Região dos Lagos e Norte Fluminense

Jornal primeira hora Jornal primeira hora
Sexta-feira , 18 de May 2012
  • Impostos que assaltam o contribuinte

    Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo)

    21-12-2009 00:00:00

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  • Impostos que assaltam o contribuinte

    Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo)

    21-12-2009 00:00:00

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  • Guerra Justa

    Alfredo Rainho é artista plástico, escritor e embaixador

    18-12-2009 00:00:00

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  • Guerra Justa

    Alfredo Rainho é artista plástico, escritor e embaixador

    18-12-2009 00:00:00

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  • Abrindo caminhos para a plena igualdade

    Rampas de acesso, chão com piso antiderrapante, elevadores, tradutores da linguagem de libras, computadores com som. Tudo isso facilita a acessibilidade dos portadores de deficiência. Mas não é suficiente, isoladamente, para incluir estes cidadãos.

    A inclusão social passa por questões relevantes como acesso à educação, saúde, assistência social, moradia, lazer, cultura, transporte e a uma profissão que o dignifique. Na Alerj começamos a dar os primeiros passos neste sentido ainda sob a presidência do então deputado Sérgio Cabral, hoje governador de nosso estado. Em sua gestão foram criadas mais de cem vagas de trabalho para deficientes e realizadas as primeiras adaptações no Palácio Tiradentes. Hoje, 132 portadores de deficiência trabalham na Alerj e nos enchem de orgulho pela dedicação e competência com que desempenham suas funções.

    Em 2005, fomos a primeira Assembléia Legislativa a criar a Comissão Permanente de Defesa da Pessoa Portadora de Deficiência, pioneira no País na luta pela inclusão e pela promoção da acessibilidade. Desde então, temos atuado para conscientizar as empresas, pontos turísticos e órgãos governamentais da importância de garantir a acessibilidade dos portadores de deficiência por meio de ações e leis. Uma unidade móvel percorre o estado cobrando o cumprimento da legislação e esclarecendo os deficientes quanto aos seus direitos.

    Internamente, avançamos na promoção da acessibilidade instalando rampas de adaptando nossos prédios.Também criamos o Prêmio Alerj Empresa Eficiente Parceira da Pessoa Deficiente, que permitiu um aprofundamento da relação do Parlamento com a iniciativa privada, dando visibilidade às boas práticas e incentivando a sua adoção. Ao listar todas estas ações, mais do que uma troca de informações e um aprendizado, posso afirmar que a cada conquista, temos mais um desafio a vencer.

    É inadmissível que aqueles que apresentem dificuldade de mobilidade não consigam atingir plena independência porque as ruas estão esburacadas, não existem rampas, elevadores, ou transporte adaptado. Para que a acessibilidade seja uma realidade os deficientes não podem depender da boa vontade e do favor.  

    Se antes a invisibilidade era uma norma social, hoje já está mais do que provado que ser diferente é normal. Se aos deficientes cabe o desafio diário da superação à nós está reservada a função de universalizar o acesso para que eles possam se integrar à nossa convivência. Isso é o que nos mobiliza a continuar nesta luta.

     

    15-12-2009 00:00:00

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  • Abrindo caminhos para a plena igualdade

    Rampas de acesso, chão com piso antiderrapante, elevadores, tradutores da linguagem de libras, computadores com som. Tudo isso facilita a acessibilidade dos portadores de deficiência. Mas não é suficiente, isoladamente, para incluir estes cidadãos.

    A inclusão social passa por questões relevantes como acesso à educação, saúde, assistência social, moradia, lazer, cultura, transporte e a uma profissão que o dignifique. Na Alerj começamos a dar os primeiros passos neste sentido ainda sob a presidência do então deputado Sérgio Cabral, hoje governador de nosso estado. Em sua gestão foram criadas mais de cem vagas de trabalho para deficientes e realizadas as primeiras adaptações no Palácio Tiradentes. Hoje, 132 portadores de deficiência trabalham na Alerj e nos enchem de orgulho pela dedicação e competência com que desempenham suas funções.

    Em 2005, fomos a primeira Assembléia Legislativa a criar a Comissão Permanente de Defesa da Pessoa Portadora de Deficiência, pioneira no País na luta pela inclusão e pela promoção da acessibilidade. Desde então, temos atuado para conscientizar as empresas, pontos turísticos e órgãos governamentais da importância de garantir a acessibilidade dos portadores de deficiência por meio de ações e leis. Uma unidade móvel percorre o estado cobrando o cumprimento da legislação e esclarecendo os deficientes quanto aos seus direitos.

    Internamente, avançamos na promoção da acessibilidade instalando rampas de adaptando nossos prédios.Também criamos o Prêmio Alerj Empresa Eficiente Parceira da Pessoa Deficiente, que permitiu um aprofundamento da relação do Parlamento com a iniciativa privada, dando visibilidade às boas práticas e incentivando a sua adoção. Ao listar todas estas ações, mais do que uma troca de informações e um aprendizado, posso afirmar que a cada conquista, temos mais um desafio a vencer.

    É inadmissível que aqueles que apresentem dificuldade de mobilidade não consigam atingir plena independência porque as ruas estão esburacadas, não existem rampas, elevadores, ou transporte adaptado. Para que a acessibilidade seja uma realidade os deficientes não podem depender da boa vontade e do favor.  

    Se antes a invisibilidade era uma norma social, hoje já está mais do que provado que ser diferente é normal. Se aos deficientes cabe o desafio diário da superação à nós está reservada a função de universalizar o acesso para que eles possam se integrar à nossa convivência. Isso é o que nos mobiliza a continuar nesta luta.

     

    15-12-2009 00:00:00

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  • Opinião - Usina Hidroelétrica de Belo Monte

    Em, 02-12-2009, no canal Globo News, Alexandre Garcia entrevistou o ministro Carlos Minc. Entre boas noticias sobre desmatamento na Amazônia e reconstituição da mata Atlântica, o nosso inteligente e articulado ministro nos deu informações no mínimo estarrecedoras: que era muito mais fácil aprovar usinas termoelétricas movidas a carvão, as mais poluidoras, do que as hidroelétricas que nada poluem.

    Mas, as piores noticias foram sobre o projeto da usina hidroelétrica de Belo Monte, a ser construída sobre uma curva do rio Xingu. Belo Monte será a terceira maior hidrelétrica do mundo, e a maior totalmente brasileira já que Itaipu é metade Paraguaia. Imagine-se a inveja nos USA e na Europa que nem de longe podem sonhar com uma fonte barata, inesgotável e não poluidora de energia como esta. Nos informou o ministro que enquanto os autores do estudo de impacto ambiental foram mais de 100 ganhando 15000 reais por mês, o estudo é revisado por meia dúzia de funcionários que percebem 5000 ao mês. Ora é absolutamente inconcebível que um processo, vital para o pais, que se arrasta a pelo menos 5 anos, dependa de meia dúzia de funcionários de 2º e 3º escalão, e que um governo que emprega um milhão de pessoas, que terceiriza outro tanto, não possa mobilizar as melhores cabeças das universidades e das instituições cientificas do pais para finaliza-lo Acresce ainda que o operoso Carlos Minc nos diz que estes poucos funcionários são ameaçados por processos individuais na justiça.

