Região dos Lagos e Norte Fluminense

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Sexta-feira , 18 de May 2012
  • Hipocrisia da Esquerda

    O presidente Hugo Chávez afirmou que ‘sabia de tudo’ sobre a volta do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, ao país, e ainda disse ter ajudado a ‘despistar’ as autoridades sobre o seu paradeiro. O governo brasileiro nega ter participado da operação de retorno de Zelaya, mas parece extrema ingenuidade crer que ele simplesmente se ‘materializou’ na embaixada brasileira, junto com dezenas de pessoas. Sem falar que Zelaya esteve no Brasil conversando com o presidente Lula pouco antes. Além disso, a embaixada não ofereceu asilo, e sim abrigo, tornando-se um palco para os discursos políticos de Zelaya. Fica claro que o governo brasileiro adotou uma postura ativa em relação aos acontecimentos internos de Honduras.

    Tudo isso já seria bastante absurdo do ponto de vista da diplomacia entre nações. Mas aqui eu gostaria de focar no aspecto da incoerência dos discursos e atos dos líderes de esquerda da América Latina. Afinal, são esses mesmos presidentes — Chávez e Lula — que costumam acusar o governo americano, não sem razão, de atos imperialistas quando este se mete indevidamente em assuntos locais dos países latino-americanos. Por que quando o governo americano interfere nos assuntos de outros países é ‘imperialismo’, mas quando o governo venezuelano faz o mesmo trata-se de uma ‘luta pela democracia’? O uso de dois pesos e duas medidas também costuma ser chamado de hipocrisia. É quando alguém utiliza critérios diferenciados para julgar, na tentativa de sempre condenar o que não gosta e proteger seus aliados ou interesses. Por exemplo, quando aquele que abraça uma cruzada pela democracia é o mesmo que defende o regime cubano, a mais duradoura ditadura do continente. Ou quando aquele que culpa o embargo americano a Cuba por sua miséria é o mesmo que condena a globalização e chama o comércio com os americanos de ‘exploração’. Ou ainda aquele que fala em ‘solução pacífica’ enquanto incentiva atos de vandalismo como mecanismo de pressão.

    Tanta incoerência, tanta contradição, possui apenas uma explicação possível. Esses governantes esquerdistas não estão preocupados com princípios ou com a coerência, mas sim com a única coisa que eles almejam de verdade: o poder.

    Para este fim, eles estão dispostos a aceitar quaisquer meios. A hipocrisia é apenas mais um desses métodos utilizados para a conquista plena do poder.

    Ao menos as verdadeiras virtudes ainda são reconhecidas, pois, como disse La Rochefoucauld, ‘a hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude’. Isto é, quando Chávez apela para uma retórica em defesa da ‘democracia’, é porque ele sabe que o povo a valoriza. Não o que ele chama de democracia, a sua ‘revolução bolivariana’, que não passa de uma ditadura velada que ele tenta exportar para toda a região com seus petrodólares. Mas sim aquela democracia republicana que respeita os direitos das minorias, a propriedade privada, as liberdades individuais e de imprensa.

    Ou seja, justamente a democracia que anda faltando na região, cada vez mais vítima de caudilhos autoritários que pretendem governar para sempre um povo de súditos.

    Chegou a hora de dar um basta a esta hipocrisia. Um povo que pretende ser livre precisa defender princípios, não seus ‘camaradas’ como se fossem membros de uma máfia. A fidelidade deve ser aos valores comuns, não aos aliados, por interesses escusos. Todo tipo de imperialismo deve ser condenado, independentemente de quem é o imperialista. Caso contrário, trata-se de pura hipocrisia.

    Opinião publicada no O Globo de 29/09/09

    01-10-2009 00:00:00

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  • Hipocrisia da Esquerda

    O presidente Hugo Chávez afirmou que ‘sabia de tudo’ sobre a volta do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, ao país, e ainda disse ter ajudado a ‘despistar’ as autoridades sobre o seu paradeiro. O governo brasileiro nega ter participado da operação de retorno de Zelaya, mas parece extrema ingenuidade crer que ele simplesmente se ‘materializou’ na embaixada brasileira, junto com dezenas de pessoas. Sem falar que Zelaya esteve no Brasil conversando com o presidente Lula pouco antes. Além disso, a embaixada não ofereceu asilo, e sim abrigo, tornando-se um palco para os discursos políticos de Zelaya. Fica claro que o governo brasileiro adotou uma postura ativa em relação aos acontecimentos internos de Honduras.

    Tudo isso já seria bastante absurdo do ponto de vista da diplomacia entre nações. Mas aqui eu gostaria de focar no aspecto da incoerência dos discursos e atos dos líderes de esquerda da América Latina. Afinal, são esses mesmos presidentes — Chávez e Lula — que costumam acusar o governo americano, não sem razão, de atos imperialistas quando este se mete indevidamente em assuntos locais dos países latino-americanos. Por que quando o governo americano interfere nos assuntos de outros países é ‘imperialismo’, mas quando o governo venezuelano faz o mesmo trata-se de uma ‘luta pela democracia’? O uso de dois pesos e duas medidas também costuma ser chamado de hipocrisia. É quando alguém utiliza critérios diferenciados para julgar, na tentativa de sempre condenar o que não gosta e proteger seus aliados ou interesses. Por exemplo, quando aquele que abraça uma cruzada pela democracia é o mesmo que defende o regime cubano, a mais duradoura ditadura do continente. Ou quando aquele que culpa o embargo americano a Cuba por sua miséria é o mesmo que condena a globalização e chama o comércio com os americanos de ‘exploração’. Ou ainda aquele que fala em ‘solução pacífica’ enquanto incentiva atos de vandalismo como mecanismo de pressão.

