Região dos Lagos e Norte Fluminense

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Sexta-feira , 18 de May 2012
  • Um acordo sobre as mudanças climáticas

    Um novo pacto sobre as mudanças climáticas precisa ser ambicioso e justo em seus objetivos. Mas também precisa ser eficaz

    08-07-2009 00:00:00

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  • Um acordo sobre as mudanças climáticas

    Um novo pacto sobre as mudanças climáticas precisa ser ambicioso e justo em seus objetivos. Mas também precisa ser eficaz

    08-07-2009 00:00:00

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  • Um acordo sobre as mudanças climáticas

    Um novo pacto sobre as mudanças climáticas precisa ser ambicioso e justo em seus objetivos. Mas também precisa ser eficaz

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  • O valor da comunicação

    HÁ UMA RELAÇÃO direta entre o desenvolvimento das pessoas e o crescimento das empresas onde estas pessoas trabalham. Uma coisa não acontece sem a outra.

    É o desenvolvimento das pessoas que impulsiona o crescimento das empresas e é o crescimento das empresas que estimula o desenvolvimento das pessoas.

    Esta associação, entretanto, só ocorre de forma eficaz quando há alinhamento entre líderes e liderados -nos planos cultural, estratégico, moral e psicológico.

    O alinhamento cultural é o compartilhamento de crenças e valores e o domínio de uma linguagem comum, que confere à empresa unidade de pensamento e de ação.

    O alinhamento estratégico dá a todos clareza quanto ao rumo a seguir e assegura a líderes e liderados uma visão do futuro.

    O alinhamento moral e psicológico resulta do acordo entre aqueles que têm em comum o propósito de servir e permite o exercícioda intuição e da coragem por quem tem que tomar decisões sem supervisão, como se sob supervisãoestivesse.

    A condição para que isso aconteça é a prática permanente da comunicação em todos os âmbitos. Dentre as tantas definições de comunicação, a que mais me agrada é a que diz que comunicar é influenciar e ser influenciado na busca do que é o certo.

    Ou seja: comunicação é via de mão dupla e se dá pelo diálogo direto pessoa a

    pessoa. O que se escreve nas atas e nos contratos é a ratificação do que ficou estabelecido na conversa.

    A palavra falada serve para o conhecimento entre as pessoas, oalinhamento e a criação de relações de confiança entre líder e liderado e para que se chegue ao mais importante na tomada de umadecisão, que é o como e o porquê a decisão se deu.

    A tecnologia da informação trouxe para as empresas meios que proporcionaram muitos ganhos em produtividade. Mas se a internet permite que mensagens sejam transmitidas em tempo real para qualquer lugar do mundo, agilizando processos, ela impõe também o desafio de se buscar a dosagem certa de seu uso -porque o e-mail não deve ser o refúgio de quem prefere fugir do confronto de ideias na base do olho no olho.

    Comunicação é mais que informação. A informação subsidia, atualiza, nivela conhecimento. A comunicação sela pactos e educa.

    Nas empresas, a educação das pessoas será sempre fruto da prática da pedagogia da presença, o que significa que o líder deve oferecer a seu liderado tempo, presença, experiência e exemplos -comunicar-se, enfim, com vistas ao crescimento de ambos, tarefa impossível de ser bem feita somente à base de recados pela internet.

    07-07-2009 00:00:00

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  • O valor da comunicação

    HÁ UMA RELAÇÃO direta entre o desenvolvimento das pessoas e o crescimento das empresas onde estas pessoas trabalham. Uma coisa não acontece sem a outra.

    É o desenvolvimento das pessoas que impulsiona o crescimento das empresas e é o crescimento das empresas que estimula o desenvolvimento das pessoas.

    Esta associação, entretanto, só ocorre de forma eficaz quando há alinhamento entre líderes e liderados -nos planos cultural, estratégico, moral e psicológico.

    O alinhamento cultural é o compartilhamento de crenças e valores e o domínio de uma linguagem comum, que confere à empresa unidade de pensamento e de ação.

    O alinhamento estratégico dá a todos clareza quanto ao rumo a seguir e assegura a líderes e liderados uma visão do futuro.

    O alinhamento moral e psicológico resulta do acordo entre aqueles que têm em comum o propósito de servir e permite o exercícioda intuição e da coragem por quem tem que tomar decisões sem supervisão, como se sob supervisãoestivesse.

