Região dos Lagos e Norte Fluminense

Jornal primeira hora Jornal primeira hora
Sexta-feira , 18 de May 2012
  • Goró e peroba

    Dois acontecimentos recentes na política brasileira merecem alguns comentários, ainda que tardios.

    Primeiro o encontro dos presidentes Lula e Bush. Trataram da possibilidade de mudar a matriz energética do planeta, reorientar a indústria automobilística e iniciar uma nova fase na história da humanidade.

    O uso do biodiesel pode vir a ser, de fato, um marco na civilização dita moderna. Mas, até que as sete irmãs petrolíferas decidam por este novo caminho, os dois presidentes terão que continuar a tomar muito goró.

    Depois, a fatia do ministério dada ao grande PMDB.

    Indicaram ao presidente Lula um senhor paranaense, plantador de soja, cujo empregado recebia um salário mínimo mensal pela labuta diária e, estranhamente, devia no Banco do Brasil mais de um milhão de reais. O deputado indicado responde no Supremo Tribunal Federal por crime de falsidade ideológica.

    O ex-futuro ministro ficou em evidência por três dias até que as televisões brasileiras mostrassem a folha corrida do sujeito.

    O deputado Michel Temer, presidente da agremiação partidária, perguntado por que o indicado desistira da posse no cargo ministerial, disse: neste momento o deputado Balbinotti sente-se mais útil à sociedade não sendo ministro.

    O PMDB já não é mais o mesmo desde que absorveu o ilustre escritor maranhense José Sarney em seus quadros.

    A peroba é uma árvore de casca amargosa. Trata-se de madeira dura.

    A política brasileira, salvo as raras e cada vez mais escassas exceções, vive a mais intensa fase da cara de pau: a peroba do campo.

    Troca-troca de partidos, mensalidades extra salariais, gastos com combustíveis e divulgação da atividade legislativa, diárias e indenizações, contratação de empregados domésticos e familiares pelo gabinete do parlamentar e, por último, os grandes negócios.

    Nos três níveis de poder, federal, estadual e municipal, a lambança está grande.

    Não fossem alguns jornalistas descomprometidos, estes também cada vez mais raros, e nós estaríamos vivendo uma ditadura de esquerda. Tão nefasta quanto às de direita.

    A capacidade de indignação vai se esgotando, especialmente entre os jovens que lutam por uma sobrevivência crescentemente difícil.

    O mercado global não perdoa. Mata. No melhor estilo Django.

    Não por acaso a juventude prefere escutar o grupo musical Skank cantando a balada: tá faltando um swing de amor neste planeta....

    28-03-2007 00:00:00

    saiba mais
  • Goró e peroba

    Dois acontecimentos recentes na política brasileira merecem alguns comentários, ainda que tardios.

    Primeiro o encontro dos presidentes Lula e Bush. Trataram da possibilidade de mudar a matriz energética do planeta, reorientar a indústria automobilística e iniciar uma nova fase na história da humanidade.

    O uso do biodiesel pode vir a ser, de fato, um marco na civilização dita moderna. Mas, até que as sete irmãs petrolíferas decidam por este novo caminho, os dois presidentes terão que continuar a tomar muito goró.

    Depois, a fatia do ministério dada ao grande PMDB.

    Indicaram ao presidente Lula um senhor paranaense, plantador de soja, cujo empregado recebia um salário mínimo mensal pela labuta diária e, estranhamente, devia no Banco do Brasil mais de um milhão de reais. O deputado indicado responde no Supremo Tribunal Federal por crime de falsidade ideológica.

    O ex-futuro ministro ficou em evidência por três dias até que as televisões brasileiras mostrassem a folha corrida do sujeito.

    O deputado Michel Temer, presidente da agremiação partidária, perguntado por que o indicado desistira da posse no cargo ministerial, disse: neste momento o deputado Balbinotti sente-se mais útil à sociedade não sendo ministro.

    O PMDB já não é mais o mesmo desde que absorveu o ilustre escritor maranhense José Sarney em seus quadros.

    A peroba é uma árvore de casca amargosa. Trata-se de madeira dura.

    A política brasileira, salvo as raras e cada vez mais escassas exceções, vive a mais intensa fase da cara de pau: a peroba do campo.

    Troca-troca de partidos, mensalidades extra salariais, gastos com combustíveis e divulgação da atividade legislativa, diárias e indenizações, contratação de empregados domésticos e familiares pelo gabinete do parlamentar e, por último, os grandes negócios.

    Nos três níveis de poder, federal, estadual e municipal, a lambança está grande.

    Não fossem alguns jornalistas descomprometidos, estes também cada vez mais raros, e nós estaríamos vivendo uma ditadura de esquerda. Tão nefasta quanto às de direita.

    A capacidade de indignação vai se esgotando, especialmente entre os jovens que lutam por uma sobrevivência crescentemente difícil.

    O mercado global não perdoa. Mata. No melhor estilo Django.

    Não por acaso a juventude prefere escutar o grupo musical Skank cantando a balada: tá faltando um swing de amor neste planeta....

    28-03-2007 00:00:00

    saiba mais
  • Goró e peroba

    Dois acontecimentos recentes na política brasileira merecem alguns comentários, ainda que tardios.

    Primeiro o encontro dos presidentes Lula e Bush. Trataram da possibilidade de mudar a matriz energética do planeta, reorientar a indústria automobilística e iniciar uma nova fase na história da humanidade.

    O uso do biodiesel pode vir a ser, de fato, um marco na civilização dita moderna. Mas, até que as sete irmãs petrolíferas decidam por este novo caminho, os dois presidentes terão que continuar a tomar muito goró.

    Depois, a fatia do ministério dada ao grande PMDB.

    Indicaram ao presidente Lula um senhor paranaense, plantador de soja, cujo empregado recebia um salário mínimo mensal pela labuta diária e, estranhamente, devia no Banco do Brasil mais de um milhão de reais. O deputado indicado responde no Supremo Tribunal Federal por crime de falsidade ideológica.