    Tanta incoerência, tanta contradição, possui apenas uma explicação possível. Esses governantes esquerdistas não estão preocupados com princípios ou com a coerência, mas sim com a única coisa que eles almejam de verdade: o poder.

    Para este fim, eles estão dispostos a aceitar quaisquer meios. A hipocrisia é apenas mais um desses métodos utilizados para a conquista plena do poder.

    Ao menos as verdadeiras virtudes ainda são reconhecidas, pois, como disse La Rochefoucauld, ‘a hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude’. Isto é, quando Chávez apela para uma retórica em defesa da ‘democracia’, é porque ele sabe que o povo a valoriza. Não o que ele chama de democracia, a sua ‘revolução bolivariana’, que não passa de uma ditadura velada que ele tenta exportar para toda a região com seus petrodólares. Mas sim aquela democracia republicana que respeita os direitos das minorias, a propriedade privada, as liberdades individuais e de imprensa.

    Ou seja, justamente a democracia que anda faltando na região, cada vez mais vítima de caudilhos autoritários que pretendem governar para sempre um povo de súditos.

    Chegou a hora de dar um basta a esta hipocrisia. Um povo que pretende ser livre precisa defender princípios, não seus ‘camaradas’ como se fossem membros de uma máfia. A fidelidade deve ser aos valores comuns, não aos aliados, por interesses escusos. Todo tipo de imperialismo deve ser condenado, independentemente de quem é o imperialista. Caso contrário, trata-se de pura hipocrisia.

    Opinião publicada no O Globo de 29/09/09

    01-10-2009 00:00:00

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  • Lições do Federalismo Norte-americano: exemplos para o seguirmos!

    Após a Revolução Americana (1776), que culminou com a emancipação das 13 colônias, o desafio foi estruturar o território norte-americano como nação, político-administrativamente, instituir sua Constituição.

    Os americanos, então, criam um novo regime de governo, ao invés de adotar os modelos já existentes, o Federalismo, baseado nos princípios defendidos e abordados por Alexander Hamilton, James Madison e John Jay, em seus artigos publicados na imprensa de Nova York, sob a assinatura de Publius.

    O Federalismo norte-americano tem como tema central o estabelecimento de controles bem definidos sobre os detentores do poder!

    Afinal, ao instituir um governo, integrado por homens que terão autoridade sobre outros homens, a grande dificuldade está em que se deve primeiro habilitar o governante a controlar o governado e, depois, obrigá-lo a controlar a si mesmo (Madison).

    Desse ponto de vista, as estruturas internas do governo deveriam ser estabelecidas de tal forma que funcionem como uma defesa contra a tendência natural de que o poder venha a se tornar arbitrário e tirânico.

    Daí o surgimento do sistema de freios e contra-pesos, a separação entre os poderes, para que um poder possa se contrapor ao outro, sem que haja um poder único, centralizado nas mãos de um só e que estes poderes tenham seus limites definidos constitucionalmente.

    Feita essa digressão histórico-contextual, gostaria de focar num princípio essencial do Federalismo norte-americano, que eles seguem a risca e repsitam irrestritamente: a igualdade jurídica entre as pessoas, a isonomia no tratamento.

    Instituído o regime de governo, sob uma constituição, veio a tona a grande preocupação: como chamar, qual pronome de tratamento, seria mais adequado para denominar os detentores do poder, sem que estes se sobreponham, mesmo nominalmente, aos demais cidadãos? Como se referir, ao Presidente? Vossa Excelência? Nem pensar!

    O tratamento designado pelos americanos aos seus representantes, e ao seu representante maios foi: Mister President, ou seja, Senhor Presidente! E não Vossa Excelência, por entender que todos os homens são iguais e não é porque um homem está, naquele momento, em posição de maior destaque na nação, que ele é superior aos demais.

    Esse princípio está presente até os dias hoje, não caindo em desuso com o tempo, nem sendo abandonado por manobras tirânicas.

    Semana passada, durante seu discurso no Congresso Americano sobre a reforma do sistema de saúde, o Presidente Barack Obama, foi chamado de mentiroso, pelo Deputado Republicano Joe Wilson, dizendo Você mente!

    O fato uniu os parlamentares democratas e republicanos, que condenaram o Deputado Joe Wilson, afirmando que sua atitude foi uma grosseria ultrajante.

    O Senador John McCain, partidário de Wilson e que já havia mostrado grandeza e postura democrática no episódio da vitória na disputa presidencial de Obama sobre ele, quando sufocou as vaias que seus correlegionários ensaiaram na hora do anúncio, ao dizer: ontem ele era meu adversário, hoje ele é meu presidente!, condenou a postura do deputado, classificando-a como ato desrespeitoso e que Wilson deveria se desculpar.

    Diante da repercussão negativa de sua fala e de reconhecer que cometeu um erro, Joe Wilson veio a público se retratar e disse: Esta noite deixei minhas emoções tomarem conta de mim. Ainda que eu discorde das declarações do presidente, meus comentários foram inapropriados e condenáveis. Peço sinceras desculpas por esta falta de civilidade!.