    A condição para que isso aconteça é a prática permanente da comunicação em todos os âmbitos. Dentre as tantas definições de comunicação, a que mais me agrada é a que diz que comunicar é influenciar e ser influenciado na busca do que é o certo.

    Ou seja: comunicação é via de mão dupla e se dá pelo diálogo direto pessoa a

    pessoa. O que se escreve nas atas e nos contratos é a ratificação do que ficou estabelecido na conversa.

    A palavra falada serve para o conhecimento entre as pessoas, oalinhamento e a criação de relações de confiança entre líder e liderado e para que se chegue ao mais importante na tomada de umadecisão, que é o como e o porquê a decisão se deu.

    A tecnologia da informação trouxe para as empresas meios que proporcionaram muitos ganhos em produtividade. Mas se a internet permite que mensagens sejam transmitidas em tempo real para qualquer lugar do mundo, agilizando processos, ela impõe também o desafio de se buscar a dosagem certa de seu uso -porque o e-mail não deve ser o refúgio de quem prefere fugir do confronto de ideias na base do olho no olho.

    Comunicação é mais que informação. A informação subsidia, atualiza, nivela conhecimento. A comunicação sela pactos e educa.

    Nas empresas, a educação das pessoas será sempre fruto da prática da pedagogia da presença, o que significa que o líder deve oferecer a seu liderado tempo, presença, experiência e exemplos -comunicar-se, enfim, com vistas ao crescimento de ambos, tarefa impossível de ser bem feita somente à base de recados pela internet.

    07-07-2009 00:00:00

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  • O valor da comunicação

    HÁ UMA RELAÇÃO direta entre o desenvolvimento das pessoas e o crescimento das empresas onde estas pessoas trabalham. Uma coisa não acontece sem a outra.

    É o desenvolvimento das pessoas que impulsiona o crescimento das empresas e é o crescimento das empresas que estimula o desenvolvimento das pessoas.

    Esta associação, entretanto, só ocorre de forma eficaz quando há alinhamento entre líderes e liderados -nos planos cultural, estratégico, moral e psicológico.

    O alinhamento cultural é o compartilhamento de crenças e valores e o domínio de uma linguagem comum, que confere à empresa unidade de pensamento e de ação.

    O alinhamento estratégico dá a todos clareza quanto ao rumo a seguir e assegura a líderes e liderados uma visão do futuro.

    O alinhamento moral e psicológico resulta do acordo entre aqueles que têm em comum o propósito de servir e permite o exercícioda intuição e da coragem por quem tem que tomar decisões sem supervisão, como se sob supervisãoestivesse.

    A condição para que isso aconteça é a prática permanente da comunicação em todos os âmbitos. Dentre as tantas definições de comunicação, a que mais me agrada é a que diz que comunicar é influenciar e ser influenciado na busca do que é o certo.

    Ou seja: comunicação é via de mão dupla e se dá pelo diálogo direto pessoa a

    pessoa. O que se escreve nas atas e nos contratos é a ratificação do que ficou estabelecido na conversa.

    A palavra falada serve para o conhecimento entre as pessoas, oalinhamento e a criação de relações de confiança entre líder e liderado e para que se chegue ao mais importante na tomada de umadecisão, que é o como e o porquê a decisão se deu.

    A tecnologia da informação trouxe para as empresas meios que proporcionaram muitos ganhos em produtividade. Mas se a internet permite que mensagens sejam transmitidas em tempo real para qualquer lugar do mundo, agilizando processos, ela impõe também o desafio de se buscar a dosagem certa de seu uso -porque o e-mail não deve ser o refúgio de quem prefere fugir do confronto de ideias na base do olho no olho.

    Comunicação é mais que informação. A informação subsidia, atualiza, nivela conhecimento. A comunicação sela pactos e educa.

    Nas empresas, a educação das pessoas será sempre fruto da prática da pedagogia da presença, o que significa que o líder deve oferecer a seu liderado tempo, presença, experiência e exemplos -comunicar-se, enfim, com vistas ao crescimento de ambos, tarefa impossível de ser bem feita somente à base de recados pela internet.

    07-07-2009 00:00:00

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  • Turismo como indutor do desenvolvimento

    Quando nos deparamos com a infinidade de belezas naturais que o nosso estado possui, fica difícil entender o que falta para sermos o mais importante destino turístico do País. A resposta não é fácil e tampouco pode ser devida a um ou outro fator. Mas pela primeira vez em muitos anos estou vendo um trabalho que vai nos ajudar a pensar numa estratégia permanente de fomento a esta atividade que atrai seis milhões de turistas estrangeiros e brasileiros para nosso estado, gerando emprego e renda para uma cadeia imensa de atividades.