    É inaceitável que existam forças, travestidas de ambientalistas, que procurem retardar a construção da usina até o ponto de ameaçar pessoas físicas que devem simplesmente cumprir seu dever funcional. O jogo é pesado.

    Água doce nunca causa poluição, arvores e florestas por maior valor que tenham se replantam e se reconstituem, situações propicias para gerar energia limpa e renovável como a de Belo Monte só existe uma no mundo e será um grave crime ecológico jogar no oceano as águas do rio Xingu sem aproveita-las.

    11-12-2009 00:00:00

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  • Opinião - Usina Hidroelétrica de Belo Monte

    Em, 02-12-2009, no canal Globo News, Alexandre Garcia entrevistou o ministro Carlos Minc. Entre boas noticias sobre desmatamento na Amazônia e reconstituição da mata Atlântica, o nosso inteligente e articulado ministro nos deu informações no mínimo estarrecedoras: que era muito mais fácil aprovar usinas termoelétricas movidas a carvão, as mais poluidoras, do que as hidroelétricas que nada poluem.

    Mas, as piores noticias foram sobre o projeto da usina hidroelétrica de Belo Monte, a ser construída sobre uma curva do rio Xingu. Belo Monte será a terceira maior hidrelétrica do mundo, e a maior totalmente brasileira já que Itaipu é metade Paraguaia. Imagine-se a inveja nos USA e na Europa que nem de longe podem sonhar com uma fonte barata, inesgotável e não poluidora de energia como esta. Nos informou o ministro que enquanto os autores do estudo de impacto ambiental foram mais de 100 ganhando 15000 reais por mês, o estudo é revisado por meia dúzia de funcionários que percebem 5000 ao mês. Ora é absolutamente inconcebível que um processo, vital para o pais, que se arrasta a pelo menos 5 anos, dependa de meia dúzia de funcionários de 2º e 3º escalão, e que um governo que emprega um milhão de pessoas, que terceiriza outro tanto, não possa mobilizar as melhores cabeças das universidades e das instituições cientificas do pais para finaliza-lo Acresce ainda que o operoso Carlos Minc nos diz que estes poucos funcionários são ameaçados por processos individuais na justiça.

    É inaceitável que existam forças, travestidas de ambientalistas, que procurem retardar a construção da usina até o ponto de ameaçar pessoas físicas que devem simplesmente cumprir seu dever funcional. O jogo é pesado.

    Água doce nunca causa poluição, arvores e florestas por maior valor que tenham se replantam e se reconstituem, situações propicias para gerar energia limpa e renovável como a de Belo Monte só existe uma no mundo e será um grave crime ecológico jogar no oceano as águas do rio Xingu sem aproveita-las.

    11-12-2009 00:00:00

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  • Opinião - Belo Monte – Joaquim Bento Ribeiro Dantas - escritor

    Em, 02-12-2009, no canal Globo News, Alexandre Garcia entrevistou o ministro Carlos Minc. Entre boas noticias sobre desmatamento na Amazônia e reconstituição da mata Atlântica, o nosso inteligente e articulado ministro nos deu informações no mínimo estarrecedoras: que era muito mais fácil aprovar usinas termoelétricas movidas a carvão, as mais poluidoras, do que as hidroelétricas que nada poluem.

    Mas, as piores noticias foram sobre o projeto da usina hidroelétrica de Belo Monte, a ser construída sobre uma curva do rio Xingu. Belo Monte será a terceira maior hidrelétrica do mundo, e a maior totalmente brasileira já que Itaipu é metade Paraguaia. Imagine-se a inveja nos USA e na Europa que nem de longe podem sonhar com uma fonte barata, inesgotável e não poluidora de energia como esta. Nos informou o ministro que enquanto os autores do estudo de impacto ambiental foram mais de 100 ganhando 15000 reais por mês, o estudo é revisado por meia dúzia de funcionários que percebem 5000 ao mês. Ora é absolutamente inconcebível que um processo, vital para o pais, que se arrasta a pelo menos 5 anos, dependa de meia dúzia de funcionários de 2º e 3º escalão, e que um governo que emprega um milhão de pessoas, que terceiriza outro tanto, não possa mobilizar as melhores cabeças das universidades e das instituições cientificas do pais para finaliza-lo Acresce ainda que o operoso Carlos Minc nos diz que estes poucos funcionários são ameaçados por processos individuais na justiça.

    É inaceitável que existam forças, travestidas de ambientalistas, que procurem retardar a construção da usina até o ponto de ameaçar pessoas físicas que devem simplesmente cumprir seu dever funcional. O jogo é pesado.

     Água doce nunca causa poluição, arvores e florestas por maior valor que tenham se replantam e se reconstituem, situações propicias para gerar energia limpa e renovável como a de Belo Monte só existe uma no mundo e será um grave crime ecológico jogar no oceano as águas do rio Xingu sem aproveita-las.

    08-12-2009 00:00:00

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  • Opinião - Belo Monte – Joaquim Bento Ribeiro Dantas - escritor

    Em, 02-12-2009, no canal Globo News, Alexandre Garcia entrevistou o ministro Carlos Minc. Entre boas noticias sobre desmatamento na Amazônia e reconstituição da mata Atlântica, o nosso inteligente e articulado ministro nos deu informações no mínimo estarrecedoras: que era muito mais fácil aprovar usinas termoelétricas movidas a carvão, as mais poluidoras, do que as hidroelétricas que nada poluem.

    Mas, as piores noticias foram sobre o projeto da usina hidroelétrica de Belo Monte, a ser construída sobre uma curva do rio Xingu. Belo Monte será a terceira maior hidrelétrica do mundo, e a maior totalmente brasileira já que Itaipu é metade Paraguaia. Imagine-se a inveja nos USA e na Europa que nem de longe podem sonhar com uma fonte barata, inesgotável e não poluidora de energia como esta. Nos informou o ministro que enquanto os autores do estudo de impacto ambiental foram mais de 100 ganhando 15000 reais por mês, o estudo é revisado por meia dúzia de funcionários que percebem 5000 ao mês. Ora é absolutamente inconcebível que um processo, vital para o pais, que se arrasta a pelo menos 5 anos, dependa de meia dúzia de funcionários de 2º e 3º escalão, e que um governo que emprega um milhão de pessoas, que terceiriza outro tanto, não possa mobilizar as melhores cabeças das universidades e das instituições cientificas do pais para finaliza-lo Acresce ainda que o operoso Carlos Minc nos diz que estes poucos funcionários são ameaçados por processos individuais na justiça.