    Este breve relato teve a intenção de provocar uma paralelo com a nossa situação política, com a conduta dos nossos parlamentares, como a coisa pública no Brasil se desenvolve.

    Aqui, nossas Excelências, diferente de lá, quando cometem crimes, não são presos; Aqui, nossas Excelências, quando faltam com o decoro, diferente de lá, não são cassados, os processos não dão em nada; Aqui, Chefe de Gabinete do Presidente Lula, é flagrado fazendo gesto obsceno e dizendo que SIFU, e nada acontece; lá, chefe de gabinete do vice-presidente foi preso por envolvimento em crime! Milionários, artistas, esportistas, celebridades, quando cometem algum ilícito, vão presos, são multados, respondem pelo que fizeram, sem exceção!

    Lá, a Lei é para todos, assim como os direitos e deveres dos cidadãos e não importa o Você sabe com quem está falando porque lá, todos são iguais e crime é crime para qualquer um que o cometa!

    Aqui, nossas Excelências cometem crimes financeiros, roubam, cometem crimes ambientais, utilizam mão-de-obra escrava em suas fazendas, canaviais, plantações de soja, menores de idade em suas carvoarias, matam, desrespeitam as Leis, faltam com o decoro, se difamam em plenário.... Quem não se lembra de frases do tipo: Vossa Excelência é um cangaceiro de merda?!. Quem não se lembra da frase do Presidente Lula sobre seus pares envolvidos em roubos : São uns aloprados?! Quem não se lembra de senador chamando o presidente para a briga, dizendo que daria uma surra nele?!

    E não acontece nada! Ninguém é punido, nem mesmo repreendido!

    Isso porque eles são os superiores da nação, as Excelências!!!

    Está na hora de sermos mais comuns, Srs., Sras, e evoluirmos nas práticas cotidianas de respeito, solidariedade, cumprimento das normas, ética, moral.

    Bons exemplos são para serem seguidos, adotados como práticas, e não apenas contemplados e tidos como atos superiores!

    Afinal, o Federalismo Norte-Americano já mostrou que somos todos iguais, não há ninguém superior a ninguém!

    29-09-2009 00:00:00

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  • Lições do Federalismo Norte-americano: exemplos para o seguirmos!

    Após a Revolução Americana (1776), que culminou com a emancipação das 13 colônias, o desafio foi estruturar o território norte-americano como nação, político-administrativamente, instituir sua Constituição.

    Os americanos, então, criam um novo regime de governo, ao invés de adotar os modelos já existentes, o Federalismo, baseado nos princípios defendidos e abordados por Alexander Hamilton, James Madison e John Jay, em seus artigos publicados na imprensa de Nova York, sob a assinatura de Publius.

    O Federalismo norte-americano tem como tema central o estabelecimento de controles bem definidos sobre os detentores do poder!

    Afinal, ao instituir um governo, integrado por homens que terão autoridade sobre outros homens, a grande dificuldade está em que se deve primeiro habilitar o governante a controlar o governado e, depois, obrigá-lo a controlar a si mesmo (Madison).

    Desse ponto de vista, as estruturas internas do governo deveriam ser estabelecidas de tal forma que funcionem como uma defesa contra a tendência natural de que o poder venha a se tornar arbitrário e tirânico.

    Daí o surgimento do sistema de freios e contra-pesos, a separação entre os poderes, para que um poder possa se contrapor ao outro, sem que haja um poder único, centralizado nas mãos de um só e que estes poderes tenham seus limites definidos constitucionalmente.

    Feita essa digressão histórico-contextual, gostaria de focar num princípio essencial do Federalismo norte-americano, que eles seguem a risca e repsitam irrestritamente: a igualdade jurídica entre as pessoas, a isonomia no tratamento.

    Instituído o regime de governo, sob uma constituição, veio a tona a grande preocupação: como chamar, qual pronome de tratamento, seria mais adequado para denominar os detentores do poder, sem que estes se sobreponham, mesmo nominalmente, aos demais cidadãos? Como se referir, ao Presidente? Vossa Excelência? Nem pensar!

    O tratamento designado pelos americanos aos seus representantes, e ao seu representante maios foi: Mister President, ou seja, Senhor Presidente! E não Vossa Excelência, por entender que todos os homens são iguais e não é porque um homem está, naquele momento, em posição de maior destaque na nação, que ele é superior aos demais.

    Esse princípio está presente até os dias hoje, não caindo em desuso com o tempo, nem sendo abandonado por manobras tirânicas.

    Semana passada, durante seu discurso no Congresso Americano sobre a reforma do sistema de saúde, o Presidente Barack Obama, foi chamado de mentiroso, pelo Deputado Republicano Joe Wilson, dizendo Você mente!

    O fato uniu os parlamentares democratas e republicanos, que condenaram o Deputado Joe Wilson, afirmando que sua atitude foi uma grosseria ultrajante.

    O Senador John McCain, partidário de Wilson e que já havia mostrado grandeza e postura democrática no episódio da vitória na disputa presidencial de Obama sobre ele, quando sufocou as vaias que seus correlegionários ensaiaram na hora do anúncio, ao dizer: ontem ele era meu adversário, hoje ele é meu presidente!, condenou a postura do deputado, classificando-a como ato desrespeitoso e que Wilson deveria se desculpar.

    Diante da repercussão negativa de sua fala e de reconhecer que cometeu um erro, Joe Wilson veio a público se retratar e disse: Esta noite deixei minhas emoções tomarem conta de mim. Ainda que eu discorde das declarações do presidente, meus comentários foram inapropriados e condenáveis. Peço sinceras desculpas por esta falta de civilidade!.

