salários, (que já foi pago, e, até hoje...).
Providencie uma Estrutura Administrativa para a Cidade. Por que? Para quem passar no concurso , e, principalmente, para os servidores concursados, tão abandonados e desprestigiados no seu governo, que se pior não foi, a eles muito se deve.
Quer ser sensato? Deixe para o próximo governo.
São só algumas ações que o senhor não fez porque não quis. Não mexa com quem está quieto. Não transfira responsabilidades, não culpe ninguém.
Muitos se enganam com o senhor. O senhor é suficientemente inteligente e esperto, para fazer ou não fazer, deixar ou não deixar fazer, somente conforme seus interesses.
Não faça do Nani, nem de ninguém, seu bode expiatório.
E para finalizar. Sua Excelência cita em sua entrevista que Meus amigos venceram na região, e diversas cidades do entorno, onde seus futuros prefeitos são, pretensamente, seus amigos, e diz que vai abrir uma empresa e pleitear algumas licitações.
Talvez isso explique o estado das coisas em Búzios, se é assim que realmente pensa, então podemos supor que administrou Búzios como se fora uma Ação Entre Amigos.
Onde Prefeito que o senhor viu na Lei 8666/93, (lei que regulamenta licitações), que amizade é pré-requisito para se habilitar em qualquer concorrência. Espero que seus amigos tenham um pouco mais de senso de responsabilidade, para não serem o senhor amanhã.
Quando o senhor diz Sou candidato a prefeito na próxima eleição, digo: Pra que? Faz isso não.
Poupe Búzios de si.
14-11-2008 00:00:00
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No último final de semana, nosso Excelentíssimo Senhor Prefeito Toninho Branco, cometeu uma entrevista para um tablóide local. Como de alguma forma me sinto envolvido, e, em respeito à Cidade que me honrou como Cidadão Honorário, vamos a algumas correções que se fazem necessárias.
Diz Sua Excelência que de fora é fácil criticar. Quero ver a pessoa assumir e resolver. Bem , no mínimo , admite que assumiu e não resolveu. Incompetência confessa.
Não vou falar por ninguém, mas, no meu caso posso, tranqüilamente , afirmar: Sua Excelência não faz, e, não deixa fazer. De inúmeros, citarei alguns exemplos: Fui chamado, em janeiro de 2008, para fazer uma avaliação dos três primeiros anos de governo (desgoverno), e, critiquei, sim, elogiei também , mas principalmente, apontei para o empreguismo como o principal problema da administração, de forma que depois de um seminário de avaliação, propus uma solução, emergencial, que passava pelo enxugamento da máquina administrativa, extinguindo imediatamente, num primeiro momento, 253 cargos (desnecessários, inoperantes ou fantasmas), de tal forma que, além da economia resultante, elevaria o nível de eficiência.
Não era uma solução definitiva, como diz o nome (emergencial), havia o compromisso de legar uma Estrutura Administrativa à Cidade até o mês de setembro.
Chegou-se à conclusão que a Cidade poderia ser administrada com no máximo 100 cargos de confiança, mais os funcionários concursados, que se diga, tem excelente nível em Búzios. Havia na época mais de 700 cargos de confiança. A extinção de 253 seria um primeiro passo.
Sua Excelência não só não demitiu ninguém, como hoje a Prefeitura já tem 800 cargos de confiança, mais os contratados e as terceirizações, dá um total de 1500 cargos, ou seja, a Prefeitura paga/emprega cerca de 2500 pessoas. Porem, 1500 por indicação política, sem concurso público.
Para uma população de trabalhadores ativos residentes em torno de 10000 pessoas 25% é demasiado, principalmente se a maioria é desnecessária e sem concurso.
Então! Critiquei lógico, mas apontei a solução e, a bem da verdade, o seu secretário de Governo, senhor Nani Mancini, quis fazer, o senhor é que não.
Poderíamos dizer que até março deste ano à Cidade carecia de certa legislação que lhe permitisse adotar certas ações para o pleno desenvolvimento. Providenciamos, em tempo recorde, todo o arcabouço de leis necessárias, criando ou reestruturando os Conselhos e Fundações Municipais, que faltavam. Conselhos e Fundações, prontos. Projetos e propostas de desenvolvimento econômico e social para a Cidade, prontos .
Sua Excelência colocou algum em execução? Não. Com medo de perder o poder? Que poder? O de poder não fazer nada?
Só para citar o caso do Hospital. Para uma cidade com menos de 30000 habitantes, um hospital municipal, é um encargo muito alto, e, consome, sozinho , quase todo orçamento da Saúde. Criamos todas as condições legais necessárias para, de acordo com a idéia original, transformá-lo em Hospital Universitário, que traz vantagens consideráveis à população, como o aumento de especialidades, e conseqüente melhora no atendimento. Uma economia brutal no orçamento da Saúde do Município, sobrando para os Programas Médico de Família e Ambulatórios nos Bairros, sem falar na vantagem de trazer uma Universidade para a Cidade.
Nada disso foi feito. Pior, em determinado momento fui surpreendido com uma conversa de que se pretendia privatizar o Hospital, só que sem economia para o Município, para uma Organização de Saúde. Para a sorte de Búzios a Organização protagonizou um escândalo, com Polícia Federal e tudo, na mesma época, em Campos dos Goytacazes. A privatização não foi feita, mas o Hospital Universitário também não.
Agora querem fazer um concurso público. Baseado em que? Nos 700 cargos desnecessários ou fantasmas.
Excelência, para que se possa fazer um concurso público, com um mínimo de decência, primeiro regulamente o Estatuto do Servidor, e dê a eles um Plano de Cargos e Salários, (que já foi pago, e, até hoje...).
Providencie uma Estrutura Administrativa para a Cidade. Por que? Para quem passar no concurso , e, principalmente, para os servidores concursados, tão abandonados e desprestigiados no seu governo, que se pior não foi, a eles muito se deve.
Quer ser sensato? Deixe para o próximo governo.
São só algumas ações que o senhor não fez porque não quis. Não mexa com quem está quieto. Não transfira responsabilidades, não culpe ninguém.
Muitos se enganam com o senhor. O senhor é suficientemente inteligente e esperto, para fazer ou não fazer, deixar ou não deixar fazer, somente conforme seus interesses.
Não faça do Nani, nem de ninguém, seu bode expiatório.
E para finalizar. Sua Excelência cita em sua entrevista que Meus amigos venceram na região, e diversas cidades do entorno, onde seus futuros prefeitos são, pretensamente, seus amigos, e diz que vai abrir uma empresa e pleitear algumas licitações.
Talvez isso explique o estado das coisas em Búzios, se é assim que realmente pensa, então podemos supor que administrou Búzios como se fora uma Ação Entre Amigos.
Onde Prefeito que o senhor viu na Lei 8666/93, (lei que regulamenta licitações), que amizade é pré-requisito para se habilitar em qualquer concorrência. Espero que seus amigos tenham um pouco mais de senso de responsabilidade, para não serem o senhor amanhã.
Quando o senhor diz Sou candidato a prefeito na próxima eleição, digo: Pra que? Faz isso não.
Poupe Búzios de si.
14-11-2008 00:00:00
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No último final de semana, nosso Excelentíssimo Senhor Prefeito Toninho Branco, cometeu uma entrevista para um tablóide local. Como de alguma forma me sinto envolvido, e, em respeito à Cidade que me honrou como Cidadão Honorário, vamos a algumas correções que se fazem necessárias.
Diz Sua Excelência que de fora é fácil criticar. Quero ver a pessoa assumir e resolver. Bem , no mínimo , admite que assumiu e não resolveu. Incompetência confessa.
