Região dos Lagos e Norte Fluminense

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Sexta-feira , 18 de May 2012
  • A qualidade de vida e o Lixão

    Abordar um tema como esse, tão polêmico e ao mesmo tempo esquecido de uma forma geral, pela população brasileira, bem como seus governantes, é o tanto o quanto pacifico de ser lido.
    Inicialmente, porque a população prioriza outras necessidades e garantias individuais, como a água, o esgoto, enfim o saneamento básico. Deixando assim, a questão do lixo adormecida, para o último plano.
    No entanto não deveria ser bem assim. Tendo em vista ser a água (um bem essencial da vida), o lixo também tem a capacidade de ser essencial na vida de cada um, pelos benefícios que o traz (reciclagem), quando visto e tratado como uma forma de contribuição para qualidade de vida melhor.
    A população só enfoca a água como fonte de vida. Prova disso são os investimentos monstruosos com as concessionárias de água e esgoto existentes no Brasil. E bem perto de nós, aqui na Região dos Lagos, a grande referência dessas empresas, é a PROLAGOS, que zela muito eficientemente por esse patrimônio tão valioso e necessário para cada um de nós – a água.
    Vendo por esse ponto de vista, o lixo é tratado com tamanho descaso, pois nunca se viu concessionária de um lixão! As pessoas se importam com o mau cheiro do esgoto, mas não se importam com o forte odor do lixo, deixando-o de lado, em total esquecimento.
    Diferentemente seria, se houvesse um depósito de um lixão a céu aberto, beirando as águas de Jatunaíba. Imaginem só, o adormecido lixo viraria centro das atenções, pois evidentemente, seria um grande caos, ameaçaria a qualidade da água, que passa por um tratamento tão severo e eficaz. Ora, o lixo também merece um tratamento severo, pois o elevado grau de importância se equipara com o da água. Mas a grande realidade é que o lixo é efetivamente desprezado.
    Vale ressaltar que todos têm o interesse de saber a procedência da água, mas ninguém quer saber do destino do famigerado lixo, no entanto não deveria ser bem assim.
    Não é raro ouvirmos algumas pessoas fazerem discursos inflamados sobre os mais variados assuntos, como as injustiças sociais ou os juros altos, enquanto jogam suas bitucas de cigarro no chão ou atiram pelas janelas de seus carros todo tipo de lixo.
    O destino dado às toneladas de lixo sólido geradas diariamente nas cidades é de grande importância para as populações urbanas. É um problema comum a todos os países. O acúmulo de lixo nas ruas provoca mau cheiro e propicia a proliferação de ratos, de insetos e de várias doenças.
    No Brasil, a maior parte desse lixo é jogada em “lixões” —depósitos a céu aberto— sem nenhum tratamento. Alguns municípios utilizam os aterros sanitários —locais onde o lixo é depositado em camadas recobertas por terra—, no geral, menos nocivos, desde que o chorume (líquido percolante) e os gases, ambos gerados pela decomposição do material orgânico, sejam tratados adequadamente.
    A coleta seletiva para a reciclagem é tímida no país. Uma pesquisa divulgou que uma das razões da pequena colaboração da população é que “dá muito trabalho”, vejam só... Mais trabalho do que um tratamento de água? Assim realmente fica difícil.
    Com o intuito de fazer um comparativo entre os bens essenciais, mais precisamente o lixão, que deveria entrar em um programa educativo para que a população tome consciência da importância que ele tem. E com a ajuda dos governantes e da iniciativa privada ser tratado com dignidade, tanto para quem vive dele, trabalhando em seus depósitos quanto para o povo que precisa de salubridade.

    * É aluno de Administração da UVA
    (no âmbito do concurso Qualidade de Vida Prolagos)

    24-11-2005 00:00:00

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  • A qualidade de vida e o Lixão

    Abordar um tema como esse, tão polêmico e ao mesmo tempo esquecido de uma forma geral, pela população brasileira, bem como seus governantes, é o tanto o quanto pacifico de ser lido.
    Inicialmente, porque a população prioriza outras necessidades e garantias individuais, como a água, o esgoto, enfim o saneamento básico. Deixando assim, a questão do lixo adormecida, para o último plano.
    No entanto não deveria ser bem assim. Tendo em vista ser a água (um bem essencial da vida), o lixo também tem a capacidade de ser essencial na vida de cada um, pelos benefícios que o traz (reciclagem), quando visto e tratado como uma forma de contribuição para qualidade de vida melhor.
    A população só enfoca a água como fonte de vida. Prova disso são os investimentos monstruosos com as concessionárias de água e esgoto existentes no Brasil. E bem perto de nós, aqui na Região dos Lagos, a grande referência dessas empresas, é a PROLAGOS, que zela muito eficientemente por esse patrimônio tão valioso e necessário para cada um de nós – a água.
    Vendo por esse ponto de vista, o lixo é tratado com tamanho descaso, pois nunca se viu concessionária de um lixão! As pessoas se importam com o mau cheiro do esgoto, mas não se importam com o forte odor do lixo, deixando-o de lado, em total esquecimento.
    Diferentemente seria, se houvesse um depósito de um lixão a céu aberto, beirando as águas de Jatunaíba. Imaginem só, o adormecido lixo viraria centro das atenções, pois evidentemente, seria um grande caos, ameaçaria a qualidade da água, que passa por um tratamento tão severo e eficaz. Ora, o lixo também merece um tratamento severo, pois o elevado grau de importância se equipara com o da água. Mas a grande realidade é que o lixo é efetivamente desprezado.
    Vale ressaltar que todos têm o interesse de saber a procedência da água, mas ninguém quer saber do destino do famigerado lixo, no entanto não deveria ser bem assim.
    Não é raro ouvirmos algumas pessoas fazerem discursos inflamados sobre os mais variados assuntos, como as injustiças sociais ou os juros altos, enquanto jogam suas bitucas de cigarro no chão ou atiram pelas janelas de seus carros todo tipo de lixo.
    O destino dado às toneladas de lixo sólido geradas diariamente nas cidades é de grande importância para as populações urbanas. É um problema comum a todos os países. O acúmulo de lixo nas ruas provoca mau cheiro e propicia a proliferação de ratos, de insetos e de várias doenças.
    No Brasil, a maior parte desse lixo é jogada em “lixões” —depósitos a céu aberto— sem nenhum tratamento. Alguns municípios utilizam os aterros sanitários —locais onde o lixo é depositado em camadas recobertas por terra—, no geral, menos nocivos, desde que o chorume (líquido percolante) e os gases, ambos gerados pela decomposição do material orgânico, sejam tratados adequadamente.
    A coleta seletiva para a reciclagem é tímida no país. Uma pesquisa divulgou que uma das razões da pequena colaboração da população é que “dá muito trabalho”, vejam só... Mais trabalho do que um tratamento de água? Assim realmente fica difícil.
    Com o intuito de fazer um comparativo entre os bens essenciais, mais precisamente o lixão, que deveria entrar em um programa educativo para que a população tome consciência da importância que ele tem. E com a ajuda dos governantes e da iniciativa privada ser tratado com dignidade, tanto para quem vive dele, trabalhando em seus depósitos quanto para o povo que precisa de salubridade.

