Há algumas semanas falei sobre a relação entre o trabalho e a sorte e do fato de que quanto mais trabalhamos, mais a sorte se faz presente em nossas vidas. Hoje vou discorrer sobre a relação entre trabalho e eficiência. Esta última, que tem menos a ver com quantidade, mas sim com qualidade. Quando conseguimos responder com agilidade às demandas, damos atenção ao processo para evitar repetir os mesmos erros e, principalmente, dispendemos pouca energia e recurso para que o melhor resultado se realize, certamente, conseguimos, por meio do trabalho, que nos traz sorte, atingir a eficiência.
Cada vez é mais comum no vocabulário ambiental e empresarial esta palavra. Porém, historicamente ela não é reconhecida como parte integrante do dicionário das instituições que compõem o Estado. Mais comuns são as palavras morosidade (que tem a ver com tempo), onerosa (relativa aos recursos) e, ainda, dispendiosa (que gasta muito). Mas os tempos são outros e a imposição da transparência pela opinião pública tem contribuído para mudar a realidade das instituições.
Recentemente aprovamos o projeto que cria o cargo de gestor públi-
co no quadro de servidores estaduais. Estes gestores serão formados para atuar com eficiência nas diversas instituições que compõem o estado, e terão pela frente o desafio de orientar ações das diversas secretarias em prol da melhor utilização dos recursos. Na Alerj, temos buscado imprimir uma gestão eficiente ampliando os canais de contato entre a população e o Parlamento. Além da TV Alerj e do Alô Alerj (0800 022 0008), temos o Disque Segurança Alimentar (0800 2820376) e outros 13 disques, que são números de discagem gratuita que permitem que o cidadão possa dar sugestões, fazer denúncias e buscar soluções para os seus problemas.
Isso sem contar com a economia de recursos que temos alcançado graças a uma gestão austera. Nos últimos anos tem sido comum devolvermos recursos ao estado. Mas este ano inovamos quando diante de um quadro devastador devido às enchentes conseguimos doar R$ 20 milhões de nosso orçamento deste ano para as cidades mais castigadas.
Com exemplos como estes a Alerj busca sintonia com os tempos modernos, fazendo com que a palavra eficiência possa ser relacionada à gestão pública.
10-04-2009 00:00:00
saiba maisHá algumas semanas falei sobre a relação entre o trabalho e a sorte e do fato de que quanto mais trabalhamos, mais a sorte se faz presente em nossas vidas. Hoje vou discorrer sobre a relação entre trabalho e eficiência. Esta última, que tem menos a ver com quantidade, mas sim com qualidade. Quando conseguimos responder com agilidade às demandas, damos atenção ao processo para evitar repetir os mesmos erros e, principalmente, dispendemos pouca energia e recurso para que o melhor resultado se realize, certamente, conseguimos, por meio do trabalho, que nos traz sorte, atingir a eficiência.
Cada vez é mais comum no vocabulário ambiental e empresarial esta palavra. Porém, historicamente ela não é reconhecida como parte integrante do dicionário das instituições que compõem o Estado. Mais comuns são as palavras morosidade (que tem a ver com tempo), onerosa (relativa aos recursos) e, ainda, dispendiosa (que gasta muito). Mas os tempos são outros e a imposição da transparência pela opinião pública tem contribuído para mudar a realidade das instituições.
Recentemente aprovamos o projeto que cria o cargo de gestor públi-
co no quadro de servidores estaduais. Estes gestores serão formados para atuar com eficiência nas diversas instituições que compõem o estado, e terão pela frente o desafio de orientar ações das diversas secretarias em prol da melhor utilização dos recursos. Na Alerj, temos buscado imprimir uma gestão eficiente ampliando os canais de contato entre a população e o Parlamento. Além da TV Alerj e do Alô Alerj (0800 022 0008), temos o Disque Segurança Alimentar (0800 2820376) e outros 13 disques, que são números de discagem gratuita que permitem que o cidadão possa dar sugestões, fazer denúncias e buscar soluções para os seus problemas.
Isso sem contar com a economia de recursos que temos alcançado graças a uma gestão austera. Nos últimos anos tem sido comum devolvermos recursos ao estado. Mas este ano inovamos quando diante de um quadro devastador devido às enchentes conseguimos doar R$ 20 milhões de nosso orçamento deste ano para as cidades mais castigadas.
Com exemplos como estes a Alerj busca sintonia com os tempos modernos, fazendo com que a palavra eficiência possa ser relacionada à gestão pública.
10-04-2009 00:00:00
saiba maisAnalisando com olhos pedagógicos a situação educacional do Brasil, dá para chorar e prantear e gritar de dor pelos milhões de jovens que conseguem ultrapassar todo tipo de barreira e entrar nas instituições escolares. Dói, mas dói muito, ver como os estudantes ainda acreditam no poder da Escola e ter pleno conhecimento da imensa decepção que logo, logo os assola! Eles chegam eufóricos, sim, porque mesmo quando é gratuito, não sai barato. É caro, muito caro, para entrar. Aí começam as aberrações: todo mundo é burro, todo mundo é malandro, todo mundo é violento... Nós, educadores, sabemos que: todo mundo quer estudar, todo mundo quer aprender, pode-se vencer a violência... E ninguém venha dizer que só os pobres sofrem, porque a Escola é Pública, os professores ganham pouco, os recursos são escassos. Não! O sofrimento é geral!
No Brasil, a palavra organizado só é usada para o crime: crime organizado. É muita bala perdida! Há brasileiros perdidos também! Votos perdidos e verbas perdidas... Os métodos de alfabetização no Brasil andam na contra-mão.
24% dos alunos do ensino fundamental das escolas brasileiras são obrigados a repetir de série pelo menos um ano - a maior proporção de toda a América Latina. A Unesco - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura informa que a taxa de repetência de primeira a quarta série no Brasil é pior do que a do Camboja (Ásia) e equivalente à de países como Moçambique e Eritréia (África).