    O ex-futuro ministro ficou em evidência por três dias até que as televisões brasileiras mostrassem a folha corrida do sujeito.

    O deputado Michel Temer, presidente da agremiação partidária, perguntado por que o indicado desistira da posse no cargo ministerial, disse: neste momento o deputado Balbinotti sente-se mais útil à sociedade não sendo ministro.

    O PMDB já não é mais o mesmo desde que absorveu o ilustre escritor maranhense José Sarney em seus quadros.

    A peroba é uma árvore de casca amargosa. Trata-se de madeira dura.

    A política brasileira, salvo as raras e cada vez mais escassas exceções, vive a mais intensa fase da cara de pau: a peroba do campo.

    Troca-troca de partidos, mensalidades extra salariais, gastos com combustíveis e divulgação da atividade legislativa, diárias e indenizações, contratação de empregados domésticos e familiares pelo gabinete do parlamentar e, por último, os grandes negócios.

    Nos três níveis de poder, federal, estadual e municipal, a lambança está grande.

    Não fossem alguns jornalistas descomprometidos, estes também cada vez mais raros, e nós estaríamos vivendo uma ditadura de esquerda. Tão nefasta quanto às de direita.

    A capacidade de indignação vai se esgotando, especialmente entre os jovens que lutam por uma sobrevivência crescentemente difícil.

    O mercado global não perdoa. Mata. No melhor estilo Django.

    Não por acaso a juventude prefere escutar o grupo musical Skank cantando a balada: tá faltando um swing de amor neste planeta....

    28-03-2007 00:00:00

    saiba mais
  • Goró e peroba

    Dois acontecimentos recentes na política brasileira merecem alguns comentários, ainda que tardios.

    Primeiro o encontro dos presidentes Lula e Bush. Trataram da possibilidade de mudar a matriz energética do planeta, reorientar a indústria automobilística e iniciar uma nova fase na história da humanidade.

    O uso do biodiesel pode vir a ser, de fato, um marco na civilização dita moderna. Mas, até que as sete irmãs petrolíferas decidam por este novo caminho, os dois presidentes terão que continuar a tomar muito goró.

    Depois, a fatia do ministério dada ao grande PMDB.

    Indicaram ao presidente Lula um senhor paranaense, plantador de soja, cujo empregado recebia um salário mínimo mensal pela labuta diária e, estranhamente, devia no Banco do Brasil mais de um milhão de reais. O deputado indicado responde no Supremo Tribunal Federal por crime de falsidade ideológica.

    O ex-futuro ministro ficou em evidência por três dias até que as televisões brasileiras mostrassem a folha corrida do sujeito.

    O deputado Michel Temer, presidente da agremiação partidária, perguntado por que o indicado desistira da posse no cargo ministerial, disse: neste momento o deputado Balbinotti sente-se mais útil à sociedade não sendo ministro.

    O PMDB já não é mais o mesmo desde que absorveu o ilustre escritor maranhense José Sarney em seus quadros.

    A peroba é uma árvore de casca amargosa. Trata-se de madeira dura.

    A política brasileira, salvo as raras e cada vez mais escassas exceções, vive a mais intensa fase da cara de pau: a peroba do campo.

    Troca-troca de partidos, mensalidades extra salariais, gastos com combustíveis e divulgação da atividade legislativa, diárias e indenizações, contratação de empregados domésticos e familiares pelo gabinete do parlamentar e, por último, os grandes negócios.

    Nos três níveis de poder, federal, estadual e municipal, a lambança está grande.

    Não fossem alguns jornalistas descomprometidos, estes também cada vez mais raros, e nós estaríamos vivendo uma ditadura de esquerda. Tão nefasta quanto às de direita.

    A capacidade de indignação vai se esgotando, especialmente entre os jovens que lutam por uma sobrevivência crescentemente difícil.

    O mercado global não perdoa. Mata. No melhor estilo Django.

    Não por acaso a juventude prefere escutar o grupo musical Skank cantando a balada: tá faltando um swing de amor neste planeta....

    28-03-2007 00:00:00

    saiba mais
  • O diabo e Deus entre nós

    Em princípio, não tenho nada contra ou a favor da visita de Bush ao Brasil. São etapas rotineiras das relações públicas dos chefes de governo que, em geral, nada representam. A agenda dos assuntos é fabricada pelos escalões técnicos, e dificilmente o encontro de dois presidentes muda o rumo dos acontecimentos de um país ou de outro.

    No caso do Brasil e dos EUA, pelo menos desde Roosevelt, que aqui veio duas vezes e cujo encontro com Vargas foi importante para as duas partes (a base militar em Natal para os norte-americanos e a instalação de Volta Redonda para nós), os demais mandatários de um e de outro País, que se encontraram, limitaram-se a brindes e a declarações de amizade mútua.

    Logo após a Segunda Guerra Mundial, Truman esteve em Petrópolis, numa reunião que transcendeu à visita protocolar, pois resultou num tratado de âmbito continental. E Carter incluiu na agenda de sua visita um encontro com representantes que contestavam o regime militar que atravessávamos.

    Ele esteve com o cardeal Arns, com Raymundo Faoro e com outros. Ouviu deles os principais reclamos da oposição, que incluía sobretudo o fim da tortura institucionalizada dos anos de chumbo. Foi, na realidade, o início do início da abertura política.

    Bush é o demônio de plantão da cena internacional, sendo o equivalente de Chávez de acordo com as preferências de cada grupo ideológico. Sua malignidade tem um caráter pessoal - nem por isso se explica a satanização maniqueísta que predomina na mídia e nos escalões acadêmicos.

    Que seja ele o Anticristo que a humanidade sempre temeu. Não é caso para nosso desespero. Em maio, receberemos o papa, que trará água benta suficiente para nos livrar de todo o mal, amém.