    É inaceitável que existam forças, travestidas de ambientalistas, que procurem retardar a construção da usina até o ponto de ameaçar pessoas físicas que devem simplesmente cumprir seu dever funcional. O jogo é pesado.

     Água doce nunca causa poluição, arvores e florestas por maior valor que tenham se replantam e se reconstituem, situações propicias para gerar energia limpa e renovável como a de Belo Monte só existe uma no mundo e será um grave crime ecológico jogar no oceano as águas do rio Xingu sem aproveita-las.

    08-12-2009 00:00:00

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  • A idade da pedra não acabou por falta de pedra

    Esta frase foi tese de um trabalho de livre reflexão numa turma de economia em uma universidade americana, e, cabe perfeitamente para que nós, também, façamos nossa reflexão.

    Não há do que discordar quando se diz que a vocação econômica da Região dos Lagos é o turismo, um serviço que dada a sua rentabilidade virou ‘indústria do turismo’.

    A diversidade dos ecos-sistemas, e a beleza de como eles se compuseram, da a região tesouros naturais únicos no mundo, mundo esse, que anualmente lota nossas cidades.

    A iniciativa privada já se deu conta disso, há muito tempo, e faz sua parte. Cabe ao poder público dar plenas condições (arcabouço legal e infraestrutura), para o pleno desenvolvimento dessa indústria, que por sua rentabilidade, cidades, sem atrativos naturais, constroem parques e monumentos para atrair turistas.

    De maneira geral o trato se dá sobre o binômio turismo/econômia, no caso de nossa região, por suas belezas naturais, melhor seria turismo/ecologia.

    Sim! Nossa economia é dependente da ecologia, com o que a preservação do meio ambiente é questão de sobrevivência, também, econômica.

    Aí alguém diz: ‘- E o petróleo? E os royalties?’.

    Será que os royalties foram uma coisa boa para toda região? Será que todas as cidades ganharam com os royalties? Será que com o dinheiro dos royalties não se poderia fazer muito mais, e de forma mais inteligente? E finalmente; o legado para a população, de todo esse dinheiro, foi proporcional aos valores? Via de regra, não. Não, para o montante de dinheiro pago de royalties, deveríamos ter uma região com: Saúde, Educação, Segurança e Saneamento básico de primeiro mundo.

    Nossa infra-estrutura e o cuidado com o meio ambiente foram esquecidos; ruas e estradas esburacadas, esgotos a céu aberto, falta de agua e energia, transito caótico, é o que ainda se tem depois da enxurrada de royalties que inundou cidades da região.

    Talvez o maior dos males que os royalties podem ter trazido, foi a acomodação de alguns gestores com o dinheiro fácil. Incharam a folha, para, com o empreguismo, garantir votos, (o esporte político preferido da região). Não precisavam fazer nada, não tinham de ser criativos ou operativos, só tinham de esperar o dia certo do mês, e... gastar.

    Como era de se esperar o corte dos royalties, com a crise econômica mundial de 2008, veio o colapso. Mas, parece que não aprenderam, agora sonham com os royalties do pré-sal. O que nos leva a reflexão do título.

    Com o atual nível de emissões de carbono, o mundo, tal como o conhecemos, acaba em pouco tempo.

    Com o atual nível de emissões de carbono, a raça humana, tal como somos, acaba em pouco tempo.

    Só para se termos uma ideia, mesmo com todos os avanços da medicina, se nada for feito, a partir de 2050 a expectativa de vida do ser humano começa a decrescer, até que no fim deste século (2099), estará abaixo dos 50 anos, ou seja, nos níveis do início do século passado, teremos regredido duzentos anos na evolução.

    Projetando mais adiante, os de nós que vierem a sobreviver, seriamos mutantes, com outro tipo de pele, olhos e um corpo adaptado a, não mais uma temperatura interna de 36°, mas algo acima de 45°, para só assim sobrevivermos.

    Isto é para que se entenda que fora o jogo político, e a natureza humana, (de sempre querer ter uma vantagem sobre o próximo), é óbvio que a redução das emissões de carbono, será consenso mundial.

    A questão dos Estados Unidos, China e Índia, que não queriam estabelecer metas, praticamente se resolvem, a partir de que os Estados Unidos vão anunciar metas, já para 2020 e ampliadas para 2050.

    Com o quadro que se tem hoje, podemos dizer, realisticamente, pois está em jogo a raça humana, e, nossos dirigentes, embora alguns não pareçam, são humanos, a média da redução das emissões de carbono estará em torno de 18% (dezoito por cento) até 2020, e, é consenso , mesmo entre os mais pessimistas, estará acima dos 40% (quarenta por cento), em 2050.

    Onde se concentram os esforços para essas reduções? Na indústria, transportes e geração de energia, ou seja, principalmente na queima de combustíveis fósseis, em sua quase totalidade, derivados de petróleo.

    A substituição desse tipo de combustível é hoje prioridade mundial. Os programas como o do etanol, célula de hidrogênio, bio-diesel, motores híbridos ou flex e as usinas elétricas movidas a energias alternativas, já são realidade e estão substituindo as matrizes (sujas) atuais. Ainda há muito que se fazer, mas, neste caso, por sobrevivência, estamos a passos largos.

    Mas, e daí com nosso assunto?

    Questão de mercado, se o objetivo é a redução da queima e combustíveis fósseis como forma de alcançar as metas de redução das emissões de carbono, o consumo de petróleo no mundo, vai cair substancialmente, mesmo com o aumento da população, até o final do século, novos combustíveis e novas tecnologias, levarão o consumo do petróleo a 30% (trinta por cento) dos padrões atuais, o que se espera, e que, já a partir de 2020 o consumo seja decrescente.

    É uma realidade que uns não querem ver, e outros não querem mostrar, até porque o pré-sal virou bumbo de ressonância eleitoral, (escondendo a realidade, o pré-sal dá voto).

    Os números estão aí; a realidade é essa. Cedo ou tarde, dentro da conveniência da política, ou não virá a tona, mas , mercado é mercado, e quem o rege é a lei da oferta e procura, sendo assim os preços são determinados pela demanda. Nas leis do comércio, políticos não mandam.