No Ensino Médio, entre 1998 e 1999, a taxa de repetência estava em 17,2%.
Em 2001, a Unesco comparou 107 países, o Brasil tinha a mesma taxa de repetência do Burundi e Congo: 25%.
O MEC gasta R$ 7 bilhões por ano com repetência no ensino fundamental.
Além de campeões de repetência, ficamos nos últimos lugares do Pisa - Programa Internacional de Avaliação de Alunos.
A UNESCO considerou 45 países, cujos índices de repetência são superiores a 10%. O Brasil, com taxa de 21% está entre 15 países, a maioria da África e do Caribe. Camboja, 11%, Haiti, 16%, Ruanda, 19%, Chile, 2%, Argentina, 6%. Brasil, Indonésia e Tunísia, estão entre os que têm os menores níveis de conhecimento em matemática do mundo. A taxa de evasão, que em 1997 estava em 5,2%, aumentou para 8,3% em 2001. Nos cursos noturnos, essa proporção chega a 35%. Os alunos mais ricos do Brasil têm desempenho inferior ao dos ricos da Espanha, EUA, Rússia, França, Portugal, Coréia do Sul e México.
Somente 27,6% dos alunos da rede privada que fizeram as provas de matemática e de língua portuguesa tiveram desempenho considerado adequado pelo Ministério da Educação. Somente 3,7% dos alunos das escolas públicas se saíram bem no teste de língua portuguesa e 2,1% no teste de matemática.
Pasmem! Segundo o professor Célio da Cunha, assessor para a área da educação da Unesco no Brasil: O alto índice de fracasso é a falta de condições para o professor. Eles não estão preparados para ensinar alunos com dificuldades socioeconômicas. 14,5% da população brasileira apresenta alguma deficiência física, mental ou dificuldade para enxergar, ouvir ou locomover-se. Existe Escola especial para eles?
Em meio a tantas coisas perdidas, só não pode existir educadores perdidos!
09-04-2009 00:00:00
saiba maisAnalisando com olhos pedagógicos a situação educacional do Brasil, dá para chorar e prantear e gritar de dor pelos milhões de jovens que conseguem ultrapassar todo tipo de barreira e entrar nas instituições escolares. Dói, mas dói muito, ver como os estudantes ainda acreditam no poder da Escola e ter pleno conhecimento da imensa decepção que logo, logo os assola! Eles chegam eufóricos, sim, porque mesmo quando é gratuito, não sai barato. É caro, muito caro, para entrar. Aí começam as aberrações: todo mundo é burro, todo mundo é malandro, todo mundo é violento... Nós, educadores, sabemos que: todo mundo quer estudar, todo mundo quer aprender, pode-se vencer a violência... E ninguém venha dizer que só os pobres sofrem, porque a Escola é Pública, os professores ganham pouco, os recursos são escassos. Não! O sofrimento é geral!
No Brasil, a palavra organizado só é usada para o crime: crime organizado. É muita bala perdida! Há brasileiros perdidos também! Votos perdidos e verbas perdidas... Os métodos de alfabetização no Brasil andam na contra-mão.
24% dos alunos do ensino fundamental das escolas brasileiras são obrigados a repetir de série pelo menos um ano - a maior proporção de toda a América Latina. A Unesco - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura informa que a taxa de repetência de primeira a quarta série no Brasil é pior do que a do Camboja (Ásia) e equivalente à de países como Moçambique e Eritréia (África).
No Ensino Médio, entre 1998 e 1999, a taxa de repetência estava em 17,2%.
Em 2001, a Unesco comparou 107 países, o Brasil tinha a mesma taxa de repetência do Burundi e Congo: 25%.
O MEC gasta R$ 7 bilhões por ano com repetência no ensino fundamental.
Além de campeões de repetência, ficamos nos últimos lugares do Pisa - Programa Internacional de Avaliação de Alunos.
A UNESCO considerou 45 países, cujos índices de repetência são superiores a 10%. O Brasil, com taxa de 21% está entre 15 países, a maioria da África e do Caribe. Camboja, 11%, Haiti, 16%, Ruanda, 19%, Chile, 2%, Argentina, 6%. Brasil, Indonésia e Tunísia, estão entre os que têm os menores níveis de conhecimento em matemática do mundo. A taxa de evasão, que em 1997 estava em 5,2%, aumentou para 8,3% em 2001. Nos cursos noturnos, essa proporção chega a 35%. Os alunos mais ricos do Brasil têm desempenho inferior ao dos ricos da Espanha, EUA, Rússia, França, Portugal, Coréia do Sul e México.
Somente 27,6% dos alunos da rede privada que fizeram as provas de matemática e de língua portuguesa tiveram desempenho considerado adequado pelo Ministério da Educação. Somente 3,7% dos alunos das escolas públicas se saíram bem no teste de língua portuguesa e 2,1% no teste de matemática.
Pasmem! Segundo o professor Célio da Cunha, assessor para a área da educação da Unesco no Brasil: O alto índice de fracasso é a falta de condições para o professor. Eles não estão preparados para ensinar alunos com dificuldades socioeconômicas. 14,5% da população brasileira apresenta alguma deficiência física, mental ou dificuldade para enxergar, ouvir ou locomover-se. Existe Escola especial para eles?
Em meio a tantas coisas perdidas, só não pode existir educadores perdidos!