    Motivados pela proposta de atuar junto ao Poder Legislativo estadual propondo iniciativas e projetos para desenvolver os setores de Cultura, Turismo e Esportes, representantes de 13 das 29 entidades que compõem o Fórum de Desenvolvimento Estratégico do Estado se uniram para produzir um estudo sobre o impacto econômico do Turismo no Rio de Janeiro e as potencialidades de cada um dos 92 municípios do estado. Este trabalho, que vem sendo amadurecido nos últimos onze meses é coordenado pela Assembléia Legislativa, pela Fecomércio-RJ, responsável pelo cruzamento de dados econômicos, e pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, que mapeou os potenciais de cada um dos municípios.

    Ao analisar o que representa em número de empregos, em investimentos, em vetor de desenvolvimento de uma série de regiões, enfim, ao demonstrar os benefícios desta atividade aos gestores e parlamentares, pode ser que o turismo passe a ser solução para outros problemas. E passe a merecer a atenção que precisa para se desenvolver.

    Estou convencido que quando promovemos ações para estimular o turismo, ajudamos indiretamente a atacar uma série de entraves que estão na base da nossa sociedade. As questões que assolam o turismo são as mesmas que impedem o desenvolvimento de vários segmentos: segurança pública, infra-estrutura, transportes, só para ficar em alguns deles.

    Ao melhorar o turismo, alimentamos toda uma cadeia de hotéis, bares, restaurantes, parques, museus, enfim, locais que são freqüentados não apenas pelos turistas, mas pela população local e vizinha, contribuindo para a dinamização da economia. Neste sentido, o norte do trabalho é o de que sem informação, patinamos na inércia e no lugar comum, sem que nossas ações possam atingir de fato os objetivos a que inicialmente se destinam.

    Neste momento, estamos fazendo os últimos ajustes no documento e, em breve, ele será lançado e disponibilizado a todos os parlamentares, gestores e indutores da política de turismo no estado. É a oportunidade que estamos tendo de, juntos, construir uma política pública que vá além de um ou outro governo, e que possa refletir tudo o que temos de bom para mostrar ao mundo.

    04-07-2009 00:00:00

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  • Turismo como indutor do desenvolvimento

    Quando nos deparamos com a infinidade de belezas naturais que o nosso estado possui, fica difícil entender o que falta para sermos o mais importante destino turístico do País. A resposta não é fácil e tampouco pode ser devida a um ou outro fator. Mas pela primeira vez em muitos anos estou vendo um trabalho que vai nos ajudar a pensar numa estratégia permanente de fomento a esta atividade que atrai seis milhões de turistas estrangeiros e brasileiros para nosso estado, gerando emprego e renda para uma cadeia imensa de atividades.

    Motivados pela proposta de atuar junto ao Poder Legislativo estadual propondo iniciativas e projetos para desenvolver os setores de Cultura, Turismo e Esportes, representantes de 13 das 29 entidades que compõem o Fórum de Desenvolvimento Estratégico do Estado se uniram para produzir um estudo sobre o impacto econômico do Turismo no Rio de Janeiro e as potencialidades de cada um dos 92 municípios do estado. Este trabalho, que vem sendo amadurecido nos últimos onze meses é coordenado pela Assembléia Legislativa, pela Fecomércio-RJ, responsável pelo cruzamento de dados econômicos, e pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, que mapeou os potenciais de cada um dos municípios.

    Ao analisar o que representa em número de empregos, em investimentos, em vetor de desenvolvimento de uma série de regiões, enfim, ao demonstrar os benefícios desta atividade aos gestores e parlamentares, pode ser que o turismo passe a ser solução para outros problemas. E passe a merecer a atenção que precisa para se desenvolver.

    Estou convencido que quando promovemos ações para estimular o turismo, ajudamos indiretamente a atacar uma série de entraves que estão na base da nossa sociedade. As questões que assolam o turismo são as mesmas que impedem o desenvolvimento de vários segmentos: segurança pública, infra-estrutura, transportes, só para ficar em alguns deles.

    Ao melhorar o turismo, alimentamos toda uma cadeia de hotéis, bares, restaurantes, parques, museus, enfim, locais que são freqüentados não apenas pelos turistas, mas pela população local e vizinha, contribuindo para a dinamização da economia. Neste sentido, o norte do trabalho é o de que sem informação, patinamos na inércia e no lugar comum, sem que nossas ações possam atingir de fato os objetivos a que inicialmente se destinam.