Não vou falar por ninguém, mas, no meu caso posso, tranqüilamente , afirmar: Sua Excelência não faz, e, não deixa fazer. De inúmeros, citarei alguns exemplos: Fui chamado, em janeiro de 2008, para fazer uma avaliação dos três primeiros anos de governo (desgoverno), e, critiquei, sim, elogiei também , mas principalmente, apontei para o empreguismo como o principal problema da administração, de forma que depois de um seminário de avaliação, propus uma solução, emergencial, que passava pelo enxugamento da máquina administrativa, extinguindo imediatamente, num primeiro momento, 253 cargos (desnecessários, inoperantes ou fantasmas), de tal forma que, além da economia resultante, elevaria o nível de eficiência.
Não era uma solução definitiva, como diz o nome (emergencial), havia o compromisso de legar uma Estrutura Administrativa à Cidade até o mês de setembro.
Chegou-se à conclusão que a Cidade poderia ser administrada com no máximo 100 cargos de confiança, mais os funcionários concursados, que se diga, tem excelente nível em Búzios. Havia na época mais de 700 cargos de confiança. A extinção de 253 seria um primeiro passo.
Sua Excelência não só não demitiu ninguém, como hoje a Prefeitura já tem 800 cargos de confiança, mais os contratados e as terceirizações, dá um total de 1500 cargos, ou seja, a Prefeitura paga/emprega cerca de 2500 pessoas. Porem, 1500 por indicação política, sem concurso público.
Para uma população de trabalhadores ativos residentes em torno de 10000 pessoas 25% é demasiado, principalmente se a maioria é desnecessária e sem concurso.
Então! Critiquei lógico, mas apontei a solução e, a bem da verdade, o seu secretário de Governo, senhor Nani Mancini, quis fazer, o senhor é que não.
Poderíamos dizer que até março deste ano à Cidade carecia de certa legislação que lhe permitisse adotar certas ações para o pleno desenvolvimento. Providenciamos, em tempo recorde, todo o arcabouço de leis necessárias, criando ou reestruturando os Conselhos e Fundações Municipais, que faltavam. Conselhos e Fundações, prontos. Projetos e propostas de desenvolvimento econômico e social para a Cidade, prontos .
Sua Excelência colocou algum em execução? Não. Com medo de perder o poder? Que poder? O de poder não fazer nada?
Só para citar o caso do Hospital. Para uma cidade com menos de 30000 habitantes, um hospital municipal, é um encargo muito alto, e, consome, sozinho , quase todo orçamento da Saúde. Criamos todas as condições legais necessárias para, de acordo com a idéia original, transformá-lo em Hospital Universitário, que traz vantagens consideráveis à população, como o aumento de especialidades, e conseqüente melhora no atendimento. Uma economia brutal no orçamento da Saúde do Município, sobrando para os Programas Médico de Família e Ambulatórios nos Bairros, sem falar na vantagem de trazer uma Universidade para a Cidade.
Nada disso foi feito. Pior, em determinado momento fui surpreendido com uma conversa de que se pretendia privatizar o Hospital, só que sem economia para o Município, para uma Organização de Saúde. Para a sorte de Búzios a Organização protagonizou um escândalo, com Polícia Federal e tudo, na mesma época, em Campos dos Goytacazes. A privatização não foi feita, mas o Hospital Universitário também não.
Agora querem fazer um concurso público. Baseado em que? Nos 700 cargos desnecessários ou fantasmas.
Excelência, para que se possa fazer um concurso público, com um mínimo de decência, primeiro regulamente o Estatuto do Servidor, e dê a eles um Plano de Cargos e Salários, (que já foi pago, e, até hoje...).
Providencie uma Estrutura Administrativa para a Cidade. Por que? Para quem passar no concurso , e, principalmente, para os servidores concursados, tão abandonados e desprestigiados no seu governo, que se pior não foi, a eles muito se deve.
Quer ser sensato? Deixe para o próximo governo.
São só algumas ações que o senhor não fez porque não quis. Não mexa com quem está quieto. Não transfira responsabilidades, não culpe ninguém.
Muitos se enganam com o senhor. O senhor é suficientemente inteligente e esperto, para fazer ou não fazer, deixar ou não deixar fazer, somente conforme seus interesses.
Não faça do Nani, nem de ninguém, seu bode expiatório.
E para finalizar. Sua Excelência cita em sua entrevista que Meus amigos venceram na região, e diversas cidades do entorno, onde seus futuros prefeitos são, pretensamente, seus amigos, e diz que vai abrir uma empresa e pleitear algumas licitações.
Talvez isso explique o estado das coisas em Búzios, se é assim que realmente pensa, então podemos supor que administrou Búzios como se fora uma Ação Entre Amigos.
Onde Prefeito que o senhor viu na Lei 8666/93, (lei que regulamenta licitações), que amizade é pré-requisito para se habilitar em qualquer concorrência. Espero que seus amigos tenham um pouco mais de senso de responsabilidade, para não serem o senhor amanhã.
Quando o senhor diz Sou candidato a prefeito na próxima eleição, digo: Pra que? Faz isso não.
Poupe Búzios de si.
14-11-2008 00:00:00
saiba mais
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No último final de semana, nosso Excelentíssimo Senhor Prefeito Toninho Branco, cometeu uma entrevista para um tablóide local. Como de alguma forma me sinto envolvido, e, em respeito à Cidade que me honrou como Cidadão Honorário, vamos a algumas correções que se fazem necessárias.
Diz Sua Excelência que de fora é fácil criticar. Quero ver a pessoa assumir e resolver. Bem , no mínimo , admite que assumiu e não resolveu. Incompetência confessa.
Não vou falar por ninguém, mas, no meu caso posso, tranqüilamente , afirmar: Sua Excelência não faz, e, não deixa fazer. De inúmeros, citarei alguns exemplos: Fui chamado, em janeiro de 2008, para fazer uma avaliação dos três primeiros anos de governo (desgoverno), e, critiquei, sim, elogiei também , mas principalmente, apontei para o empreguismo como o principal problema da administração, de forma que depois de um seminário de avaliação, propus uma solução, emergencial, que passava pelo enxugamento da máquina administrativa, extinguindo imediatamente, num primeiro momento, 253 cargos (desnecessários, inoperantes ou fantasmas), de tal forma que, além da economia resultante, elevaria o nível de eficiência.
Não era uma solução definitiva, como diz o nome (emergencial), havia o compromisso de legar uma Estrutura Administrativa à Cidade até o mês de setembro.
Chegou-se à conclusão que a Cidade poderia ser administrada com no máximo 100 cargos de confiança, mais os funcionários concursados, que se diga, tem excelente nível em Búzios. Havia na época mais de 700 cargos de confiança. A extinção de 253 seria um primeiro passo.
Sua Excelência não só não demitiu ninguém, como hoje a Prefeitura já tem 800 cargos de confiança, mais os contratados e as terceirizações, dá um total de 1500 cargos, ou seja, a Prefeitura paga/emprega cerca de 2500 pessoas. Porem, 1500 por indicação política, sem concurso público.
Para uma população de trabalhadores ativos residentes em torno de 10000 pessoas 25% é demasiado, principalmente se a maioria é desnecessária e sem concurso.
Então! Critiquei lógico, mas apontei a solução e, a bem da verdade, o seu secretário de Governo, senhor Nani Mancini, quis fazer, o senhor é que não.
Poderíamos dizer que até março deste ano à Cidade carecia de certa legislação que lhe permitisse adotar certas ações para o pleno desenvolvimento. Providenciamos, em tempo recorde, todo o arcabouço de leis necessárias, criando ou reestruturando os Conselhos e Fundações Municipais, que faltavam. Conselhos e Fundações, prontos. Projetos e propostas de desenvolvimento econômico e social para a Cidade, prontos .