09-04-2009 00:00:00
saiba maisAnalisando com olhos pedagógicos a situação educacional do Brasil, dá para chorar e prantear e gritar de dor pelos milhões de jovens que conseguem ultrapassar todo tipo de barreira e entrar nas instituições escolares. Dói, mas dói muito, ver como os estudantes ainda acreditam no poder da Escola e ter pleno conhecimento da imensa decepção que logo, logo os assola! Eles chegam eufóricos, sim, porque mesmo quando é gratuito, não sai barato. É caro, muito caro, para entrar. Aí começam as aberrações: todo mundo é burro, todo mundo é malandro, todo mundo é violento... Nós, educadores, sabemos que: todo mundo quer estudar, todo mundo quer aprender, pode-se vencer a violência... E ninguém venha dizer que só os pobres sofrem, porque a Escola é Pública, os professores ganham pouco, os recursos são escassos. Não! O sofrimento é geral!
No Brasil, a palavra organizado só é usada para o crime: crime organizado. É muita bala perdida! Há brasileiros perdidos também! Votos perdidos e verbas perdidas... Os métodos de alfabetização no Brasil andam na contra-mão.
24% dos alunos do ensino fundamental das escolas brasileiras são obrigados a repetir de série pelo menos um ano - a maior proporção de toda a América Latina. A Unesco - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura informa que a taxa de repetência de primeira a quarta série no Brasil é pior do que a do Camboja (Ásia) e equivalente à de países como Moçambique e Eritréia (África).
No Ensino Médio, entre 1998 e 1999, a taxa de repetência estava em 17,2%.
Em 2001, a Unesco comparou 107 países, o Brasil tinha a mesma taxa de repetência do Burundi e Congo: 25%.
O MEC gasta R$ 7 bilhões por ano com repetência no ensino fundamental.
Além de campeões de repetência, ficamos nos últimos lugares do Pisa - Programa Internacional de Avaliação de Alunos.
A UNESCO considerou 45 países, cujos índices de repetência são superiores a 10%. O Brasil, com taxa de 21% está entre 15 países, a maioria da África e do Caribe. Camboja, 11%, Haiti, 16%, Ruanda, 19%, Chile, 2%, Argentina, 6%. Brasil, Indonésia e Tunísia, estão entre os que têm os menores níveis de conhecimento em matemática do mundo. A taxa de evasão, que em 1997 estava em 5,2%, aumentou para 8,3% em 2001. Nos cursos noturnos, essa proporção chega a 35%. Os alunos mais ricos do Brasil têm desempenho inferior ao dos ricos da Espanha, EUA, Rússia, França, Portugal, Coréia do Sul e México.
Somente 27,6% dos alunos da rede privada que fizeram as provas de matemática e de língua portuguesa tiveram desempenho considerado adequado pelo Ministério da Educação. Somente 3,7% dos alunos das escolas públicas se saíram bem no teste de língua portuguesa e 2,1% no teste de matemática.
Pasmem! Segundo o professor Célio da Cunha, assessor para a área da educação da Unesco no Brasil: O alto índice de fracasso é a falta de condições para o professor. Eles não estão preparados para ensinar alunos com dificuldades socioeconômicas. 14,5% da população brasileira apresenta alguma deficiência física, mental ou dificuldade para enxergar, ouvir ou locomover-se. Existe Escola especial para eles?
Em meio a tantas coisas perdidas, só não pode existir educadores perdidos!
09-04-2009 00:00:00
saiba maisAnalisando com olhos pedagógicos a situação educacional do Brasil, dá para chorar e prantear e gritar de dor pelos milhões de jovens que conseguem ultrapassar todo tipo de barreira e entrar nas instituições escolares. Dói, mas dói muito, ver como os estudantes ainda acreditam no poder da Escola e ter pleno conhecimento da imensa decepção que logo, logo os assola! Eles chegam eufóricos, sim, porque mesmo quando é gratuito, não sai barato. É caro, muito caro, para entrar. Aí começam as aberrações: todo mundo é burro, todo mundo é malandro, todo mundo é violento... Nós, educadores, sabemos que: todo mundo quer estudar, todo mundo quer aprender, pode-se vencer a violência... E ninguém venha dizer que só os pobres sofrem, porque a Escola é Pública, os professores ganham pouco, os recursos são escassos. Não! O sofrimento é geral!
No Brasil, a palavra organizado só é usada para o crime: crime organizado. É muita bala perdida! Há brasileiros perdidos também! Votos perdidos e verbas perdidas... Os métodos de alfabetização no Brasil andam na contra-mão.
24% dos alunos do ensino fundamental das escolas brasileiras são obrigados a repetir de série pelo menos um ano - a maior proporção de toda a América Latina. A Unesco - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura informa que a taxa de repetência de primeira a quarta série no Brasil é pior do que a do Camboja (Ásia) e equivalente à de países como Moçambique e Eritréia (África).
No Ensino Médio, entre 1998 e 1999, a taxa de repetência estava em 17,2%.
Em 2001, a Unesco comparou 107 países, o Brasil tinha a mesma taxa de repetência do Burundi e Congo: 25%.
O MEC gasta R$ 7 bilhões por ano com repetência no ensino fundamental.
Além de campeões de repetência, ficamos nos últimos lugares do Pisa - Programa Internacional de Avaliação de Alunos.
A UNESCO considerou 45 países, cujos índices de repetência são superiores a 10%. O Brasil, com taxa de 21% está entre 15 países, a maioria da África e do Caribe. Camboja, 11%, Haiti, 16%, Ruanda, 19%, Chile, 2%, Argentina, 6%. Brasil, Indonésia e Tunísia, estão entre os que têm os menores níveis de conhecimento em matemática do mundo. A taxa de evasão, que em 1997 estava em 5,2%, aumentou para 8,3% em 2001. Nos cursos noturnos, essa proporção chega a 35%. Os alunos mais ricos do Brasil têm desempenho inferior ao dos ricos da Espanha, EUA, Rússia, França, Portugal, Coréia do Sul e México.
Somente 27,6% dos alunos da rede privada que fizeram as provas de matemática e de língua portuguesa tiveram desempenho considerado adequado pelo Ministério da Educação. Somente 3,7% dos alunos das escolas públicas se saíram bem no teste de língua portuguesa e 2,1% no teste de matemática.