    A pergunta que não quer calar: ‘- Com os preços do petróleo despencando, ficando abaixo do seu patamar de realidade (U$ 20,00/barril), muito abaixo do custo de extração, que é acima de U$ 50,00 para o pré-sal, vai valer a pena retirá-lo?’. E pior: ‘- Sabendo disso tudo, não se está, por causas políticas, gastando dinheiro a toa, já que a demanda futura de petróleo determina que, hoje, um projeto de extração de alto custo , como do pré-sal é inviável?’

    Estamos no limiar, no início do fim da Idade do Petróleo, será uma lástima que depois de gastar bilhões o Brasil tenha de deixar o petróleo do pré-sal no fundo do mar por falta de mercado.

    Se sobrar petróleo o preço cai. E aí? Adeus royalties!

    A idade da pedra não acabou por falta de pedra.

    04-12-2009 00:00:00

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  • A idade da pedra não acabou por falta de pedra

    Esta frase foi tese de um trabalho de livre reflexão numa turma de economia em uma universidade americana, e, cabe perfeitamente para que nós, também, façamos nossa reflexão.

    Não há do que discordar quando se diz que a vocação econômica da Região dos Lagos é o turismo, um serviço que dada a sua rentabilidade virou ‘indústria do turismo’.

    A diversidade dos ecos-sistemas, e a beleza de como eles se compuseram, da a região tesouros naturais únicos no mundo, mundo esse, que anualmente lota nossas cidades.

    A iniciativa privada já se deu conta disso, há muito tempo, e faz sua parte. Cabe ao poder público dar plenas condições (arcabouço legal e infraestrutura), para o pleno desenvolvimento dessa indústria, que por sua rentabilidade, cidades, sem atrativos naturais, constroem parques e monumentos para atrair turistas.

    De maneira geral o trato se dá sobre o binômio turismo/econômia, no caso de nossa região, por suas belezas naturais, melhor seria turismo/ecologia.

    Sim! Nossa economia é dependente da ecologia, com o que a preservação do meio ambiente é questão de sobrevivência, também, econômica.

    Aí alguém diz: ‘- E o petróleo? E os royalties?’.

    Será que os royalties foram uma coisa boa para toda região? Será que todas as cidades ganharam com os royalties? Será que com o dinheiro dos royalties não se poderia fazer muito mais, e de forma mais inteligente? E finalmente; o legado para a população, de todo esse dinheiro, foi proporcional aos valores? Via de regra, não. Não, para o montante de dinheiro pago de royalties, deveríamos ter uma região com: Saúde, Educação, Segurança e Saneamento básico de primeiro mundo.

    Nossa infra-estrutura e o cuidado com o meio ambiente foram esquecidos; ruas e estradas esburacadas, esgotos a céu aberto, falta de agua e energia, transito caótico, é o que ainda se tem depois da enxurrada de royalties que inundou cidades da região.

    Talvez o maior dos males que os royalties podem ter trazido, foi a acomodação de alguns gestores com o dinheiro fácil. Incharam a folha, para, com o empreguismo, garantir votos, (o esporte político preferido da região). Não precisavam fazer nada, não tinham de ser criativos ou operativos, só tinham de esperar o dia certo do mês, e... gastar.

    Como era de se esperar o corte dos royalties, com a crise econômica mundial de 2008, veio o colapso. Mas, parece que não aprenderam, agora sonham com os royalties do pré-sal. O que nos leva a reflexão do título.

    Com o atual nível de emissões de carbono, o mundo, tal como o conhecemos, acaba em pouco tempo.

    Com o atual nível de emissões de carbono, a raça humana, tal como somos, acaba em pouco tempo.

    Só para se termos uma ideia, mesmo com todos os avanços da medicina, se nada for feito, a partir de 2050 a expectativa de vida do ser humano começa a decrescer, até que no fim deste século (2099), estará abaixo dos 50 anos, ou seja, nos níveis do início do século passado, teremos regredido duzentos anos na evolução.

    Projetando mais adiante, os de nós que vierem a sobreviver, seriamos mutantes, com outro tipo de pele, olhos e um corpo adaptado a, não mais uma temperatura interna de 36°, mas algo acima de 45°, para só assim sobrevivermos.

    Isto é para que se entenda que fora o jogo político, e a natureza humana, (de sempre querer ter uma vantagem sobre o próximo), é óbvio que a redução das emissões de carbono, será consenso mundial.

    A questão dos Estados Unidos, China e Índia, que não queriam estabelecer metas, praticamente se resolvem, a partir de que os Estados Unidos vão anunciar metas, já para 2020 e ampliadas para 2050.

    Com o quadro que se tem hoje, podemos dizer, realisticamente, pois está em jogo a raça humana, e, nossos dirigentes, embora alguns não pareçam, são humanos, a média da redução das emissões de carbono estará em torno de 18% (dezoito por cento) até 2020, e, é consenso , mesmo entre os mais pessimistas, estará acima dos 40% (quarenta por cento), em 2050.

    Onde se concentram os esforços para essas reduções? Na indústria, transportes e geração de energia, ou seja, principalmente na queima de combustíveis fósseis, em sua quase totalidade, derivados de petróleo.

    A substituição desse tipo de combustível é hoje prioridade mundial. Os programas como o do etanol, célula de hidrogênio, bio-diesel, motores híbridos ou flex e as usinas elétricas movidas a energias alternativas, já são realidade e estão substituindo as matrizes (sujas) atuais. Ainda há muito que se fazer, mas, neste caso, por sobrevivência, estamos a passos largos.

    Mas, e daí com nosso assunto?

    Questão de mercado, se o objetivo é a redução da queima e combustíveis fósseis como forma de alcançar as metas de redução das emissões de carbono, o consumo de petróleo no mundo, vai cair substancialmente, mesmo com o aumento da população, até o final do século, novos combustíveis e novas tecnologias, levarão o consumo do petróleo a 30% (trinta por cento) dos padrões atuais, o que se espera, e que, já a partir de 2020 o consumo seja decrescente.

    É uma realidade que uns não querem ver, e outros não querem mostrar, até porque o pré-sal virou bumbo de ressonância eleitoral, (escondendo a realidade, o pré-sal dá voto).

    Os números estão aí; a realidade é essa. Cedo ou tarde, dentro da conveniência da política, ou não virá a tona, mas , mercado é mercado, e quem o rege é a lei da oferta e procura, sendo assim os preços são determinados pela demanda. Nas leis do comércio, políticos não mandam.

    A pergunta que não quer calar: ‘- Com os preços do petróleo despencando, ficando abaixo do seu patamar de realidade (U$ 20,00/barril), muito abaixo do custo de extração, que é acima de U$ 50,00 para o pré-sal, vai valer a pena retirá-lo?’. E pior: ‘- Sabendo disso tudo, não se está, por causas políticas, gastando dinheiro a toa, já que a demanda futura de petróleo determina que, hoje, um projeto de extração de alto custo , como do pré-sal é inviável?’