    27-03-2007 00:00:00

    saiba mais
  • O diabo e Deus entre nós

    Em princípio, não tenho nada contra ou a favor da visita de Bush ao Brasil. São etapas rotineiras das relações públicas dos chefes de governo que, em geral, nada representam. A agenda dos assuntos é fabricada pelos escalões técnicos, e dificilmente o encontro de dois presidentes muda o rumo dos acontecimentos de um país ou de outro.

    No caso do Brasil e dos EUA, pelo menos desde Roosevelt, que aqui veio duas vezes e cujo encontro com Vargas foi importante para as duas partes (a base militar em Natal para os norte-americanos e a instalação de Volta Redonda para nós), os demais mandatários de um e de outro País, que se encontraram, limitaram-se a brindes e a declarações de amizade mútua.

    Logo após a Segunda Guerra Mundial, Truman esteve em Petrópolis, numa reunião que transcendeu à visita protocolar, pois resultou num tratado de âmbito continental. E Carter incluiu na agenda de sua visita um encontro com representantes que contestavam o regime militar que atravessávamos.

    Ele esteve com o cardeal Arns, com Raymundo Faoro e com outros. Ouviu deles os principais reclamos da oposição, que incluía sobretudo o fim da tortura institucionalizada dos anos de chumbo. Foi, na realidade, o início do início da abertura política.

    Bush é o demônio de plantão da cena internacional, sendo o equivalente de Chávez de acordo com as preferências de cada grupo ideológico. Sua malignidade tem um caráter pessoal - nem por isso se explica a satanização maniqueísta que predomina na mídia e nos escalões acadêmicos.

    Que seja ele o Anticristo que a humanidade sempre temeu. Não é caso para nosso desespero. Em maio, receberemos o papa, que trará água benta suficiente para nos livrar de todo o mal, amém.

    27-03-2007 00:00:00

    saiba mais
  • O diabo e Deus entre nós

    Em princípio, não tenho nada contra ou a favor da visita de Bush ao Brasil. São etapas rotineiras das relações públicas dos chefes de governo que, em geral, nada representam. A agenda dos assuntos é fabricada pelos escalões técnicos, e dificilmente o encontro de dois presidentes muda o rumo dos acontecimentos de um país ou de outro.

    No caso do Brasil e dos EUA, pelo menos desde Roosevelt, que aqui veio duas vezes e cujo encontro com Vargas foi importante para as duas partes (a base militar em Natal para os norte-americanos e a instalação de Volta Redonda para nós), os demais mandatários de um e de outro País, que se encontraram, limitaram-se a brindes e a declarações de amizade mútua.

    Logo após a Segunda Guerra Mundial, Truman esteve em Petrópolis, numa reunião que transcendeu à visita protocolar, pois resultou num tratado de âmbito continental. E Carter incluiu na agenda de sua visita um encontro com representantes que contestavam o regime militar que atravessávamos.

    Ele esteve com o cardeal Arns, com Raymundo Faoro e com outros. Ouviu deles os principais reclamos da oposição, que incluía sobretudo o fim da tortura institucionalizada dos anos de chumbo. Foi, na realidade, o início do início da abertura política.

    Bush é o demônio de plantão da cena internacional, sendo o equivalente de Chávez de acordo com as preferências de cada grupo ideológico. Sua malignidade tem um caráter pessoal - nem por isso se explica a satanização maniqueísta que predomina na mídia e nos escalões acadêmicos.

    Que seja ele o Anticristo que a humanidade sempre temeu. Não é caso para nosso desespero. Em maio, receberemos o papa, que trará água benta suficiente para nos livrar de todo o mal, amém.

    27-03-2007 00:00:00

    saiba mais
  • O diabo e Deus entre nós

    Em princípio, não tenho nada contra ou a favor da visita de Bush ao Brasil. São etapas rotineiras das relações públicas dos chefes de governo que, em geral, nada representam. A agenda dos assuntos é fabricada pelos escalões técnicos, e dificilmente o encontro de dois presidentes muda o rumo dos acontecimentos de um país ou de outro.

    No caso do Brasil e dos EUA, pelo menos desde Roosevelt, que aqui veio duas vezes e cujo encontro com Vargas foi importante para as duas partes (a base militar em Natal para os norte-americanos e a instalação de Volta Redonda para nós), os demais mandatários de um e de outro País, que se encontraram, limitaram-se a brindes e a declarações de amizade mútua.

    Logo após a Segunda Guerra Mundial, Truman esteve em Petrópolis, numa reunião que transcendeu à visita protocolar, pois resultou num tratado de âmbito continental. E Carter incluiu na agenda de sua visita um encontro com representantes que contestavam o regime militar que atravessávamos.

    Ele esteve com o cardeal Arns, com Raymundo Faoro e com outros. Ouviu deles os principais reclamos da oposição, que incluía sobretudo o fim da tortura institucionalizada dos anos de chumbo. Foi, na realidade, o início do início da abertura política.

    Bush é o demônio de plantão da cena internacional, sendo o equivalente de Chávez de acordo com as preferências de cada grupo ideológico. Sua malignidade tem um caráter pessoal - nem por isso se explica a satanização maniqueísta que predomina na mídia e nos escalões acadêmicos.

    Que seja ele o Anticristo que a humanidade sempre temeu. Não é caso para nosso desespero. Em maio, receberemos o papa, que trará água benta suficiente para nos livrar de todo o mal, amém.

    27-03-2007 00:00:00

    saiba mais
  • O diabo e Deus entre nós

    Em princípio, não tenho nada contra ou a favor da visita de Bush ao Brasil. São etapas rotineiras das relações públicas dos chefes de governo que, em geral, nada representam. A agenda dos assuntos é fabricada pelos escalões técnicos, e dificilmente o encontro de dois presidentes muda o rumo dos acontecimentos de um país ou de outro.

    No caso do Brasil e dos EUA, pelo menos desde Roosevelt, que aqui veio duas vezes e cujo encontro com Vargas foi importante para as duas partes (a base militar em Natal para os norte-americanos e a instalação de Volta Redonda para nós), os demais mandatários de um e de outro País, que se encontraram, limitaram-se a brindes e a declarações de amizade mútua.