    Este breve relato teve a intenção de provocar uma paralelo com a nossa situação política, com a conduta dos nossos parlamentares, como a coisa pública no Brasil se desenvolve.

    Aqui, nossas Excelências, diferente de lá, quando cometem crimes, não são presos; Aqui, nossas Excelências, quando faltam com o decoro, diferente de lá, não são cassados, os processos não dão em nada; Aqui, Chefe de Gabinete do Presidente Lula, é flagrado fazendo gesto obsceno e dizendo que SIFU, e nada acontece; lá, chefe de gabinete do vice-presidente foi preso por envolvimento em crime! Milionários, artistas, esportistas, celebridades, quando cometem algum ilícito, vão presos, são multados, respondem pelo que fizeram, sem exceção!

    Lá, a Lei é para todos, assim como os direitos e deveres dos cidadãos e não importa o Você sabe com quem está falando porque lá, todos são iguais e crime é crime para qualquer um que o cometa!

    Aqui, nossas Excelências cometem crimes financeiros, roubam, cometem crimes ambientais, utilizam mão-de-obra escrava em suas fazendas, canaviais, plantações de soja, menores de idade em suas carvoarias, matam, desrespeitam as Leis, faltam com o decoro, se difamam em plenário.... Quem não se lembra de frases do tipo: Vossa Excelência é um cangaceiro de merda?!. Quem não se lembra da frase do Presidente Lula sobre seus pares envolvidos em roubos : São uns aloprados?! Quem não se lembra de senador chamando o presidente para a briga, dizendo que daria uma surra nele?!

    E não acontece nada! Ninguém é punido, nem mesmo repreendido!

    Isso porque eles são os superiores da nação, as Excelências!!!

    Está na hora de sermos mais comuns, Srs., Sras, e evoluirmos nas práticas cotidianas de respeito, solidariedade, cumprimento das normas, ética, moral.

    Bons exemplos são para serem seguidos, adotados como práticas, e não apenas contemplados e tidos como atos superiores!

    Afinal, o Federalismo Norte-Americano já mostrou que somos todos iguais, não há ninguém superior a ninguém!

    29-09-2009 00:00:00

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  • A GÊNESE DO CAOS

    Está, em fase de aprovação, no Congresso Nacional, o Projeto Lei n® 5080, de 2009. O “ovo da serpente”  , “a gênese do caos”.

    Por trás da boa intenção de desafogar o Poder Judiciário, vão afogar, em papel, as Fazendas Públicas, de todos os entes federados. (Municípios, Estados e União)

    Para resumir, o projeto propõe a criação de um novo modelo de execução fiscal, onde, são as Fazendas Públicas os responsáveis pelos atos de tramitação dos processos de execução fiscal. Aí se inclui: localizar, (bens e devedores); cientificar; bloquear e penhorar. Some-se a isso, todo o contencioso desses procedimentos, voltando a tramitar na esfera administrativa, das: secretarias, procuradorias e ministérios.

    A análise do projeto, não deixa dúvida que a intenção é ; que a maioria das ações de cobrança de créditos públicos, onde o projeto dá ênfase de que se trata de execução fiscal administrativa, hoje no âmbito judicial, serão transferidos as Fazendas Públicas.

    Sobra, o que não é pouco, ao Poder Judiciário, as ações incidentais e os embargos. Menos de dez por cento dos procedimentos, ora no judiciário, relativos a cobrança desses créditos.

    Para o Poder Judiciário, “tudo de bom”, quase metade do movimento judiciário, hoje, é o contencioso dessas execuções fiscais.

    Para as Fazendas Públicas, o CAOS.

    E aqui vamos:

    Como, com a estrutura atual: mão de obra, instalações físicas, tecnologia e  recursos  insuficientes, até, na maioria das situações, para atender a demanda atual, vão conseguir, os municípios principalmente, sobreviver a esse aumento brutal?

    Como, depois de instalado o caos, com suas estruturas administrativas sobrecarregadas, vão poder, os municípios principalmente, arrecadar, pelo menos , aos níveis atuais?

    Como vai se sentir, o bom pagador, sabendo que, pela esclerose da máquina pública, o mau pagador vai ficar impune? (adeus a educação fiscal)

    Como se chega, a esse limite de irresponsabilidade, do legislador, que cria uma necessidade de investimentos maciços, sem destinar a fonte de custeio dessas novas atribuições.

    Conforme  José Roberto Couto, Procurador da Fazenda Nacional:”- a atribuição de encargos sem a necessária contrapartida financeira, redundará na paralisação dos processos de cobrança e, a médio prazo, entre seis e dez anos, a prescrição  maciça dos créditos pertencentes à sociedade.”

    Conheço do assunto, e especificamente, desse assunto no Brasil, só Municípios como o de Osasco em São Paulo, terão condições de suportar tal demanda.

    Em Osasco todos os processos: estão digitalizados; quase não se vê papel; fluem com incrível rapidez; há acesso central a cada etapa do processo, com o que se pode medir a produtividade individual e cobrar metas; a arrecadação do Município, na recuperação de seus ativos, aumentou, tornando-o mais justo e mais inclusivo e principalmente, o que salta aos olhos funcionários e público, todos satisfeitos e sorrindo . Acrescente que os equipamentos, software e pessoal e que, ainda, com o GRC Gestão do Relacionamento com o Cidadão, dá retorno imediato  ao contribuinte, sendo uma excelente ferramenta de relacionamento e comunicação social.