    * É aluno de Administração da UVA
    (no âmbito do concurso Qualidade de Vida Prolagos)

    24-11-2005 00:00:00

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  • A qualidade de vida e o Lixão

    Abordar um tema como esse, tão polêmico e ao mesmo tempo esquecido de uma forma geral, pela população brasileira, bem como seus governantes, é o tanto o quanto pacifico de ser lido.
    Inicialmente, porque a população prioriza outras necessidades e garantias individuais, como a água, o esgoto, enfim o saneamento básico. Deixando assim, a questão do lixo adormecida, para o último plano.
    No entanto não deveria ser bem assim. Tendo em vista ser a água (um bem essencial da vida), o lixo também tem a capacidade de ser essencial na vida de cada um, pelos benefícios que o traz (reciclagem), quando visto e tratado como uma forma de contribuição para qualidade de vida melhor.
    A população só enfoca a água como fonte de vida. Prova disso são os investimentos monstruosos com as concessionárias de água e esgoto existentes no Brasil. E bem perto de nós, aqui na Região dos Lagos, a grande referência dessas empresas, é a PROLAGOS, que zela muito eficientemente por esse patrimônio tão valioso e necessário para cada um de nós – a água.
    Vendo por esse ponto de vista, o lixo é tratado com tamanho descaso, pois nunca se viu concessionária de um lixão! As pessoas se importam com o mau cheiro do esgoto, mas não se importam com o forte odor do lixo, deixando-o de lado, em total esquecimento.
    Diferentemente seria, se houvesse um depósito de um lixão a céu aberto, beirando as águas de Jatunaíba. Imaginem só, o adormecido lixo viraria centro das atenções, pois evidentemente, seria um grande caos, ameaçaria a qualidade da água, que passa por um tratamento tão severo e eficaz. Ora, o lixo também merece um tratamento severo, pois o elevado grau de importância se equipara com o da água. Mas a grande realidade é que o lixo é efetivamente desprezado.
    Vale ressaltar que todos têm o interesse de saber a procedência da água, mas ninguém quer saber do destino do famigerado lixo, no entanto não deveria ser bem assim.
    Não é raro ouvirmos algumas pessoas fazerem discursos inflamados sobre os mais variados assuntos, como as injustiças sociais ou os juros altos, enquanto jogam suas bitucas de cigarro no chão ou atiram pelas janelas de seus carros todo tipo de lixo.
    O destino dado às toneladas de lixo sólido geradas diariamente nas cidades é de grande importância para as populações urbanas. É um problema comum a todos os países. O acúmulo de lixo nas ruas provoca mau cheiro e propicia a proliferação de ratos, de insetos e de várias doenças.
    No Brasil, a maior parte desse lixo é jogada em “lixões” —depósitos a céu aberto— sem nenhum tratamento. Alguns municípios utilizam os aterros sanitários —locais onde o lixo é depositado em camadas recobertas por terra—, no geral, menos nocivos, desde que o chorume (líquido percolante) e os gases, ambos gerados pela decomposição do material orgânico, sejam tratados adequadamente.
    A coleta seletiva para a reciclagem é tímida no país. Uma pesquisa divulgou que uma das razões da pequena colaboração da população é que “dá muito trabalho”, vejam só... Mais trabalho do que um tratamento de água? Assim realmente fica difícil.
    Com o intuito de fazer um comparativo entre os bens essenciais, mais precisamente o lixão, que deveria entrar em um programa educativo para que a população tome consciência da importância que ele tem. E com a ajuda dos governantes e da iniciativa privada ser tratado com dignidade, tanto para quem vive dele, trabalhando em seus depósitos quanto para o povo que precisa de salubridade.

    * É aluno de Administração da UVA
    (no âmbito do concurso Qualidade de Vida Prolagos)

    24-11-2005 00:00:00

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  • A qualidade de vida e o Lixão

    Abordar um tema como esse, tão polêmico e ao mesmo tempo esquecido de uma forma geral, pela população brasileira, bem como seus governantes, é o tanto o quanto pacifico de ser lido.
    Inicialmente, porque a população prioriza outras necessidades e garantias individuais, como a água, o esgoto, enfim o saneamento básico. Deixando assim, a questão do lixo adormecida, para o último plano.
    No entanto não deveria ser bem assim. Tendo em vista ser a água (um bem essencial da vida), o lixo também tem a capacidade de ser essencial na vida de cada um, pelos benefícios que o traz (reciclagem), quando visto e tratado como uma forma de contribuição para qualidade de vida melhor.
    A população só enfoca a água como fonte de vida. Prova disso são os investimentos monstruosos com as concessionárias de água e esgoto existentes no Brasil. E bem perto de nós, aqui na Região dos Lagos, a grande referência dessas empresas, é a PROLAGOS, que zela muito eficientemente por esse patrimônio tão valioso e necessário para cada um de nós – a água.
    Vendo por esse ponto de vista, o lixo é tratado com tamanho descaso, pois nunca se viu concessionária de um lixão! As pessoas se importam com o mau cheiro do esgoto, mas não se importam com o forte odor do lixo, deixando-o de lado, em total esquecimento.
    Diferentemente seria, se houvesse um depósito de um lixão a céu aberto, beirando as águas de Jatunaíba. Imaginem só, o adormecido lixo viraria centro das atenções, pois evidentemente, seria um grande caos, ameaçaria a qualidade da água, que passa por um tratamento tão severo e eficaz. Ora, o lixo também merece um tratamento severo, pois o elevado grau de importância se equipara com o da água. Mas a grande realidade é que o lixo é efetivamente desprezado.
    Vale ressaltar que todos têm o interesse de saber a procedência da água, mas ninguém quer saber do destino do famigerado lixo, no entanto não deveria ser bem assim.
    Não é raro ouvirmos algumas pessoas fazerem discursos inflamados sobre os mais variados assuntos, como as injustiças sociais ou os juros altos, enquanto jogam suas bitucas de cigarro no chão ou atiram pelas janelas de seus carros todo tipo de lixo.
    O destino dado às toneladas de lixo sólido geradas diariamente nas cidades é de grande importância para as populações urbanas. É um problema comum a todos os países. O acúmulo de lixo nas ruas provoca mau cheiro e propicia a proliferação de ratos, de insetos e de várias doenças.
    No Brasil, a maior parte desse lixo é jogada em “lixões” —depósitos a céu aberto— sem nenhum tratamento. Alguns municípios utilizam os aterros sanitários —locais onde o lixo é depositado em camadas recobertas por terra—, no geral, menos nocivos, desde que o chorume (líquido percolante) e os gases, ambos gerados pela decomposição do material orgânico, sejam tratados adequadamente.
    A coleta seletiva para a reciclagem é tímida no país. Uma pesquisa divulgou que uma das razões da pequena colaboração da população é que “dá muito trabalho”, vejam só... Mais trabalho do que um tratamento de água? Assim realmente fica difícil.
    Com o intuito de fazer um comparativo entre os bens essenciais, mais precisamente o lixão, que deveria entrar em um programa educativo para que a população tome consciência da importância que ele tem. E com a ajuda dos governantes e da iniciativa privada ser tratado com dignidade, tanto para quem vive dele, trabalhando em seus depósitos quanto para o povo que precisa de salubridade.

    * É aluno de Administração da UVA
    (no âmbito do concurso Qualidade de Vida Prolagos)

    24-11-2005 00:00:00

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  • Estética e propaganda

    Cada vez mais intensa a influência da estética, enquanto beleza física, na propaganda. Especialmente no uso do corpo da mulher para vender quase tudo: bingos, sorteios, vestimentas, cosméticos, bebidas, residências, férias, felicidade e juventude. De um lado, estimula-se o consumo dos produtos anunciados, do outro, a frustração da incapacidade de comprar da maioria, e o pior, a impossibilidade de se parecer com os modelos anunciantes. Na área do rejuvenescimento a situação é ainda mais trágica.
    O ciclo básico da vida impõe nascer, crescer e morrer. Envelhecer faz parte do processo, e quanto mais velhos ficamos, mais vida experimentada. A propaganda, entretanto, sugere uma estética impossível de ser alcançada: retroceder no tempo.
    As várias formas de prótese, especialmente o silicone e o botox, quando usadas para obter aparências mais juvenis, criam ao longo do tempo, mais diferenças entre o real e o imaginário, entre a cronologia e o desejo da eternidade física.
    Ainda não sabemos exatamente as conseqüências emocionais decorrentes da auto-observação de partes do corpo que envelhecem naturalmente, e de outras que são artificialmente retardadas no processo existencial.