Pasmem! Segundo o professor Célio da Cunha, assessor para a área da educação da Unesco no Brasil: O alto índice de fracasso é a falta de condições para o professor. Eles não estão preparados para ensinar alunos com dificuldades socioeconômicas. 14,5% da população brasileira apresenta alguma deficiência física, mental ou dificuldade para enxergar, ouvir ou locomover-se. Existe Escola especial para eles?
Em meio a tantas coisas perdidas, só não pode existir educadores perdidos!
09-04-2009 00:00:00
saiba maisA guerra entre traficantes no Rio não pode causar espanto. Afinal, há décadas assistimos o crescimento do crime na Cidade, que se transformou num grande caldeirão que fervilha sem parar. Um caldeirão que de vez em quando joga a água pra fora e aí a imprensa registra tiroteios e balas perdidas. Está na hora de não só as autoridades, mas como a sociedade em geral tirar a máscara da hipocrisia para enxergar o óbvio, pois em bem pouco tempo será tarde demais.
O período em que os noticiários não trazem violência ou se trazem não dão destaque vive-se a falsa ilusão em que está tudo calmo e a cidade em ordem. Mentira, pois o caldeirão não pára de ferver e a violência já é declarada em qualquer canto.
A discussão sobre quem financia o tráfico é de longa data e até penso que os consumidores, boa parte da chamada classe média, ajudam a fomentar a violência sim, mas esse não é o único motivo e tampouco pode ser usado como justificativa isolada.
O fato é que mesmo com o avanço da criminalidade, nenhuma medida concreta foi tomada no intuito de conter o poder de fogo e atuação do tráfico. Falta vontade política para investir nas forças policiais, motivando-as, equipando-as e treinando-as para combater o crime e dominar novamente a Cidade.
Com 200 anos de existência, a Polícia Militar tem um potencial imensurável, mas falta interesse político dos governantes e até do povo para que a segurança pública não seja moeda de troca, principalmente por voto, e para que haja investimento na instituição, transformando-a numa potência ainda maior, apta para trazer de volta a paz no Rio.
08-04-2009 00:00:00
saiba maisA guerra entre traficantes no Rio não pode causar espanto. Afinal, há décadas assistimos o crescimento do crime na Cidade, que se transformou num grande caldeirão que fervilha sem parar. Um caldeirão que de vez em quando joga a água pra fora e aí a imprensa registra tiroteios e balas perdidas. Está na hora de não só as autoridades, mas como a sociedade em geral tirar a máscara da hipocrisia para enxergar o óbvio, pois em bem pouco tempo será tarde demais.
O período em que os noticiários não trazem violência ou se trazem não dão destaque vive-se a falsa ilusão em que está tudo calmo e a cidade em ordem. Mentira, pois o caldeirão não pára de ferver e a violência já é declarada em qualquer canto.
A discussão sobre quem financia o tráfico é de longa data e até penso que os consumidores, boa parte da chamada classe média, ajudam a fomentar a violência sim, mas esse não é o único motivo e tampouco pode ser usado como justificativa isolada.
O fato é que mesmo com o avanço da criminalidade, nenhuma medida concreta foi tomada no intuito de conter o poder de fogo e atuação do tráfico. Falta vontade política para investir nas forças policiais, motivando-as, equipando-as e treinando-as para combater o crime e dominar novamente a Cidade.
Com 200 anos de existência, a Polícia Militar tem um potencial imensurável, mas falta interesse político dos governantes e até do povo para que a segurança pública não seja moeda de troca, principalmente por voto, e para que haja investimento na instituição, transformando-a numa potência ainda maior, apta para trazer de volta a paz no Rio.
08-04-2009 00:00:00
saiba maisA guerra entre traficantes no Rio não pode causar espanto. Afinal, há décadas assistimos o crescimento do crime na Cidade, que se transformou num grande caldeirão que fervilha sem parar. Um caldeirão que de vez em quando joga a água pra fora e aí a imprensa registra tiroteios e balas perdidas. Está na hora de não só as autoridades, mas como a sociedade em geral tirar a máscara da hipocrisia para enxergar o óbvio, pois em bem pouco tempo será tarde demais.
O período em que os noticiários não trazem violência ou se trazem não dão destaque vive-se a falsa ilusão em que está tudo calmo e a cidade em ordem. Mentira, pois o caldeirão não pára de ferver e a violência já é declarada em qualquer canto.
A discussão sobre quem financia o tráfico é de longa data e até penso que os consumidores, boa parte da chamada classe média, ajudam a fomentar a violência sim, mas esse não é o único motivo e tampouco pode ser usado como justificativa isolada.
O fato é que mesmo com o avanço da criminalidade, nenhuma medida concreta foi tomada no intuito de conter o poder de fogo e atuação do tráfico. Falta vontade política para investir nas forças policiais, motivando-as, equipando-as e treinando-as para combater o crime e dominar novamente a Cidade.
Com 200 anos de existência, a Polícia Militar tem um potencial imensurável, mas falta interesse político dos governantes e até do povo para que a segurança pública não seja moeda de troca, principalmente por voto, e para que haja investimento na instituição, transformando-a numa potência ainda maior, apta para trazer de volta a paz no Rio.
08-04-2009 00:00:00
saiba maisA guerra entre traficantes no Rio não pode causar espanto. Afinal, há décadas assistimos o crescimento do crime na Cidade, que se transformou num grande caldeirão que fervilha sem parar. Um caldeirão que de vez em quando joga a água pra fora e aí a imprensa registra tiroteios e balas perdidas. Está na hora de não só as autoridades, mas como a sociedade em geral tirar a máscara da hipocrisia para enxergar o óbvio, pois em bem pouco tempo será tarde demais.
