Região dos Lagos e Norte Fluminense

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Sexta-feira , 18 de May 2012
  • Grafitar o símbolo pátrio para o reality show foi uma ‘diversão’

    Coração americano sabor de vidro e corte

    14-06-2006 00:00:00

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  • Grafitar o símbolo pátrio para o reality show foi uma ‘diversão’

    Coração americano sabor de vidro e corte

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  • Opinião - Agonia e êxtase

    O capitalismo, através da chamada revolução industrial, consolidou-se pela concorrência e pela competição. Expandiu-se a tal ponto até que houve a necessidade de fusões empresariais sob pena de falência de algumas delas. O dilema para muitas corporações é falir ou fundir. As fusões corporativas provocam mais acumulação de capital, e, conseqüentemente, mais necessidade de expansão.
    No corpo humano ou animal, o excesso de calorias leva à acumulação de gordura.
    Esta, por sua vez, torna o corpo mais pesado e lerdo, prejudicando o bom funcionamento dos órgãos internos: coração, fígado, rins, pulmões, pâncreas e etc. A estrutura corporal, pelo excesso de peso, fica danificada.
    Durante os últimos 250 anos nós ocidentais acreditamos que este era a maneira para a geração e a distribuição da riqueza entre os homens. O fim do socialismo soviético, aparentemente, deu ao capitalismo ocidental a certeza de que o caminho trilhado estava certo. Talvez estivesse para um determinado período histórico.
    Se acreditarmos que a evolução humana é uma espiral ascendente como queria Voltaire, e que, de tempos em tempos, a humanidade dá um salto na direção da melhora do processo civilizatório, podemos estar no limiar de uma mudança no sistema capitalista. A agonia em que vivem empresários e trabalhadores pode significar o final de um ciclo: a competição leva à exaustão. Seja numa partida de futebol, onde 22 jogadores se exaurem, para que, talvez, 11 possam ganhar; seja numa corrida de maratona, aonde vários chegarão à beira da exaustão física para que apenas um deles possa vencer. O sistema capitalista tem nos levado a inúmeras formas de exaustão: da física a ambiental.

    As formas cooperadas levam a melhores resultados

    Sabemos, por outro lado, que todas as formas de cooperação levam ao melhoramento. Pessoas cooperadas em qualquer projeto, excetuados os indivíduos geniais, obterão melhores resultados. As empresas, internamente, já trabalham com o conceito de cooperação: a chamada força tarefa, task force, inventada pelos formuladores norte americanos.
    Ainda não se experimentou uma economia de cooperação. Não sabemos como seria o comportamento dos seus membros, quais seriam suas motivações e nem as formas de recompensa.
    Entretanto, se acreditarmos que o melhoramento é fruto da cooperação, e na evolução genética é assim, talvez fosse a hora de se tentar, em algum lugar do mundo, esta experiência.
    Considerando que a agonia coletiva já sabemos produzir, talvez seja o momento de experimentar o êxtase.

    13-06-2006 00:00:00

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  • Opinião - Agonia e êxtase

    O capitalismo, através da chamada revolução industrial, consolidou-se pela concorrência e pela competição. Expandiu-se a tal ponto até que houve a necessidade de fusões empresariais sob pena de falência de algumas delas. O dilema para muitas corporações é falir ou fundir. As fusões corporativas provocam mais acumulação de capital, e, conseqüentemente, mais necessidade de expansão.
    No corpo humano ou animal, o excesso de calorias leva à acumulação de gordura.
    Esta, por sua vez, torna o corpo mais pesado e lerdo, prejudicando o bom funcionamento dos órgãos internos: coração, fígado, rins, pulmões, pâncreas e etc. A estrutura corporal, pelo excesso de peso, fica danificada.
    Durante os últimos 250 anos nós ocidentais acreditamos que este era a maneira para a geração e a distribuição da riqueza entre os homens. O fim do socialismo soviético, aparentemente, deu ao capitalismo ocidental a certeza de que o caminho trilhado estava certo. Talvez estivesse para um determinado período histórico.
    Se acreditarmos que a evolução humana é uma espiral ascendente como queria Voltaire, e que, de tempos em tempos, a humanidade dá um salto na direção da melhora do processo civilizatório, podemos estar no limiar de uma mudança no sistema capitalista. A agonia em que vivem empresários e trabalhadores pode significar o final de um ciclo: a competição leva à exaustão. Seja numa partida de futebol, onde 22 jogadores se exaurem, para que, talvez, 11 possam ganhar; seja numa corrida de maratona, aonde vários chegarão à beira da exaustão física para que apenas um deles possa vencer. O sistema capitalista tem nos levado a inúmeras formas de exaustão: da física a ambiental.

    As formas cooperadas levam a melhores resultados

    Sabemos, por outro lado, que todas as formas de cooperação levam ao melhoramento. Pessoas cooperadas em qualquer projeto, excetuados os indivíduos geniais, obterão melhores resultados. As empresas, internamente, já trabalham com o conceito de cooperação: a chamada força tarefa, task force, inventada pelos formuladores norte americanos.
    Ainda não se experimentou uma economia de cooperação. Não sabemos como seria o comportamento dos seus membros, quais seriam suas motivações e nem as formas de recompensa.
    Entretanto, se acreditarmos que o melhoramento é fruto da cooperação, e na evolução genética é assim, talvez fosse a hora de se tentar, em algum lugar do mundo, esta experiência.
    Considerando que a agonia coletiva já sabemos produzir, talvez seja o momento de experimentar o êxtase.