Sua Excelência colocou algum em execução? Não. Com medo de perder o poder? Que poder? O de poder não fazer nada?
Só para citar o caso do Hospital. Para uma cidade com menos de 30000 habitantes, um hospital municipal, é um encargo muito alto, e, consome, sozinho , quase todo orçamento da Saúde. Criamos todas as condições legais necessárias para, de acordo com a idéia original, transformá-lo em Hospital Universitário, que traz vantagens consideráveis à população, como o aumento de especialidades, e conseqüente melhora no atendimento. Uma economia brutal no orçamento da Saúde do Município, sobrando para os Programas Médico de Família e Ambulatórios nos Bairros, sem falar na vantagem de trazer uma Universidade para a Cidade.
Nada disso foi feito. Pior, em determinado momento fui surpreendido com uma conversa de que se pretendia privatizar o Hospital, só que sem economia para o Município, para uma Organização de Saúde. Para a sorte de Búzios a Organização protagonizou um escândalo, com Polícia Federal e tudo, na mesma época, em Campos dos Goytacazes. A privatização não foi feita, mas o Hospital Universitário também não.
Agora querem fazer um concurso público. Baseado em que? Nos 700 cargos desnecessários ou fantasmas.
Excelência, para que se possa fazer um concurso público, com um mínimo de decência, primeiro regulamente o Estatuto do Servidor, e dê a eles um Plano de Cargos e Salários, (que já foi pago, e, até hoje...).
Providencie uma Estrutura Administrativa para a Cidade. Por que? Para quem passar no concurso , e, principalmente, para os servidores concursados, tão abandonados e desprestigiados no seu governo, que se pior não foi, a eles muito se deve.
Quer ser sensato? Deixe para o próximo governo.
São só algumas ações que o senhor não fez porque não quis. Não mexa com quem está quieto. Não transfira responsabilidades, não culpe ninguém.
Muitos se enganam com o senhor. O senhor é suficientemente inteligente e esperto, para fazer ou não fazer, deixar ou não deixar fazer, somente conforme seus interesses.
Não faça do Nani, nem de ninguém, seu bode expiatório.
E para finalizar. Sua Excelência cita em sua entrevista que Meus amigos venceram na região, e diversas cidades do entorno, onde seus futuros prefeitos são, pretensamente, seus amigos, e diz que vai abrir uma empresa e pleitear algumas licitações.
Talvez isso explique o estado das coisas em Búzios, se é assim que realmente pensa, então podemos supor que administrou Búzios como se fora uma Ação Entre Amigos.
Onde Prefeito que o senhor viu na Lei 8666/93, (lei que regulamenta licitações), que amizade é pré-requisito para se habilitar em qualquer concorrência. Espero que seus amigos tenham um pouco mais de senso de responsabilidade, para não serem o senhor amanhã.
Quando o senhor diz Sou candidato a prefeito na próxima eleição, digo: Pra que? Faz isso não.
Poupe Búzios de si.
14-11-2008 00:00:00
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Existe uma expressão que é muito usada em lugarejos interioranos: Eu sempre soube quem me difama e roubam minhas galinhas, mas meu segredo é que ele nunca saiba que eu sei quem é.
É inacreditável como se tem subestimado a inteligência dos buzianos ao tentarem direcionar os avatares políticos ao campo da difamação. Atingir a integridade, a honra de cidadãos de bem é uma aventura apelativa perigosa para aqueles que vivem nas sombras e freqüentam porões.
A atuação do Judiciário, pela transparência ao julgar e fazer valer a lei tem deixado nocauteado e desnorteado os inclassificáveis aventureiros que vivem a sombra do ilícito, apesar das mil e uma noites de recursos.
Fazer prevalecer à justiça numa Armação dos Búzios, onde se vive armando o tempo todo, e o martelo da lei incansavelmente desarma as falcatruas dos que gravitam fora dela, tem sido um exercício de cidadania do dever cumprido.
Desde pequenos aprendemos que a Justiça é cega, mas em Búzios enxerga até embaixo dágua, e seu olfato apurado percebe um vigarista, um mentiroso, um hipócrita, acima de qualquer suspeita, à distância.
A fauna humana nefasta, que se diz buziana, e que vinha se procriando nestes últimos anos, esparramando-se como um micróbio, contaminando as almas humanas de uma minoria, que vive tropeçando na leitura, registrando um universo de intrigas, e às vezes dando valor de verdade, querendo confundir as disputas políticas democráticas com a roupa suja da vida privada. Esta fauna está se deteriorando. Tentaram levar Búzios à beira do abismo, mas aos pouco estão se auto destruindo.
Cartas ofendendo a honra dos magistrados através do correio, é a nova búzios-mania. Citando uma enviada em 07 de março de 2008 do Correio do Largo da Carioca do Rio de Janeiro, com falso remetente da Rua das Pedras, no Centro de Búzios, foi de uma ingenuidade espantosa, para estes mandantes desacreditados, que estão sempre à procura de riquezas legendárias. A câmera do Correio gravou, como é de praxe, para sua segurança, a Justiça solicitou a gravação, e, por eliminação, já se sabe quem é o infradotado, aprendiz de 171.
Em pleno século XXI ainda há batedores de carteiras, que pararam no tempo
Os viciados em falcatruas, que vivem de plantão em busca de uma vítima, parecem não conseguirem enxergar a realidade, acordam com pesadelos, vivem estressados, lamuriam aos quatro ventos: Não se pode fazer mais nada ilegal, nem grilar um terreninho? Falsificar uma escritura...? Superfaturar uma obra, cobrar comissão de empreiteiras. Difamar...? Roubar, extorquir..., Ameaçar, denegrir. Nem um crimezinho pequenininho, que essa Justiça está o tempo todo no nosso pé? Se continuar assim, aonde vamos parar? Tem que ter uma saída pra voltar aos velhos tempos, quando não havia Lei, e passávamos a perna em qualquer um. Se continuar do jeito que vai, perderemos nossos status, e voltaremos as nossas origens de simples ladrõezinhos mirins de galinha. Vai ser uma desmoralização total perante a quem nos admira e festeja.
Os cidadãos de bem, cansados de impunidade, olham a realidade e vêem que as infrações ilícitas estão sendo julgadas, condenando os infratores, assim, evitando que se criem como corvos para que não continuem comendo nossos olhos.
O que se pede é o futuro diferente ao dos corvos, a vida vale muito mais que estes políticos corruptos, que com suas penas de corvos assinam decretos para se beneficiarem. Há mil olhares que olham pra frente sem se resignarem de viver nas trevas. Ainda há que suportar aqueles que confundem gordura com inchação, quando os formadores de intriga cobram que o juiz é carrancudo, de comportamento antipático, por favor, senhores, a Justiça não é um programa de simpatia de auditório!
Há que prestar muita atenção àqueles que transitam fora da lei devem entender de uma vez por todas que a Cidade tem um Fórum, juízes, promotores, com deveres para com o cidadão desta Comarca!
A Justiça não é amiga ou inimiga é imparcial, é justa. O martelo bate a sentença, e a espada corta sem ver quem é.
12-11-2008 00:00:00
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Existe uma expressão que é muito usada em lugarejos interioranos: Eu sempre soube quem me difama e roubam minhas galinhas, mas meu segredo é que ele nunca saiba que eu sei quem é.
É inacreditável como se tem subestimado a inteligência dos buzianos ao tentarem direcionar os avatares políticos ao campo da difamação. Atingir a integridade, a honra de cidadãos de bem é uma aventura apelativa perigosa para aqueles que vivem nas sombras e freqüentam porões.
A atuação do Judiciário, pela transparência ao julgar e fazer valer a lei tem deixado nocauteado e desnorteado os inclassificáveis aventureiros que vivem a sombra do ilícito, apesar das mil e uma noites de recursos.