    Logo após a Segunda Guerra Mundial, Truman esteve em Petrópolis, numa reunião que transcendeu à visita protocolar, pois resultou num tratado de âmbito continental. E Carter incluiu na agenda de sua visita um encontro com representantes que contestavam o regime militar que atravessávamos.

    Ele esteve com o cardeal Arns, com Raymundo Faoro e com outros. Ouviu deles os principais reclamos da oposição, que incluía sobretudo o fim da tortura institucionalizada dos anos de chumbo. Foi, na realidade, o início do início da abertura política.

    Bush é o demônio de plantão da cena internacional, sendo o equivalente de Chávez de acordo com as preferências de cada grupo ideológico. Sua malignidade tem um caráter pessoal - nem por isso se explica a satanização maniqueísta que predomina na mídia e nos escalões acadêmicos.

    Que seja ele o Anticristo que a humanidade sempre temeu. Não é caso para nosso desespero. Em maio, receberemos o papa, que trará água benta suficiente para nos livrar de todo o mal, amém.

    27-03-2007 00:00:00

    saiba mais
  • A resistência às inovações

    Na mesa do presidente há duas propostas antagônicas sobre o Estado

    24-03-2007 00:00:00

    saiba mais
  • A resistência às inovações

    Na mesa do presidente há duas propostas antagônicas sobre o Estado

    24-03-2007 00:00:00

    saiba mais
  • A resistência às inovações

    Na mesa do presidente há duas propostas antagônicas sobre o Estado

    24-03-2007 00:00:00

    saiba mais
  • A resistência às inovações

    Na mesa do presidente há duas propostas antagônicas sobre o Estado

    24-03-2007 00:00:00

    saiba mais
  • A resistência às inovações

    Na mesa do presidente há duas propostas antagônicas sobre o Estado

    24-03-2007 00:00:00

    saiba mais
  • Búzios, Cinema Fechado e Limitado

    Acender uma vela a Deus; outra, ao Diabo, aplica-se a pessoas levianas e sem princípios morais definidos, que fazem qualquer coisa, que lhes possa trazer algum proveito.

    A tal escola de cinema, anunciada pelo secretário de Cultura, aculturado, antes de começar, já apresenta um distúrbio na forma em que vai ser executada.

    O secretário Romano, em declaração à Imprensa diz: que entende a cinematografia como uma janela de reflexão sobre as relações sociais.

    Eu posso acrescentar algumas idéias para enriquecer seu universo cinematográfico.

    Aqui vai uma idéia de roteiro para filmes de sua futura escola.

    Titulo: ‘Descoberta na escuridão’

    Primeira parte: Um adolescente acaba de sair da quarta série escolar de um desses colégios municipais administrados politicamente. Acha difícil reiniciar uma vida normal, sente que está sendo estigmatizado e marginalizado na sociedade pelo seu despreparo educacional. O rapaz sem perspectiva volta-se para outros interesses: entrar na política - ser cabo-eleitoral. Ele descobre que é capaz de expressar seus sentimentos, para demonstrar sua personalidade modificada.

    Sua família, a principio, não vê a mudança, e planeja entregar o rapaz aos cuidados de um político local.

    Ao descobrir a aptidão de seu filho para a ambição desmedida ao dinheiro fácil e ao charlatanismo político , o pai percebe que ele pode salvar a família do atoleiro em que vivem.

    Em todas as historias do cinema, os ingredientes principais são: gente e problema em geral. Como podemos ver, o personagem central é apanhado em conflito de alguma espécie. Conflito com outras pessoas ou consigo mesmo.

    Para descrever a segunda e terceira parte desse roteiro, e continuar a historia, muitas vezes se selecionam seus pormenores e se resolvem os conflitos de maneira que, ao expor o tema, tem que ter uma visão da vida. Um julgamento de valor, uma lição ou uma percepção da natureza humana, que soe verdadeiro para aqueles que se dêem ao trabalho de meditar a respeito.

    Segunda parte: A cena a seguir ocorre em um comício político com uma grande comilança. A música de fundo: ‘E que tudo mais vá para o inferno’ de Erasmo e Roberto Carlos.

    O rapaz empolgado e guloso em sua ansiedade política de falar e comer ao mesmo tempo morre ‘antragantado’ e asfixiado por uma dobradinha e uma rabada mal digerida.

    Terceira e última parte: Chegando em frente ao céu e ao inferno, tem duas opções: escolher o lugar que gostaria de ficar.

    Primeiro se dirigiu ao inferno. O diabo-mor abre as portas e o recebe com festas, raves, champagne, prostitutas, dinheiro, cestas básicas, carros, motos, projeções cinematográficas colunas sociais em revistas e jornais mundanos, lhe oferece cargos hierárquicos, um deslumbre infernal!

    O diabo-mor promete que, se ficar a seu lado, tudo isso fará parte de seu universo.

    O rapaz deslumbrado não poderia acreditar que aí estava o que tanto almejava. Mas tem que voltar e entrar a conhecer o céu para escolher e ter seu livre arbítrio.

    Chegando ao céu, é recebido por anjos, tocando harpas, perfume de flores, silêncio de meditação, pessoas lendo livros clássicos, solidariedade, uma verdadeira paz de espírito.

    Passados dez dias de reflexão, começa a ficar entediado e desesperado. Vendo que não pode tirar nenhuma vantagem para si próprio, decide escolher seu lugar definitivo: o inferno!

    Dirigindo-se ao inferno, é atendido por um diabinho mal-encarado. Este logo vai perguntando: o que você quer?

    Pede para entrar e ficar definitivamente no inferno.

    Automaticamente o diabinho abre a porta e o empurra para dentro de uma escuridão, de onde ouvem-se gritos de tortura, ameaças, tapas, tiros, chicoteadas, estradas, afundando, barulho de tratores, depenando tudo pela frente, orelhas de pessoas mordidas sangrando.