    13-06-2006 00:00:00

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  • Opinião - Agonia e êxtase

    O capitalismo, através da chamada revolução industrial, consolidou-se pela concorrência e pela competição. Expandiu-se a tal ponto até que houve a necessidade de fusões empresariais sob pena de falência de algumas delas. O dilema para muitas corporações é falir ou fundir. As fusões corporativas provocam mais acumulação de capital, e, conseqüentemente, mais necessidade de expansão.
    No corpo humano ou animal, o excesso de calorias leva à acumulação de gordura.
    Esta, por sua vez, torna o corpo mais pesado e lerdo, prejudicando o bom funcionamento dos órgãos internos: coração, fígado, rins, pulmões, pâncreas e etc. A estrutura corporal, pelo excesso de peso, fica danificada.
    Durante os últimos 250 anos nós ocidentais acreditamos que este era a maneira para a geração e a distribuição da riqueza entre os homens. O fim do socialismo soviético, aparentemente, deu ao capitalismo ocidental a certeza de que o caminho trilhado estava certo. Talvez estivesse para um determinado período histórico.
    Se acreditarmos que a evolução humana é uma espiral ascendente como queria Voltaire, e que, de tempos em tempos, a humanidade dá um salto na direção da melhora do processo civilizatório, podemos estar no limiar de uma mudança no sistema capitalista. A agonia em que vivem empresários e trabalhadores pode significar o final de um ciclo: a competição leva à exaustão. Seja numa partida de futebol, onde 22 jogadores se exaurem, para que, talvez, 11 possam ganhar; seja numa corrida de maratona, aonde vários chegarão à beira da exaustão física para que apenas um deles possa vencer. O sistema capitalista tem nos levado a inúmeras formas de exaustão: da física a ambiental.

    As formas cooperadas levam a melhores resultados

    Sabemos, por outro lado, que todas as formas de cooperação levam ao melhoramento. Pessoas cooperadas em qualquer projeto, excetuados os indivíduos geniais, obterão melhores resultados. As empresas, internamente, já trabalham com o conceito de cooperação: a chamada força tarefa, task force, inventada pelos formuladores norte americanos.
    Ainda não se experimentou uma economia de cooperação. Não sabemos como seria o comportamento dos seus membros, quais seriam suas motivações e nem as formas de recompensa.
    Entretanto, se acreditarmos que o melhoramento é fruto da cooperação, e na evolução genética é assim, talvez fosse a hora de se tentar, em algum lugar do mundo, esta experiência.
    Considerando que a agonia coletiva já sabemos produzir, talvez seja o momento de experimentar o êxtase.

    13-06-2006 00:00:00

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    O capitalismo, através da chamada revolução industrial, consolidou-se pela concorrência e pela competição. Expandiu-se a tal ponto até que houve a necessidade de fusões empresariais sob pena de falência de algumas delas. O dilema para muitas corporações é falir ou fundir. As fusões corporativas provocam mais acumulação de capital, e, conseqüentemente, mais necessidade de expansão.
    No corpo humano ou animal, o excesso de calorias leva à acumulação de gordura.
    Esta, por sua vez, torna o corpo mais pesado e lerdo, prejudicando o bom funcionamento dos órgãos internos: coração, fígado, rins, pulmões, pâncreas e etc. A estrutura corporal, pelo excesso de peso, fica danificada.
    Durante os últimos 250 anos nós ocidentais acreditamos que este era a maneira para a geração e a distribuição da riqueza entre os homens. O fim do socialismo soviético, aparentemente, deu ao capitalismo ocidental a certeza de que o caminho trilhado estava certo. Talvez estivesse para um determinado período histórico.
    Se acreditarmos que a evolução humana é uma espiral ascendente como queria Voltaire, e que, de tempos em tempos, a humanidade dá um salto na direção da melhora do processo civilizatório, podemos estar no limiar de uma mudança no sistema capitalista. A agonia em que vivem empresários e trabalhadores pode significar o final de um ciclo: a competição leva à exaustão. Seja numa partida de futebol, onde 22 jogadores se exaurem, para que, talvez, 11 possam ganhar; seja numa corrida de maratona, aonde vários chegarão à beira da exaustão física para que apenas um deles possa vencer. O sistema capitalista tem nos levado a inúmeras formas de exaustão: da física a ambiental.

    As formas cooperadas levam a melhores resultados

    Sabemos, por outro lado, que todas as formas de cooperação levam ao melhoramento. Pessoas cooperadas em qualquer projeto, excetuados os indivíduos geniais, obterão melhores resultados. As empresas, internamente, já trabalham com o conceito de cooperação: a chamada força tarefa, task force, inventada pelos formuladores norte americanos.
    Ainda não se experimentou uma economia de cooperação. Não sabemos como seria o comportamento dos seus membros, quais seriam suas motivações e nem as formas de recompensa.
    Entretanto, se acreditarmos que o melhoramento é fruto da cooperação, e na evolução genética é assim, talvez fosse a hora de se tentar, em algum lugar do mundo, esta experiência.
    Considerando que a agonia coletiva já sabemos produzir, talvez seja o momento de experimentar o êxtase.