Fazer prevalecer à justiça numa Armação dos Búzios, onde se vive armando o tempo todo, e o martelo da lei incansavelmente desarma as falcatruas dos que gravitam fora dela, tem sido um exercício de cidadania do dever cumprido.
Desde pequenos aprendemos que a Justiça é cega, mas em Búzios enxerga até embaixo dágua, e seu olfato apurado percebe um vigarista, um mentiroso, um hipócrita, acima de qualquer suspeita, à distância.
A fauna humana nefasta, que se diz buziana, e que vinha se procriando nestes últimos anos, esparramando-se como um micróbio, contaminando as almas humanas de uma minoria, que vive tropeçando na leitura, registrando um universo de intrigas, e às vezes dando valor de verdade, querendo confundir as disputas políticas democráticas com a roupa suja da vida privada. Esta fauna está se deteriorando. Tentaram levar Búzios à beira do abismo, mas aos pouco estão se auto destruindo.
Cartas ofendendo a honra dos magistrados através do correio, é a nova búzios-mania. Citando uma enviada em 07 de março de 2008 do Correio do Largo da Carioca do Rio de Janeiro, com falso remetente da Rua das Pedras, no Centro de Búzios, foi de uma ingenuidade espantosa, para estes mandantes desacreditados, que estão sempre à procura de riquezas legendárias. A câmera do Correio gravou, como é de praxe, para sua segurança, a Justiça solicitou a gravação, e, por eliminação, já se sabe quem é o infradotado, aprendiz de 171.
Em pleno século XXI ainda há batedores de carteiras, que pararam no tempo
Os viciados em falcatruas, que vivem de plantão em busca de uma vítima, parecem não conseguirem enxergar a realidade, acordam com pesadelos, vivem estressados, lamuriam aos quatro ventos: Não se pode fazer mais nada ilegal, nem grilar um terreninho? Falsificar uma escritura...? Superfaturar uma obra, cobrar comissão de empreiteiras. Difamar...? Roubar, extorquir..., Ameaçar, denegrir. Nem um crimezinho pequenininho, que essa Justiça está o tempo todo no nosso pé? Se continuar assim, aonde vamos parar? Tem que ter uma saída pra voltar aos velhos tempos, quando não havia Lei, e passávamos a perna em qualquer um. Se continuar do jeito que vai, perderemos nossos status, e voltaremos as nossas origens de simples ladrõezinhos mirins de galinha. Vai ser uma desmoralização total perante a quem nos admira e festeja.
Os cidadãos de bem, cansados de impunidade, olham a realidade e vêem que as infrações ilícitas estão sendo julgadas, condenando os infratores, assim, evitando que se criem como corvos para que não continuem comendo nossos olhos.
O que se pede é o futuro diferente ao dos corvos, a vida vale muito mais que estes políticos corruptos, que com suas penas de corvos assinam decretos para se beneficiarem. Há mil olhares que olham pra frente sem se resignarem de viver nas trevas. Ainda há que suportar aqueles que confundem gordura com inchação, quando os formadores de intriga cobram que o juiz é carrancudo, de comportamento antipático, por favor, senhores, a Justiça não é um programa de simpatia de auditório!
Há que prestar muita atenção àqueles que transitam fora da lei devem entender de uma vez por todas que a Cidade tem um Fórum, juízes, promotores, com deveres para com o cidadão desta Comarca!
A Justiça não é amiga ou inimiga é imparcial, é justa. O martelo bate a sentença, e a espada corta sem ver quem é.
12-11-2008 00:00:00
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Existe uma expressão que é muito usada em lugarejos interioranos: Eu sempre soube quem me difama e roubam minhas galinhas, mas meu segredo é que ele nunca saiba que eu sei quem é.
É inacreditável como se tem subestimado a inteligência dos buzianos ao tentarem direcionar os avatares políticos ao campo da difamação. Atingir a integridade, a honra de cidadãos de bem é uma aventura apelativa perigosa para aqueles que vivem nas sombras e freqüentam porões.
A atuação do Judiciário, pela transparência ao julgar e fazer valer a lei tem deixado nocauteado e desnorteado os inclassificáveis aventureiros que vivem a sombra do ilícito, apesar das mil e uma noites de recursos.
Fazer prevalecer à justiça numa Armação dos Búzios, onde se vive armando o tempo todo, e o martelo da lei incansavelmente desarma as falcatruas dos que gravitam fora dela, tem sido um exercício de cidadania do dever cumprido.
Desde pequenos aprendemos que a Justiça é cega, mas em Búzios enxerga até embaixo dágua, e seu olfato apurado percebe um vigarista, um mentiroso, um hipócrita, acima de qualquer suspeita, à distância.
A fauna humana nefasta, que se diz buziana, e que vinha se procriando nestes últimos anos, esparramando-se como um micróbio, contaminando as almas humanas de uma minoria, que vive tropeçando na leitura, registrando um universo de intrigas, e às vezes dando valor de verdade, querendo confundir as disputas políticas democráticas com a roupa suja da vida privada. Esta fauna está se deteriorando. Tentaram levar Búzios à beira do abismo, mas aos pouco estão se auto destruindo.
Cartas ofendendo a honra dos magistrados através do correio, é a nova búzios-mania. Citando uma enviada em 07 de março de 2008 do Correio do Largo da Carioca do Rio de Janeiro, com falso remetente da Rua das Pedras, no Centro de Búzios, foi de uma ingenuidade espantosa, para estes mandantes desacreditados, que estão sempre à procura de riquezas legendárias. A câmera do Correio gravou, como é de praxe, para sua segurança, a Justiça solicitou a gravação, e, por eliminação, já se sabe quem é o infradotado, aprendiz de 171.
Em pleno século XXI ainda há batedores de carteiras, que pararam no tempo
Os viciados em falcatruas, que vivem de plantão em busca de uma vítima, parecem não conseguirem enxergar a realidade, acordam com pesadelos, vivem estressados, lamuriam aos quatro ventos: Não se pode fazer mais nada ilegal, nem grilar um terreninho? Falsificar uma escritura...? Superfaturar uma obra, cobrar comissão de empreiteiras. Difamar...? Roubar, extorquir..., Ameaçar, denegrir. Nem um crimezinho pequenininho, que essa Justiça está o tempo todo no nosso pé? Se continuar assim, aonde vamos parar? Tem que ter uma saída pra voltar aos velhos tempos, quando não havia Lei, e passávamos a perna em qualquer um. Se continuar do jeito que vai, perderemos nossos status, e voltaremos as nossas origens de simples ladrõezinhos mirins de galinha. Vai ser uma desmoralização total perante a quem nos admira e festeja.
Os cidadãos de bem, cansados de impunidade, olham a realidade e vêem que as infrações ilícitas estão sendo julgadas, condenando os infratores, assim, evitando que se criem como corvos para que não continuem comendo nossos olhos.
O que se pede é o futuro diferente ao dos corvos, a vida vale muito mais que estes políticos corruptos, que com suas penas de corvos assinam decretos para se beneficiarem. Há mil olhares que olham pra frente sem se resignarem de viver nas trevas. Ainda há que suportar aqueles que confundem gordura com inchação, quando os formadores de intriga cobram que o juiz é carrancudo, de comportamento antipático, por favor, senhores, a Justiça não é um programa de simpatia de auditório!
Há que prestar muita atenção àqueles que transitam fora da lei devem entender de uma vez por todas que a Cidade tem um Fórum, juízes, promotores, com deveres para com o cidadão desta Comarca!
A Justiça não é amiga ou inimiga é imparcial, é justa. O martelo bate a sentença, e a espada corta sem ver quem é.