    A busca de si na imagem do outro é o caminho para a perda da identidade

    A propaganda determina padrões estéticos, femininos ou masculinos, impossíveis de serem alcançados por razões óbvias: cada ser é um projeto único e inigualável.
    A busca de si na imagem do outro deve ser algo torturante. Caminhamos no rumo da pessoa biônica, com um corpo, um sorriso e uma atitude homogêneos. A estética prevalece à ética.
    Quando a aceitação social se dá pela aparência, a essência se subordina à decomposição material. Mentes vazias e multidões solitárias, conseqüentemente, proliferam.
    As transformações e substituições de valores são fato comum na evolução civilizatória. Entretanto, não se pode avançar, sobretudo politicamente, quando estética e propaganda conspiram a favor da alienação coletiva.
    O terceiro milênio será o que a mão do homem construir, preservar e o acordo político celebrar. A sociedade atual vive uma dúvida angustiante: caminhamos para a construção ou destruição? Não se deve pretender uma estética pessoal dissociada da paisagem comum. As tentativas e ações de rejuvenescimento e o desejo da eternidade devem ser aplicados muito mais ao planeta do que ao ser individual. De pouco adiantará a herança pessoal se não existir riqueza coletiva e natural. A água, a terra, o fogo e o ar, elementos essenciais à vida, não podem ser substituídos pela estética criada artificialmente e pela propaganda indutiva. A sociedade contemporânea está substituindo a preservação ambiental pela preservação do corpo pessoal. Talvez esteja começando a era do ‘homo artificialis’.

    22-11-2005 00:00:00

    saiba mais
  • Estética e propaganda

    Cada vez mais intensa a influência da estética, enquanto beleza física, na propaganda. Especialmente no uso do corpo da mulher para vender quase tudo: bingos, sorteios, vestimentas, cosméticos, bebidas, residências, férias, felicidade e juventude. De um lado, estimula-se o consumo dos produtos anunciados, do outro, a frustração da incapacidade de comprar da maioria, e o pior, a impossibilidade de se parecer com os modelos anunciantes. Na área do rejuvenescimento a situação é ainda mais trágica.
    O ciclo básico da vida impõe nascer, crescer e morrer. Envelhecer faz parte do processo, e quanto mais velhos ficamos, mais vida experimentada. A propaganda, entretanto, sugere uma estética impossível de ser alcançada: retroceder no tempo.
    As várias formas de prótese, especialmente o silicone e o botox, quando usadas para obter aparências mais juvenis, criam ao longo do tempo, mais diferenças entre o real e o imaginário, entre a cronologia e o desejo da eternidade física.
    Ainda não sabemos exatamente as conseqüências emocionais decorrentes da auto-observação de partes do corpo que envelhecem naturalmente, e de outras que são artificialmente retardadas no processo existencial.

    A busca de si na imagem do outro é o caminho para a perda da identidade

    A propaganda determina padrões estéticos, femininos ou masculinos, impossíveis de serem alcançados por razões óbvias: cada ser é um projeto único e inigualável.
    A busca de si na imagem do outro deve ser algo torturante. Caminhamos no rumo da pessoa biônica, com um corpo, um sorriso e uma atitude homogêneos. A estética prevalece à ética.
    Quando a aceitação social se dá pela aparência, a essência se subordina à decomposição material. Mentes vazias e multidões solitárias, conseqüentemente, proliferam.
    As transformações e substituições de valores são fato comum na evolução civilizatória. Entretanto, não se pode avançar, sobretudo politicamente, quando estética e propaganda conspiram a favor da alienação coletiva.
    O terceiro milênio será o que a mão do homem construir, preservar e o acordo político celebrar. A sociedade atual vive uma dúvida angustiante: caminhamos para a construção ou destruição? Não se deve pretender uma estética pessoal dissociada da paisagem comum. As tentativas e ações de rejuvenescimento e o desejo da eternidade devem ser aplicados muito mais ao planeta do que ao ser individual. De pouco adiantará a herança pessoal se não existir riqueza coletiva e natural. A água, a terra, o fogo e o ar, elementos essenciais à vida, não podem ser substituídos pela estética criada artificialmente e pela propaganda indutiva. A sociedade contemporânea está substituindo a preservação ambiental pela preservação do corpo pessoal. Talvez esteja começando a era do ‘homo artificialis’.

    22-11-2005 00:00:00

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  • Estética e propaganda

    Cada vez mais intensa a influência da estética, enquanto beleza física, na propaganda. Especialmente no uso do corpo da mulher para vender quase tudo: bingos, sorteios, vestimentas, cosméticos, bebidas, residências, férias, felicidade e juventude. De um lado, estimula-se o consumo dos produtos anunciados, do outro, a frustração da incapacidade de comprar da maioria, e o pior, a impossibilidade de se parecer com os modelos anunciantes. Na área do rejuvenescimento a situação é ainda mais trágica.
    O ciclo básico da vida impõe nascer, crescer e morrer. Envelhecer faz parte do processo, e quanto mais velhos ficamos, mais vida experimentada. A propaganda, entretanto, sugere uma estética impossível de ser alcançada: retroceder no tempo.
    As várias formas de prótese, especialmente o silicone e o botox, quando usadas para obter aparências mais juvenis, criam ao longo do tempo, mais diferenças entre o real e o imaginário, entre a cronologia e o desejo da eternidade física.
    Ainda não sabemos exatamente as conseqüências emocionais decorrentes da auto-observação de partes do corpo que envelhecem naturalmente, e de outras que são artificialmente retardadas no processo existencial.

    A busca de si na imagem do outro é o caminho para a perda da identidade

    A propaganda determina padrões estéticos, femininos ou masculinos, impossíveis de serem alcançados por razões óbvias: cada ser é um projeto único e inigualável.
    A busca de si na imagem do outro deve ser algo torturante. Caminhamos no rumo da pessoa biônica, com um corpo, um sorriso e uma atitude homogêneos. A estética prevalece à ética.
    Quando a aceitação social se dá pela aparência, a essência se subordina à decomposição material. Mentes vazias e multidões solitárias, conseqüentemente, proliferam.
    As transformações e substituições de valores são fato comum na evolução civilizatória. Entretanto, não se pode avançar, sobretudo politicamente, quando estética e propaganda conspiram a favor da alienação coletiva.
    O terceiro milênio será o que a mão do homem construir, preservar e o acordo político celebrar. A sociedade atual vive uma dúvida angustiante: caminhamos para a construção ou destruição? Não se deve pretender uma estética pessoal dissociada da paisagem comum. As tentativas e ações de rejuvenescimento e o desejo da eternidade devem ser aplicados muito mais ao planeta do que ao ser individual. De pouco adiantará a herança pessoal se não existir riqueza coletiva e natural. A água, a terra, o fogo e o ar, elementos essenciais à vida, não podem ser substituídos pela estética criada artificialmente e pela propaganda indutiva. A sociedade contemporânea está substituindo a preservação ambiental pela preservação do corpo pessoal. Talvez esteja começando a era do ‘homo artificialis’.

    22-11-2005 00:00:00

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  • Estética e propaganda

    Cada vez mais intensa a influência da estética, enquanto beleza física, na propaganda. Especialmente no uso do corpo da mulher para vender quase tudo: bingos, sorteios, vestimentas, cosméticos, bebidas, residências, férias, felicidade e juventude. De um lado, estimula-se o consumo dos produtos anunciados, do outro, a frustração da incapacidade de comprar da maioria, e o pior, a impossibilidade de se parecer com os modelos anunciantes. Na área do rejuvenescimento a situação é ainda mais trágica.
    O ciclo básico da vida impõe nascer, crescer e morrer. Envelhecer faz parte do processo, e quanto mais velhos ficamos, mais vida experimentada. A propaganda, entretanto, sugere uma estética impossível de ser alcançada: retroceder no tempo.
    As várias formas de prótese, especialmente o silicone e o botox, quando usadas para obter aparências mais juvenis, criam ao longo do tempo, mais diferenças entre o real e o imaginário, entre a cronologia e o desejo da eternidade física.
    Ainda não sabemos exatamente as conseqüências emocionais decorrentes da auto-observação de partes do corpo que envelhecem naturalmente, e de outras que são artificialmente retardadas no processo existencial.