    Neste momento, estamos fazendo os últimos ajustes no documento e, em breve, ele será lançado e disponibilizado a todos os parlamentares, gestores e indutores da política de turismo no estado. É a oportunidade que estamos tendo de, juntos, construir uma política pública que vá além de um ou outro governo, e que possa refletir tudo o que temos de bom para mostrar ao mundo.

    04-07-2009 00:00:00

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  • Turismo como indutor do desenvolvimento

    Quando nos deparamos com a infinidade de belezas naturais que o nosso estado possui, fica difícil entender o que falta para sermos o mais importante destino turístico do País. A resposta não é fácil e tampouco pode ser devida a um ou outro fator. Mas pela primeira vez em muitos anos estou vendo um trabalho que vai nos ajudar a pensar numa estratégia permanente de fomento a esta atividade que atrai seis milhões de turistas estrangeiros e brasileiros para nosso estado, gerando emprego e renda para uma cadeia imensa de atividades.

    Motivados pela proposta de atuar junto ao Poder Legislativo estadual propondo iniciativas e projetos para desenvolver os setores de Cultura, Turismo e Esportes, representantes de 13 das 29 entidades que compõem o Fórum de Desenvolvimento Estratégico do Estado se uniram para produzir um estudo sobre o impacto econômico do Turismo no Rio de Janeiro e as potencialidades de cada um dos 92 municípios do estado. Este trabalho, que vem sendo amadurecido nos últimos onze meses é coordenado pela Assembléia Legislativa, pela Fecomércio-RJ, responsável pelo cruzamento de dados econômicos, e pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, que mapeou os potenciais de cada um dos municípios.

    Ao analisar o que representa em número de empregos, em investimentos, em vetor de desenvolvimento de uma série de regiões, enfim, ao demonstrar os benefícios desta atividade aos gestores e parlamentares, pode ser que o turismo passe a ser solução para outros problemas. E passe a merecer a atenção que precisa para se desenvolver.

    Estou convencido que quando promovemos ações para estimular o turismo, ajudamos indiretamente a atacar uma série de entraves que estão na base da nossa sociedade. As questões que assolam o turismo são as mesmas que impedem o desenvolvimento de vários segmentos: segurança pública, infra-estrutura, transportes, só para ficar em alguns deles.

    Ao melhorar o turismo, alimentamos toda uma cadeia de hotéis, bares, restaurantes, parques, museus, enfim, locais que são freqüentados não apenas pelos turistas, mas pela população local e vizinha, contribuindo para a dinamização da economia. Neste sentido, o norte do trabalho é o de que sem informação, patinamos na inércia e no lugar comum, sem que nossas ações possam atingir de fato os objetivos a que inicialmente se destinam.

    Neste momento, estamos fazendo os últimos ajustes no documento e, em breve, ele será lançado e disponibilizado a todos os parlamentares, gestores e indutores da política de turismo no estado. É a oportunidade que estamos tendo de, juntos, construir uma política pública que vá além de um ou outro governo, e que possa refletir tudo o que temos de bom para mostrar ao mundo.

    04-07-2009 00:00:00

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  • Sai daí, Sarney!

    Acompanhar os escândalos dos nossos políticos exige uma dedicação integral de tempo. A produção de fatos imorais na política nacional é mais veloz do que a capacidade de escrita dos articulistas. A mais nova denúncia envolve o neto de Sarney, presidente do Senado que se diz vítima de campanha midiática por apoiar Lula. Em defesa do neto, Sarney apenas ressalta a qualificação do rapaz, que tem mestrado na Sorbonne e pós-graduação em Harvard. Pelo visto, se tiver um bom diploma, o nepotismo não é mais imoral.

    Sarney representa tudo aquilo que há de pior no meio político, englobando quase todos os ismos negativos: corporativismo, nepotismo, paternalismo, fisiologismo, caudilhismo, populismo. Seu curral político, o Maranhão, é um dos estados mais miseráveis do País. Em economia, Sarney nos remete ao que existe de mais nefasto também: planos heterodoxos, congelamento de preços, fiscais lutando contra a inflação através do demagógico combate aos

    comerciantes, e a moratória da dívida externa.