12-11-2008 00:00:00
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Existe uma expressão que é muito usada em lugarejos interioranos: Eu sempre soube quem me difama e roubam minhas galinhas, mas meu segredo é que ele nunca saiba que eu sei quem é.
É inacreditável como se tem subestimado a inteligência dos buzianos ao tentarem direcionar os avatares políticos ao campo da difamação. Atingir a integridade, a honra de cidadãos de bem é uma aventura apelativa perigosa para aqueles que vivem nas sombras e freqüentam porões.
A atuação do Judiciário, pela transparência ao julgar e fazer valer a lei tem deixado nocauteado e desnorteado os inclassificáveis aventureiros que vivem a sombra do ilícito, apesar das mil e uma noites de recursos.
Fazer prevalecer à justiça numa Armação dos Búzios, onde se vive armando o tempo todo, e o martelo da lei incansavelmente desarma as falcatruas dos que gravitam fora dela, tem sido um exercício de cidadania do dever cumprido.
Desde pequenos aprendemos que a Justiça é cega, mas em Búzios enxerga até embaixo dágua, e seu olfato apurado percebe um vigarista, um mentiroso, um hipócrita, acima de qualquer suspeita, à distância.
A fauna humana nefasta, que se diz buziana, e que vinha se procriando nestes últimos anos, esparramando-se como um micróbio, contaminando as almas humanas de uma minoria, que vive tropeçando na leitura, registrando um universo de intrigas, e às vezes dando valor de verdade, querendo confundir as disputas políticas democráticas com a roupa suja da vida privada. Esta fauna está se deteriorando. Tentaram levar Búzios à beira do abismo, mas aos pouco estão se auto destruindo.
Cartas ofendendo a honra dos magistrados através do correio, é a nova búzios-mania. Citando uma enviada em 07 de março de 2008 do Correio do Largo da Carioca do Rio de Janeiro, com falso remetente da Rua das Pedras, no Centro de Búzios, foi de uma ingenuidade espantosa, para estes mandantes desacreditados, que estão sempre à procura de riquezas legendárias. A câmera do Correio gravou, como é de praxe, para sua segurança, a Justiça solicitou a gravação, e, por eliminação, já se sabe quem é o infradotado, aprendiz de 171.
Em pleno século XXI ainda há batedores de carteiras, que pararam no tempo
Os viciados em falcatruas, que vivem de plantão em busca de uma vítima, parecem não conseguirem enxergar a realidade, acordam com pesadelos, vivem estressados, lamuriam aos quatro ventos: Não se pode fazer mais nada ilegal, nem grilar um terreninho? Falsificar uma escritura...? Superfaturar uma obra, cobrar comissão de empreiteiras. Difamar...? Roubar, extorquir..., Ameaçar, denegrir. Nem um crimezinho pequenininho, que essa Justiça está o tempo todo no nosso pé? Se continuar assim, aonde vamos parar? Tem que ter uma saída pra voltar aos velhos tempos, quando não havia Lei, e passávamos a perna em qualquer um. Se continuar do jeito que vai, perderemos nossos status, e voltaremos as nossas origens de simples ladrõezinhos mirins de galinha. Vai ser uma desmoralização total perante a quem nos admira e festeja.
Os cidadãos de bem, cansados de impunidade, olham a realidade e vêem que as infrações ilícitas estão sendo julgadas, condenando os infratores, assim, evitando que se criem como corvos para que não continuem comendo nossos olhos.
O que se pede é o futuro diferente ao dos corvos, a vida vale muito mais que estes políticos corruptos, que com suas penas de corvos assinam decretos para se beneficiarem. Há mil olhares que olham pra frente sem se resignarem de viver nas trevas. Ainda há que suportar aqueles que confundem gordura com inchação, quando os formadores de intriga cobram que o juiz é carrancudo, de comportamento antipático, por favor, senhores, a Justiça não é um programa de simpatia de auditório!
Há que prestar muita atenção àqueles que transitam fora da lei devem entender de uma vez por todas que a Cidade tem um Fórum, juízes, promotores, com deveres para com o cidadão desta Comarca!
A Justiça não é amiga ou inimiga é imparcial, é justa. O martelo bate a sentença, e a espada corta sem ver quem é.
12-11-2008 00:00:00
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O que pode criar um monstro? O que leva um rapaz de 22 anos a estragar a própria vida e a vida de outras duas jovens por
Nada?
Será que é índole? Talvez, a mídia? A influência da televisão? A situação social da violência? Traumas? Raiva contida? Deficiência social ou mental? Permissividade da sociedade? O que faz alguém achar que pode comprar armas de fogo, entrar na casa de uma família, fazer reféns, assustar e desalojar vizinhos, ocupar a polícia por mais de 100 horas e atirar em duas pessoas inocentes?
O rapaz deu a resposta: ela não quis falar comigo. A garota disse não, não quero mais falar com você. E o garoto, dizendo que ama, não aceitou um não. Seu desejo era mais importante.
Não quero ser mais um desses psicólogos de araque que infestam os programas vespertinos de televisão, que explicam tudo de maneira muito simplista e falam descontextualizadamente sobre a vida dos outros sem serem chamados. Mas, ontem, enquanto não conseguia dormir pensando nesse absurdo todo, pensei que o não da menina Eloá foi o único. Faltaram muitos outros nãos nessa história toda.
Faltou um pai e uma mãe dizerem que a filha de 12 anos NÃO podia namorar um rapaz de 19. Faltou uma outra mãe dizer que NÃO iria sucumbir ao medo e ir lá tirar o filho do tal apartamento a puxões de orelha. Faltou outros pais dizerem que NÃO iriam atender ao pedido de um policial maluco de deixar a filha voltar para o cativeiro de onde, com sorte, já tinha escapado com vida. Faltou a Polícia dizer NÃO ao próprio planejamento errôneo de mandar a garota de volta pra lá. Faltou o governo dizer NÃO ao sensacionalismo da Imprensa em torno do caso, que permitiu que o tal seqüestrador conversasse e chorasse compulsivamente em todos os programas de TV que o procuraram.. Simples assim. NÃO. Pelo jeito, a única que disse não nessa história foi punida com uma bala na cabeça.
O mundo está carente de nãos. Vejo que cada vez mais os pais e professores morrem de medo de dizer não às crianças. Mulheres ainda têm medo de dizer não aos maridos ( e alguns maridos, temem dizer não às esposas ). Pessoas têm medo de dizer não aos amigos. Noras que não conseguem dizer não às sogras, chefes que não dizem não aos subordinados, gente que não consegue dizer não aos próprios desejos. E assim são criados alguns monstros. Talvez alguns não cheguem a seqüestrar pessoas. Mas têm pequenos surtos, quando escutam um não, seja do guarda de trânsito, do chefe, do professor, da namorada, do gerente do banco. Essas pessoas acabam crendo que abusar é normal. E é legal..
Os pais dizem, não posso traumatizar meu filho. E não é raro eu ver alguns tomando tapas de bebês com 1 ou 2 anos. Outros gastam o que não têm em brinquedos todos os dias e festas de aniversário faraônicas para suas crias. Sem falar nos adolescentes. Hoje em dia, é difícil ouvir alguém dizer não, você não pode bater no seu amiguinho. Não, você não vai assistir a uma novela feita para adultos. Não, você não vai fumar maconha enquanto for contra a lei. Não, você não vai passar a madrugada na rua. Não, você não vai dirigir sem carteira de habilitação. Não, você não vai beber uma cervejinha enquanto não fizer 18 anos. Não, essas pessoas não são companhias pra você. Não, hoje você não vai ganhar brinquedo ou comer salgadinho e chocolate. Não, aqui não é lugar para você ficar. Não, você não vai faltar na escola sem estar doente. Não, essa conversa não é pra você se meter. Não, com isto você não vai brincar. Não, hoje você está de castigo e não vai brincar no parque.