    O rapaz assustado começa a perguntar: Cadê o diabo-mor? Cadê o champagne? Cadê as festas raves, o dinheiro, as prostitutas, os carros, os projetos cinematográficos que me foi prometido há dez dias atrás?

    O diabinho, rindo ironicamente, em uma voz cínica responde: Olha rapaz, até dez dias atrás o diabo-mor ainda estava em campanha política. Agora que ganhou, a promessa acabou e ele não esta mais nem aí.

    THE END

    23-03-2007 00:00:00

    saiba mais
  • Búzios, Cinema Fechado e Limitado

    Acender uma vela a Deus; outra, ao Diabo, aplica-se a pessoas levianas e sem princípios morais definidos, que fazem qualquer coisa, que lhes possa trazer algum proveito.

    A tal escola de cinema, anunciada pelo secretário de Cultura, aculturado, antes de começar, já apresenta um distúrbio na forma em que vai ser executada.

    O secretário Romano, em declaração à Imprensa diz: que entende a cinematografia como uma janela de reflexão sobre as relações sociais.

    Eu posso acrescentar algumas idéias para enriquecer seu universo cinematográfico.

    Aqui vai uma idéia de roteiro para filmes de sua futura escola.

    Titulo: ‘Descoberta na escuridão’

    Primeira parte: Um adolescente acaba de sair da quarta série escolar de um desses colégios municipais administrados politicamente. Acha difícil reiniciar uma vida normal, sente que está sendo estigmatizado e marginalizado na sociedade pelo seu despreparo educacional. O rapaz sem perspectiva volta-se para outros interesses: entrar na política - ser cabo-eleitoral. Ele descobre que é capaz de expressar seus sentimentos, para demonstrar sua personalidade modificada.

    Sua família, a principio, não vê a mudança, e planeja entregar o rapaz aos cuidados de um político local.

    Ao descobrir a aptidão de seu filho para a ambição desmedida ao dinheiro fácil e ao charlatanismo político , o pai percebe que ele pode salvar a família do atoleiro em que vivem.

    Em todas as historias do cinema, os ingredientes principais são: gente e problema em geral. Como podemos ver, o personagem central é apanhado em conflito de alguma espécie. Conflito com outras pessoas ou consigo mesmo.

    Para descrever a segunda e terceira parte desse roteiro, e continuar a historia, muitas vezes se selecionam seus pormenores e se resolvem os conflitos de maneira que, ao expor o tema, tem que ter uma visão da vida. Um julgamento de valor, uma lição ou uma percepção da natureza humana, que soe verdadeiro para aqueles que se dêem ao trabalho de meditar a respeito.

    Segunda parte: A cena a seguir ocorre em um comício político com uma grande comilança. A música de fundo: ‘E que tudo mais vá para o inferno’ de Erasmo e Roberto Carlos.

    O rapaz empolgado e guloso em sua ansiedade política de falar e comer ao mesmo tempo morre ‘antragantado’ e asfixiado por uma dobradinha e uma rabada mal digerida.

    Terceira e última parte: Chegando em frente ao céu e ao inferno, tem duas opções: escolher o lugar que gostaria de ficar.

    Primeiro se dirigiu ao inferno. O diabo-mor abre as portas e o recebe com festas, raves, champagne, prostitutas, dinheiro, cestas básicas, carros, motos, projeções cinematográficas colunas sociais em revistas e jornais mundanos, lhe oferece cargos hierárquicos, um deslumbre infernal!

    O diabo-mor promete que, se ficar a seu lado, tudo isso fará parte de seu universo.

    O rapaz deslumbrado não poderia acreditar que aí estava o que tanto almejava. Mas tem que voltar e entrar a conhecer o céu para escolher e ter seu livre arbítrio.

    Chegando ao céu, é recebido por anjos, tocando harpas, perfume de flores, silêncio de meditação, pessoas lendo livros clássicos, solidariedade, uma verdadeira paz de espírito.

    Passados dez dias de reflexão, começa a ficar entediado e desesperado. Vendo que não pode tirar nenhuma vantagem para si próprio, decide escolher seu lugar definitivo: o inferno!

    Dirigindo-se ao inferno, é atendido por um diabinho mal-encarado. Este logo vai perguntando: o que você quer?

    Pede para entrar e ficar definitivamente no inferno.

    Automaticamente o diabinho abre a porta e o empurra para dentro de uma escuridão, de onde ouvem-se gritos de tortura, ameaças, tapas, tiros, chicoteadas, estradas, afundando, barulho de tratores, depenando tudo pela frente, orelhas de pessoas mordidas sangrando.

    O rapaz assustado começa a perguntar: Cadê o diabo-mor? Cadê o champagne? Cadê as festas raves, o dinheiro, as prostitutas, os carros, os projetos cinematográficos que me foi prometido há dez dias atrás?

    O diabinho, rindo ironicamente, em uma voz cínica responde: Olha rapaz, até dez dias atrás o diabo-mor ainda estava em campanha política. Agora que ganhou, a promessa acabou e ele não esta mais nem aí.

    THE END

    23-03-2007 00:00:00

    saiba mais
  • Búzios, Cinema Fechado e Limitado

    Acender uma vela a Deus; outra, ao Diabo, aplica-se a pessoas levianas e sem princípios morais definidos, que fazem qualquer coisa, que lhes possa trazer algum proveito.

    A tal escola de cinema, anunciada pelo secretário de Cultura, aculturado, antes de começar, já apresenta um distúrbio na forma em que vai ser executada.

    O secretário Romano, em declaração à Imprensa diz: que entende a cinematografia como uma janela de reflexão sobre as relações sociais.

    Eu posso acrescentar algumas idéias para enriquecer seu universo cinematográfico.

    Aqui vai uma idéia de roteiro para filmes de sua futura escola.

    Titulo: ‘Descoberta na escuridão’

    Primeira parte: Um adolescente acaba de sair da quarta série escolar de um desses colégios municipais administrados politicamente. Acha difícil reiniciar uma vida normal, sente que está sendo estigmatizado e marginalizado na sociedade pelo seu despreparo educacional. O rapaz sem perspectiva volta-se para outros interesses: entrar na política - ser cabo-eleitoral. Ele descobre que é capaz de expressar seus sentimentos, para demonstrar sua personalidade modificada.