    A busca de si na imagem do outro é o caminho para a perda da identidade

    A propaganda determina padrões estéticos, femininos ou masculinos, impossíveis de serem alcançados por razões óbvias: cada ser é um projeto único e inigualável.
    A busca de si na imagem do outro deve ser algo torturante. Caminhamos no rumo da pessoa biônica, com um corpo, um sorriso e uma atitude homogêneos. A estética prevalece à ética.
    Quando a aceitação social se dá pela aparência, a essência se subordina à decomposição material. Mentes vazias e multidões solitárias, conseqüentemente, proliferam.
    As transformações e substituições de valores são fato comum na evolução civilizatória. Entretanto, não se pode avançar, sobretudo politicamente, quando estética e propaganda conspiram a favor da alienação coletiva.
    O terceiro milênio será o que a mão do homem construir, preservar e o acordo político celebrar. A sociedade atual vive uma dúvida angustiante: caminhamos para a construção ou destruição? Não se deve pretender uma estética pessoal dissociada da paisagem comum. As tentativas e ações de rejuvenescimento e o desejo da eternidade devem ser aplicados muito mais ao planeta do que ao ser individual. De pouco adiantará a herança pessoal se não existir riqueza coletiva e natural. A água, a terra, o fogo e o ar, elementos essenciais à vida, não podem ser substituídos pela estética criada artificialmente e pela propaganda indutiva. A sociedade contemporânea está substituindo a preservação ambiental pela preservação do corpo pessoal. Talvez esteja começando a era do ‘homo artificialis’.

    22-11-2005 00:00:00

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  • Estética e propaganda

    Cada vez mais intensa a influência da estética, enquanto beleza física, na propaganda. Especialmente no uso do corpo da mulher para vender quase tudo: bingos, sorteios, vestimentas, cosméticos, bebidas, residências, férias, felicidade e juventude. De um lado, estimula-se o consumo dos produtos anunciados, do outro, a frustração da incapacidade de comprar da maioria, e o pior, a impossibilidade de se parecer com os modelos anunciantes. Na área do rejuvenescimento a situação é ainda mais trágica.
    O ciclo básico da vida impõe nascer, crescer e morrer. Envelhecer faz parte do processo, e quanto mais velhos ficamos, mais vida experimentada. A propaganda, entretanto, sugere uma estética impossível de ser alcançada: retroceder no tempo.
    As várias formas de prótese, especialmente o silicone e o botox, quando usadas para obter aparências mais juvenis, criam ao longo do tempo, mais diferenças entre o real e o imaginário, entre a cronologia e o desejo da eternidade física.
    Ainda não sabemos exatamente as conseqüências emocionais decorrentes da auto-observação de partes do corpo que envelhecem naturalmente, e de outras que são artificialmente retardadas no processo existencial.

    A busca de si na imagem do outro é o caminho para a perda da identidade

    A propaganda determina padrões estéticos, femininos ou masculinos, impossíveis de serem alcançados por razões óbvias: cada ser é um projeto único e inigualável.
    A busca de si na imagem do outro deve ser algo torturante. Caminhamos no rumo da pessoa biônica, com um corpo, um sorriso e uma atitude homogêneos. A estética prevalece à ética.
    Quando a aceitação social se dá pela aparência, a essência se subordina à decomposição material. Mentes vazias e multidões solitárias, conseqüentemente, proliferam.
    As transformações e substituições de valores são fato comum na evolução civilizatória. Entretanto, não se pode avançar, sobretudo politicamente, quando estética e propaganda conspiram a favor da alienação coletiva.
    O terceiro milênio será o que a mão do homem construir, preservar e o acordo político celebrar. A sociedade atual vive uma dúvida angustiante: caminhamos para a construção ou destruição? Não se deve pretender uma estética pessoal dissociada da paisagem comum. As tentativas e ações de rejuvenescimento e o desejo da eternidade devem ser aplicados muito mais ao planeta do que ao ser individual. De pouco adiantará a herança pessoal se não existir riqueza coletiva e natural. A água, a terra, o fogo e o ar, elementos essenciais à vida, não podem ser substituídos pela estética criada artificialmente e pela propaganda indutiva. A sociedade contemporânea está substituindo a preservação ambiental pela preservação do corpo pessoal. Talvez esteja começando a era do ‘homo artificialis’.

    22-11-2005 00:00:00

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  • Raposas atacam novamente

    Em total desacordo com as diretrizes de preservação do Plano Diretor da Cidade, que esta prestes a ser aprovado pela Câmara dos Vereadores, um projeto mirabolante pode vir a ser construído logo após o término da moratória para construções, hoje vigente, destruindo o pouco que resta das belezas intocadas de Búzios.  A verdade é que, da mesma forma como foi aprovado o condomínio da Azeda, no apagar das luzes do governo passado, outro projeto de grande porte saiu da mesma fornalha, objetivando beneficiar dois ou três proprietários de terra e prejudicar uma cidade inteira, descaracterizando um santuário ecológico, que deveria estar tombado como um dos patrimônios naturais do estado. A área a ser atacada, desta vez, é a Praia da Gorda. Pouco conhecida pelos turistas e visitantes, a área caracteriza-se por abrigar um dos raros mangues de pedras da região, ainda quase que totalmente preservado, justamente por ser conhecido quase que só por pescadores e pelos raros moradores do lugar. Quem já foi a Galápagos, arquipélago situado no Pacífico, sabe que milhares de turistas e cientistas revezam-se por aquelas ilhas, com muito cuidado para não destruir a preciosa e delicada natureza que, em muitos lugares se assemelha à nossa pequena amostra, a praia Gorda. Muita gente cruza os oceanos para apreciar aquele espetáculo caprichosamente desenhado pela natureza ao longo dos milênios. Nós temos em Búzios, algumas áreas de extremo valor geológico, científico e cênico, no entanto não fazemos um inventário delas, não as preservamos, não as cuidamos, para nós e para nossos descendentes. Sistematicamente, os governos se sucedem, repetindo atitudes predatórias, confundindo o patrimônio natural com oportunidade de lucro.  A ganância e a ignorância associadas são extremamente perigosas quando o assunto é Natureza. Aquilo que poderia ser uma riqueza de todos, passa a ser um bem depreciado de poucos.
    Pode-se imaginar por quantas aventuras geológicas e marinhas ao longo dos milênios, aquela área passou para oferecer ao visitante um cenário que deveria fazer parte de um roteiro turístico da cidade com guia e explicações científicas. Como uma obra de arte, que necessita do artista e do público para ser devidamente apreciada, a Natureza cria as suas obras para o deleite de todos os seres vivos. O entorno de tais áreas deve ser cuidado como o palco onde se apresentam todos os dias a fauna e a flora em seu espetáculo natural, no entanto, terrenos adjacentes à Praia Gorda foram contemplados com um grotesco projeto de condomínio com 180 casas asfixiando e desvalorizando toda a área. Tal absurdo que, deveria ser prontamente afastado, evocando o arsenal de excelentes leis de nosso código ambiental, em âmbitos municipal, estadual e nacional é alegremente acolhido pelos administradores, que sem nenhuma visão pública, não percebem o erro em aprovar projetos sem nenhum suporte legal e que prejudicam a sua imagem e a do município.
    Eles pretendem cansar os moradores cidadãos, pois quando mal pensamos que afastamos um perigo, como o dos apart-hotéis, novamente vem outro golpe em surdina, para ver se nos pegam desprevenidos. No entanto, por sorte, temos em Búzios uma massa crítica bastante considerável. As pessoas estão alertas e não vão permitir que crimes contra a cidade sejam cometidos.  Se os governantes se dizem os maiores amantes de Búzios, seus filhos diletos, esta na hora de demonstrar isto, tomando atitudes firmes contra projetos que vão destruir a memória natural da formação de sua paisagem, cada vez mais conhecida e visitada por pessoas que vem do outro lado do planeta, atraídos pelas decantadas belezas desta pequena cidade. Se o processo de destruição continuar, o que teremos a oferecer a estes visitantes? O Plano Diretor de Turismo, projeto que deverá ser feito logo a seguir ao Plano Diretor da Cidade poderá se tornar desnecessário, visto que, neste andar da carruagem, esta atividade será apenas uma lenda dos bons tempos de Búzios.