    13-06-2006 00:00:00

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  • Opinião - Agonia e êxtase

    O capitalismo, através da chamada revolução industrial, consolidou-se pela concorrência e pela competição. Expandiu-se a tal ponto até que houve a necessidade de fusões empresariais sob pena de falência de algumas delas. O dilema para muitas corporações é falir ou fundir. As fusões corporativas provocam mais acumulação de capital, e, conseqüentemente, mais necessidade de expansão.
    No corpo humano ou animal, o excesso de calorias leva à acumulação de gordura.
    Esta, por sua vez, torna o corpo mais pesado e lerdo, prejudicando o bom funcionamento dos órgãos internos: coração, fígado, rins, pulmões, pâncreas e etc. A estrutura corporal, pelo excesso de peso, fica danificada.
    Durante os últimos 250 anos nós ocidentais acreditamos que este era a maneira para a geração e a distribuição da riqueza entre os homens. O fim do socialismo soviético, aparentemente, deu ao capitalismo ocidental a certeza de que o caminho trilhado estava certo. Talvez estivesse para um determinado período histórico.
    Se acreditarmos que a evolução humana é uma espiral ascendente como queria Voltaire, e que, de tempos em tempos, a humanidade dá um salto na direção da melhora do processo civilizatório, podemos estar no limiar de uma mudança no sistema capitalista. A agonia em que vivem empresários e trabalhadores pode significar o final de um ciclo: a competição leva à exaustão. Seja numa partida de futebol, onde 22 jogadores se exaurem, para que, talvez, 11 possam ganhar; seja numa corrida de maratona, aonde vários chegarão à beira da exaustão física para que apenas um deles possa vencer. O sistema capitalista tem nos levado a inúmeras formas de exaustão: da física a ambiental.

    As formas cooperadas levam a melhores resultados

    Sabemos, por outro lado, que todas as formas de cooperação levam ao melhoramento. Pessoas cooperadas em qualquer projeto, excetuados os indivíduos geniais, obterão melhores resultados. As empresas, internamente, já trabalham com o conceito de cooperação: a chamada força tarefa, task force, inventada pelos formuladores norte americanos.
    Ainda não se experimentou uma economia de cooperação. Não sabemos como seria o comportamento dos seus membros, quais seriam suas motivações e nem as formas de recompensa.
    Entretanto, se acreditarmos que o melhoramento é fruto da cooperação, e na evolução genética é assim, talvez fosse a hora de se tentar, em algum lugar do mundo, esta experiência.
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    13-06-2006 00:00:00

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  • Opinião - Pátio Havana

    Num paraíso tudo pode. Todo mundo pode ser o que verdadeiramente é. Com praias lindas e um sol quase que permanente, podemos ser o que sempre sonhamos, aquele personagem que tanto queríamos ser – tudo a luz do dia.
    Mas, é a noite que se cometem os piores crimes.
    Carla andava com seu suingue, andava com sua malemolência, andava com seu jeitinho garota-carioca-suingue-sangue-bom pela Orla Bardot. (Nomezinho estranho para beira-mar de Búzios – posto que a tal Brigitte há quarenta anos não dá as caras por lá.)
    Era uma noite quente, muito quente, dessas noites quentes de lua com sol. Depois de muito sexo, sexo, sexo, Carla sem plexo e nem nexo foi escandalizar a rua com a sua felicidade. Ah, insaciável ninfomaníaca noite de Búzios. Carla pensou – Que tal um casinho extra, uma sobremesa talvez?
    E pensando assim, agindo assim, sentou-se confortavelmente, sedutoramente, na mesa de um bar: Pátio Havana!!! Foi então que, ao som de The man I love, ela Roberta, desceu as escadas lentamente. Tudo muito Slow motion, aquele olhar de Elizabeth Taylor perdido no horizonte, aquele andar de Ava Garder em Dama de Shangai, tudo muito Casablanca...Mas, Carla que de Hanfrey Bogart não tinha nada, ajustou o foco, acertou o enquadramento e pensou...Why not???????
    Porque não? Afinal ela, Roberta, era tão Sofisticated Lady, que ali naquele pátio tão Havana, se sentia um pouco fora de sua pele. Carla vestiu-se de coragem e chamou-a para bailar. E assim dançaram salsa, rosto colado, pele com pele, coxa com coxa, check to check no fubá. E depois valsa e então frevo e finalmente rock’n roll. E beberam ao som de Sumertime e comeram um I love is Here to Stay. E depois de muitos olhos nos olhos tardaram nos adeuses e bem na hora do besame mucho...Surgiu: Antônio, marido de Carla, marido fielciumentocareta.
    Sim, Carla beijava outra mulher.
    Cruel destino: as duas já estavam no eu bebo sim estou vivendo. E, no você pensa que cachaça é água, Carla mesmo com a língua enrolada gargalhava dizendo que Búzios era o seu paraíso e que sua vida de Don Juan de Pátio Havana estava apenas no começo.
    Tomado de ódio, esquecendo o samba suor e cerveja de Carla, Antônio pegou uma faca e ao som de Rock das Aranhas deu-lhe três punhaladas fatais.
    É, muita coisa pode acontecer num paraíso. Cuide bem de sua trilha sonora, trilhe o bom caminho sempre: Caminhando, cantando, e seguindo a canção.