    Sua família, a principio, não vê a mudança, e planeja entregar o rapaz aos cuidados de um político local.

    Ao descobrir a aptidão de seu filho para a ambição desmedida ao dinheiro fácil e ao charlatanismo político , o pai percebe que ele pode salvar a família do atoleiro em que vivem.

    Em todas as historias do cinema, os ingredientes principais são: gente e problema em geral. Como podemos ver, o personagem central é apanhado em conflito de alguma espécie. Conflito com outras pessoas ou consigo mesmo.

    Para descrever a segunda e terceira parte desse roteiro, e continuar a historia, muitas vezes se selecionam seus pormenores e se resolvem os conflitos de maneira que, ao expor o tema, tem que ter uma visão da vida. Um julgamento de valor, uma lição ou uma percepção da natureza humana, que soe verdadeiro para aqueles que se dêem ao trabalho de meditar a respeito.

    Segunda parte: A cena a seguir ocorre em um comício político com uma grande comilança. A música de fundo: ‘E que tudo mais vá para o inferno’ de Erasmo e Roberto Carlos.

    O rapaz empolgado e guloso em sua ansiedade política de falar e comer ao mesmo tempo morre ‘antragantado’ e asfixiado por uma dobradinha e uma rabada mal digerida.

    Terceira e última parte: Chegando em frente ao céu e ao inferno, tem duas opções: escolher o lugar que gostaria de ficar.

    Primeiro se dirigiu ao inferno. O diabo-mor abre as portas e o recebe com festas, raves, champagne, prostitutas, dinheiro, cestas básicas, carros, motos, projeções cinematográficas colunas sociais em revistas e jornais mundanos, lhe oferece cargos hierárquicos, um deslumbre infernal!

    O diabo-mor promete que, se ficar a seu lado, tudo isso fará parte de seu universo.

    O rapaz deslumbrado não poderia acreditar que aí estava o que tanto almejava. Mas tem que voltar e entrar a conhecer o céu para escolher e ter seu livre arbítrio.

    Chegando ao céu, é recebido por anjos, tocando harpas, perfume de flores, silêncio de meditação, pessoas lendo livros clássicos, solidariedade, uma verdadeira paz de espírito.

    Passados dez dias de reflexão, começa a ficar entediado e desesperado. Vendo que não pode tirar nenhuma vantagem para si próprio, decide escolher seu lugar definitivo: o inferno!

    Dirigindo-se ao inferno, é atendido por um diabinho mal-encarado. Este logo vai perguntando: o que você quer?

    Pede para entrar e ficar definitivamente no inferno.

    Automaticamente o diabinho abre a porta e o empurra para dentro de uma escuridão, de onde ouvem-se gritos de tortura, ameaças, tapas, tiros, chicoteadas, estradas, afundando, barulho de tratores, depenando tudo pela frente, orelhas de pessoas mordidas sangrando.

    O rapaz assustado começa a perguntar: Cadê o diabo-mor? Cadê o champagne? Cadê as festas raves, o dinheiro, as prostitutas, os carros, os projetos cinematográficos que me foi prometido há dez dias atrás?

    O diabinho, rindo ironicamente, em uma voz cínica responde: Olha rapaz, até dez dias atrás o diabo-mor ainda estava em campanha política. Agora que ganhou, a promessa acabou e ele não esta mais nem aí.

    THE END

    23-03-2007 00:00:00

    saiba mais
  • Búzios, Cinema Fechado e Limitado

    Acender uma vela a Deus; outra, ao Diabo, aplica-se a pessoas levianas e sem princípios morais definidos, que fazem qualquer coisa, que lhes possa trazer algum proveito.

    A tal escola de cinema, anunciada pelo secretário de Cultura, aculturado, antes de começar, já apresenta um distúrbio na forma em que vai ser executada.

    O secretário Romano, em declaração à Imprensa diz: que entende a cinematografia como uma janela de reflexão sobre as relações sociais.

    Eu posso acrescentar algumas idéias para enriquecer seu universo cinematográfico.

    Aqui vai uma idéia de roteiro para filmes de sua futura escola.

    Titulo: ‘Descoberta na escuridão’

    Primeira parte: Um adolescente acaba de sair da quarta série escolar de um desses colégios municipais administrados politicamente. Acha difícil reiniciar uma vida normal, sente que está sendo estigmatizado e marginalizado na sociedade pelo seu despreparo educacional. O rapaz sem perspectiva volta-se para outros interesses: entrar na política - ser cabo-eleitoral. Ele descobre que é capaz de expressar seus sentimentos, para demonstrar sua personalidade modificada.

    Sua família, a principio, não vê a mudança, e planeja entregar o rapaz aos cuidados de um político local.

    Ao descobrir a aptidão de seu filho para a ambição desmedida ao dinheiro fácil e ao charlatanismo político , o pai percebe que ele pode salvar a família do atoleiro em que vivem.

    Em todas as historias do cinema, os ingredientes principais são: gente e problema em geral. Como podemos ver, o personagem central é apanhado em conflito de alguma espécie. Conflito com outras pessoas ou consigo mesmo.

    Para descrever a segunda e terceira parte desse roteiro, e continuar a historia, muitas vezes se selecionam seus pormenores e se resolvem os conflitos de maneira que, ao expor o tema, tem que ter uma visão da vida. Um julgamento de valor, uma lição ou uma percepção da natureza humana, que soe verdadeiro para aqueles que se dêem ao trabalho de meditar a respeito.

    Segunda parte: A cena a seguir ocorre em um comício político com uma grande comilança. A música de fundo: ‘E que tudo mais vá para o inferno’ de Erasmo e Roberto Carlos.

    O rapaz empolgado e guloso em sua ansiedade política de falar e comer ao mesmo tempo morre ‘antragantado’ e asfixiado por uma dobradinha e uma rabada mal digerida.