O período em que os noticiários não trazem violência ou se trazem não dão destaque vive-se a falsa ilusão em que está tudo calmo e a cidade em ordem. Mentira, pois o caldeirão não pára de ferver e a violência já é declarada em qualquer canto.
A discussão sobre quem financia o tráfico é de longa data e até penso que os consumidores, boa parte da chamada classe média, ajudam a fomentar a violência sim, mas esse não é o único motivo e tampouco pode ser usado como justificativa isolada.
O fato é que mesmo com o avanço da criminalidade, nenhuma medida concreta foi tomada no intuito de conter o poder de fogo e atuação do tráfico. Falta vontade política para investir nas forças policiais, motivando-as, equipando-as e treinando-as para combater o crime e dominar novamente a Cidade.
Com 200 anos de existência, a Polícia Militar tem um potencial imensurável, mas falta interesse político dos governantes e até do povo para que a segurança pública não seja moeda de troca, principalmente por voto, e para que haja investimento na instituição, transformando-a numa potência ainda maior, apta para trazer de volta a paz no Rio.
08-04-2009 00:00:00
saiba maisLONDRES
- A desigualdade é, pelo menos para o meu gosto, inaceitável do ponto de vista ético e moral. Mas é também a mãe de todos os males, segundo o jornal britânico The Guardian, em levantamento com base no livro O Nível do Espírito: por que sociedades mais igualitárias quase sempre se saem melhor, de Richard Wilkinson e Kate Pickett.Ele é pesquisador do Centro para Ciências da População da Universidade de Nottingham. Ela, do Departamento de Ciências da Saúde da Universidade York.
Dois exemplos: sociedades com alto nível de desigualdade registram três vezes mais doenças mentais do que países com bom nível de coesão social; nascem dez vezes mais bebês de mães adolescentes em sociedades desiguais do que nas mais iguais.
No mundo desenvolvido, os Estados Unidos são os campeões da desigualdade: os 20% mais ricos têm renda 8,5 vezes superior a dos 20% mais pobres. O Japão é o mais igualitário: os ricos têm 3,4 vezes mais que os pobres.
Detalhe sobre o Reino Unido: foi no governo Margaret Thatcher, a mãe mundial do ultraliberalismo, que a desigualdade disparou. Começou, em 1979, com 101 (a base de comparação é 1974, com 100), e chegou a 130 em 1989, quando ela deixou o posto para John Major.
Hoje, depois de dez anos de trabalhismo, está em 140.
Os dados sobre desigualdade no Brasil são sabidamente obscenos.
Mas igualmente obscena é a lenda da queda da desigualdade que alguns acadêmicos vêm espalhando, mesmo sabendo que a única desigualdade que caiu foi entre assalariados. Não caiu, até aumentou, a desigualdade relevante que é entre o rendimento do capital e o rendimento do trabalho.
Espalhar essa lenda significa anestesiar, no governo e na sociedade, a necessidade de combater a mãe de todos os males.
07-04-2009 00:00:00
saiba maisLONDRES
- A desigualdade é, pelo menos para o meu gosto, inaceitável do ponto de vista ético e moral. Mas é também a mãe de todos os males, segundo o jornal britânico The Guardian, em levantamento com base no livro O Nível do Espírito: por que sociedades mais igualitárias quase sempre se saem melhor, de Richard Wilkinson e Kate Pickett.Ele é pesquisador do Centro para Ciências da População da Universidade de Nottingham. Ela, do Departamento de Ciências da Saúde da Universidade York.
Dois exemplos: sociedades com alto nível de desigualdade registram três vezes mais doenças mentais do que países com bom nível de coesão social; nascem dez vezes mais bebês de mães adolescentes em sociedades desiguais do que nas mais iguais.
No mundo desenvolvido, os Estados Unidos são os campeões da desigualdade: os 20% mais ricos têm renda 8,5 vezes superior a dos 20% mais pobres. O Japão é o mais igualitário: os ricos têm 3,4 vezes mais que os pobres.
Detalhe sobre o Reino Unido: foi no governo Margaret Thatcher, a mãe mundial do ultraliberalismo, que a desigualdade disparou. Começou, em 1979, com 101 (a base de comparação é 1974, com 100), e chegou a 130 em 1989, quando ela deixou o posto para John Major.
Hoje, depois de dez anos de trabalhismo, está em 140.
Os dados sobre desigualdade no Brasil são sabidamente obscenos.
Mas igualmente obscena é a lenda da queda da desigualdade que alguns acadêmicos vêm espalhando, mesmo sabendo que a única desigualdade que caiu foi entre assalariados. Não caiu, até aumentou, a desigualdade relevante que é entre o rendimento do capital e o rendimento do trabalho.
Espalhar essa lenda significa anestesiar, no governo e na sociedade, a necessidade de combater a mãe de todos os males.
07-04-2009 00:00:00
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- A desigualdade é, pelo menos para o meu gosto, inaceitável do ponto de vista ético e moral. Mas é também a mãe de todos os males, segundo o jornal britânico The Guardian, em levantamento com base no livro O Nível do Espírito: por que sociedades mais igualitárias quase sempre se saem melhor, de Richard Wilkinson e Kate Pickett.Ele é pesquisador do Centro para Ciências da População da Universidade de Nottingham. Ela, do Departamento de Ciências da Saúde da Universidade York.
Dois exemplos: sociedades com alto nível de desigualdade registram três vezes mais doenças mentais do que países com bom nível de coesão social; nascem dez vezes mais bebês de mães adolescentes em sociedades desiguais do que nas mais iguais.
No mundo desenvolvido, os Estados Unidos são os campeões da desigualdade: os 20% mais ricos têm renda 8,5 vezes superior a dos 20% mais pobres. O Japão é o mais igualitário: os ricos têm 3,4 vezes mais que os pobres.