    * Crônica, roteirizada para o cinema

    10-06-2006 00:00:00

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  • Opinião - Pátio Havana

    Num paraíso tudo pode. Todo mundo pode ser o que verdadeiramente é. Com praias lindas e um sol quase que permanente, podemos ser o que sempre sonhamos, aquele personagem que tanto queríamos ser – tudo a luz do dia.
    Mas, é a noite que se cometem os piores crimes.
    Carla andava com seu suingue, andava com sua malemolência, andava com seu jeitinho garota-carioca-suingue-sangue-bom pela Orla Bardot. (Nomezinho estranho para beira-mar de Búzios – posto que a tal Brigitte há quarenta anos não dá as caras por lá.)
    Era uma noite quente, muito quente, dessas noites quentes de lua com sol. Depois de muito sexo, sexo, sexo, Carla sem plexo e nem nexo foi escandalizar a rua com a sua felicidade. Ah, insaciável ninfomaníaca noite de Búzios. Carla pensou – Que tal um casinho extra, uma sobremesa talvez?
    E pensando assim, agindo assim, sentou-se confortavelmente, sedutoramente, na mesa de um bar: Pátio Havana!!! Foi então que, ao som de The man I love, ela Roberta, desceu as escadas lentamente. Tudo muito Slow motion, aquele olhar de Elizabeth Taylor perdido no horizonte, aquele andar de Ava Garder em Dama de Shangai, tudo muito Casablanca...Mas, Carla que de Hanfrey Bogart não tinha nada, ajustou o foco, acertou o enquadramento e pensou...Why not???????
    Porque não? Afinal ela, Roberta, era tão Sofisticated Lady, que ali naquele pátio tão Havana, se sentia um pouco fora de sua pele. Carla vestiu-se de coragem e chamou-a para bailar. E assim dançaram salsa, rosto colado, pele com pele, coxa com coxa, check to check no fubá. E depois valsa e então frevo e finalmente rock’n roll. E beberam ao som de Sumertime e comeram um I love is Here to Stay. E depois de muitos olhos nos olhos tardaram nos adeuses e bem na hora do besame mucho...Surgiu: Antônio, marido de Carla, marido fielciumentocareta.
    Sim, Carla beijava outra mulher.
    Cruel destino: as duas já estavam no eu bebo sim estou vivendo. E, no você pensa que cachaça é água, Carla mesmo com a língua enrolada gargalhava dizendo que Búzios era o seu paraíso e que sua vida de Don Juan de Pátio Havana estava apenas no começo.
    Tomado de ódio, esquecendo o samba suor e cerveja de Carla, Antônio pegou uma faca e ao som de Rock das Aranhas deu-lhe três punhaladas fatais.
    É, muita coisa pode acontecer num paraíso. Cuide bem de sua trilha sonora, trilhe o bom caminho sempre: Caminhando, cantando, e seguindo a canção.

    * Crônica, roteirizada para o cinema

    10-06-2006 00:00:00

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  • Opinião - Pátio Havana

    Num paraíso tudo pode. Todo mundo pode ser o que verdadeiramente é. Com praias lindas e um sol quase que permanente, podemos ser o que sempre sonhamos, aquele personagem que tanto queríamos ser – tudo a luz do dia.
    Mas, é a noite que se cometem os piores crimes.
    Carla andava com seu suingue, andava com sua malemolência, andava com seu jeitinho garota-carioca-suingue-sangue-bom pela Orla Bardot. (Nomezinho estranho para beira-mar de Búzios – posto que a tal Brigitte há quarenta anos não dá as caras por lá.)
    Era uma noite quente, muito quente, dessas noites quentes de lua com sol. Depois de muito sexo, sexo, sexo, Carla sem plexo e nem nexo foi escandalizar a rua com a sua felicidade. Ah, insaciável ninfomaníaca noite de Búzios. Carla pensou – Que tal um casinho extra, uma sobremesa talvez?
    E pensando assim, agindo assim, sentou-se confortavelmente, sedutoramente, na mesa de um bar: Pátio Havana!!! Foi então que, ao som de The man I love, ela Roberta, desceu as escadas lentamente. Tudo muito Slow motion, aquele olhar de Elizabeth Taylor perdido no horizonte, aquele andar de Ava Garder em Dama de Shangai, tudo muito Casablanca...Mas, Carla que de Hanfrey Bogart não tinha nada, ajustou o foco, acertou o enquadramento e pensou...Why not???????
    Porque não? Afinal ela, Roberta, era tão Sofisticated Lady, que ali naquele pátio tão Havana, se sentia um pouco fora de sua pele. Carla vestiu-se de coragem e chamou-a para bailar. E assim dançaram salsa, rosto colado, pele com pele, coxa com coxa, check to check no fubá. E depois valsa e então frevo e finalmente rock’n roll. E beberam ao som de Sumertime e comeram um I love is Here to Stay. E depois de muitos olhos nos olhos tardaram nos adeuses e bem na hora do besame mucho...Surgiu: Antônio, marido de Carla, marido fielciumentocareta.
    Sim, Carla beijava outra mulher.
    Cruel destino: as duas já estavam no eu bebo sim estou vivendo. E, no você pensa que cachaça é água, Carla mesmo com a língua enrolada gargalhava dizendo que Búzios era o seu paraíso e que sua vida de Don Juan de Pátio Havana estava apenas no começo.
    Tomado de ódio, esquecendo o samba suor e cerveja de Carla, Antônio pegou uma faca e ao som de Rock das Aranhas deu-lhe três punhaladas fatais.
    É, muita coisa pode acontecer num paraíso. Cuide bem de sua trilha sonora, trilhe o bom caminho sempre: Caminhando, cantando, e seguindo a canção.