    Fica óbvio que os maiores prejudicados são os municípios e, principalmente os pequenos e médios, mas, ainda segundo José Couto, só a União tem mais de R$ 1,4 trilhão de créditos nessa situação. Se somarmos a isso Estados e Municípios, este será sem dúvida o maior esqueleto fiscal “da história deste pais”,  jogando no lixo , certamente mais de R$ 2,5 trilhões de recursos da sociedade. Tudo porque é mais fácil “trocar a batata quente de mãos”, que, sabemos ser possível, fazer investimentos na estruturação da cobrança do crédito tributário.

    26-09-2009 00:00:00

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  • A GÊNESE DO CAOS

    Está, em fase de aprovação, no Congresso Nacional, o Projeto Lei n® 5080, de 2009. O “ovo da serpente”  , “a gênese do caos”.

    Por trás da boa intenção de desafogar o Poder Judiciário, vão afogar, em papel, as Fazendas Públicas, de todos os entes federados. (Municípios, Estados e União)

    Para resumir, o projeto propõe a criação de um novo modelo de execução fiscal, onde, são as Fazendas Públicas os responsáveis pelos atos de tramitação dos processos de execução fiscal. Aí se inclui: localizar, (bens e devedores); cientificar; bloquear e penhorar. Some-se a isso, todo o contencioso desses procedimentos, voltando a tramitar na esfera administrativa, das: secretarias, procuradorias e ministérios.

    A análise do projeto, não deixa dúvida que a intenção é ; que a maioria das ações de cobrança de créditos públicos, onde o projeto dá ênfase de que se trata de execução fiscal administrativa, hoje no âmbito judicial, serão transferidos as Fazendas Públicas.

    Sobra, o que não é pouco, ao Poder Judiciário, as ações incidentais e os embargos. Menos de dez por cento dos procedimentos, ora no judiciário, relativos a cobrança desses créditos.

    Para o Poder Judiciário, “tudo de bom”, quase metade do movimento judiciário, hoje, é o contencioso dessas execuções fiscais.

    Para as Fazendas Públicas, o CAOS.

    E aqui vamos:

    Como, com a estrutura atual: mão de obra, instalações físicas, tecnologia e  recursos  insuficientes, até, na maioria das situações, para atender a demanda atual, vão conseguir, os municípios principalmente, sobreviver a esse aumento brutal?

    Como, depois de instalado o caos, com suas estruturas administrativas sobrecarregadas, vão poder, os municípios principalmente, arrecadar, pelo menos , aos níveis atuais?

    Como vai se sentir, o bom pagador, sabendo que, pela esclerose da máquina pública, o mau pagador vai ficar impune? (adeus a educação fiscal)

    Como se chega, a esse limite de irresponsabilidade, do legislador, que cria uma necessidade de investimentos maciços, sem destinar a fonte de custeio dessas novas atribuições.

    Conforme  José Roberto Couto, Procurador da Fazenda Nacional:”- a atribuição de encargos sem a necessária contrapartida financeira, redundará na paralisação dos processos de cobrança e, a médio prazo, entre seis e dez anos, a prescrição  maciça dos créditos pertencentes à sociedade.”

    Conheço do assunto, e especificamente, desse assunto no Brasil, só Municípios como o de Osasco em São Paulo, terão condições de suportar tal demanda.

    Em Osasco todos os processos: estão digitalizados; quase não se vê papel; fluem com incrível rapidez; há acesso central a cada etapa do processo, com o que se pode medir a produtividade individual e cobrar metas; a arrecadação do Município, na recuperação de seus ativos, aumentou, tornando-o mais justo e mais inclusivo e principalmente, o que salta aos olhos funcionários e público, todos satisfeitos e sorrindo . Acrescente que os equipamentos, software e pessoal e que, ainda, com o GRC Gestão do Relacionamento com o Cidadão, dá retorno imediato  ao contribuinte, sendo uma excelente ferramenta de relacionamento e comunicação social.

    Fica óbvio que os maiores prejudicados são os municípios e, principalmente os pequenos e médios, mas, ainda segundo José Couto, só a União tem mais de R$ 1,4 trilhão de créditos nessa situação. Se somarmos a isso Estados e Municípios, este será sem dúvida o maior esqueleto fiscal “da história deste pais”,  jogando no lixo , certamente mais de R$ 2,5 trilhões de recursos da sociedade. Tudo porque é mais fácil “trocar a batata quente de mãos”, que, sabemos ser possível, fazer investimentos na estruturação da cobrança do crédito tributário.