    19-11-2005 00:00:00

    saiba mais
  • Raposas atacam novamente

    Em total desacordo com as diretrizes de preservação do Plano Diretor da Cidade, que esta prestes a ser aprovado pela Câmara dos Vereadores, um projeto mirabolante pode vir a ser construído logo após o término da moratória para construções, hoje vigente, destruindo o pouco que resta das belezas intocadas de Búzios.  A verdade é que, da mesma forma como foi aprovado o condomínio da Azeda, no apagar das luzes do governo passado, outro projeto de grande porte saiu da mesma fornalha, objetivando beneficiar dois ou três proprietários de terra e prejudicar uma cidade inteira, descaracterizando um santuário ecológico, que deveria estar tombado como um dos patrimônios naturais do estado. A área a ser atacada, desta vez, é a Praia da Gorda. Pouco conhecida pelos turistas e visitantes, a área caracteriza-se por abrigar um dos raros mangues de pedras da região, ainda quase que totalmente preservado, justamente por ser conhecido quase que só por pescadores e pelos raros moradores do lugar. Quem já foi a Galápagos, arquipélago situado no Pacífico, sabe que milhares de turistas e cientistas revezam-se por aquelas ilhas, com muito cuidado para não destruir a preciosa e delicada natureza que, em muitos lugares se assemelha à nossa pequena amostra, a praia Gorda. Muita gente cruza os oceanos para apreciar aquele espetáculo caprichosamente desenhado pela natureza ao longo dos milênios. Nós temos em Búzios, algumas áreas de extremo valor geológico, científico e cênico, no entanto não fazemos um inventário delas, não as preservamos, não as cuidamos, para nós e para nossos descendentes. Sistematicamente, os governos se sucedem, repetindo atitudes predatórias, confundindo o patrimônio natural com oportunidade de lucro.  A ganância e a ignorância associadas são extremamente perigosas quando o assunto é Natureza. Aquilo que poderia ser uma riqueza de todos, passa a ser um bem depreciado de poucos.
    Pode-se imaginar por quantas aventuras geológicas e marinhas ao longo dos milênios, aquela área passou para oferecer ao visitante um cenário que deveria fazer parte de um roteiro turístico da cidade com guia e explicações científicas. Como uma obra de arte, que necessita do artista e do público para ser devidamente apreciada, a Natureza cria as suas obras para o deleite de todos os seres vivos. O entorno de tais áreas deve ser cuidado como o palco onde se apresentam todos os dias a fauna e a flora em seu espetáculo natural, no entanto, terrenos adjacentes à Praia Gorda foram contemplados com um grotesco projeto de condomínio com 180 casas asfixiando e desvalorizando toda a área. Tal absurdo que, deveria ser prontamente afastado, evocando o arsenal de excelentes leis de nosso código ambiental, em âmbitos municipal, estadual e nacional é alegremente acolhido pelos administradores, que sem nenhuma visão pública, não percebem o erro em aprovar projetos sem nenhum suporte legal e que prejudicam a sua imagem e a do município.
    Eles pretendem cansar os moradores cidadãos, pois quando mal pensamos que afastamos um perigo, como o dos apart-hotéis, novamente vem outro golpe em surdina, para ver se nos pegam desprevenidos. No entanto, por sorte, temos em Búzios uma massa crítica bastante considerável. As pessoas estão alertas e não vão permitir que crimes contra a cidade sejam cometidos.  Se os governantes se dizem os maiores amantes de Búzios, seus filhos diletos, esta na hora de demonstrar isto, tomando atitudes firmes contra projetos que vão destruir a memória natural da formação de sua paisagem, cada vez mais conhecida e visitada por pessoas que vem do outro lado do planeta, atraídos pelas decantadas belezas desta pequena cidade. Se o processo de destruição continuar, o que teremos a oferecer a estes visitantes? O Plano Diretor de Turismo, projeto que deverá ser feito logo a seguir ao Plano Diretor da Cidade poderá se tornar desnecessário, visto que, neste andar da carruagem, esta atividade será apenas uma lenda dos bons tempos de Búzios.

    19-11-2005 00:00:00

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    Em total desacordo com as diretrizes de preservação do Plano Diretor da Cidade, que esta prestes a ser aprovado pela Câmara dos Vereadores, um projeto mirabolante pode vir a ser construído logo após o término da moratória para construções, hoje vigente, destruindo o pouco que resta das belezas intocadas de Búzios.  A verdade é que, da mesma forma como foi aprovado o condomínio da Azeda, no apagar das luzes do governo passado, outro projeto de grande porte saiu da mesma fornalha, objetivando beneficiar dois ou três proprietários de terra e prejudicar uma cidade inteira, descaracterizando um santuário ecológico, que deveria estar tombado como um dos patrimônios naturais do estado. A área a ser atacada, desta vez, é a Praia da Gorda. Pouco conhecida pelos turistas e visitantes, a área caracteriza-se por abrigar um dos raros mangues de pedras da região, ainda quase que totalmente preservado, justamente por ser conhecido quase que só por pescadores e pelos raros moradores do lugar. Quem já foi a Galápagos, arquipélago situado no Pacífico, sabe que milhares de turistas e cientistas revezam-se por aquelas ilhas, com muito cuidado para não destruir a preciosa e delicada natureza que, em muitos lugares se assemelha à nossa pequena amostra, a praia Gorda. Muita gente cruza os oceanos para apreciar aquele espetáculo caprichosamente desenhado pela natureza ao longo dos milênios. Nós temos em Búzios, algumas áreas de extremo valor geológico, científico e cênico, no entanto não fazemos um inventário delas, não as preservamos, não as cuidamos, para nós e para nossos descendentes. Sistematicamente, os governos se sucedem, repetindo atitudes predatórias, confundindo o patrimônio natural com oportunidade de lucro.  A ganância e a ignorância associadas são extremamente perigosas quando o assunto é Natureza. Aquilo que poderia ser uma riqueza de todos, passa a ser um bem depreciado de poucos.
    Pode-se imaginar por quantas aventuras geológicas e marinhas ao longo dos milênios, aquela área passou para oferecer ao visitante um cenário que deveria fazer parte de um roteiro turístico da cidade com guia e explicações científicas. Como uma obra de arte, que necessita do artista e do público para ser devidamente apreciada, a Natureza cria as suas obras para o deleite de todos os seres vivos. O entorno de tais áreas deve ser cuidado como o palco onde se apresentam todos os dias a fauna e a flora em seu espetáculo natural, no entanto, terrenos adjacentes à Praia Gorda foram contemplados com um grotesco projeto de condomínio com 180 casas asfixiando e desvalorizando toda a área. Tal absurdo que, deveria ser prontamente afastado, evocando o arsenal de excelentes leis de nosso código ambiental, em âmbitos municipal, estadual e nacional é alegremente acolhido pelos administradores, que sem nenhuma visão pública, não percebem o erro em aprovar projetos sem nenhum suporte legal e que prejudicam a sua imagem e a do município.
    Eles pretendem cansar os moradores cidadãos, pois quando mal pensamos que afastamos um perigo, como o dos apart-hotéis, novamente vem outro golpe em surdina, para ver se nos pegam desprevenidos. No entanto, por sorte, temos em Búzios uma massa crítica bastante considerável. As pessoas estão alertas e não vão permitir que crimes contra a cidade sejam cometidos.  Se os governantes se dizem os maiores amantes de Búzios, seus filhos diletos, esta na hora de demonstrar isto, tomando atitudes firmes contra projetos que vão destruir a memória natural da formação de sua paisagem, cada vez mais conhecida e visitada por pessoas que vem do outro lado do planeta, atraídos pelas decantadas belezas desta pequena cidade. Se o processo de destruição continuar, o que teremos a oferecer a estes visitantes? O Plano Diretor de Turismo, projeto que deverá ser feito logo a seguir ao Plano Diretor da Cidade poderá se tornar desnecessário, visto que, neste andar da carruagem, esta atividade será apenas uma lenda dos bons tempos de Búzios.