Detalhe sobre o Reino Unido: foi no governo Margaret Thatcher, a mãe mundial do ultraliberalismo, que a desigualdade disparou. Começou, em 1979, com 101 (a base de comparação é 1974, com 100), e chegou a 130 em 1989, quando ela deixou o posto para John Major.
Hoje, depois de dez anos de trabalhismo, está em 140.
Os dados sobre desigualdade no Brasil são sabidamente obscenos.
Mas igualmente obscena é a lenda da queda da desigualdade que alguns acadêmicos vêm espalhando, mesmo sabendo que a única desigualdade que caiu foi entre assalariados. Não caiu, até aumentou, a desigualdade relevante que é entre o rendimento do capital e o rendimento do trabalho.
Espalhar essa lenda significa anestesiar, no governo e na sociedade, a necessidade de combater a mãe de todos os males.
07-04-2009 00:00:00
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- A desigualdade é, pelo menos para o meu gosto, inaceitável do ponto de vista ético e moral. Mas é também a mãe de todos os males, segundo o jornal britânico The Guardian, em levantamento com base no livro O Nível do Espírito: por que sociedades mais igualitárias quase sempre se saem melhor, de Richard Wilkinson e Kate Pickett.Ele é pesquisador do Centro para Ciências da População da Universidade de Nottingham. Ela, do Departamento de Ciências da Saúde da Universidade York.
Dois exemplos: sociedades com alto nível de desigualdade registram três vezes mais doenças mentais do que países com bom nível de coesão social; nascem dez vezes mais bebês de mães adolescentes em sociedades desiguais do que nas mais iguais.
No mundo desenvolvido, os Estados Unidos são os campeões da desigualdade: os 20% mais ricos têm renda 8,5 vezes superior a dos 20% mais pobres. O Japão é o mais igualitário: os ricos têm 3,4 vezes mais que os pobres.
Detalhe sobre o Reino Unido: foi no governo Margaret Thatcher, a mãe mundial do ultraliberalismo, que a desigualdade disparou. Começou, em 1979, com 101 (a base de comparação é 1974, com 100), e chegou a 130 em 1989, quando ela deixou o posto para John Major.
Hoje, depois de dez anos de trabalhismo, está em 140.
Os dados sobre desigualdade no Brasil são sabidamente obscenos.
Mas igualmente obscena é a lenda da queda da desigualdade que alguns acadêmicos vêm espalhando, mesmo sabendo que a única desigualdade que caiu foi entre assalariados. Não caiu, até aumentou, a desigualdade relevante que é entre o rendimento do capital e o rendimento do trabalho.
Espalhar essa lenda significa anestesiar, no governo e na sociedade, a necessidade de combater a mãe de todos os males.
07-04-2009 00:00:00
saiba maisAs reações ao choque de ordem promovido pela prefeitura são um prato cheio para quem gosta de observar o comportamento do carioca. Todo mundo é contra a desordem urbana, a indisciplina no trânsito, a bandalha e a bagunça em geral. E, em tese, a favor das medidas para combatê-las - mas desde que não me atinjam, contanto que comecem pelo outro. Este, sim, anda fora da lei, suja a rua, fura o sinal, é incivilizado. Por que começar logo por mim? Isso é perseguição. Há tanta coisa para moralizar antes¡
O morador da mansão construída irregularmente se revolta com o fiscal na hora da multa e pergunta por que ele não faz isso nas favelas, onde tudo é ilegal? Na favela, a dona da escandalosa construção sem licença de 22 quartos reage da mesma maneira à ordem de demolição: Está fazendo comigo porque sou pobre. Quero ver fazer com os ricos. O cara que está no bar protesta contra a blitz: Por que vocês não vão prender bandidos em vez de incomodar quem está tomando sua cerveja sossegado?
A dama que leva o cachorro para fazer cocô na calçada se irrita quando lhe chamam a atenção para a sujeira que ela não quer limpar: Pior sujeira é essa aí, e aponta para o morador de rua dormindo no banco. A placa na Praia de Ipanema informa que a cada meia hora uma tonelada de lixo é deixada na areia. O grupo de jovens dourados a caminho do mar passa pelo aviso tomando refrigerante e logo em seguida joga a lata, adivinha onde? Devem achar que lata não é lixo.
Recebi ontem do leitor Mauricio Faez a cópia de uma coluna que escrevi há dez anos com exemplos de maus modos do carioca. Ele sugeria a republicação por causa da atualidade das histórias. São casos de pequenos delitos: carros sobre as calçadas, avanço de sinais, desrespeito aos pedestres. Chamava a atenção principalmente a agressividade com que os infratores reagiam ao serem repreendidos, julgando-se acima da lei. Um motorista que quase atropelara alguém na faixa de segurança xinga a senhora que reclamou: Sua recalcada. Vai ver que nem carro tem. O motociclista buzinando diante de um prédio e que, advertido, responde: Ah, é? Agora é que você vai ver, e não tira a mão da buzina. O outro que ameaça passar por cima da velhinha: Tá atrapalhando, Vovó. Por que não fica em casa? Um senhor de 55 anos mandou um e-mail perguntando: De que adiantam nossas belezas naturais se impera a cultura da bandalha?
A cena mais emblemática passou-se num cinema. Alguém fez psiu pedindo silêncio a um mal-educado espectador que falava alto demais durante a sessão. Em vez de se calar, ele se levantou furioso: Eu falo como quiser, a boca é minha, os incomodados que se mudem. O Rio só será uma cidade civilizada quando essa prática se inverter. Não são os incomodados que devem se mudar, mas os que incomodam.