    Em suma, a grande trajetória política de Sarney, que para o presidente Lula o transforma numa pessoa incomum, representa o fracasso nacional, o afastamento dos únicos ismos que prestam: o liberalismo, o federalismo e o capitalismo. Sarney é um dos ícones da concentração de poder em Brasília, do aumento asfixiante do governo. Não por acaso, Sarney e Lula são aliados: ambos são farinha do mesmo saco podre!

    Confesso jamais ter lido algum livro de autoria do senador Sarney. Mas, com uma convicção apriorística, garanto que Sarney deveria se dedicar apenas ao seu talento literário. Maior estrago à nação do que causa atualmente seria impossível. Sai daí, Sarney!

    Artigo publicado originalmente no site do Instituto Liberal, que é parceiro do

    Opinião e Notícia

    03-07-2009 00:00:00

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  • Sai daí, Sarney!

    Acompanhar os escândalos dos nossos políticos exige uma dedicação integral de tempo. A produção de fatos imorais na política nacional é mais veloz do que a capacidade de escrita dos articulistas. A mais nova denúncia envolve o neto de Sarney, presidente do Senado que se diz vítima de campanha midiática por apoiar Lula. Em defesa do neto, Sarney apenas ressalta a qualificação do rapaz, que tem mestrado na Sorbonne e pós-graduação em Harvard. Pelo visto, se tiver um bom diploma, o nepotismo não é mais imoral.

    Sarney representa tudo aquilo que há de pior no meio político, englobando quase todos os ismos negativos: corporativismo, nepotismo, paternalismo, fisiologismo, caudilhismo, populismo. Seu curral político, o Maranhão, é um dos estados mais miseráveis do País. Em economia, Sarney nos remete ao que existe de mais nefasto também: planos heterodoxos, congelamento de preços, fiscais lutando contra a inflação através do demagógico combate aos

    comerciantes, e a moratória da dívida externa.

    Em suma, a grande trajetória política de Sarney, que para o presidente Lula o transforma numa pessoa incomum, representa o fracasso nacional, o afastamento dos únicos ismos que prestam: o liberalismo, o federalismo e o capitalismo. Sarney é um dos ícones da concentração de poder em Brasília, do aumento asfixiante do governo. Não por acaso, Sarney e Lula são aliados: ambos são farinha do mesmo saco podre!

    Confesso jamais ter lido algum livro de autoria do senador Sarney. Mas, com uma convicção apriorística, garanto que Sarney deveria se dedicar apenas ao seu talento literário. Maior estrago à nação do que causa atualmente seria impossível. Sai daí, Sarney!

    Artigo publicado originalmente no site do Instituto Liberal, que é parceiro do

    Opinião e Notícia

    03-07-2009 00:00:00

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  • Sai daí, Sarney!

    Acompanhar os escândalos dos nossos políticos exige uma dedicação integral de tempo. A produção de fatos imorais na política nacional é mais veloz do que a capacidade de escrita dos articulistas. A mais nova denúncia envolve o neto de Sarney, presidente do Senado que se diz vítima de campanha midiática por apoiar Lula. Em defesa do neto, Sarney apenas ressalta a qualificação do rapaz, que tem mestrado na Sorbonne e pós-graduação em Harvard. Pelo visto, se tiver um bom diploma, o nepotismo não é mais imoral.

    Sarney representa tudo aquilo que há de pior no meio político, englobando quase todos os ismos negativos: corporativismo, nepotismo, paternalismo, fisiologismo, caudilhismo, populismo. Seu curral político, o Maranhão, é um dos estados mais miseráveis do País. Em economia, Sarney nos remete ao que existe de mais nefasto também: planos heterodoxos, congelamento de preços, fiscais lutando contra a inflação através do demagógico combate aos

    comerciantes, e a moratória da dívida externa.

    Em suma, a grande trajetória política de Sarney, que para o presidente Lula o transforma numa pessoa incomum, representa o fracasso nacional, o afastamento dos únicos ismos que prestam: o liberalismo, o federalismo e o capitalismo. Sarney é um dos ícones da concentração de poder em Brasília, do aumento asfixiante do governo. Não por acaso, Sarney e Lula são aliados: ambos são farinha do mesmo saco podre!

    Confesso jamais ter lido algum livro de autoria do senador Sarney. Mas, com uma convicção apriorística, garanto que Sarney deveria se dedicar apenas ao seu talento literário. Maior estrago à nação do que causa atualmente seria impossível. Sai daí, Sarney!