    26-09-2009 00:00:00

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  • Liberdade de imprensa e democracia

    A sociedade brasileira não pode se deixar contaminar pela política de nossos vizinhos. Sem imprensa livre, não há democracia

    24-09-2009 00:00:00

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  • Liberdade de imprensa e democracia

    A sociedade brasileira não pode se deixar contaminar pela política de nossos vizinhos. Sem imprensa livre, não há democracia

    24-09-2009 00:00:00

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  • Paz social: o povo é barato

    No ritmo da melhoria da última década, levará 25 anos para que o país se torne tão desigual quanto os EUA

    22-09-2009 00:00:00

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  • Paz social: o povo é barato

    No ritmo da melhoria da última década, levará 25 anos para que o país se torne tão desigual quanto os EUA

    22-09-2009 00:00:00

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  • A mão que toca um violão, se for preciso faz a guerra, mata o mundo, fere a terra

    Trecho da Música Viola Enluarada de Marcos e Paulo Sérgio Vale

    19-09-2009 00:00:00

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  • A mão que toca um violão, se for preciso faz a guerra, mata o mundo, fere a terra

    Trecho da Música Viola Enluarada de Marcos e Paulo Sérgio Vale

    19-09-2009 00:00:00

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  • A GERAÇÃO ‘Z’ E O MERCADO DE TRABALHO

    De acordo com estudiosos do comportamento humano, crianças que nasceram a partir de 1995 até os dias atuais pertencem a um grupo denominado Geração Z. Entre os fatores que influenciam estes jovens podemos destacar o mundo globalizado, interconectado e extremamente tecnológico em que vivemos. Esse universo cria nas crianças nascidas nas últimas duas décadas características únicas, que definem essa geração tecnológica.

    Quando o assunto é trabalho, empresários e gestores se perguntam como os jovens Z influenciarão o mercado profissional. Adianto que eles iniciarão uma tendência que deve perdurar a partir deles: a de integração total com a tecnologia. Enquanto alguns empresários vêem a chegada desses nativos tecnológicos com otimismo, outros, mais conservadores, temem pelo que está por vir.

    Para começar, é necessário que as empresas entendam que esses jovens vivem num ritmo fragmentado, devido à variedade de atividades que executam simultaneamente: ouvem música, navegam na internet e assistem filmes, tudo ao mesmo tempo. Se pensarmos que em breve eles chegarão ao primeiro emprego, essa característica poderá ser benéfica na medida em que trará funcionários multitarefa. Por outro lado, se não receberem instruções para focarem suas atividades, serão profissionais dispersos, que se concentram muito menos em uma só ocupação.

    O celular, o Orkut e o Twitter fazem com que as crianças e jovens de hoje vivam em constante diálogo e valorizem a comunicação. Dessa forma, tendem a exigir acesso direto aos superiores e explicações daquilo que lhes é solicitado. Em empresas com uma hierarquia flexível, essa atitude é positiva, até encorajada, mas, em companhias com posições bem definidas, os questionamentos podem não ser tão bem vistos.

    A Geração Z nasceu e vive em um mundo globalizado, por isso, tem uma visão ampla do seu trabalho. Os futuros profissionais enxergarão a empresa em todos os âmbitos e terão uma noção maior do que deve ser feito para que ela cresça. Também entenderão que a organização está inserida em um universo de conexões, e a importância de mantê-las saudáveis aumentará.

    Essa geração pede mudanças. Conectados com o mundo digital, os jovens que nasceram sob o domínio da tecnologia chegam ao mercado de trabalho esperando por um mundo semelhante ao seu, conectado, aberto ao diálogo, veloz e global. Aos empresários, fica a opção de encarar essa mudança e atualizar seu negócio, criando novas formas  liderança e motivação, ou lutar contra a maré e manter-se conservador frente às mudanças ocorridas nos últimos anos.

    Ainda temos algum tempo para nos adaptar, para trazer o setor empresarial ao século XXI, e ficarmos preparados para quando a primeira criança que nasceu no novo milênio chegar na entrevista de emprego com uma mente fervendo de novidades e um mundo profissional para desbravar.

    17-09-2009 00:00:00

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  • A GERAÇÃO ‘Z’ E O MERCADO DE TRABALHO

    De acordo com estudiosos do comportamento humano, crianças que nasceram a partir de 1995 até os dias atuais pertencem a um grupo denominado Geração Z. Entre os fatores que influenciam estes jovens podemos destacar o mundo globalizado, interconectado e extremamente tecnológico em que vivemos. Esse universo cria nas crianças nascidas nas últimas duas décadas características únicas, que definem essa geração tecnológica.

    Quando o assunto é trabalho, empresários e gestores se perguntam como os jovens Z influenciarão o mercado profissional. Adianto que eles iniciarão uma tendência que deve perdurar a partir deles: a de integração total com a tecnologia. Enquanto alguns empresários vêem a chegada desses nativos tecnológicos com otimismo, outros, mais conservadores, temem pelo que está por vir.

    Para começar, é necessário que as empresas entendam que esses jovens vivem num ritmo fragmentado, devido à variedade de atividades que executam simultaneamente: ouvem música, navegam na internet e assistem filmes, tudo ao mesmo tempo. Se pensarmos que em breve eles chegarão ao primeiro emprego, essa característica poderá ser benéfica na medida em que trará funcionários multitarefa. Por outro lado, se não receberem instruções para focarem suas atividades, serão profissionais dispersos, que se concentram muito menos em uma só ocupação.

    O celular, o Orkut e o Twitter fazem com que as crianças e jovens de hoje vivam em constante diálogo e valorizem a comunicação. Dessa forma, tendem a exigir acesso direto aos superiores e explicações daquilo que lhes é solicitado. Em empresas com uma hierarquia flexível, essa atitude é positiva, até encorajada, mas, em companhias com posições bem definidas, os questionamentos podem não ser tão bem vistos.

    A Geração Z nasceu e vive em um mundo globalizado, por isso, tem uma visão ampla do seu trabalho. Os futuros profissionais enxergarão a empresa em todos os âmbitos e terão uma noção maior do que deve ser feito para que ela cresça. Também entenderão que a organização está inserida em um universo de conexões, e a importância de mantê-las saudáveis aumentará.