    * Crônica, roteirizada para o cinema

    10-06-2006 00:00:00

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  • Opinião - Pátio Havana

    Num paraíso tudo pode. Todo mundo pode ser o que verdadeiramente é. Com praias lindas e um sol quase que permanente, podemos ser o que sempre sonhamos, aquele personagem que tanto queríamos ser – tudo a luz do dia.
    Mas, é a noite que se cometem os piores crimes.
    Carla andava com seu suingue, andava com sua malemolência, andava com seu jeitinho garota-carioca-suingue-sangue-bom pela Orla Bardot. (Nomezinho estranho para beira-mar de Búzios – posto que a tal Brigitte há quarenta anos não dá as caras por lá.)
    Era uma noite quente, muito quente, dessas noites quentes de lua com sol. Depois de muito sexo, sexo, sexo, Carla sem plexo e nem nexo foi escandalizar a rua com a sua felicidade. Ah, insaciável ninfomaníaca noite de Búzios. Carla pensou – Que tal um casinho extra, uma sobremesa talvez?
    E pensando assim, agindo assim, sentou-se confortavelmente, sedutoramente, na mesa de um bar: Pátio Havana!!! Foi então que, ao som de The man I love, ela Roberta, desceu as escadas lentamente. Tudo muito Slow motion, aquele olhar de Elizabeth Taylor perdido no horizonte, aquele andar de Ava Garder em Dama de Shangai, tudo muito Casablanca...Mas, Carla que de Hanfrey Bogart não tinha nada, ajustou o foco, acertou o enquadramento e pensou...Why not???????
    Porque não? Afinal ela, Roberta, era tão Sofisticated Lady, que ali naquele pátio tão Havana, se sentia um pouco fora de sua pele. Carla vestiu-se de coragem e chamou-a para bailar. E assim dançaram salsa, rosto colado, pele com pele, coxa com coxa, check to check no fubá. E depois valsa e então frevo e finalmente rock’n roll. E beberam ao som de Sumertime e comeram um I love is Here to Stay. E depois de muitos olhos nos olhos tardaram nos adeuses e bem na hora do besame mucho...Surgiu: Antônio, marido de Carla, marido fielciumentocareta.
    Sim, Carla beijava outra mulher.
    Cruel destino: as duas já estavam no eu bebo sim estou vivendo. E, no você pensa que cachaça é água, Carla mesmo com a língua enrolada gargalhava dizendo que Búzios era o seu paraíso e que sua vida de Don Juan de Pátio Havana estava apenas no começo.
    Tomado de ódio, esquecendo o samba suor e cerveja de Carla, Antônio pegou uma faca e ao som de Rock das Aranhas deu-lhe três punhaladas fatais.
    É, muita coisa pode acontecer num paraíso. Cuide bem de sua trilha sonora, trilhe o bom caminho sempre: Caminhando, cantando, e seguindo a canção.

    * Crônica, roteirizada para o cinema

    10-06-2006 00:00:00

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  • Opinião - Pátio Havana

    Num paraíso tudo pode. Todo mundo pode ser o que verdadeiramente é. Com praias lindas e um sol quase que permanente, podemos ser o que sempre sonhamos, aquele personagem que tanto queríamos ser – tudo a luz do dia.
    Mas, é a noite que se cometem os piores crimes.
    Carla andava com seu suingue, andava com sua malemolência, andava com seu jeitinho garota-carioca-suingue-sangue-bom pela Orla Bardot. (Nomezinho estranho para beira-mar de Búzios – posto que a tal Brigitte há quarenta anos não dá as caras por lá.)
    Era uma noite quente, muito quente, dessas noites quentes de lua com sol. Depois de muito sexo, sexo, sexo, Carla sem plexo e nem nexo foi escandalizar a rua com a sua felicidade. Ah, insaciável ninfomaníaca noite de Búzios. Carla pensou – Que tal um casinho extra, uma sobremesa talvez?
    E pensando assim, agindo assim, sentou-se confortavelmente, sedutoramente, na mesa de um bar: Pátio Havana!!! Foi então que, ao som de The man I love, ela Roberta, desceu as escadas lentamente. Tudo muito Slow motion, aquele olhar de Elizabeth Taylor perdido no horizonte, aquele andar de Ava Garder em Dama de Shangai, tudo muito Casablanca...Mas, Carla que de Hanfrey Bogart não tinha nada, ajustou o foco, acertou o enquadramento e pensou...Why not???????
    Porque não? Afinal ela, Roberta, era tão Sofisticated Lady, que ali naquele pátio tão Havana, se sentia um pouco fora de sua pele. Carla vestiu-se de coragem e chamou-a para bailar. E assim dançaram salsa, rosto colado, pele com pele, coxa com coxa, check to check no fubá. E depois valsa e então frevo e finalmente rock’n roll. E beberam ao som de Sumertime e comeram um I love is Here to Stay. E depois de muitos olhos nos olhos tardaram nos adeuses e bem na hora do besame mucho...Surgiu: Antônio, marido de Carla, marido fielciumentocareta.
    Sim, Carla beijava outra mulher.
    Cruel destino: as duas já estavam no eu bebo sim estou vivendo. E, no você pensa que cachaça é água, Carla mesmo com a língua enrolada gargalhava dizendo que Búzios era o seu paraíso e que sua vida de Don Juan de Pátio Havana estava apenas no começo.
    Tomado de ódio, esquecendo o samba suor e cerveja de Carla, Antônio pegou uma faca e ao som de Rock das Aranhas deu-lhe três punhaladas fatais.
    É, muita coisa pode acontecer num paraíso. Cuide bem de sua trilha sonora, trilhe o bom caminho sempre: Caminhando, cantando, e seguindo a canção.