    Estamos no limiar, no início do fim da Idade do Petróleo, será uma lástima que depois de gastar bilhões o Brasil tenha de deixar o petróleo do pré-sal no fundo do mar por falta de mercado.

    Se sobrar petróleo o preço cai. E aí? Adeus royalties!

    A idade da pedra não acabou por falta de pedra.

    04-12-2009 00:00:00

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  • Opinião - O medidor de corrupção

    A Transparência Internacional divulgou o índice de corrupção no mundo. Numa escala de 0 a 10, o Brasil mereceu 3,7 pontos. Avançou da 80ª posição para a 75ª, entre 180 nações analisadas. Nosso país se equipara, agora, à Colômbia, ao Peru e ao Suriname.

    Por que há tanta corrupção no Brasil? Temos leis, sistema judiciário, polícias e mídia atenta. Prevalece, entretanto, a impunidade - a mãe dos corruptos.

    O corrupto caracteriza-se por não se admitir como tal. Esperto, trata-se de um requintado chantagista. Não se expõe; extorque. Considera a comissão um direito; a porcentagem, pagamento por serviços; o desvio, forma de apropriar-se do que lhe pertence; o caixa dois, investimento eleitoral.

    O corrupto oficial se vale da função pública em seu proveito. Troca a placa do carro, embarca a mulher com passagem custeada pelo erário, usa cartão de crédito debitável no orçamento do Estado, faz gastos e obriga o contribuinte a pagar. Considera natural o superfaturamento, a ausência de licitação, a concorrência com cartas marcadas.

    A lógica do corrupto é corrupta: “Se não aproveito, outro leva vantagem em meu lugar”. Seu único temor é ser apanhado em flagrante. Não tem escrúpulo em dar ou receber caixas de uísque, presentes caros de fornecedores ou patrocinar férias de juízes.

    O corrupto do tipo franciscano pratica o toma lá, dá cá. Não ostenta riquezas, não viaja ao exterior, faz-se de pobre para melhor encobrir a maracutaia.

    Enquanto os corruptos brasileiros não vão para a cadeia, ao menos nós, eleitores, ano que vem podemos impedi-los de serem eleitos para funções públicas.

     

    30-11-2009 00:00:00

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  • Opinião - O medidor de corrupção

    A Transparência Internacional divulgou o índice de corrupção no mundo. Numa escala de 0 a 10, o Brasil mereceu 3,7 pontos. Avançou da 80ª posição para a 75ª, entre 180 nações analisadas. Nosso país se equipara, agora, à Colômbia, ao Peru e ao Suriname.

    Por que há tanta corrupção no Brasil? Temos leis, sistema judiciário, polícias e mídia atenta. Prevalece, entretanto, a impunidade - a mãe dos corruptos.

    O corrupto caracteriza-se por não se admitir como tal. Esperto, trata-se de um requintado chantagista. Não se expõe; extorque. Considera a comissão um direito; a porcentagem, pagamento por serviços; o desvio, forma de apropriar-se do que lhe pertence; o caixa dois, investimento eleitoral.

    O corrupto oficial se vale da função pública em seu proveito. Troca a placa do carro, embarca a mulher com passagem custeada pelo erário, usa cartão de crédito debitável no orçamento do Estado, faz gastos e obriga o contribuinte a pagar. Considera natural o superfaturamento, a ausência de licitação, a concorrência com cartas marcadas.

    A lógica do corrupto é corrupta: “Se não aproveito, outro leva vantagem em meu lugar”. Seu único temor é ser apanhado em flagrante. Não tem escrúpulo em dar ou receber caixas de uísque, presentes caros de fornecedores ou patrocinar férias de juízes.

    O corrupto do tipo franciscano pratica o toma lá, dá cá. Não ostenta riquezas, não viaja ao exterior, faz-se de pobre para melhor encobrir a maracutaia.

    Enquanto os corruptos brasileiros não vão para a cadeia, ao menos nós, eleitores, ano que vem podemos impedi-los de serem eleitos para funções públicas.

     

    30-11-2009 00:00:00

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  • ‘O maior jornal búzios’ quer reinar absoluto

    Estamos a um mês do Natal. O ano voou, e como a cada ano que passa, temos a impressão de que os dias são mais curtos, e de que o tempo anda mais rápido; sensação que se acentua com o decorrer de nossos aniversários. Esta impressão nada mais é do que a insignificância que passa a ter o correr de um simples ano, se considerado como fração daqueles por nós já vividos. O raciocínio é simples: para uma criança de 10 anos a passagem de um ano representa dez por cento do que ela viveu; já para uma pessoa de 50, os mesmos dez por cento de vida representariam 5 anos. É claro que a sensação do passar de um ano, para quem tem dez, e o mesmo ano, para quem tem cinqüenta, produz uma percepção de velocidades da passagem do tempo diferentes.

    Após essa pequena divagação sobre os efeitos do tempo, a boa notícia é que as mudanças climáticas promovidas pelo homem, ainda não conseguiram afetar o movimento de translação da terra ao redor do sol... Portanto o ano tem os mesmos 365 dias, e os dias, as mesmas boas e velhas vinte e quatro horas. A má notícia, (bidú!) é que a cada ano que passa ficamos mais velhos. Evidentemente jovens e idosos envelhecem na mesma velocidade; somente a percepção de passagem de tempo de um, é que é diferente da do outro... nada mais.

    Comecei a escrever este texto movido pelo impulso de tentar fazer-me entender pelos leitores que acompanham a trajetória do PH já há algum tempo.

    Assumir o controle do jornal, não foi tarefa fácil. Demandou quatro anos de trabalho extenuante junto ao antigo editor chefe, com quem aprendi muito a respeito do ofício, além do uso de algumas economias acumuladas ao longo dos anos em que fui um expressivo importador de TDI, e Polipropileno, matérias primas usadas na fabricação de material esportivo.