    19-11-2005 00:00:00

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    Pode-se imaginar por quantas aventuras geológicas e marinhas ao longo dos milênios, aquela área passou para oferecer ao visitante um cenário que deveria fazer parte de um roteiro turístico da cidade com guia e explicações científicas. Como uma obra de arte, que necessita do artista e do público para ser devidamente apreciada, a Natureza cria as suas obras para o deleite de todos os seres vivos. O entorno de tais áreas deve ser cuidado como o palco onde se apresentam todos os dias a fauna e a flora em seu espetáculo natural, no entanto, terrenos adjacentes à Praia Gorda foram contemplados com um grotesco projeto de condomínio com 180 casas asfixiando e desvalorizando toda a área. Tal absurdo que, deveria ser prontamente afastado, evocando o arsenal de excelentes leis de nosso código ambiental, em âmbitos municipal, estadual e nacional é alegremente acolhido pelos administradores, que sem nenhuma visão pública, não percebem o erro em aprovar projetos sem nenhum suporte legal e que prejudicam a sua imagem e a do município.
    Eles pretendem cansar os moradores cidadãos, pois quando mal pensamos que afastamos um perigo, como o dos apart-hotéis, novamente vem outro golpe em surdina, para ver se nos pegam desprevenidos. No entanto, por sorte, temos em Búzios uma massa crítica bastante considerável. As pessoas estão alertas e não vão permitir que crimes contra a cidade sejam cometidos.  Se os governantes se dizem os maiores amantes de Búzios, seus filhos diletos, esta na hora de demonstrar isto, tomando atitudes firmes contra projetos que vão destruir a memória natural da formação de sua paisagem, cada vez mais conhecida e visitada por pessoas que vem do outro lado do planeta, atraídos pelas decantadas belezas desta pequena cidade. Se o processo de destruição continuar, o que teremos a oferecer a estes visitantes? O Plano Diretor de Turismo, projeto que deverá ser feito logo a seguir ao Plano Diretor da Cidade poderá se tornar desnecessário, visto que, neste andar da carruagem, esta atividade será apenas uma lenda dos bons tempos de Búzios.

    19-11-2005 00:00:00

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    Em total desacordo com as diretrizes de preservação do Plano Diretor da Cidade, que esta prestes a ser aprovado pela Câmara dos Vereadores, um projeto mirabolante pode vir a ser construído logo após o término da moratória para construções, hoje vigente, destruindo o pouco que resta das belezas intocadas de Búzios.  A verdade é que, da mesma forma como foi aprovado o condomínio da Azeda, no apagar das luzes do governo passado, outro projeto de grande porte saiu da mesma fornalha, objetivando beneficiar dois ou três proprietários de terra e prejudicar uma cidade inteira, descaracterizando um santuário ecológico, que deveria estar tombado como um dos patrimônios naturais do estado. A área a ser atacada, desta vez, é a Praia da Gorda. Pouco conhecida pelos turistas e visitantes, a área caracteriza-se por abrigar um dos raros mangues de pedras da região, ainda quase que totalmente preservado, justamente por ser conhecido quase que só por pescadores e pelos raros moradores do lugar. Quem já foi a Galápagos, arquipélago situado no Pacífico, sabe que milhares de turistas e cientistas revezam-se por aquelas ilhas, com muito cuidado para não destruir a preciosa e delicada natureza que, em muitos lugares se assemelha à nossa pequena amostra, a praia Gorda. Muita gente cruza os oceanos para apreciar aquele espetáculo caprichosamente desenhado pela natureza ao longo dos milênios. Nós temos em Búzios, algumas áreas de extremo valor geológico, científico e cênico, no entanto não fazemos um inventário delas, não as preservamos, não as cuidamos, para nós e para nossos descendentes. Sistematicamente, os governos se sucedem, repetindo atitudes predatórias, confundindo o patrimônio natural com oportunidade de lucro.  A ganância e a ignorância associadas são extremamente perigosas quando o assunto é Natureza. Aquilo que poderia ser uma riqueza de todos, passa a ser um bem depreciado de poucos.
    Pode-se imaginar por quantas aventuras geológicas e marinhas ao longo dos milênios, aquela área passou para oferecer ao visitante um cenário que deveria fazer parte de um roteiro turístico da cidade com guia e explicações científicas. Como uma obra de arte, que necessita do artista e do público para ser devidamente apreciada, a Natureza cria as suas obras para o deleite de todos os seres vivos. O entorno de tais áreas deve ser cuidado como o palco onde se apresentam todos os dias a fauna e a flora em seu espetáculo natural, no entanto, terrenos adjacentes à Praia Gorda foram contemplados com um grotesco projeto de condomínio com 180 casas asfixiando e desvalorizando toda a área. Tal absurdo que, deveria ser prontamente afastado, evocando o arsenal de excelentes leis de nosso código ambiental, em âmbitos municipal, estadual e nacional é alegremente acolhido pelos administradores, que sem nenhuma visão pública, não percebem o erro em aprovar projetos sem nenhum suporte legal e que prejudicam a sua imagem e a do município.
    Eles pretendem cansar os moradores cidadãos, pois quando mal pensamos que afastamos um perigo, como o dos apart-hotéis, novamente vem outro golpe em surdina, para ver se nos pegam desprevenidos. No entanto, por sorte, temos em Búzios uma massa crítica bastante considerável. As pessoas estão alertas e não vão permitir que crimes contra a cidade sejam cometidos.  Se os governantes se dizem os maiores amantes de Búzios, seus filhos diletos, esta na hora de demonstrar isto, tomando atitudes firmes contra projetos que vão destruir a memória natural da formação de sua paisagem, cada vez mais conhecida e visitada por pessoas que vem do outro lado do planeta, atraídos pelas decantadas belezas desta pequena cidade. Se o processo de destruição continuar, o que teremos a oferecer a estes visitantes? O Plano Diretor de Turismo, projeto que deverá ser feito logo a seguir ao Plano Diretor da Cidade poderá se tornar desnecessário, visto que, neste andar da carruagem, esta atividade será apenas uma lenda dos bons tempos de Búzios.

    19-11-2005 00:00:00

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  • LULADAINHA

    Eu, como muitos, votei no Lula pela primeira e última vez nas eleições presidenciais de 2002. Imaginava, como tantos outros brasileiros, que o candidato buscaria nos membros do Partido dos Trabalhadores pessoas capazes de gerir o País, e, sobretudo, promover as políticas necessárias ao desenvolvimento nacional. Baixar as taxas de juros, condição óbvia para novos investimentos, gerando mais oportunidades de trabalho e recolhimento tributário era a grande esperança da nação.
    Além de não cumprir o que prometera em campanha, permite ou deixa permitir que ocorra uma das maiores engrenagens de corrupção da nossa história republicana. Pior do isto, quase todo o alto comando partidário diz que o PT cometeu apenas um erro. Como se os atos praticados tivessem sido programados, para tornar um êxito, tanto o programa “Fome Zero”, como a recuperação e ampliação da infra-estrutura, a melhoria das condições de educação e saúde e o desenvolvimento sustentável. Mas, na hora de realizar tais tarefas ocorreu um erro: alguém apertou o botão errado e surgiu, do nada, uma grande malha de corrupção.
    Todos sabemos que em governos anteriores houve corrupção, desmandos e práticas administrativas contra os interesses do povo. O que não sabíamos é que o PT seria capaz de seguir o mesmo caminho, aperfeiçoando o lado nefasto da vida política brasileira.
    Lula e o seu partido conseguiram implantar o medo de ser feliz. Acabaram com as esperanças de muitos, especialmente dos mais necessitados. Qual será a referência para o Brasil em 2006? O que é a ética petista? Apenas um erro de administração das contas públicas?
    Os jovens que já olhavam para a atividade política com certa falta de entusiasmo, agora, devem olhar com muito receio. E todos sabemos que para praticá-la, é necessário contar com pessoas sérias, competentes, criativas e comprometidas com as causas coletivas. Para se fazer um grande País é preciso trabalhar, dizer a verdade e obter a confiança da população.
    O Brasil não merece tanta ladainha...