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    10-06-2006 00:00:00

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  • Mais próximos por lei

    A aprovação, pelos deputados da Alerj, da emenda constitucional que permite que sejam realizadas sessões plenárias no interior vem coroar uma série de iniciativas que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro tomou, nos últimos anos, para aproximar os parlamentares da sociedade fluminense. É o reconhecimento, também, da diversidade de opiniões e de realidades que existem no estado, e da urgência de mostrar à população de todos os cantos desse Rio de Janeiro o que fazem os políticos que ela elegeu como seus representantes.
    Ao conhecer o processo legislativo e ver como são estudadas e aprovadas as leis que geram mudanças no cotidiano estamos, juntos, consolidando a democracia. É apenas através do exercício diário da cidadania e da participação de cada um dos indivíduos que podemos impulsionar as grandes mudanças. Porque política é isso: é acompanhar, sugerir, se mobilizar para mudar. Todas as vezes que representantes de sindicatos vêm à Alerj fazer suas reivindicações, costumo repetir que nossa ação como parlamentares é importante, mas, mais relevante do que isso, é a mobilização de todos os entes interessados em mudar as situações em discussão.
    Esta emenda à Constituição, que já está em vigor, vai permitir que os parlamentares mostrem que a política é acessível e que as promessas, feitas em campanha, podem ser cobradas pelo telefone, por email ou, ainda, pessoalmente. O site www.alerj.rj.gov.br, o Jornal da Alerj e a TV Alerj já cumpriam este papel. Mas ao tornar a Assembléia Legislativa itinerante, vamos poder mostrar a todos os cidadãos que, de fato, eles têm voz e o poder de melhorar os serviços oferecidos pelo estado e garantidos pela Constituição.  
    Ultimamente, a população tem assistido a uma série de escândalos ocorridos em Brasília, onde a sensação de impunidade é a mais latente. Fica a impressão de que todos os políticos se comportam igualmente e de que nada é feito em prol dos que votam e pagam os impostos. Por isso precisamos ir aos municípios, ficar frente a frente com os cidadãos, mostrar a nossa cara e a nossa sincera indignação. Mais do que isso, precisamos agir. É preciso fazer circular o que de positivo conseguimos implementar. E não é pouca coisa. Porque antes de sairmos às ruas, arrumamos a Casa e a tornamos mais enxuta e eficiente para o cidadão.
    A verdadeira fusão dos Estados do Rio de Janeiro e da Guanabara começou a ser feita recentemente, a partir da retomada do crescimento das cidades do interior. Até 1998, a concentração do Produto Interno Bruto na capital chegava a 63% contra 37% no interior. A conseqüência desta disparidade era o inchaço da cidade do Rio de Janeiro, o empobrecimento da região metropolitana e o esvaziamento do interior do estado. Entregamos, nos últimos anos, uma legislação de vanguarda, que permitiu que esta mudança ocorresse e se consolidasse. Agora é a hora de irmos em cada um destes municípios não só escutar as reivindicações, mas ver tudo o que conseguimos construir.

    09-06-2006 00:00:00

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  • Mais próximos por lei

    A aprovação, pelos deputados da Alerj, da emenda constitucional que permite que sejam realizadas sessões plenárias no interior vem coroar uma série de iniciativas que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro tomou, nos últimos anos, para aproximar os parlamentares da sociedade fluminense. É o reconhecimento, também, da diversidade de opiniões e de realidades que existem no estado, e da urgência de mostrar à população de todos os cantos desse Rio de Janeiro o que fazem os políticos que ela elegeu como seus representantes.
    Ao conhecer o processo legislativo e ver como são estudadas e aprovadas as leis que geram mudanças no cotidiano estamos, juntos, consolidando a democracia. É apenas através do exercício diário da cidadania e da participação de cada um dos indivíduos que podemos impulsionar as grandes mudanças. Porque política é isso: é acompanhar, sugerir, se mobilizar para mudar. Todas as vezes que representantes de sindicatos vêm à Alerj fazer suas reivindicações, costumo repetir que nossa ação como parlamentares é importante, mas, mais relevante do que isso, é a mobilização de todos os entes interessados em mudar as situações em discussão.
    Esta emenda à Constituição, que já está em vigor, vai permitir que os parlamentares mostrem que a política é acessível e que as promessas, feitas em campanha, podem ser cobradas pelo telefone, por email ou, ainda, pessoalmente. O site www.alerj.rj.gov.br, o Jornal da Alerj e a TV Alerj já cumpriam este papel. Mas ao tornar a Assembléia Legislativa itinerante, vamos poder mostrar a todos os cidadãos que, de fato, eles têm voz e o poder de melhorar os serviços oferecidos pelo estado e garantidos pela Constituição.  
    Ultimamente, a população tem assistido a uma série de escândalos ocorridos em Brasília, onde a sensação de impunidade é a mais latente. Fica a impressão de que todos os políticos se comportam igualmente e de que nada é feito em prol dos que votam e pagam os impostos. Por isso precisamos ir aos municípios, ficar frente a frente com os cidadãos, mostrar a nossa cara e a nossa sincera indignação. Mais do que isso, precisamos agir. É preciso fazer circular o que de positivo conseguimos implementar. E não é pouca coisa. Porque antes de sairmos às ruas, arrumamos a Casa e a tornamos mais enxuta e eficiente para o cidadão.
    A verdadeira fusão dos Estados do Rio de Janeiro e da Guanabara começou a ser feita recentemente, a partir da retomada do crescimento das cidades do interior. Até 1998, a concentração do Produto Interno Bruto na capital chegava a 63% contra 37% no interior. A conseqüência desta disparidade era o inchaço da cidade do Rio de Janeiro, o empobrecimento da região metropolitana e o esvaziamento do interior do estado. Entregamos, nos últimos anos, uma legislação de vanguarda, que permitiu que esta mudança ocorresse e se consolidasse. Agora é a hora de irmos em cada um destes municípios não só escutar as reivindicações, mas ver tudo o que conseguimos construir.