04-04-2009 00:00:00
saiba maisAs reações ao choque de ordem promovido pela prefeitura são um prato cheio para quem gosta de observar o comportamento do carioca. Todo mundo é contra a desordem urbana, a indisciplina no trânsito, a bandalha e a bagunça em geral. E, em tese, a favor das medidas para combatê-las - mas desde que não me atinjam, contanto que comecem pelo outro. Este, sim, anda fora da lei, suja a rua, fura o sinal, é incivilizado. Por que começar logo por mim? Isso é perseguição. Há tanta coisa para moralizar antes¡
O morador da mansão construída irregularmente se revolta com o fiscal na hora da multa e pergunta por que ele não faz isso nas favelas, onde tudo é ilegal? Na favela, a dona da escandalosa construção sem licença de 22 quartos reage da mesma maneira à ordem de demolição: Está fazendo comigo porque sou pobre. Quero ver fazer com os ricos. O cara que está no bar protesta contra a blitz: Por que vocês não vão prender bandidos em vez de incomodar quem está tomando sua cerveja sossegado?
A dama que leva o cachorro para fazer cocô na calçada se irrita quando lhe chamam a atenção para a sujeira que ela não quer limpar: Pior sujeira é essa aí, e aponta para o morador de rua dormindo no banco. A placa na Praia de Ipanema informa que a cada meia hora uma tonelada de lixo é deixada na areia. O grupo de jovens dourados a caminho do mar passa pelo aviso tomando refrigerante e logo em seguida joga a lata, adivinha onde? Devem achar que lata não é lixo.
Recebi ontem do leitor Mauricio Faez a cópia de uma coluna que escrevi há dez anos com exemplos de maus modos do carioca. Ele sugeria a republicação por causa da atualidade das histórias. São casos de pequenos delitos: carros sobre as calçadas, avanço de sinais, desrespeito aos pedestres. Chamava a atenção principalmente a agressividade com que os infratores reagiam ao serem repreendidos, julgando-se acima da lei. Um motorista que quase atropelara alguém na faixa de segurança xinga a senhora que reclamou: Sua recalcada. Vai ver que nem carro tem. O motociclista buzinando diante de um prédio e que, advertido, responde: Ah, é? Agora é que você vai ver, e não tira a mão da buzina. O outro que ameaça passar por cima da velhinha: Tá atrapalhando, Vovó. Por que não fica em casa? Um senhor de 55 anos mandou um e-mail perguntando: De que adiantam nossas belezas naturais se impera a cultura da bandalha?
A cena mais emblemática passou-se num cinema. Alguém fez psiu pedindo silêncio a um mal-educado espectador que falava alto demais durante a sessão. Em vez de se calar, ele se levantou furioso: Eu falo como quiser, a boca é minha, os incomodados que se mudem. O Rio só será uma cidade civilizada quando essa prática se inverter. Não são os incomodados que devem se mudar, mas os que incomodam.
04-04-2009 00:00:00
saiba maisAs reações ao choque de ordem promovido pela prefeitura são um prato cheio para quem gosta de observar o comportamento do carioca. Todo mundo é contra a desordem urbana, a indisciplina no trânsito, a bandalha e a bagunça em geral. E, em tese, a favor das medidas para combatê-las - mas desde que não me atinjam, contanto que comecem pelo outro. Este, sim, anda fora da lei, suja a rua, fura o sinal, é incivilizado. Por que começar logo por mim? Isso é perseguição. Há tanta coisa para moralizar antes¡
O morador da mansão construída irregularmente se revolta com o fiscal na hora da multa e pergunta por que ele não faz isso nas favelas, onde tudo é ilegal? Na favela, a dona da escandalosa construção sem licença de 22 quartos reage da mesma maneira à ordem de demolição: Está fazendo comigo porque sou pobre. Quero ver fazer com os ricos. O cara que está no bar protesta contra a blitz: Por que vocês não vão prender bandidos em vez de incomodar quem está tomando sua cerveja sossegado?
A dama que leva o cachorro para fazer cocô na calçada se irrita quando lhe chamam a atenção para a sujeira que ela não quer limpar: Pior sujeira é essa aí, e aponta para o morador de rua dormindo no banco. A placa na Praia de Ipanema informa que a cada meia hora uma tonelada de lixo é deixada na areia. O grupo de jovens dourados a caminho do mar passa pelo aviso tomando refrigerante e logo em seguida joga a lata, adivinha onde? Devem achar que lata não é lixo.
Recebi ontem do leitor Mauricio Faez a cópia de uma coluna que escrevi há dez anos com exemplos de maus modos do carioca. Ele sugeria a republicação por causa da atualidade das histórias. São casos de pequenos delitos: carros sobre as calçadas, avanço de sinais, desrespeito aos pedestres. Chamava a atenção principalmente a agressividade com que os infratores reagiam ao serem repreendidos, julgando-se acima da lei. Um motorista que quase atropelara alguém na faixa de segurança xinga a senhora que reclamou: Sua recalcada. Vai ver que nem carro tem. O motociclista buzinando diante de um prédio e que, advertido, responde: Ah, é? Agora é que você vai ver, e não tira a mão da buzina. O outro que ameaça passar por cima da velhinha: Tá atrapalhando, Vovó. Por que não fica em casa? Um senhor de 55 anos mandou um e-mail perguntando: De que adiantam nossas belezas naturais se impera a cultura da bandalha?
A cena mais emblemática passou-se num cinema. Alguém fez psiu pedindo silêncio a um mal-educado espectador que falava alto demais durante a sessão. Em vez de se calar, ele se levantou furioso: Eu falo como quiser, a boca é minha, os incomodados que se mudem. O Rio só será uma cidade civilizada quando essa prática se inverter. Não são os incomodados que devem se mudar, mas os que incomodam.