    Nota do Editor

    Tem sido recorrente neste Jornal matérias, editoriais, notas em colunas sobre a corrupção, e sobre a forma como ela percolou nas vísceras da Nação. Por diversas vezes, trouxe-se à luz a advertência do filósofo Karl Marx, quando falava do ‘poder dissolvente do dinheiro’, forte o suficiente para capturar os mais fracos em consistência ética e moral, para cerrar fileiras entre os ladravazes da Nação.
    A corrupção é o maior problema do Brasil. Dela decorre a falta na saúde, a educação sofrível, criminosa em casos por ser excludente, o saneamento básico inexistente, o sistema habitacional degradado, a miséria se espraiando como uma força de Tsunami.

    18-11-2005 00:00:00

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  • LULADAINHA

    Eu, como muitos, votei no Lula pela primeira e última vez nas eleições presidenciais de 2002. Imaginava, como tantos outros brasileiros, que o candidato buscaria nos membros do Partido dos Trabalhadores pessoas capazes de gerir o País, e, sobretudo, promover as políticas necessárias ao desenvolvimento nacional. Baixar as taxas de juros, condição óbvia para novos investimentos, gerando mais oportunidades de trabalho e recolhimento tributário era a grande esperança da nação.
    Além de não cumprir o que prometera em campanha, permite ou deixa permitir que ocorra uma das maiores engrenagens de corrupção da nossa história republicana. Pior do isto, quase todo o alto comando partidário diz que o PT cometeu apenas um erro. Como se os atos praticados tivessem sido programados, para tornar um êxito, tanto o programa “Fome Zero”, como a recuperação e ampliação da infra-estrutura, a melhoria das condições de educação e saúde e o desenvolvimento sustentável. Mas, na hora de realizar tais tarefas ocorreu um erro: alguém apertou o botão errado e surgiu, do nada, uma grande malha de corrupção.
    Todos sabemos que em governos anteriores houve corrupção, desmandos e práticas administrativas contra os interesses do povo. O que não sabíamos é que o PT seria capaz de seguir o mesmo caminho, aperfeiçoando o lado nefasto da vida política brasileira.
    Lula e o seu partido conseguiram implantar o medo de ser feliz. Acabaram com as esperanças de muitos, especialmente dos mais necessitados. Qual será a referência para o Brasil em 2006? O que é a ética petista? Apenas um erro de administração das contas públicas?
    Os jovens que já olhavam para a atividade política com certa falta de entusiasmo, agora, devem olhar com muito receio. E todos sabemos que para praticá-la, é necessário contar com pessoas sérias, competentes, criativas e comprometidas com as causas coletivas. Para se fazer um grande País é preciso trabalhar, dizer a verdade e obter a confiança da população.
    O Brasil não merece tanta ladainha...


    Nota do Editor

    Tem sido recorrente neste Jornal matérias, editoriais, notas em colunas sobre a corrupção, e sobre a forma como ela percolou nas vísceras da Nação. Por diversas vezes, trouxe-se à luz a advertência do filósofo Karl Marx, quando falava do ‘poder dissolvente do dinheiro’, forte o suficiente para capturar os mais fracos em consistência ética e moral, para cerrar fileiras entre os ladravazes da Nação.
    A corrupção é o maior problema do Brasil. Dela decorre a falta na saúde, a educação sofrível, criminosa em casos por ser excludente, o saneamento básico inexistente, o sistema habitacional degradado, a miséria se espraiando como uma força de Tsunami.

    18-11-2005 00:00:00

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  • LULADAINHA

    Eu, como muitos, votei no Lula pela primeira e última vez nas eleições presidenciais de 2002. Imaginava, como tantos outros brasileiros, que o candidato buscaria nos membros do Partido dos Trabalhadores pessoas capazes de gerir o País, e, sobretudo, promover as políticas necessárias ao desenvolvimento nacional. Baixar as taxas de juros, condição óbvia para novos investimentos, gerando mais oportunidades de trabalho e recolhimento tributário era a grande esperança da nação.
    Além de não cumprir o que prometera em campanha, permite ou deixa permitir que ocorra uma das maiores engrenagens de corrupção da nossa história republicana. Pior do isto, quase todo o alto comando partidário diz que o PT cometeu apenas um erro. Como se os atos praticados tivessem sido programados, para tornar um êxito, tanto o programa “Fome Zero”, como a recuperação e ampliação da infra-estrutura, a melhoria das condições de educação e saúde e o desenvolvimento sustentável. Mas, na hora de realizar tais tarefas ocorreu um erro: alguém apertou o botão errado e surgiu, do nada, uma grande malha de corrupção.
    Todos sabemos que em governos anteriores houve corrupção, desmandos e práticas administrativas contra os interesses do povo. O que não sabíamos é que o PT seria capaz de seguir o mesmo caminho, aperfeiçoando o lado nefasto da vida política brasileira.
    Lula e o seu partido conseguiram implantar o medo de ser feliz. Acabaram com as esperanças de muitos, especialmente dos mais necessitados. Qual será a referência para o Brasil em 2006? O que é a ética petista? Apenas um erro de administração das contas públicas?
    Os jovens que já olhavam para a atividade política com certa falta de entusiasmo, agora, devem olhar com muito receio. E todos sabemos que para praticá-la, é necessário contar com pessoas sérias, competentes, criativas e comprometidas com as causas coletivas. Para se fazer um grande País é preciso trabalhar, dizer a verdade e obter a confiança da população.
    O Brasil não merece tanta ladainha...


    Nota do Editor

    Tem sido recorrente neste Jornal matérias, editoriais, notas em colunas sobre a corrupção, e sobre a forma como ela percolou nas vísceras da Nação. Por diversas vezes, trouxe-se à luz a advertência do filósofo Karl Marx, quando falava do ‘poder dissolvente do dinheiro’, forte o suficiente para capturar os mais fracos em consistência ética e moral, para cerrar fileiras entre os ladravazes da Nação.
    A corrupção é o maior problema do Brasil. Dela decorre a falta na saúde, a educação sofrível, criminosa em casos por ser excludente, o saneamento básico inexistente, o sistema habitacional degradado, a miséria se espraiando como uma força de Tsunami.

    18-11-2005 00:00:00

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    Eu, como muitos, votei no Lula pela primeira e última vez nas eleições presidenciais de 2002. Imaginava, como tantos outros brasileiros, que o candidato buscaria nos membros do Partido dos Trabalhadores pessoas capazes de gerir o País, e, sobretudo, promover as políticas necessárias ao desenvolvimento nacional. Baixar as taxas de juros, condição óbvia para novos investimentos, gerando mais oportunidades de trabalho e recolhimento tributário era a grande esperança da nação.
    Além de não cumprir o que prometera em campanha, permite ou deixa permitir que ocorra uma das maiores engrenagens de corrupção da nossa história republicana. Pior do isto, quase todo o alto comando partidário diz que o PT cometeu apenas um erro. Como se os atos praticados tivessem sido programados, para tornar um êxito, tanto o programa “Fome Zero”, como a recuperação e ampliação da infra-estrutura, a melhoria das condições de educação e saúde e o desenvolvimento sustentável. Mas, na hora de realizar tais tarefas ocorreu um erro: alguém apertou o botão errado e surgiu, do nada, uma grande malha de corrupção.
    Todos sabemos que em governos anteriores houve corrupção, desmandos e práticas administrativas contra os interesses do povo. O que não sabíamos é que o PT seria capaz de seguir o mesmo caminho, aperfeiçoando o lado nefasto da vida política brasileira.
    Lula e o seu partido conseguiram implantar o medo de ser feliz. Acabaram com as esperanças de muitos, especialmente dos mais necessitados. Qual será a referência para o Brasil em 2006? O que é a ética petista? Apenas um erro de administração das contas públicas?
    Os jovens que já olhavam para a atividade política com certa falta de entusiasmo, agora, devem olhar com muito receio. E todos sabemos que para praticá-la, é necessário contar com pessoas sérias, competentes, criativas e comprometidas com as causas coletivas. Para se fazer um grande País é preciso trabalhar, dizer a verdade e obter a confiança da população.
    O Brasil não merece tanta ladainha...