    Essa geração pede mudanças. Conectados com o mundo digital, os jovens que nasceram sob o domínio da tecnologia chegam ao mercado de trabalho esperando por um mundo semelhante ao seu, conectado, aberto ao diálogo, veloz e global. Aos empresários, fica a opção de encarar essa mudança e atualizar seu negócio, criando novas formas  liderança e motivação, ou lutar contra a maré e manter-se conservador frente às mudanças ocorridas nos últimos anos.

    Ainda temos algum tempo para nos adaptar, para trazer o setor empresarial ao século XXI, e ficarmos preparados para quando a primeira criança que nasceu no novo milênio chegar na entrevista de emprego com uma mente fervendo de novidades e um mundo profissional para desbravar.

    17-09-2009 00:00:00

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  • A Força do Interior

    A recuperação por parte do Rio de Janeiro da capacidade de investir, seja pela sintonia com o Governo federal, seja pela reforma administrativa que está realizando, felizmente pode ser vista em todo o território fluminense. E, para mim, que tenho acompanhando de perto os convênios que estão sendo assinados dentro do Programa de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios (Padem), isso representa a possibilidade de construirmos juntos um novo estado.

    O aumento do vigor econômico das cidades menores é uma tendência no Brasil que se reflete também no Rio, que viu crescer a participação do interior na economia. Sem o interior forte, não temos um estado forte. É esse compromisso que a Alerj está ajudando a consolidar por meio do Padem, programa que já direcionou mais de 200 milhões para obras que variaram da construção de estrados a aprimoramento serviços de saúde.

    O programa é voltado para as áreas mais carentes, por isso está promovendo fortes investimentos em infraestrutura com o objetivo de melhorar a qualidade de vida da população. Entre os projetos apresentados estão urbanização de áreas estratégicas, pavimentação de vias, e a aquisição de veículos e máquinas. Outras comuns são obras de drenagem, melhoria de redes esgoto, modernização de canais de abastecimento, e ampliação da rede de iluminação pública. Os investimentos atendem às prioridades de cada local. Nos municípios com característica rural, por exemplo, o destaque fica por conta da melhoria das estradas vicinais, fundamentais para o escoamento da produção do campo, e para a compra de máquinas. Um ponto importante, que evidencia o esforço em promover a autonomia e capacidade de gestão dos municípios é o fato de o financiamento não ser concedido de forma automática. Para recebê-lo, cada prefeitura precisa apresentar um projeto com a lista de prioridades. Se for aprovado, então o Governo do Estado aporta 95% dos recursos. A contrapartida do município são os 5% restantes.

    No último mês, o governo assinou convênios com 31 municípios de diferentes regiões do estado. A verba vai ser liberada ao poucos, de acordo com o cronograma das obras. Algumas prevêem mais de uma fase, aprovadas uma a uma. Além de recuperar vários anos de atraso em investimentos no interior, esse sistema garante mais transparência.

    Essas iniciativas, somadas aos fortes investimentos nas UPAs, na construção e reformas de novas escolas e na construção de estradas, que juntos somam mais de R$ 1 bilhão, são reflexo dessa nova realidade, em que o interior do estado surge como eixo prioritário de desenvolvimento. De forma prática, podemos dizer que representa uma forma de o Estado distribuir renda. Além disso, as prefeituras estão em contato mais próximo com a população e têm melhor condição de identificar as necessidades locais, propor soluções, executá-las e fazer a prestação de contas.

    Esse modelo descentralizado, calcado no trabalho em parceria e na transparência, desburocratiza e dá agilidade na execução de trabalhos prioritários, além de democratiza o acesso aos recursos. Muitas cidades não teriam capacidade de investimento para fazer frente a obras de maior vulto. Com esse apoio a prefeitura faz exatamente o que a população precisa, melhorando a qualidade de vida local e gerando empregos em todo o estado. E quem sai ganhando, mais uma vez, é a população fluminense.

    Jorge Picciani é deputado estadual pelo PMDB e presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. www.jorgepicciani.com.br

    12-09-2009 00:00:00

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  • A Força do Interior

    A recuperação por parte do Rio de Janeiro da capacidade de investir, seja pela sintonia com o Governo federal, seja pela reforma administrativa que está realizando, felizmente pode ser vista em todo o território fluminense. E, para mim, que tenho acompanhando de perto os convênios que estão sendo assinados dentro do Programa de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios (Padem), isso representa a possibilidade de construirmos juntos um novo estado.

    O aumento do vigor econômico das cidades menores é uma tendência no Brasil que se reflete também no Rio, que viu crescer a participação do interior na economia. Sem o interior forte, não temos um estado forte. É esse compromisso que a Alerj está ajudando a consolidar por meio do Padem, programa que já direcionou mais de 200 milhões para obras que variaram da construção de estrados a aprimoramento serviços de saúde.

    O programa é voltado para as áreas mais carentes, por isso está promovendo fortes investimentos em infraestrutura com o objetivo de melhorar a qualidade de vida da população. Entre os projetos apresentados estão urbanização de áreas estratégicas, pavimentação de vias, e a aquisição de veículos e máquinas. Outras comuns são obras de drenagem, melhoria de redes esgoto, modernização de canais de abastecimento, e ampliação da rede de iluminação pública. Os investimentos atendem às prioridades de cada local. Nos municípios com característica rural, por exemplo, o destaque fica por conta da melhoria das estradas vicinais, fundamentais para o escoamento da produção do campo, e para a compra de máquinas. Um ponto importante, que evidencia o esforço em promover a autonomia e capacidade de gestão dos municípios é o fato de o financiamento não ser concedido de forma automática. Para recebê-lo, cada prefeitura precisa apresentar um projeto com a lista de prioridades. Se for aprovado, então o Governo do Estado aporta 95% dos recursos. A contrapartida do município são os 5% restantes.