    Artigo publicado originalmente no site do Instituto Liberal, que é parceiro do

    Opinião e Notícia

    03-07-2009 00:00:00

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  • O mundo contemporâneo e a relação do trabalho

    Desde 1957 que o Brasil atravessa um processo socialista nas relações de trabalho, entretanto o que se vive no mundo moderno é a relação capitalista liberal entre as relações. Através desta dicotomia, a relação entre trabalhadores, governo e capital atormenta toda sociedade brasileira.

    Nosso Estado vem atravessando duas décadas de estagnação em matéria trabalhista, pois enquanto o mundo se preparava, o Brasil parou no tempo e no espaço, como buscarei demonstrar a seguir. Quero destacar em primeiro lugar, que o nível de desemprego é muito maior que aqueles divulgados pelo IBGE. O instituto aponta para 12% em média nacional, enquanto 42,5% dos jovens entre 20 e 24 anos estão desempregados... dados temerosos! A sociedade sente os efeitos deste alto índice de desemprego como um todo; haja visto o número de pessoas que procuram inscrições em concursos públicos no Brasil: do Oiapoque ao Chui. É no atraso da legislação trabalhista que perdemos competitividade para os países do ‘RIC’ (Rússia, Índia e China). Nestes países, o desemprego é menor, pois a relação de trabalho é diferente Torna-se óbvio porque perdemos em muito na competitividade e temos tantos desempregos.

    Em segundo lugar, gostaria de destacar que esse atraso gera perda da arrecadação, tendo em vista os altos índices da força de trabalho nacional engajada na informalidade, o que não ajuda em nada na solução dos maiores problemas gerados pelo desemprego, que são nossos aposentados, pois com a perda da arrecadação a aposentadoria deles é, e sempre será, uma vergonha. Agregado a isto estão os jovens que com o desemprego e a informalidade não contribuem para o aumento da base de arrecadação previdenciária, ou seja, a base da pirâmide (INSS), o que contribui acentua a falta de perspectivas de milhões de brasileiros. Um horror.

    Nós poderíamos escolher dez assuntos técnicos que vem atrapalhando o Brasil nessa relação contemporânea de trabalho, e fazer de cada um tema para opinião deste Jornal. Por questões de espaço, escolhi ficar só no problema que defini como sendo o de número três: A atividade do micro, pequenos e médios empreendedores do Brasil e a tempestade que eles atravessam. Esta legião de empreendedores são verdadeiros combatentes de uma guerra silenciosa, travada contra multinacionais e governos infinitamente mais fortes.

    Este ambiente de tormenta pelo qual passam nossos pequenos empresários, somado à baixa qualidade de Educação que devasta o Brasil, e a situação dos nossos idosos, contribuem para os alarmantes índices de desemprego, especialmente entre a população jovem. Vivemos num ‘mundo liberal’, entretanto com uma relação de trabalho calçada em bases socialistas. Não vejo como pode dar certo! Qual a solução?

    02-07-2009 00:00:00

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  • O mundo contemporâneo e a relação do trabalho

    Desde 1957 que o Brasil atravessa um processo socialista nas relações de trabalho, entretanto o que se vive no mundo moderno é a relação capitalista liberal entre as relações. Através desta dicotomia, a relação entre trabalhadores, governo e capital atormenta toda sociedade brasileira.

    Nosso Estado vem atravessando duas décadas de estagnação em matéria trabalhista, pois enquanto o mundo se preparava, o Brasil parou no tempo e no espaço, como buscarei demonstrar a seguir. Quero destacar em primeiro lugar, que o nível de desemprego é muito maior que aqueles divulgados pelo IBGE. O instituto aponta para 12% em média nacional, enquanto 42,5% dos jovens entre 20 e 24 anos estão desempregados... dados temerosos! A sociedade sente os efeitos deste alto índice de desemprego como um todo; haja visto o número de pessoas que procuram inscrições em concursos públicos no Brasil: do Oiapoque ao Chui. É no atraso da legislação trabalhista que perdemos competitividade para os países do ‘RIC’ (Rússia, Índia e China). Nestes países, o desemprego é menor, pois a relação de trabalho é diferente Torna-se óbvio porque perdemos em muito na competitividade e temos tantos desempregos.