    Nota do Editor

    Tem sido recorrente neste Jornal matérias, editoriais, notas em colunas sobre a corrupção, e sobre a forma como ela percolou nas vísceras da Nação. Por diversas vezes, trouxe-se à luz a advertência do filósofo Karl Marx, quando falava do ‘poder dissolvente do dinheiro’, forte o suficiente para capturar os mais fracos em consistência ética e moral, para cerrar fileiras entre os ladravazes da Nação.
    A corrupção é o maior problema do Brasil. Dela decorre a falta na saúde, a educação sofrível, criminosa em casos por ser excludente, o saneamento básico inexistente, o sistema habitacional degradado, a miséria se espraiando como uma força de Tsunami.

    18-11-2005 00:00:00

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  • LULADAINHA

    Eu, como muitos, votei no Lula pela primeira e última vez nas eleições presidenciais de 2002. Imaginava, como tantos outros brasileiros, que o candidato buscaria nos membros do Partido dos Trabalhadores pessoas capazes de gerir o País, e, sobretudo, promover as políticas necessárias ao desenvolvimento nacional. Baixar as taxas de juros, condição óbvia para novos investimentos, gerando mais oportunidades de trabalho e recolhimento tributário era a grande esperança da nação.
    Além de não cumprir o que prometera em campanha, permite ou deixa permitir que ocorra uma das maiores engrenagens de corrupção da nossa história republicana. Pior do isto, quase todo o alto comando partidário diz que o PT cometeu apenas um erro. Como se os atos praticados tivessem sido programados, para tornar um êxito, tanto o programa “Fome Zero”, como a recuperação e ampliação da infra-estrutura, a melhoria das condições de educação e saúde e o desenvolvimento sustentável. Mas, na hora de realizar tais tarefas ocorreu um erro: alguém apertou o botão errado e surgiu, do nada, uma grande malha de corrupção.
    Todos sabemos que em governos anteriores houve corrupção, desmandos e práticas administrativas contra os interesses do povo. O que não sabíamos é que o PT seria capaz de seguir o mesmo caminho, aperfeiçoando o lado nefasto da vida política brasileira.
    Lula e o seu partido conseguiram implantar o medo de ser feliz. Acabaram com as esperanças de muitos, especialmente dos mais necessitados. Qual será a referência para o Brasil em 2006? O que é a ética petista? Apenas um erro de administração das contas públicas?
    Os jovens que já olhavam para a atividade política com certa falta de entusiasmo, agora, devem olhar com muito receio. E todos sabemos que para praticá-la, é necessário contar com pessoas sérias, competentes, criativas e comprometidas com as causas coletivas. Para se fazer um grande País é preciso trabalhar, dizer a verdade e obter a confiança da população.
    O Brasil não merece tanta ladainha...


    Nota do Editor

    Tem sido recorrente neste Jornal matérias, editoriais, notas em colunas sobre a corrupção, e sobre a forma como ela percolou nas vísceras da Nação. Por diversas vezes, trouxe-se à luz a advertência do filósofo Karl Marx, quando falava do ‘poder dissolvente do dinheiro’, forte o suficiente para capturar os mais fracos em consistência ética e moral, para cerrar fileiras entre os ladravazes da Nação.
    A corrupção é o maior problema do Brasil. Dela decorre a falta na saúde, a educação sofrível, criminosa em casos por ser excludente, o saneamento básico inexistente, o sistema habitacional degradado, a miséria se espraiando como uma força de Tsunami.

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  • Uma grande reputação

    Uma grande reputação é um grande ruído:
    Quanto mais aumenta mais se estende:
    Caem as leis, as nações, os monumentos:
    Tudo desmorona. Mas o ruído subsiste.

    Os seres humanos, quando considerados normais, têm gestos e gostos bastante peculiares. Se comportam como verdadeiros cavalheiros, têm honra, princípios éticos e morais, são solidários, respeitam e ouvem o próximo. Também gosta de sol, temperatura amena, ar fresco, bebidas refrescantes, em fim. Tudo isto pode fazer a alegria de qualquer pessoa normal. Mas a um tipo de espécie humana, que procura viver e se alimentar de maneira bizarra. Seus gestos e gostos são tão diferentes que por sua metamorfose ambulante, jamais se contentariam com os itens citados dos seres normais. A sede ao poder, ódio, a ganância, a perversão, o vandalismo, o fracasso, a inveja e sobretudo a incompetência, são os alimentos destes seres bizarros, que ultimamente têm freqüentado a península. Sem medo, sem consciência e sem moral. O que não se sabe, se estes seres são passageiros ou acabam ficando, para tentar um acasalamento com os que já habitam a península. Estes seres que tem um hábito e costumes selvagens, andam em grupos e são socialmente marginalizados e agressivos. O medo de alguns moradores e que se reproduzem em quantidade e se tornam imortais. A vários aspectos assustadores que logo vêm a cabeça de quem tenta estudar a origem destes comportamentos humanos. Será o fracasso político na educação? Ou governos desacreditados a ponto de ninguém querer respeitar?

    Vão-se os Gatos; passeiam os Ratos
    Onde falta a autoridade, periclita a disciplina e, onde falha a vigilância ploriferam os abusos. Se não bastasse o estrago, que se faz à natureza o que se tem visto ultimamente em Búzios é a destruição pelo simples prazer de destruir. A Mata Atlântica, prédios públicos, caixas eletrônicos, esculturas, a moral de gente de bem, promessas de vida e cidadania. Será que a revolta é por falta de dinheiro? Acredito que não, pelo simples fato que o município é rico, a ponte de funcionários públicos, com perspectiva de atingir um gasto de R$ 30 milhões, sem deixar de registrar os R$ 68 milhões gastos em 11 meses. Se não é falta de dinheiro, então será incompetência?
    O Prefeito discursou na entrega dos títulos buzianos. Falou de um Búzios perfeito, bem estruturado, um Búzios ecologicamente correto, um Búzios embriagado pela felicidade dos moradores, governado modernamente com segurança por técnicos competentes. Só que ninguém dos presentes soube explicar, onde fica este paraíso. Voltando à realidade de Búzios que acabou de sofrer um estado de calamidade pública, devido à falta de estrutura, para suportar uma chuva forte, este Búzios que sofre de saneamento básico, que não se respeita o patrimônio público. Ao que parece nestes 11 messes, alguns programas de governo pioraram muito. Será porque estes técnicos se trancam numa torre de marfim, ditam suas leis e não sabem que o homem do povo quer e do que mais precisa.

    Vão as Leis a onde querem os Reis
    A vontade dos poderosos se sobrepõe à Justiça, acomodando as leis e interpretando-as ao sabor dos seus interesses
    Através da história, aprendemos que o maior fracasso de reinados e governos foram pelo fato de terem sido governados por técnicos. É erro nomear técnico para difícil tarefa de governar. Os técnicos são sempre falhos nas suas relações com o comum do povo. Falta-lhes o instinto necessário, para compreender o que o povo pensa. As massas são um material informe. Acostumadas à propaganda primitiva, porque o povo raciocina primitivamente, por isto há de falar na língua que o povo entende e compreende. Destruir para construir. No começo do governo, falou-se em destruir uma parte do pórtico, mas ao mesmo tempo se falou em construir anfiteatros, auditórios, maiores que a basílica de São Pedro. Obras mirabolantes, enquanto uma das principais obras cultural do arquiteto Zanine não está acabada e se deteriora a cada dia. Zanine que, ao lado de Oscar Niemeyer, Lúcio Costa, Burle Max, é mundialmente reconhecido. Caberia ao governo manter vivo através destas novas construções, que querem desenvolver um novo marco governamental? Para depois deixar ruínas tão impressionantes quanto às romanas? Pelo vandalismo, que ronda o Município, será que é um sinal, que a verdadeira arte não está na construção, mas, sim, na própria destruição da aldeia que virou Município?

    17-11-2005 00:00:00

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