Crianças e adolescentes que crescem sem ouvir bons, justos e firmes NÃOS crescem sem saber que o mundo não é só deles. E aí, no primeiro não que a vida dá ( e a vida dá muitos ) surtam. Usam drogas. Compram armas. Transam sem camisinha. Batem em professores. Furam o pneu do carro do chefe. Chutam mendigos e prostitutas na rua. E daí por diante.
Não estou defendendo a volta da educação rígida e sem diálogo, pelo contrário. Acredito piamente que crianças e adolescentes tratados com um amor real, sem culpa, tranqüilo e livre, conseguem perfeitamente entender uma sanção do pai ou da mãe, um tapa, um castigo, um não. Intuem que o amor dos adultos pelas crianças não é só prazer - é também responsabilidade. E quem ouve uns nãos de vez em quando também aprende a dizê-los quando é preciso. Acaba aprendendo que é importante dizer não a algumas pessoas que tentam abusar de nós de diversas maneiras, com respeito e firmeza, mesmo que sejam pessoas que nos amem. O não protege, ensina e prepara.
Por mais que seja difícil, eu tento dizer não aos seres humanos que cruzam o meu caminho quando acredito que é hora - e tento respeitar também os nãos que recebo. Nem sempre consigo, mas tento. Acredito que é aí que está a verdadeira prova de amor. E é também aí que está a solução para a violência cada vez mais desmedida e absurda dos nossos dias.
11-11-2008 00:00:00
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O que pode criar um monstro? O que leva um rapaz de 22 anos a estragar a própria vida e a vida de outras duas jovens por
Nada?
Será que é índole? Talvez, a mídia? A influência da televisão? A situação social da violência? Traumas? Raiva contida? Deficiência social ou mental? Permissividade da sociedade? O que faz alguém achar que pode comprar armas de fogo, entrar na casa de uma família, fazer reféns, assustar e desalojar vizinhos, ocupar a polícia por mais de 100 horas e atirar em duas pessoas inocentes?
O rapaz deu a resposta: ela não quis falar comigo. A garota disse não, não quero mais falar com você. E o garoto, dizendo que ama, não aceitou um não. Seu desejo era mais importante.
Não quero ser mais um desses psicólogos de araque que infestam os programas vespertinos de televisão, que explicam tudo de maneira muito simplista e falam descontextualizadamente sobre a vida dos outros sem serem chamados. Mas, ontem, enquanto não conseguia dormir pensando nesse absurdo todo, pensei que o não da menina Eloá foi o único. Faltaram muitos outros nãos nessa história toda.
Faltou um pai e uma mãe dizerem que a filha de 12 anos NÃO podia namorar um rapaz de 19. Faltou uma outra mãe dizer que NÃO iria sucumbir ao medo e ir lá tirar o filho do tal apartamento a puxões de orelha. Faltou outros pais dizerem que NÃO iriam atender ao pedido de um policial maluco de deixar a filha voltar para o cativeiro de onde, com sorte, já tinha escapado com vida. Faltou a Polícia dizer NÃO ao próprio planejamento errôneo de mandar a garota de volta pra lá. Faltou o governo dizer NÃO ao sensacionalismo da Imprensa em torno do caso, que permitiu que o tal seqüestrador conversasse e chorasse compulsivamente em todos os programas de TV que o procuraram.. Simples assim. NÃO. Pelo jeito, a única que disse não nessa história foi punida com uma bala na cabeça.
O mundo está carente de nãos. Vejo que cada vez mais os pais e professores morrem de medo de dizer não às crianças. Mulheres ainda têm medo de dizer não aos maridos ( e alguns maridos, temem dizer não às esposas ). Pessoas têm medo de dizer não aos amigos. Noras que não conseguem dizer não às sogras, chefes que não dizem não aos subordinados, gente que não consegue dizer não aos próprios desejos. E assim são criados alguns monstros. Talvez alguns não cheguem a seqüestrar pessoas. Mas têm pequenos surtos, quando escutam um não, seja do guarda de trânsito, do chefe, do professor, da namorada, do gerente do banco. Essas pessoas acabam crendo que abusar é normal. E é legal..
Os pais dizem, não posso traumatizar meu filho. E não é raro eu ver alguns tomando tapas de bebês com 1 ou 2 anos. Outros gastam o que não têm em brinquedos todos os dias e festas de aniversário faraônicas para suas crias. Sem falar nos adolescentes. Hoje em dia, é difícil ouvir alguém dizer não, você não pode bater no seu amiguinho. Não, você não vai assistir a uma novela feita para adultos. Não, você não vai fumar maconha enquanto for contra a lei. Não, você não vai passar a madrugada na rua. Não, você não vai dirigir sem carteira de habilitação. Não, você não vai beber uma cervejinha enquanto não fizer 18 anos. Não, essas pessoas não são companhias pra você. Não, hoje você não vai ganhar brinquedo ou comer salgadinho e chocolate. Não, aqui não é lugar para você ficar. Não, você não vai faltar na escola sem estar doente. Não, essa conversa não é pra você se meter. Não, com isto você não vai brincar. Não, hoje você está de castigo e não vai brincar no parque.
Crianças e adolescentes que crescem sem ouvir bons, justos e firmes NÃOS crescem sem saber que o mundo não é só deles. E aí, no primeiro não que a vida dá ( e a vida dá muitos ) surtam. Usam drogas. Compram armas. Transam sem camisinha. Batem em professores. Furam o pneu do carro do chefe. Chutam mendigos e prostitutas na rua. E daí por diante.
Não estou defendendo a volta da educação rígida e sem diálogo, pelo contrário. Acredito piamente que crianças e adolescentes tratados com um amor real, sem culpa, tranqüilo e livre, conseguem perfeitamente entender uma sanção do pai ou da mãe, um tapa, um castigo, um não. Intuem que o amor dos adultos pelas crianças não é só prazer - é também responsabilidade. E quem ouve uns nãos de vez em quando também aprende a dizê-los quando é preciso. Acaba aprendendo que é importante dizer não a algumas pessoas que tentam abusar de nós de diversas maneiras, com respeito e firmeza, mesmo que sejam pessoas que nos amem. O não protege, ensina e prepara.
Por mais que seja difícil, eu tento dizer não aos seres humanos que cruzam o meu caminho quando acredito que é hora - e tento respeitar também os nãos que recebo. Nem sempre consigo, mas tento. Acredito que é aí que está a verdadeira prova de amor. E é também aí que está a solução para a violência cada vez mais desmedida e absurda dos nossos dias.
11-11-2008 00:00:00
saiba mais
-
O que pode criar um monstro? O que leva um rapaz de 22 anos a estragar a própria vida e a vida de outras duas jovens por
Nada?
Será que é índole? Talvez, a mídia? A influência da televisão? A situação social da violência? Traumas? Raiva contida? Deficiência social ou mental? Permissividade da sociedade? O que faz alguém achar que pode comprar armas de fogo, entrar na casa de uma família, fazer reféns, assustar e desalojar vizinhos, ocupar a polícia por mais de 100 horas e atirar em duas pessoas inocentes?
O rapaz deu a resposta: ela não quis falar comigo. A garota disse não, não quero mais falar com você. E o garoto, dizendo que ama, não aceitou um não. Seu desejo era mais importante.
Não quero ser mais um desses psicólogos de araque que infestam os programas vespertinos de televisão, que explicam tudo de maneira muito simplista e falam descontextualizadamente sobre a vida dos outros sem serem chamados. Mas, ontem, enquanto não conseguia dormir pensando nesse absurdo todo, pensei que o não da menina Eloá foi o único. Faltaram muitos outros nãos nessa história toda.