    Felizmente no PH, temos, e, em particular, tenho, conseguido construir uma rede de relacionamentos com pessoas dos mais diversos matizes sócio-cultural e econômicos, algumas das quais, posso arriscar, tornaram-se bastante próximas. Na essência da formação desta rede, está a crença de que, através de um dialogo franco, seremos capazes de encurtar distâncias e atingir objetivos que beneficiem toda sociedade buziana, e não apenas metade dela. Neste sentido deflagrei ações em diversas direções, sempre querendo ouvir o ponto de vista do outro, para então, tentar entende-lo, e fazer-me entender com o objetivo de produzir algo que contribua para a melhoria da qualidade de vida de todos nós. Fiz isso em diversas direções, e, em especial em direção ao jornal Perú Molhado, fato que me gerou algumas criticas por parte de leitores mais fies ao PH, e pessoas próximas a mim. Este movimento de aproximação ao Perú não teve por objetivo a idéia de aquisição, fusão, ou unificação de idéias com o objetivo de formar uma agenda única, baseada em pautas combinadas; longe disso. Tive, como falei anteriormente, a intenção de encurtar distancias e fazer o caminho inverso daquele que. infelizmente até hoje, é o mais trilhado em nossa Armação dos Búzios. O da discórdia, da bipolarização, dos ataques violentos à honra e reputação de pessoas, ora imputando-lhes falsos crimes, ora manchando-lhes a reputação com histórias distorcidas, e verdades ‘construídas’ com auxilio de boatos maledicentes, espalhados ao vento, com a mesma facilidade com que se publicam e espalham material gráfico. Tudo com fito de denegrir o outro, e ora sim, ora também, recolher alguns trocados dos grandes interessados em difundir tais boatos e manter a cidade dividida.

    Não é o meu caso.

    Não! O Jornal Primeira Hora não trabalha para o poder como diz o jornal Perú Molhado em texto publicado na página 4 da semana passada nas linhas de seu jornalista Aníbal Fernandes! Ele, Aníbal, é quem ‘trabalhou’ para governos; na época em que esteve aqui, recebia de Toninho Branco sem o nosso conhecimento... Por esse motivo, entre outros já divulgados no início do ano, o outrora competente, e supostamente probo, jornalista, a partir daquela revelação não fez mais parte de nossos quadros.

    Foram muitos os pedidos para voltar, feitos pelo mesmo, e por pessoas que vieram advogar a favor dele; preferimos apostar numa turma nova, sem os ‘vícios’ de um jornalismo de subsistência que envereda pela opção do ‘jornalismo chapa verde’ para sobreviver.

    Lamento que ainda agora o Aníbal desperdice o talento que lhe restou, corroído que foi pelo tempo, para se deter em atacar a linha editorial deste jornal, e daqueles que por aqui passaram.

    Ainda na mesma edição, numa comparação infeliz na página 2, o Perú iguala à supressão feita, em foto publicada na Coluna Observatório, de uma imagem de fundo, de nenhuma expressão jornalística, supressão esta, feita com objetivo de destacar a cena principal da imagem, que era o encontro de dois amigos, no caso o Dr. Juiz de Direito João Carlos Corrêa e o Governador Sérgio Cabral, às manipulações de imagem feitas por Stalin, em sua propaganda política. Longe de ser engraçada, a nota publicada tem por objetivo denegrir a imagem do PH atribuindo-nos praticas de manipulação de conteúdo editorial e jornalístico, semelhantes àquelas praticadas por um regime totalitário, como o implantado pelo líder do partido comunista Russo. O objetivo da matéria do Perú é claro: atacar a credibilidade do jornal Primeira Hora, nosso único ativo, imputando-lhe a pratica de manipulação de fatos.

    Lamentável e mesquinho, o procedimento adotado pelos editores do Perú, um jornal de inegável valor como mídia alternativa, que infelizmente peca por não se contentar em reinar sozinho no seu nicho de mercado, com seu jornalismo irreverente e debochado, ocupando um segmento editorial que nunca pretendemos ocupar.

    A primeira lição que tiro deste fato é que, enquanto existirem exemplos e praticas como esta adotada pelo Perú Molhado, praticas que reforçam a idéia de que o outro é sempre um inimigo a ser abatido, esta Cidade não vai evoluir. O exemplo do Perú Molhado é emblemático, pois traduz o animo vigente de ‘tudo para mim’ e ‘nada para o outro’. Neste episódio o ‘outro’ é o PH: no aspecto macro, o ‘outro’ são todos aqueles que pensam diferente de nós. O Perú Molhado repete em público aquilo que condena no particular... A segunda lição é que, temos todos que lutar para acabar com o que considero a maior fraqueza desta Cidade: a permanente opção por se trilhar pelo caminho da discórdia beligerante, e pela divisão excludente, como única forma de sobrevivência e afirmação dos que aqui estão.

    Enquanto uns se acharem melhores, ‘mais’ privilegiados, mais inteligentes, e maiores do que os outros (O Maior Jornal Búzios), enquanto acharem que antiguidade é posto, continuaremos a pastar, e não chegaremos a lugar algum.

    Eduardo Borgerth Teixeira

     

    legenda

    Quem não lembra da foto montagem feita na reta final da campanha de 2008 estampada na capa do ‘maior jornal buzios’, com o objetivo de induzir os eleitores desta Cidade a um erro de interpretação, ao sugerir que Ruy Borba apoiava Toninho Branco em 2008? Isso sim é manipulação de imagens - Fala sério...

    27-11-2009 00:00:00

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  • ‘O maior jornal búzios’ quer reinar absoluto

    Estamos a um mês do Natal. O ano voou, e como a cada ano que passa, temos a impressão de que os dias são mais curtos, e de que o tempo anda mais rápido; sensação que se acentua com o decorrer de nossos aniversários. Esta impressão nada mais é do que a insignificância que passa a ter o correr de um simples ano, se considerado como fração daqueles por nós já vividos. O raciocínio é simples: para uma criança de 10 anos a passagem de um ano representa dez por cento do que ela viveu; já para uma pessoa de 50, os mesmos dez por cento de vida representariam 5 anos. É claro que a sensação do passar de um ano, para quem tem dez, e o mesmo ano, para quem tem cinqüenta, produz uma percepção de velocidades da passagem do tempo diferentes.

    Após essa pequena divagação sobre os efeitos do tempo, a boa notícia é que as mudanças climáticas promovidas pelo homem, ainda não conseguiram afetar o movimento de translação da terra ao redor do sol... Portanto o ano tem os mesmos 365 dias, e os dias, as mesmas boas e velhas vinte e quatro horas. A má notícia, (bidú!) é que a cada ano que passa ficamos mais velhos. Evidentemente jovens e idosos envelhecem na mesma velocidade; somente a percepção de passagem de tempo de um, é que é diferente da do outro... nada mais.

    Comecei a escrever este texto movido pelo impulso de tentar fazer-me entender pelos leitores que acompanham a trajetória do PH já há algum tempo.

    Assumir o controle do jornal, não foi tarefa fácil. Demandou quatro anos de trabalho extenuante junto ao antigo editor chefe, com quem aprendi muito a respeito do ofício, além do uso de algumas economias acumuladas ao longo dos anos em que fui um expressivo importador de TDI, e Polipropileno, matérias primas usadas na fabricação de material esportivo.