    Em segundo lugar, gostaria de destacar que esse atraso gera perda da arrecadação, tendo em vista os altos índices da força de trabalho nacional engajada na informalidade, o que não ajuda em nada na solução dos maiores problemas gerados pelo desemprego, que são nossos aposentados, pois com a perda da arrecadação a aposentadoria deles é, e sempre será, uma vergonha. Agregado a isto estão os jovens que com o desemprego e a informalidade não contribuem para o aumento da base de arrecadação previdenciária, ou seja, a base da pirâmide (INSS), o que contribui acentua a falta de perspectivas de milhões de brasileiros. Um horror.

    Nós poderíamos escolher dez assuntos técnicos que vem atrapalhando o Brasil nessa relação contemporânea de trabalho, e fazer de cada um tema para opinião deste Jornal. Por questões de espaço, escolhi ficar só no problema que defini como sendo o de número três: A atividade do micro, pequenos e médios empreendedores do Brasil e a tempestade que eles atravessam. Esta legião de empreendedores são verdadeiros combatentes de uma guerra silenciosa, travada contra multinacionais e governos infinitamente mais fortes.

    Este ambiente de tormenta pelo qual passam nossos pequenos empresários, somado à baixa qualidade de Educação que devasta o Brasil, e a situação dos nossos idosos, contribuem para os alarmantes índices de desemprego, especialmente entre a população jovem. Vivemos num ‘mundo liberal’, entretanto com uma relação de trabalho calçada em bases socialistas. Não vejo como pode dar certo! Qual a solução?

    02-07-2009 00:00:00

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  • O mundo contemporâneo e a relação do trabalho

    Desde 1957 que o Brasil atravessa um processo socialista nas relações de trabalho, entretanto o que se vive no mundo moderno é a relação capitalista liberal entre as relações. Através desta dicotomia, a relação entre trabalhadores, governo e capital atormenta toda sociedade brasileira.

    Nosso Estado vem atravessando duas décadas de estagnação em matéria trabalhista, pois enquanto o mundo se preparava, o Brasil parou no tempo e no espaço, como buscarei demonstrar a seguir. Quero destacar em primeiro lugar, que o nível de desemprego é muito maior que aqueles divulgados pelo IBGE. O instituto aponta para 12% em média nacional, enquanto 42,5% dos jovens entre 20 e 24 anos estão desempregados... dados temerosos! A sociedade sente os efeitos deste alto índice de desemprego como um todo; haja visto o número de pessoas que procuram inscrições em concursos públicos no Brasil: do Oiapoque ao Chui. É no atraso da legislação trabalhista que perdemos competitividade para os países do ‘RIC’ (Rússia, Índia e China). Nestes países, o desemprego é menor, pois a relação de trabalho é diferente Torna-se óbvio porque perdemos em muito na competitividade e temos tantos desempregos.

    Em segundo lugar, gostaria de destacar que esse atraso gera perda da arrecadação, tendo em vista os altos índices da força de trabalho nacional engajada na informalidade, o que não ajuda em nada na solução dos maiores problemas gerados pelo desemprego, que são nossos aposentados, pois com a perda da arrecadação a aposentadoria deles é, e sempre será, uma vergonha. Agregado a isto estão os jovens que com o desemprego e a informalidade não contribuem para o aumento da base de arrecadação previdenciária, ou seja, a base da pirâmide (INSS), o que contribui acentua a falta de perspectivas de milhões de brasileiros. Um horror.

    Nós poderíamos escolher dez assuntos técnicos que vem atrapalhando o Brasil nessa relação contemporânea de trabalho, e fazer de cada um tema para opinião deste Jornal. Por questões de espaço, escolhi ficar só no problema que defini como sendo o de número três: A atividade do micro, pequenos e médios empreendedores do Brasil e a tempestade que eles atravessam. Esta legião de empreendedores são verdadeiros combatentes de uma guerra silenciosa, travada contra multinacionais e governos infinitamente mais fortes.

    Este ambiente de tormenta pelo qual passam nossos pequenos empresários, somado à baixa qualidade de Educação que devasta o Brasil, e a situação dos nossos idosos, contribuem para os alarmantes índices de desemprego, especialmente entre a população jovem. Vivemos num ‘mundo liberal’, entretanto com uma relação de trabalho calçada em bases socialistas. Não vejo como pode dar certo! Qual a solução?

    02-07-2009 00:00:00

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  • Pais Maus

    Quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de dizer-lhes: Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.

    Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.

    Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado e dizer ao dono: Nós pegamos isto ontem e queremos pagar.

    Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.

    Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração. Mais do que tudo: Eu os amei o suficiente para dizer-lhes ‘não’, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso, e alguns momentos até me odiaram. Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.