Faltou um pai e uma mãe dizerem que a filha de 12 anos NÃO podia namorar um rapaz de 19. Faltou uma outra mãe dizer que NÃO iria sucumbir ao medo e ir lá tirar o filho do tal apartamento a puxões de orelha. Faltou outros pais dizerem que NÃO iriam atender ao pedido de um policial maluco de deixar a filha voltar para o cativeiro de onde, com sorte, já tinha escapado com vida. Faltou a Polícia dizer NÃO ao próprio planejamento errôneo de mandar a garota de volta pra lá. Faltou o governo dizer NÃO ao sensacionalismo da Imprensa em torno do caso, que permitiu que o tal seqüestrador conversasse e chorasse compulsivamente em todos os programas de TV que o procuraram.. Simples assim. NÃO. Pelo jeito, a única que disse não nessa história foi punida com uma bala na cabeça.
O mundo está carente de nãos. Vejo que cada vez mais os pais e professores morrem de medo de dizer não às crianças. Mulheres ainda têm medo de dizer não aos maridos ( e alguns maridos, temem dizer não às esposas ). Pessoas têm medo de dizer não aos amigos. Noras que não conseguem dizer não às sogras, chefes que não dizem não aos subordinados, gente que não consegue dizer não aos próprios desejos. E assim são criados alguns monstros. Talvez alguns não cheguem a seqüestrar pessoas. Mas têm pequenos surtos, quando escutam um não, seja do guarda de trânsito, do chefe, do professor, da namorada, do gerente do banco. Essas pessoas acabam crendo que abusar é normal. E é legal..
Os pais dizem, não posso traumatizar meu filho. E não é raro eu ver alguns tomando tapas de bebês com 1 ou 2 anos. Outros gastam o que não têm em brinquedos todos os dias e festas de aniversário faraônicas para suas crias. Sem falar nos adolescentes. Hoje em dia, é difícil ouvir alguém dizer não, você não pode bater no seu amiguinho. Não, você não vai assistir a uma novela feita para adultos. Não, você não vai fumar maconha enquanto for contra a lei. Não, você não vai passar a madrugada na rua. Não, você não vai dirigir sem carteira de habilitação. Não, você não vai beber uma cervejinha enquanto não fizer 18 anos. Não, essas pessoas não são companhias pra você. Não, hoje você não vai ganhar brinquedo ou comer salgadinho e chocolate. Não, aqui não é lugar para você ficar. Não, você não vai faltar na escola sem estar doente. Não, essa conversa não é pra você se meter. Não, com isto você não vai brincar. Não, hoje você está de castigo e não vai brincar no parque.
Crianças e adolescentes que crescem sem ouvir bons, justos e firmes NÃOS crescem sem saber que o mundo não é só deles. E aí, no primeiro não que a vida dá ( e a vida dá muitos ) surtam. Usam drogas. Compram armas. Transam sem camisinha. Batem em professores. Furam o pneu do carro do chefe. Chutam mendigos e prostitutas na rua. E daí por diante.
Não estou defendendo a volta da educação rígida e sem diálogo, pelo contrário. Acredito piamente que crianças e adolescentes tratados com um amor real, sem culpa, tranqüilo e livre, conseguem perfeitamente entender uma sanção do pai ou da mãe, um tapa, um castigo, um não. Intuem que o amor dos adultos pelas crianças não é só prazer - é também responsabilidade. E quem ouve uns nãos de vez em quando também aprende a dizê-los quando é preciso. Acaba aprendendo que é importante dizer não a algumas pessoas que tentam abusar de nós de diversas maneiras, com respeito e firmeza, mesmo que sejam pessoas que nos amem. O não protege, ensina e prepara.
Por mais que seja difícil, eu tento dizer não aos seres humanos que cruzam o meu caminho quando acredito que é hora - e tento respeitar também os nãos que recebo. Nem sempre consigo, mas tento. Acredito que é aí que está a verdadeira prova de amor. E é também aí que está a solução para a violência cada vez mais desmedida e absurda dos nossos dias.
11-11-2008 00:00:00
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O que pode criar um monstro? O que leva um rapaz de 22 anos a estragar a própria vida e a vida de outras duas jovens por
Nada?
Será que é índole? Talvez, a mídia? A influência da televisão? A situação social da violência? Traumas? Raiva contida? Deficiência social ou mental? Permissividade da sociedade? O que faz alguém achar que pode comprar armas de fogo, entrar na casa de uma família, fazer reféns, assustar e desalojar vizinhos, ocupar a polícia por mais de 100 horas e atirar em duas pessoas inocentes?
O rapaz deu a resposta: ela não quis falar comigo. A garota disse não, não quero mais falar com você. E o garoto, dizendo que ama, não aceitou um não. Seu desejo era mais importante.
Não quero ser mais um desses psicólogos de araque que infestam os programas vespertinos de televisão, que explicam tudo de maneira muito simplista e falam descontextualizadamente sobre a vida dos outros sem serem chamados. Mas, ontem, enquanto não conseguia dormir pensando nesse absurdo todo, pensei que o não da menina Eloá foi o único. Faltaram muitos outros nãos nessa história toda.
Faltou um pai e uma mãe dizerem que a filha de 12 anos NÃO podia namorar um rapaz de 19. Faltou uma outra mãe dizer que NÃO iria sucumbir ao medo e ir lá tirar o filho do tal apartamento a puxões de orelha. Faltou outros pais dizerem que NÃO iriam atender ao pedido de um policial maluco de deixar a filha voltar para o cativeiro de onde, com sorte, já tinha escapado com vida. Faltou a Polícia dizer NÃO ao próprio planejamento errôneo de mandar a garota de volta pra lá. Faltou o governo dizer NÃO ao sensacionalismo da Imprensa em torno do caso, que permitiu que o tal seqüestrador conversasse e chorasse compulsivamente em todos os programas de TV que o procuraram.. Simples assim. NÃO. Pelo jeito, a única que disse não nessa história foi punida com uma bala na cabeça.
O mundo está carente de nãos. Vejo que cada vez mais os pais e professores morrem de medo de dizer não às crianças. Mulheres ainda têm medo de dizer não aos maridos ( e alguns maridos, temem dizer não às esposas ). Pessoas têm medo de dizer não aos amigos. Noras que não conseguem dizer não às sogras, chefes que não dizem não aos subordinados, gente que não consegue dizer não aos próprios desejos. E assim são criados alguns monstros. Talvez alguns não cheguem a seqüestrar pessoas. Mas têm pequenos surtos, quando escutam um não, seja do guarda de trânsito, do chefe, do professor, da namorada, do gerente do banco. Essas pessoas acabam crendo que abusar é normal. E é legal..
Os pais dizem, não posso traumatizar meu filho. E não é raro eu ver alguns tomando tapas de bebês com 1 ou 2 anos. Outros gastam o que não têm em brinquedos todos os dias e festas de aniversário faraônicas para suas crias. Sem falar nos adolescentes. Hoje em dia, é difícil ouvir alguém dizer não, você não pode bater no seu amiguinho. Não, você não vai assistir a uma novela feita para adultos. Não, você não vai fumar maconha enquanto for contra a lei. Não, você não vai passar a madrugada na rua. Não, você não vai dirigir sem carteira de habilitação. Não, você não vai beber uma cervejinha enquanto não fizer 18 anos. Não, essas pessoas não são companhias pra você. Não, hoje você não vai ganhar brinquedo ou comer salgadinho e chocolate. Não, aqui não é lugar para você ficar. Não, você não vai faltar na escola sem estar doente. Não, essa conversa não é pra você se meter. Não, com isto você não vai brincar. Não, hoje você está de castigo e não vai brincar no parque.