    Terceira e última parte: Chegando em frente ao céu e ao inferno, tem duas opções: escolher o lugar que gostaria de ficar.

    Primeiro se dirigiu ao inferno. O diabo-mor abre as portas e o recebe com festas, raves, champagne, prostitutas, dinheiro, cestas básicas, carros, motos, projeções cinematográficas colunas sociais em revistas e jornais mundanos, lhe oferece cargos hierárquicos, um deslumbre infernal!

    O diabo-mor promete que, se ficar a seu lado, tudo isso fará parte de seu universo.

    O rapaz deslumbrado não poderia acreditar que aí estava o que tanto almejava. Mas tem que voltar e entrar a conhecer o céu para escolher e ter seu livre arbítrio.

    Chegando ao céu, é recebido por anjos, tocando harpas, perfume de flores, silêncio de meditação, pessoas lendo livros clássicos, solidariedade, uma verdadeira paz de espírito.

    Passados dez dias de reflexão, começa a ficar entediado e desesperado. Vendo que não pode tirar nenhuma vantagem para si próprio, decide escolher seu lugar definitivo: o inferno!

    Dirigindo-se ao inferno, é atendido por um diabinho mal-encarado. Este logo vai perguntando: o que você quer?

    Pede para entrar e ficar definitivamente no inferno.

    Automaticamente o diabinho abre a porta e o empurra para dentro de uma escuridão, de onde ouvem-se gritos de tortura, ameaças, tapas, tiros, chicoteadas, estradas, afundando, barulho de tratores, depenando tudo pela frente, orelhas de pessoas mordidas sangrando.

    O rapaz assustado começa a perguntar: Cadê o diabo-mor? Cadê o champagne? Cadê as festas raves, o dinheiro, as prostitutas, os carros, os projetos cinematográficos que me foi prometido há dez dias atrás?

    O diabinho, rindo ironicamente, em uma voz cínica responde: Olha rapaz, até dez dias atrás o diabo-mor ainda estava em campanha política. Agora que ganhou, a promessa acabou e ele não esta mais nem aí.

    THE END

    23-03-2007 00:00:00

    saiba mais
  • Búzios, Cinema Fechado e Limitado

    Acender uma vela a Deus; outra, ao Diabo, aplica-se a pessoas levianas e sem princípios morais definidos, que fazem qualquer coisa, que lhes possa trazer algum proveito.

    A tal escola de cinema, anunciada pelo secretário de Cultura, aculturado, antes de começar, já apresenta um distúrbio na forma em que vai ser executada.

    O secretário Romano, em declaração à Imprensa diz: que entende a cinematografia como uma janela de reflexão sobre as relações sociais.

    Eu posso acrescentar algumas idéias para enriquecer seu universo cinematográfico.

    Aqui vai uma idéia de roteiro para filmes de sua futura escola.

    Titulo: ‘Descoberta na escuridão’

    Primeira parte: Um adolescente acaba de sair da quarta série escolar de um desses colégios municipais administrados politicamente. Acha difícil reiniciar uma vida normal, sente que está sendo estigmatizado e marginalizado na sociedade pelo seu despreparo educacional. O rapaz sem perspectiva volta-se para outros interesses: entrar na política - ser cabo-eleitoral. Ele descobre que é capaz de expressar seus sentimentos, para demonstrar sua personalidade modificada.

    Sua família, a principio, não vê a mudança, e planeja entregar o rapaz aos cuidados de um político local.

    Ao descobrir a aptidão de seu filho para a ambição desmedida ao dinheiro fácil e ao charlatanismo político , o pai percebe que ele pode salvar a família do atoleiro em que vivem.

    Em todas as historias do cinema, os ingredientes principais são: gente e problema em geral. Como podemos ver, o personagem central é apanhado em conflito de alguma espécie. Conflito com outras pessoas ou consigo mesmo.

    Para descrever a segunda e terceira parte desse roteiro, e continuar a historia, muitas vezes se selecionam seus pormenores e se resolvem os conflitos de maneira que, ao expor o tema, tem que ter uma visão da vida. Um julgamento de valor, uma lição ou uma percepção da natureza humana, que soe verdadeiro para aqueles que se dêem ao trabalho de meditar a respeito.

    Segunda parte: A cena a seguir ocorre em um comício político com uma grande comilança. A música de fundo: ‘E que tudo mais vá para o inferno’ de Erasmo e Roberto Carlos.

    O rapaz empolgado e guloso em sua ansiedade política de falar e comer ao mesmo tempo morre ‘antragantado’ e asfixiado por uma dobradinha e uma rabada mal digerida.

    Terceira e última parte: Chegando em frente ao céu e ao inferno, tem duas opções: escolher o lugar que gostaria de ficar.

    Primeiro se dirigiu ao inferno. O diabo-mor abre as portas e o recebe com festas, raves, champagne, prostitutas, dinheiro, cestas básicas, carros, motos, projeções cinematográficas colunas sociais em revistas e jornais mundanos, lhe oferece cargos hierárquicos, um deslumbre infernal!

    O diabo-mor promete que, se ficar a seu lado, tudo isso fará parte de seu universo.

    O rapaz deslumbrado não poderia acreditar que aí estava o que tanto almejava. Mas tem que voltar e entrar a conhecer o céu para escolher e ter seu livre arbítrio.

    Chegando ao céu, é recebido por anjos, tocando harpas, perfume de flores, silêncio de meditação, pessoas lendo livros clássicos, solidariedade, uma verdadeira paz de espírito.

    Passados dez dias de reflexão, começa a ficar entediado e desesperado. Vendo que não pode tirar nenhuma vantagem para si próprio, decide escolher seu lugar definitivo: o inferno!

    Dirigindo-se ao inferno, é atendido por um diabinho mal-encarado. Este logo vai perguntando: o que você quer?

    Pede para entrar e ficar definitivamente no inferno.