    09-06-2006 00:00:00

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    A aprovação, pelos deputados da Alerj, da emenda constitucional que permite que sejam realizadas sessões plenárias no interior vem coroar uma série de iniciativas que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro tomou, nos últimos anos, para aproximar os parlamentares da sociedade fluminense. É o reconhecimento, também, da diversidade de opiniões e de realidades que existem no estado, e da urgência de mostrar à população de todos os cantos desse Rio de Janeiro o que fazem os políticos que ela elegeu como seus representantes.
    Ao conhecer o processo legislativo e ver como são estudadas e aprovadas as leis que geram mudanças no cotidiano estamos, juntos, consolidando a democracia. É apenas através do exercício diário da cidadania e da participação de cada um dos indivíduos que podemos impulsionar as grandes mudanças. Porque política é isso: é acompanhar, sugerir, se mobilizar para mudar. Todas as vezes que representantes de sindicatos vêm à Alerj fazer suas reivindicações, costumo repetir que nossa ação como parlamentares é importante, mas, mais relevante do que isso, é a mobilização de todos os entes interessados em mudar as situações em discussão.
    Esta emenda à Constituição, que já está em vigor, vai permitir que os parlamentares mostrem que a política é acessível e que as promessas, feitas em campanha, podem ser cobradas pelo telefone, por email ou, ainda, pessoalmente. O site www.alerj.rj.gov.br, o Jornal da Alerj e a TV Alerj já cumpriam este papel. Mas ao tornar a Assembléia Legislativa itinerante, vamos poder mostrar a todos os cidadãos que, de fato, eles têm voz e o poder de melhorar os serviços oferecidos pelo estado e garantidos pela Constituição.  
    Ultimamente, a população tem assistido a uma série de escândalos ocorridos em Brasília, onde a sensação de impunidade é a mais latente. Fica a impressão de que todos os políticos se comportam igualmente e de que nada é feito em prol dos que votam e pagam os impostos. Por isso precisamos ir aos municípios, ficar frente a frente com os cidadãos, mostrar a nossa cara e a nossa sincera indignação. Mais do que isso, precisamos agir. É preciso fazer circular o que de positivo conseguimos implementar. E não é pouca coisa. Porque antes de sairmos às ruas, arrumamos a Casa e a tornamos mais enxuta e eficiente para o cidadão.
    A verdadeira fusão dos Estados do Rio de Janeiro e da Guanabara começou a ser feita recentemente, a partir da retomada do crescimento das cidades do interior. Até 1998, a concentração do Produto Interno Bruto na capital chegava a 63% contra 37% no interior. A conseqüência desta disparidade era o inchaço da cidade do Rio de Janeiro, o empobrecimento da região metropolitana e o esvaziamento do interior do estado. Entregamos, nos últimos anos, uma legislação de vanguarda, que permitiu que esta mudança ocorresse e se consolidasse. Agora é a hora de irmos em cada um destes municípios não só escutar as reivindicações, mas ver tudo o que conseguimos construir.

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    A aprovação, pelos deputados da Alerj, da emenda constitucional que permite que sejam realizadas sessões plenárias no interior vem coroar uma série de iniciativas que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro tomou, nos últimos anos, para aproximar os parlamentares da sociedade fluminense. É o reconhecimento, também, da diversidade de opiniões e de realidades que existem no estado, e da urgência de mostrar à população de todos os cantos desse Rio de Janeiro o que fazem os políticos que ela elegeu como seus representantes.
    Ao conhecer o processo legislativo e ver como são estudadas e aprovadas as leis que geram mudanças no cotidiano estamos, juntos, consolidando a democracia. É apenas através do exercício diário da cidadania e da participação de cada um dos indivíduos que podemos impulsionar as grandes mudanças. Porque política é isso: é acompanhar, sugerir, se mobilizar para mudar. Todas as vezes que representantes de sindicatos vêm à Alerj fazer suas reivindicações, costumo repetir que nossa ação como parlamentares é importante, mas, mais relevante do que isso, é a mobilização de todos os entes interessados em mudar as situações em discussão.
    Esta emenda à Constituição, que já está em vigor, vai permitir que os parlamentares mostrem que a política é acessível e que as promessas, feitas em campanha, podem ser cobradas pelo telefone, por email ou, ainda, pessoalmente. O site www.alerj.rj.gov.br, o Jornal da Alerj e a TV Alerj já cumpriam este papel. Mas ao tornar a Assembléia Legislativa itinerante, vamos poder mostrar a todos os cidadãos que, de fato, eles têm voz e o poder de melhorar os serviços oferecidos pelo estado e garantidos pela Constituição.  
    Ultimamente, a população tem assistido a uma série de escândalos ocorridos em Brasília, onde a sensação de impunidade é a mais latente. Fica a impressão de que todos os políticos se comportam igualmente e de que nada é feito em prol dos que votam e pagam os impostos. Por isso precisamos ir aos municípios, ficar frente a frente com os cidadãos, mostrar a nossa cara e a nossa sincera indignação. Mais do que isso, precisamos agir. É preciso fazer circular o que de positivo conseguimos implementar. E não é pouca coisa. Porque antes de sairmos às ruas, arrumamos a Casa e a tornamos mais enxuta e eficiente para o cidadão.
    A verdadeira fusão dos Estados do Rio de Janeiro e da Guanabara começou a ser feita recentemente, a partir da retomada do crescimento das cidades do interior. Até 1998, a concentração do Produto Interno Bruto na capital chegava a 63% contra 37% no interior. A conseqüência desta disparidade era o inchaço da cidade do Rio de Janeiro, o empobrecimento da região metropolitana e o esvaziamento do interior do estado. Entregamos, nos últimos anos, uma legislação de vanguarda, que permitiu que esta mudança ocorresse e se consolidasse. Agora é a hora de irmos em cada um destes municípios não só escutar as reivindicações, mas ver tudo o que conseguimos construir.