Crianças e adolescentes que crescem sem ouvir bons, justos e firmes NÃOS crescem sem saber que o mundo não é só deles. E aí, no primeiro não que a vida dá ( e a vida dá muitos ) surtam. Usam drogas. Compram armas. Transam sem camisinha. Batem em professores. Furam o pneu do carro do chefe. Chutam mendigos e prostitutas na rua. E daí por diante.
Não estou defendendo a volta da educação rígida e sem diálogo, pelo contrário. Acredito piamente que crianças e adolescentes tratados com um amor real, sem culpa, tranqüilo e livre, conseguem perfeitamente entender uma sanção do pai ou da mãe, um tapa, um castigo, um não. Intuem que o amor dos adultos pelas crianças não é só prazer - é também responsabilidade. E quem ouve uns nãos de vez em quando também aprende a dizê-los quando é preciso. Acaba aprendendo que é importante dizer não a algumas pessoas que tentam abusar de nós de diversas maneiras, com respeito e firmeza, mesmo que sejam pessoas que nos amem. O não protege, ensina e prepara.
Por mais que seja difícil, eu tento dizer não aos seres humanos que cruzam o meu caminho quando acredito que é hora - e tento respeitar também os nãos que recebo. Nem sempre consigo, mas tento. Acredito que é aí que está a verdadeira prova de amor. E é também aí que está a solução para a violência cada vez mais desmedida e absurda dos nossos dias.
11-11-2008 00:00:00
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Dizer que um negro se elegeu presidente dos Estados Unidos, embora isso seja verdade, pode configurar uma atitude preconceituosa. Ninguém pode ignorar que quem se elegeu presidente é um advogado, que já era senador, detentor de uma significativa folha de trabalho à comunidade, foi capaz de conquistar os votos do eleitorado e, entre outras coisas, é um afro-descendente. A cor da pele não foi a determinante da vitória, mas uma série de variáveis que o fizeram preferido dos norte-americanos e, inclusive, motivaram milhares eleitores a votar com muita alegria, contagiando de esperança aquele país, onde o voto não é obrigatório. Fez-se a espiral positiva.
Barack Obama, com propostas concretas, conseguiu empolgar e mover positivamente negros, brancos, latinos, jovens e idosos e, com isso, fez-se presidente. Hoje tem nas mãos a grande tarefa de enfrentar a crise econômica e - ai sim - concretizar o sonho de Martin Luther King, de construir uma sociedade onde os indivíduos não sejam julgados pela cor da pele, mas pelo que fazem ou representam no contexto social. Sem dúvida, é uma quebra de paradigma numa sociedade que, até bem pouco, vivia o racismo explícito e ainda hoje conserva bolsões de intolerância injustificável.
Supervalorizar a negritude de Obama é o mesmo que atribuir a eleição do presidente Lula à sua condição de retirante nordestino (não ao seu carisma, inteligência e liderança político-sindical construída com sangue, suor e lágrimas) e dizer que uma mulher, ao assumir um cargo importante, antes ocupado exclusivamente por homens, o fez por sua condição feminina, não por sua competência. São avaliações errôneas que ocorrem em demérito aos vencedores e ao gênero ou categoria a que pertencem.
Já vai longe o tempo em que alguém foi considerado de segunda classe por não ter pele branca, ser do sexo feminino, ser homossexual ou pertencer a este ou àquele segmento filosófico ou religioso. O mundo de hoje não admite mais generalizações e nem intolerâncias. Embora certos indivíduos ainda não tenham percebido, o que vale hoje é o fato concreto e não o subjetivo. Se um cidadão é útil à coletividade e ao meio onde vive, pouco importam sua origem, sua pele, seu sexo, sua orientação sexual ou sua posição ideológica. Mais vale o seu comprometimento com a sociedade e a causa que resolveu abraçar.
Obama, sendo negro, tem toda condição de reafirmar a igualdade entre os indivíduos. Colocado como o homem mais poderoso do mundo, terá como comprovar àqueles que ainda permanecem na ignorância do preconceito e da divisão racial, que o ser humano é único e indivisível. Que cor, sexo, religião e outras diversidades são nada mais que detalhes e - potencialmente - todos somos iguais, com os mesmos anseios, direitos e obrigações. E que tudo o que apontar contra essa igualdade, é mero preconceito e merece a mais completa reprovação da sociedade.
Que o presidente negro seja o grande instrumento de redenção para todos aqueles que ainda sofrem qualquer tipo de discriminação. Que, depois do seu período, o mundo ame mais e seja mais solidário, humano e justo...
08-11-2008 00:00:00
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-
Dizer que um negro se elegeu presidente dos Estados Unidos, embora isso seja verdade, pode configurar uma atitude preconceituosa. Ninguém pode ignorar que quem se elegeu presidente é um advogado, que já era senador, detentor de uma significativa folha de trabalho à comunidade, foi capaz de conquistar os votos do eleitorado e, entre outras coisas, é um afro-descendente. A cor da pele não foi a determinante da vitória, mas uma série de variáveis que o fizeram preferido dos norte-americanos e, inclusive, motivaram milhares eleitores a votar com muita alegria, contagiando de esperança aquele país, onde o voto não é obrigatório. Fez-se a espiral positiva.
Barack Obama, com propostas concretas, conseguiu empolgar e mover positivamente negros, brancos, latinos, jovens e idosos e, com isso, fez-se presidente. Hoje tem nas mãos a grande tarefa de enfrentar a crise econômica e - ai sim - concretizar o sonho de Martin Luther King, de construir uma sociedade onde os indivíduos não sejam julgados pela cor da pele, mas pelo que fazem ou representam no contexto social. Sem dúvida, é uma quebra de paradigma numa sociedade que, até bem pouco, vivia o racismo explícito e ainda hoje conserva bolsões de intolerância injustificável.
Supervalorizar a negritude de Obama é o mesmo que atribuir a eleição do presidente Lula à sua condição de retirante nordestino (não ao seu carisma, inteligência e liderança político-sindical construída com sangue, suor e lágrimas) e dizer que uma mulher, ao assumir um cargo importante, antes ocupado exclusivamente por homens, o fez por sua condição feminina, não por sua competência. São avaliações errôneas que ocorrem em demérito aos vencedores e ao gênero ou categoria a que pertencem.
Já vai longe o tempo em que alguém foi considerado de segunda classe por não ter pele branca, ser do sexo feminino, ser homossexual ou pertencer a este ou àquele segmento filosófico ou religioso. O mundo de hoje não admite mais generalizações e nem intolerâncias. Embora certos indivíduos ainda não tenham percebido, o que vale hoje é o fato concreto e não o subjetivo. Se um cidadão é útil à coletividade e ao meio onde vive, pouco importam sua origem, sua pele, seu sexo, sua orientação sexual ou sua posição ideológica. Mais vale o seu comprometimento com a sociedade e a causa que resolveu abraçar.
Obama, sendo negro, tem toda condição de reafirmar a igualdade entre os indivíduos. Colocado como o homem mais poderoso do mundo, terá como comprovar àqueles que ainda permanecem na ignorância do preconceito e da divisão racial, que o ser humano é único e indivisível. Que cor, sexo, religião e outras diversidades são nada mais que detalhes e - potencialmente - todos somos iguais, com os mesmos anseios, direitos e obrigações. E que tudo o que apontar contra essa igualdade, é mero preconceito e merece a mais completa reprovação da sociedade.
Que o presidente negro seja o grande instrumento de redenção para todos aqueles que ainda sofrem qualquer tipo de discriminação. Que, depois do seu período, o mundo ame mais e seja mais solidário, humano e justo...
08-11-2008 00:00:00
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