    Felizmente no PH, temos, e, em particular, tenho, conseguido construir uma rede de relacionamentos com pessoas dos mais diversos matizes sócio-cultural e econômicos, algumas das quais, posso arriscar, tornaram-se bastante próximas. Na essência da formação desta rede, está a crença de que, através de um dialogo franco, seremos capazes de encurtar distâncias e atingir objetivos que beneficiem toda sociedade buziana, e não apenas metade dela. Neste sentido deflagrei ações em diversas direções, sempre querendo ouvir o ponto de vista do outro, para então, tentar entende-lo, e fazer-me entender com o objetivo de produzir algo que contribua para a melhoria da qualidade de vida de todos nós. Fiz isso em diversas direções, e, em especial em direção ao jornal Perú Molhado, fato que me gerou algumas criticas por parte de leitores mais fies ao PH, e pessoas próximas a mim. Este movimento de aproximação ao Perú não teve por objetivo a idéia de aquisição, fusão, ou unificação de idéias com o objetivo de formar uma agenda única, baseada em pautas combinadas; longe disso. Tive, como falei anteriormente, a intenção de encurtar distancias e fazer o caminho inverso daquele que. infelizmente até hoje, é o mais trilhado em nossa Armação dos Búzios. O da discórdia, da bipolarização, dos ataques violentos à honra e reputação de pessoas, ora imputando-lhes falsos crimes, ora manchando-lhes a reputação com histórias distorcidas, e verdades ‘construídas’ com auxilio de boatos maledicentes, espalhados ao vento, com a mesma facilidade com que se publicam e espalham material gráfico. Tudo com fito de denegrir o outro, e ora sim, ora também, recolher alguns trocados dos grandes interessados em difundir tais boatos e manter a cidade dividida.

    Não é o meu caso.

    Não! O Jornal Primeira Hora não trabalha para o poder como diz o jornal Perú Molhado em texto publicado na página 4 da semana passada nas linhas de seu jornalista Aníbal Fernandes! Ele, Aníbal, é quem ‘trabalhou’ para governos; na época em que esteve aqui, recebia de Toninho Branco sem o nosso conhecimento... Por esse motivo, entre outros já divulgados no início do ano, o outrora competente, e supostamente probo, jornalista, a partir daquela revelação não fez mais parte de nossos quadros.

    Foram muitos os pedidos para voltar, feitos pelo mesmo, e por pessoas que vieram advogar a favor dele; preferimos apostar numa turma nova, sem os ‘vícios’ de um jornalismo de subsistência que envereda pela opção do ‘jornalismo chapa verde’ para sobreviver.

    Lamento que ainda agora o Aníbal desperdice o talento que lhe restou, corroído que foi pelo tempo, para se deter em atacar a linha editorial deste jornal, e daqueles que por aqui passaram.

    Ainda na mesma edição, numa comparação infeliz na página 2, o Perú iguala à supressão feita, em foto publicada na Coluna Observatório, de uma imagem de fundo, de nenhuma expressão jornalística, supressão esta, feita com objetivo de destacar a cena principal da imagem, que era o encontro de dois amigos, no caso o Dr. Juiz de Direito João Carlos Corrêa e o Governador Sérgio Cabral, às manipulações de imagem feitas por Stalin, em sua propaganda política. Longe de ser engraçada, a nota publicada tem por objetivo denegrir a imagem do PH atribuindo-nos praticas de manipulação de conteúdo editorial e jornalístico, semelhantes àquelas praticadas por um regime totalitário, como o implantado pelo líder do partido comunista Russo. O objetivo da matéria do Perú é claro: atacar a credibilidade do jornal Primeira Hora, nosso único ativo, imputando-lhe a pratica de manipulação de fatos.

    Lamentável e mesquinho, o procedimento adotado pelos editores do Perú, um jornal de inegável valor como mídia alternativa, que infelizmente peca por não se contentar em reinar sozinho no seu nicho de mercado, com seu jornalismo irreverente e debochado, ocupando um segmento editorial que nunca pretendemos ocupar.

    A primeira lição que tiro deste fato é que, enquanto existirem exemplos e praticas como esta adotada pelo Perú Molhado, praticas que reforçam a idéia de que o outro é sempre um inimigo a ser abatido, esta Cidade não vai evoluir. O exemplo do Perú Molhado é emblemático, pois traduz o animo vigente de ‘tudo para mim’ e ‘nada para o outro’. Neste episódio o ‘outro’ é o PH: no aspecto macro, o ‘outro’ são todos aqueles que pensam diferente de nós. O Perú Molhado repete em público aquilo que condena no particular... A segunda lição é que, temos todos que lutar para acabar com o que considero a maior fraqueza desta Cidade: a permanente opção por se trilhar pelo caminho da discórdia beligerante, e pela divisão excludente, como única forma de sobrevivência e afirmação dos que aqui estão.

    Enquanto uns se acharem melhores, ‘mais’ privilegiados, mais inteligentes, e maiores do que os outros (O Maior Jornal Búzios), enquanto acharem que antiguidade é posto, continuaremos a pastar, e não chegaremos a lugar algum.

    Eduardo Borgerth Teixeira

     

    legenda

    Quem não lembra da foto montagem feita na reta final da campanha de 2008 estampada na capa do ‘maior jornal buzios’, com o objetivo de induzir os eleitores desta Cidade a um erro de interpretação, ao sugerir que Ruy Borba apoiava Toninho Branco em 2008? Isso sim é manipulação de imagens - Fala sério...

    27-11-2009 00:00:00

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  • A Economia da Alegria

    O Rio de Janeiro é conhecido mundialmente por ser a capital da alegria, da simpatia, do Carnaval. E isso é bom para o turismo, para os negócios, para o desenvolvimento. O desafio do poder público, no entanto, é transformar este patrimônio intangível em dados, estatísticas e informações que possam balizar políticas públicas que fomentem a inclusão de mais trabalhadores nesta cadeia, gerando renda para a população.

    Só para ficar no Carnaval, símbolo maior desta alegria que emanamos e exportamos para o mundo inteiro, e que injeta um bilhão de dólares em nossa economia, começamos a nos dar conta do quanto esta mistura entre o trabalho e as nossas características como povo podem nos trazer em termos de desenvolvimento. Não apenas econômico, mas cultural.

    Ao unir ricos e pobres, zona norte e zona sul, morro e asfalto; ao mergulhar nas raízes que formaram nossa noção de povo, cantar em prosa e verso nossa história, o Carnaval se transforma no espaço ideal para que artistas mostrem o seu talento e criatividade e retirem dele o seu sustento. Nesta época, mercados menos visíveis, como o de direitos autorais, geram receitas importantes para quem vive de arte. 