    No último mês, o governo assinou convênios com 31 municípios de diferentes regiões do estado. A verba vai ser liberada ao poucos, de acordo com o cronograma das obras. Algumas prevêem mais de uma fase, aprovadas uma a uma. Além de recuperar vários anos de atraso em investimentos no interior, esse sistema garante mais transparência.

    Essas iniciativas, somadas aos fortes investimentos nas UPAs, na construção e reformas de novas escolas e na construção de estradas, que juntos somam mais de R$ 1 bilhão, são reflexo dessa nova realidade, em que o interior do estado surge como eixo prioritário de desenvolvimento. De forma prática, podemos dizer que representa uma forma de o Estado distribuir renda. Além disso, as prefeituras estão em contato mais próximo com a população e têm melhor condição de identificar as necessidades locais, propor soluções, executá-las e fazer a prestação de contas.

    Esse modelo descentralizado, calcado no trabalho em parceria e na transparência, desburocratiza e dá agilidade na execução de trabalhos prioritários, além de democratiza o acesso aos recursos. Muitas cidades não teriam capacidade de investimento para fazer frente a obras de maior vulto. Com esse apoio a prefeitura faz exatamente o que a população precisa, melhorando a qualidade de vida local e gerando empregos em todo o estado. E quem sai ganhando, mais uma vez, é a população fluminense.

    Jorge Picciani é deputado estadual pelo PMDB e presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. www.jorgepicciani.com.br

    12-09-2009 00:00:00

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  • A Força do Interior

    A recuperação por parte do Rio de Janeiro da capacidade de investir, seja pela sintonia com o Governo federal, seja pela reforma administrativa que está realizando, felizmente pode ser vista em todo o território fluminense. E, para mim, que tenho acompanhando de perto os convênios que estão sendo assinados dentro do Programa de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios (Padem), isso representa a possibilidade de construirmos juntos um novo estado.

    O aumento do vigor econômico das cidades menores é uma tendência no Brasil que se reflete também no Rio, que viu crescer a participação do interior na economia. Sem o interior forte, não temos um estado forte. É esse compromisso que a Alerj está ajudando a consolidar por meio do Padem, programa que já direcionou mais de 200 milhões para obras que variaram da construção de estrados a aprimoramento serviços de saúde.

    O programa é voltado para as áreas mais carentes, por isso está promovendo fortes investimentos em infraestrutura com o objetivo de melhorar a qualidade de vida da população. Entre os projetos apresentados estão urbanização de áreas estratégicas, pavimentação de vias, e a aquisição de veículos e máquinas. Outras comuns são obras de drenagem, melhoria de redes esgoto, modernização de canais de abastecimento, e ampliação da rede de iluminação pública. Os investimentos atendem às prioridades de cada local. Nos municípios com característica rural, por exemplo, o destaque fica por conta da melhoria das estradas vicinais, fundamentais para o escoamento da produção do campo, e para a compra de máquinas. Um ponto importante, que evidencia o esforço em promover a autonomia e capacidade de gestão dos municípios é o fato de o financiamento não ser concedido de forma automática. Para recebê-lo, cada prefeitura precisa apresentar um projeto com a lista de prioridades. Se for aprovado, então o Governo do Estado aporta 95% dos recursos. A contrapartida do município são os 5% restantes.

    No último mês, o governo assinou convênios com 31 municípios de diferentes regiões do estado. A verba vai ser liberada ao poucos, de acordo com o cronograma das obras. Algumas prevêem mais de uma fase, aprovadas uma a uma. Além de recuperar vários anos de atraso em investimentos no interior, esse sistema garante mais transparência.

    Essas iniciativas, somadas aos fortes investimentos nas UPAs, na construção e reformas de novas escolas e na construção de estradas, que juntos somam mais de R$ 1 bilhão, são reflexo dessa nova realidade, em que o interior do estado surge como eixo prioritário de desenvolvimento. De forma prática, podemos dizer que representa uma forma de o Estado distribuir renda. Além disso, as prefeituras estão em contato mais próximo com a população e têm melhor condição de identificar as necessidades locais, propor soluções, executá-las e fazer a prestação de contas.

    Esse modelo descentralizado, calcado no trabalho em parceria e na transparência, desburocratiza e dá agilidade na execução de trabalhos prioritários, além de democratiza o acesso aos recursos. Muitas cidades não teriam capacidade de investimento para fazer frente a obras de maior vulto. Com esse apoio a prefeitura faz exatamente o que a população precisa, melhorando a qualidade de vida local e gerando empregos em todo o estado. E quem sai ganhando, mais uma vez, é a população fluminense.

    Jorge Picciani é deputado estadual pelo PMDB e presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. www.jorgepicciani.com.br

    12-09-2009 00:00:00

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  • Revolução educacional para a América Latina

    A recomendação é simples: ações que assegurem que as crianças estejam prontas para aprender antes de iniciar o ensino fundamental

    11-09-2009 00:00:00

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