    Automaticamente o diabinho abre a porta e o empurra para dentro de uma escuridão, de onde ouvem-se gritos de tortura, ameaças, tapas, tiros, chicoteadas, estradas, afundando, barulho de tratores, depenando tudo pela frente, orelhas de pessoas mordidas sangrando.

    O rapaz assustado começa a perguntar: Cadê o diabo-mor? Cadê o champagne? Cadê as festas raves, o dinheiro, as prostitutas, os carros, os projetos cinematográficos que me foi prometido há dez dias atrás?

    O diabinho, rindo ironicamente, em uma voz cínica responde: Olha rapaz, até dez dias atrás o diabo-mor ainda estava em campanha política. Agora que ganhou, a promessa acabou e ele não esta mais nem aí.

    THE END

    23-03-2007 00:00:00

    saiba mais
  • As palavras não batem com as coisas

    Pensata la lege, pensata la malicia, disse o italiano; que não há lei, nem traça de governo tão considerada, a que a consideração da malícia e especulação do discurso interessado não dêem alcance, para perverter e torcer a seu intento.

    (Anônimo do séc. XVIII. Arte de furtar. RJ: Nova Fronteira, 1992, p. 54)

    Enquanto ‘oposicionista de plantão, pessoa de má vontade, aquela que não vê o que está sendo feito e só critica’, assim me constituo e passo, então, a exercer esse direito, em sua plenitude, para refletir sobre algumas trapalhadas, que têm ocupado a cena buziana. Como elas ocorrem em cascata e não dá para tratar de todas, priorizemos, neste artigo, a organização do trânsito, na Cidade, e a situação dos transportes públicos, temas que, quase diariamente, ocupam as páginas do Primeira Hora., o que toda gente já está cansado de ouvir, e que vêem dos que costumam perverter e torcer tudo a seu intento.

    O acidente, ocorrido semana passada, envolvendo uma van, Rasa-Centro, naquela curva da Marina, é o fato gerador deste texto. É mais um, entre outros, que exemplifica a total falta de ações para com a segurança, nas vias de acesso a Búzios. O cidadão não quer saber se essas vias são municipais, estaduais ou federais. A pergunta que deve ser respondida é: até quando continuaremos assistindo, de braços cruzados, a tantos acidentes, muitos com vítimas fatais?

    Quem precisa usar a via de acesso do trevo ‘Até que enfim’ para Búzios [na Amaral Peixoto], seja vindo do Rio ou do Norte do Estado, passa por péssimos pedaços. Primeiro, porque as curvas são muito perigosas. Mais perigoso do que as curvas, a irresponsabilidade na falta de sinalização. Entre outros problemas, não há uma placa sequer, alertando o motorista sobre os perigos que pode encontrar, caso abuse da velocidade. Muitas vezes, placas, como, ‘TENHA AMOR À VIDA’, ‘TRECHO COM ALTO ÍNDICE DE ACIDENTES’, ‘NÃO ABUSE DA VELOCIDADE’, é um simples recurso didático, que poderia evitar o pior. O perigo, certamente aumenta, à noite, quando o motorista, especialmente, aquele que não conhece curvas tão mal estruturadas, fica sujeito a se deparar com animais, com as casuarinas que vivem despencando, com a falta de sinalização, além da cruel falta de ILUMINAÇÃO, e sinalização, por todo o trecho. Somados esses itens, os acidentes tornam-se uma constante. Mas, como não é com um dos meus... que se dane!

    Transportes públicos

    Ratificando um artigo de nossa querida Maria Fernanda Quintela, colaboradora do PH, que, há pouco mais de dois meses, denunciava a situação dos transportes públicos em Búzios, não é demais reforçar a denúncia. Passou da falta de vergonha. Levam nossos alunos a chegarem atrasados às escolas, minando sua formação no que se refere ao item pontualidade. Todo mundo passa a achar normal chegar atrasado, em tudo. Infelizmente, é coisa de país, onde a Educação é a pior do mundo, mesmo! Além disso, tem o trabalhador. Esse que utiliza o trecho Búzios-Unamar, Rio das Ostras e adjacências, padece. Com a obra na ponte da Barra, municípios vizinhos providenciaram junto à Macaense e Salineira, ônibus e microônibus, que garantem o deslocamento de seus munícipes, com certa tranqüilidade, num intervalo máximo de meia hora, especialmente no horário de pico. Ao contrário, na CASA DA MÃE JOANA, onde ninguém quer saber de nada nem de ninguém, fica o cidadão abandonado à sorte. Enquanto vans para Rasa se atropelam pelas ruas da Cidade, pela quantidade questionável de concessões, não há uma van que seja obrigada, pelo poder público, a, pelo menos, ir e voltar ao trevo da AGRISA, de meia em meia hora, para facilitar o acesso e a saída da saída nesse trecho, servindo à população buziana. Se alguém perder a condução, na Barra de São João, espera por duas horas e fica sem qualquer alternativa. Seja idoso, trabalhador, morador, viajante, portador de necessidades especiais, mulher com filho no colo, ficam por lá. Chega a dar pena de ver. Além disso, não vemos a guarda municipal sendo deslocada, como está ocorrendo em outros municípios, para coibir abusos e irresponsabilidades cometidos por vans e por ônibus. Aqui, tudo pode!

    Por fim, observaram os leitores que não me referi aos buracos, em nossas vias públicas. O FECAB já registrou queixa crime na Delegacia Legal de Búzios, pela situação caótica em que elas se encontram e aguardamos providências. Mas, insistem em atribuir todos os problemas da Cidade ao governo anterior. Bem, o que posso dizer, é que, ao final de tudo isso, mesmo que o povo seja coberto de ouro em pó, a resposta estará nas urnas. Continuem produzindo palavras, pois, sabendo que o povo não é bobo, ele assiste à realidade que o cerca, de olho bem aberto, conferindo, diariamente, que as PALAVRAS NÃO BATEM COM AS COISAS.

    22-03-2007 00:00:00

    saiba mais

Copyright 1995-2010 Jornal Primeira Hora, Todos os direitos reservados.