04-04-2009 00:00:00
saiba maisAs reações ao choque de ordem promovido pela prefeitura são um prato cheio para quem gosta de observar o comportamento do carioca. Todo mundo é contra a desordem urbana, a indisciplina no trânsito, a bandalha e a bagunça em geral. E, em tese, a favor das medidas para combatê-las - mas desde que não me atinjam, contanto que comecem pelo outro. Este, sim, anda fora da lei, suja a rua, fura o sinal, é incivilizado. Por que começar logo por mim? Isso é perseguição. Há tanta coisa para moralizar antes¡
O morador da mansão construída irregularmente se revolta com o fiscal na hora da multa e pergunta por que ele não faz isso nas favelas, onde tudo é ilegal? Na favela, a dona da escandalosa construção sem licença de 22 quartos reage da mesma maneira à ordem de demolição: Está fazendo comigo porque sou pobre. Quero ver fazer com os ricos. O cara que está no bar protesta contra a blitz: Por que vocês não vão prender bandidos em vez de incomodar quem está tomando sua cerveja sossegado?
A dama que leva o cachorro para fazer cocô na calçada se irrita quando lhe chamam a atenção para a sujeira que ela não quer limpar: Pior sujeira é essa aí, e aponta para o morador de rua dormindo no banco. A placa na Praia de Ipanema informa que a cada meia hora uma tonelada de lixo é deixada na areia. O grupo de jovens dourados a caminho do mar passa pelo aviso tomando refrigerante e logo em seguida joga a lata, adivinha onde? Devem achar que lata não é lixo.
Recebi ontem do leitor Mauricio Faez a cópia de uma coluna que escrevi há dez anos com exemplos de maus modos do carioca. Ele sugeria a republicação por causa da atualidade das histórias. São casos de pequenos delitos: carros sobre as calçadas, avanço de sinais, desrespeito aos pedestres. Chamava a atenção principalmente a agressividade com que os infratores reagiam ao serem repreendidos, julgando-se acima da lei. Um motorista que quase atropelara alguém na faixa de segurança xinga a senhora que reclamou: Sua recalcada. Vai ver que nem carro tem. O motociclista buzinando diante de um prédio e que, advertido, responde: Ah, é? Agora é que você vai ver, e não tira a mão da buzina. O outro que ameaça passar por cima da velhinha: Tá atrapalhando, Vovó. Por que não fica em casa? Um senhor de 55 anos mandou um e-mail perguntando: De que adiantam nossas belezas naturais se impera a cultura da bandalha?
A cena mais emblemática passou-se num cinema. Alguém fez psiu pedindo silêncio a um mal-educado espectador que falava alto demais durante a sessão. Em vez de se calar, ele se levantou furioso: Eu falo como quiser, a boca é minha, os incomodados que se mudem. O Rio só será uma cidade civilizada quando essa prática se inverter. Não são os incomodados que devem se mudar, mas os que incomodam.
04-04-2009 00:00:00
saiba maisO retrato do descontrole de armas no Brasil é notório e para alguns especialistas já pode ser comparado a grandes problemas epidemiológicos, pois como qualquer outra epidemia as armas se apresentam como vírus letais, que se propagam principalmente em locais de forte pressão social e ausência do Poder Público. Vários estudos têm gerado dados sobre esse cenário que choca a opinião pública e ainda nos traz controvérsias se considerarmos a limitação das forças institucionais, o lucro e o custo com a própria violência.
Há décadas o Brasil vem enfrentando um sério crescimento da criminalidade que pode ser tratado como causa de saúde publica. No Rio, por exemplo, entre janeiro de 2007 e outubro de 2008, cerca de 2.500 pessoas morreram, vítimas de armas de fogo somente nos bairros cortados pela sua principal via de acesso, a Avenida Brasil.
Fato é que o subsidio dado pelo governo na campanha pelo desarmamento foi incompleto, pois se pagava pela a arma entregue, mas não se proibia a compra da nova. Será que esse dinheiro público foi para banir a arma da nossa sociedade ou foi apenas um marketing para estimular a troca do velho 38 por uma eficiente pistola de fácil manuseio, precisão e com a quantidade de tiros 10 vezes superior?
Enfim, a nossa população compõe 2,8% da mundial e 8,8% das mortes no mundo, já há 10 anos, foram de brasileiros. Além disso, 80% de homicídios foram no Brasil, comprovando que aqui está difícil viver e fácil morrer. Assim, fica o apelo da sociedade para as autoridades, definitivamente, desarmar os criminosos, banindo de vez as armas ilegais.
03-04-2009 00:00:00
saiba maisO retrato do descontrole de armas no Brasil é notório e para alguns especialistas já pode ser comparado a grandes problemas epidemiológicos, pois como qualquer outra epidemia as armas se apresentam como vírus letais, que se propagam principalmente em locais de forte pressão social e ausência do Poder Público. Vários estudos têm gerado dados sobre esse cenário que choca a opinião pública e ainda nos traz controvérsias se considerarmos a limitação das forças institucionais, o lucro e o custo com a própria violência.
Há décadas o Brasil vem enfrentando um sério crescimento da criminalidade que pode ser tratado como causa de saúde publica. No Rio, por exemplo, entre janeiro de 2007 e outubro de 2008, cerca de 2.500 pessoas morreram, vítimas de armas de fogo somente nos bairros cortados pela sua principal via de acesso, a Avenida Brasil.
Fato é que o subsidio dado pelo governo na campanha pelo desarmamento foi incompleto, pois se pagava pela a arma entregue, mas não se proibia a compra da nova. Será que esse dinheiro público foi para banir a arma da nossa sociedade ou foi apenas um marketing para estimular a troca do velho 38 por uma eficiente pistola de fácil manuseio, precisão e com a quantidade de tiros 10 vezes superior?
Enfim, a nossa população compõe 2,8% da mundial e 8,8% das mortes no mundo, já há 10 anos, foram de brasileiros. Além disso, 80% de homicídios foram no Brasil, comprovando que aqui está difícil viver e fácil morrer. Assim, fica o apelo da sociedade para as autoridades, definitivamente, desarmar os criminosos, banindo de vez as armas ilegais.
03-04-2009 00:00:00
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