    Estamos contentes, vencemos! Porque no final vocês venceram também!

    E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães; quando eles lhes perguntarem se seus pais eram maus, meus filhos vão lhes dizer: Sim, nossos pais eram maus. Eram os pais mais malvados do mundo.

    As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer pão, frutas e vitaminas. As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvete no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne e legumes. E eles nos obrigavam a jantar à mesa, bem diferente dos outros pais que deixavam seus filhos comerem vendo televisão.

    Eles insistiam em saber onde estávamos à toda hora. Era quase uma prisão. Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Papai insistia para que lhe disséssemos com quem iríamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos.

    Nós tínhamos vergonha de admitir, mas eles violavam as leis do trabalho infantil. Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho que achávamos cruel. Eu acho que eles nem dormiam à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer. Eles insistiam sempre conosco para que disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, eles conseguiam até ler os nossos pensamentos.

    A nossa vida era mesmo chata. Enquanto todos podiam voltar tarde da noite com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde. O papai, aquele chato, levantava para saber se a festa foi boa só para ver como estávamos ao voltar.

    Por causa de nossos pais, nós perdemos imensas experiências na adolescência: Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime. Foi tudo por causa deles.

    Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos fazendo de tudo para sermos PAIS MAUS, como os nossos foram.

    01-07-2009 00:00:00

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    01-07-2009 00:00:00

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  • Pais Maus

    Quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de dizer-lhes: Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.

    Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.

    Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado e dizer ao dono: Nós pegamos isto ontem e queremos pagar.

    Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.

    Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração. Mais do que tudo: Eu os amei o suficiente para dizer-lhes ‘não’, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso, e alguns momentos até me odiaram. Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.

    Estamos contentes, vencemos! Porque no final vocês venceram também!

    E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães; quando eles lhes perguntarem se seus pais eram maus, meus filhos vão lhes dizer: Sim, nossos pais eram maus. Eram os pais mais malvados do mundo.

    As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer pão, frutas e vitaminas. As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvete no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne e legumes. E eles nos obrigavam a jantar à mesa, bem diferente dos outros pais que deixavam seus filhos comerem vendo televisão.

    Eles insistiam em saber onde estávamos à toda hora. Era quase uma prisão. Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Papai insistia para que lhe disséssemos com quem iríamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos.

    Nós tínhamos vergonha de admitir, mas eles violavam as leis do trabalho infantil. Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho que achávamos cruel. Eu acho que eles nem dormiam à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer. Eles insistiam sempre conosco para que disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, eles conseguiam até ler os nossos pensamentos.

    A nossa vida era mesmo chata. Enquanto todos podiam voltar tarde da noite com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde. O papai, aquele chato, levantava para saber se a festa foi boa só para ver como estávamos ao voltar.

    Por causa de nossos pais, nós perdemos imensas experiências na adolescência: Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime. Foi tudo por causa deles.

    Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos fazendo de tudo para sermos PAIS MAUS, como os nossos foram.

    01-07-2009 00:00:00

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    Quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de dizer-lhes: Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.

    Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.

    Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado e dizer ao dono: Nós pegamos isto ontem e queremos pagar.

    Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.

    Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração. Mais do que tudo: Eu os amei o suficiente para dizer-lhes ‘não’, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso, e alguns momentos até me odiaram. Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.

    Estamos contentes, vencemos! Porque no final vocês venceram também!

    E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães; quando eles lhes perguntarem se seus pais eram maus, meus filhos vão lhes dizer: Sim, nossos pais eram maus. Eram os pais mais malvados do mundo.

    As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer pão, frutas e vitaminas. As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvete no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne e legumes. E eles nos obrigavam a jantar à mesa, bem diferente dos outros pais que deixavam seus filhos comerem vendo televisão.

    Eles insistiam em saber onde estávamos à toda hora. Era quase uma prisão. Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Papai insistia para que lhe disséssemos com quem iríamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos.

    Nós tínhamos vergonha de admitir, mas eles violavam as leis do trabalho infantil. Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho que achávamos cruel. Eu acho que eles nem dormiam à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer. Eles insistiam sempre conosco para que disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, eles conseguiam até ler os nossos pensamentos.

    A nossa vida era mesmo chata. Enquanto todos podiam voltar tarde da noite com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde. O papai, aquele chato, levantava para saber se a festa foi boa só para ver como estávamos ao voltar.

    Por causa de nossos pais, nós perdemos imensas experiências na adolescência: Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime. Foi tudo por causa deles.

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