    09-06-2006 00:00:00

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    Ao conhecer o processo legislativo e ver como são estudadas e aprovadas as leis que geram mudanças no cotidiano estamos, juntos, consolidando a democracia. É apenas através do exercício diário da cidadania e da participação de cada um dos indivíduos que podemos impulsionar as grandes mudanças. Porque política é isso: é acompanhar, sugerir, se mobilizar para mudar. Todas as vezes que representantes de sindicatos vêm à Alerj fazer suas reivindicações, costumo repetir que nossa ação como parlamentares é importante, mas, mais relevante do que isso, é a mobilização de todos os entes interessados em mudar as situações em discussão.
    Esta emenda à Constituição, que já está em vigor, vai permitir que os parlamentares mostrem que a política é acessível e que as promessas, feitas em campanha, podem ser cobradas pelo telefone, por email ou, ainda, pessoalmente. O site www.alerj.rj.gov.br, o Jornal da Alerj e a TV Alerj já cumpriam este papel. Mas ao tornar a Assembléia Legislativa itinerante, vamos poder mostrar a todos os cidadãos que, de fato, eles têm voz e o poder de melhorar os serviços oferecidos pelo estado e garantidos pela Constituição.  
    Ultimamente, a população tem assistido a uma série de escândalos ocorridos em Brasília, onde a sensação de impunidade é a mais latente. Fica a impressão de que todos os políticos se comportam igualmente e de que nada é feito em prol dos que votam e pagam os impostos. Por isso precisamos ir aos municípios, ficar frente a frente com os cidadãos, mostrar a nossa cara e a nossa sincera indignação. Mais do que isso, precisamos agir. É preciso fazer circular o que de positivo conseguimos implementar. E não é pouca coisa. Porque antes de sairmos às ruas, arrumamos a Casa e a tornamos mais enxuta e eficiente para o cidadão.
    A verdadeira fusão dos Estados do Rio de Janeiro e da Guanabara começou a ser feita recentemente, a partir da retomada do crescimento das cidades do interior. Até 1998, a concentração do Produto Interno Bruto na capital chegava a 63% contra 37% no interior. A conseqüência desta disparidade era o inchaço da cidade do Rio de Janeiro, o empobrecimento da região metropolitana e o esvaziamento do interior do estado. Entregamos, nos últimos anos, uma legislação de vanguarda, que permitiu que esta mudança ocorresse e se consolidasse. Agora é a hora de irmos em cada um destes municípios não só escutar as reivindicações, mas ver tudo o que conseguimos construir.

    09-06-2006 00:00:00

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  • Opinião - Água e Agonia

    A água é a composição pura e simples de duas moléculas de hidrogênio e uma de oxigênio.
    Adam Smith, um dos fundadores do pensamento liberal econômico, dizia que a mão invisível do mercado, através da lei da oferta e da procura, seria o meio natural para acomodar as necessidades humanas, criar as oportunidades de trabalho e sobrevivência, produzindo riquezas. Dizia ele, em 1776, que alguns bens tinham valor de troca, e outros, apenas o valor de uso. Como exemplo citava os diamantes e a água. Aqueles poderiam ser trocados por inúmeros outros bens, enquanto que esta somente servia ao uso. Depois de 230 anos constatamos que ás águas, cada vez mais, têm valor de troca. Seja pela venda crescente de água mineral engarrafada, pelas águas tratadas vendidas pelas empresas de abastecimento público ou pelas secas que ocorrem em todo o planeta. Recentemente, as redes de televisão mostraram que até as cataratas da Foz do Iguaçu estão secando.
    A agonia, diz o dicionário, é o conjunto de fenômenos mórbidos que aparecem na fase final de doenças agudas ou crônicas e anunciam a morte. A estiagem no sul do Brasil evidencia a agonia de inúmeros agricultores que, sem a água, não conseguem produzir riquezas. Algumas agroindústrias estão coletando águas no lago de Itá, transportando-as por 50 quilômetros, para poderem funcionar.
    A água é o exemplo mais cristalino de exaustão dos recursos naturais em que vive a humanidade no século 21.
    O mercado, predador e incontrolável por definição, é a mola mestra das crises morais, econômicas e ambientais do terceiro milênio da era cristã. A superpopulação contribui.
    Mais crescimento, mais consumo, mais produção, mais concorrência, mais eficiência, mais exaustão, mais agonia e mais destruição.
    Imaginem, agora com a participação ativa da China, a economia mundial tentando promover padrões de consumo e utilização de bens iguais aos em que vive o povo norte americano.
    Não há possibilidade física e ambiental para que isto ocorra. No entanto, a tendência da política mundial caminha para a agonia. Desemprego, poluição, violência urbana, guerras e comércio de drogas, lícitas ou ilícitas, são apenas subprodutos da sociedade centrada no mercado, onde o ser humano tem apenas valor de troca.
    A única possibilidade de sobrevivência, em qualquer escala, será através da cooperação. Governos, detentores de capital e fornecedores de mão de obra entendem a equação ambiental em que vivemos, ou então, teremos cada vez menos água e cada vez mais agonia, sendo que esta não tem valor nem de troca e nem de uso.

    08-06-2006 00:00:00

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