    E o trabalho permanente daqueles que alimentam esta verdadeira indústria, prestando serviços nos setores de espetáculos, audiovisual, alimentos, hotéis, restaurantes, só para ficar nos mais óbvios?  Recentemente, o estudo A Cadeia Produtiva do Carnaval, coordenado pelo professor Luiz Carlos Prestes Filho, lançou luzes sobre a enorme quantidade de atividades que são movimentadas por conta do maior espetáculo da terra.

    Num trabalho multidisciplinar, o livro mostra que nosso Carnaval não se restringe apenas ao Sambódromo e à Zona Sul da Capital, mas se espalha por toda a cidade e o estado, tendo reflexos até em Barra Mansa, cidade da região sul fluminense. Lá, um grupo de bordadeiras produz 39 milhões de peças de bordado por ano exclusivamente para o Carnaval, injetando R$ 53 milhões na economia do estado e respondendo por 4,2% do PIB do município.

    Já está na hora de olharmos com mais atenção para as nossas manifestações culturais como vetor de desenvolvimento. Uma imagem muito interessante colocada pelo professor ao lançar o livro é a seguinte: diferentemente de uma indústria, que precisa construir um prédio, comprar máquinas, adquirir insumos, contratar funcionários para só então ter um produto que será vendido, a economia do entretenimento tem uma lógica invertida. Nasce de uma manifestação espontânea, ganha o espaço das ruas, é reconhecida pelo estado, que constrói para ela uma passarela, e durante todo este processo, que gera divisas, o que a torna ativa são as pessoas.

    O que proponho é pensarmos juntos de que forma é possível adensar esta cadeia da alegria. A partir de estudos como o que citei temos dados para trabalhar o Carnaval, o livro, a música, o audiovisual. Mas poderíamos levantar informações também sobre o futebol, por exemplo, fonte de tantas alegrias e divisas para o Rio de Janeiro. A partir das informações, podemos mudar a nossa realidade projetando um futuro em que, como diz a letra de Chico Buarque, a única lei é sermos obrigados a ser feliz. Vamos começar?

    20-11-2009 00:00:00

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  • A Economia da Alegria

    O Rio de Janeiro é conhecido mundialmente por ser a capital da alegria, da simpatia, do Carnaval. E isso é bom para o turismo, para os negócios, para o desenvolvimento. O desafio do poder público, no entanto, é transformar este patrimônio intangível em dados, estatísticas e informações que possam balizar políticas públicas que fomentem a inclusão de mais trabalhadores nesta cadeia, gerando renda para a população.

    Só para ficar no Carnaval, símbolo maior desta alegria que emanamos e exportamos para o mundo inteiro, e que injeta um bilhão de dólares em nossa economia, começamos a nos dar conta do quanto esta mistura entre o trabalho e as nossas características como povo podem nos trazer em termos de desenvolvimento. Não apenas econômico, mas cultural.

    Ao unir ricos e pobres, zona norte e zona sul, morro e asfalto; ao mergulhar nas raízes que formaram nossa noção de povo, cantar em prosa e verso nossa história, o Carnaval se transforma no espaço ideal para que artistas mostrem o seu talento e criatividade e retirem dele o seu sustento. Nesta época, mercados menos visíveis, como o de direitos autorais, geram receitas importantes para quem vive de arte. 

    E o trabalho permanente daqueles que alimentam esta verdadeira indústria, prestando serviços nos setores de espetáculos, audiovisual, alimentos, hotéis, restaurantes, só para ficar nos mais óbvios?  Recentemente, o estudo A Cadeia Produtiva do Carnaval, coordenado pelo professor Luiz Carlos Prestes Filho, lançou luzes sobre a enorme quantidade de atividades que são movimentadas por conta do maior espetáculo da terra.

    Num trabalho multidisciplinar, o livro mostra que nosso Carnaval não se restringe apenas ao Sambódromo e à Zona Sul da Capital, mas se espalha por toda a cidade e o estado, tendo reflexos até em Barra Mansa, cidade da região sul fluminense. Lá, um grupo de bordadeiras produz 39 milhões de peças de bordado por ano exclusivamente para o Carnaval, injetando R$ 53 milhões na economia do estado e respondendo por 4,2% do PIB do município.

    Já está na hora de olharmos com mais atenção para as nossas manifestações culturais como vetor de desenvolvimento. Uma imagem muito interessante colocada pelo professor ao lançar o livro é a seguinte: diferentemente de uma indústria, que precisa construir um prédio, comprar máquinas, adquirir insumos, contratar funcionários para só então ter um produto que será vendido, a economia do entretenimento tem uma lógica invertida. Nasce de uma manifestação espontânea, ganha o espaço das ruas, é reconhecida pelo estado, que constrói para ela uma passarela, e durante todo este processo, que gera divisas, o que a torna ativa são as pessoas.

    O que proponho é pensarmos juntos de que forma é possível adensar esta cadeia da alegria. A partir de estudos como o que citei temos dados para trabalhar o Carnaval, o livro, a música, o audiovisual. Mas poderíamos levantar informações também sobre o futebol, por exemplo, fonte de tantas alegrias e divisas para o Rio de Janeiro. A partir das informações, podemos mudar a nossa realidade projetando um futuro em que, como diz a letra de Chico Buarque, a única lei é sermos obrigados a ser feliz. Vamos começar?

    20-11-2009 00:00:00

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  • Opinião - O aposentado, a previdência e a verdade

                O fim do “fator previdenciário”, perverso e injusto instrumento que retarda a aposentadoria dos trabalhadores, felizmente foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Instituído em 1999, com a finalidade de evitar o rombo da Previdência Social, o sistema proporcionou economia de R$ 10 bilhões ao INSS e, consequentemente, retirou idêntica quantia das mãos da massa de aposentados brasileiros. Mesmo aprovado na comissão, o “fator” ainda pode sobreviver se o governo mobilizar suas bases na votação em plenário ou se, perdendo a votação, usar o seu poder de veto.

                O presidente Lula, que traz em seu currículo a condição de trabalhador e aposentado, deveria, como mandatário, ter mais sensibilidade para o problema e buscar as reais soluções. Não é achatando os proventos dos aposentados que se vai evitar o déficit da Previdência Social. É preciso garantir que o bolo previdenciário seja utilizado exclusivamente para o pagamento dos aposentados que, quando ativos, contribuíram para a sua formação. O governo deve expurgar desse bolo as aposentadorias sociais concedidas a trabalhadores rurais, idosos desvalidos e outros que nunca contribuíram. Esses têm de ser socorridos por razões humanitárias, mas com verbas vindas do Tesouro, jamais com o suado dinheiro das contribuições previdenciárias do trabalhador. Ainda mais: o próprio governo deveria verificar quando no passado usou o dinheiro da Previdência para outros fins, causando o rombo. E devolver tudo com juros e correção.

                As leoninas contas de chegar que o governo tem feito com a finalidade de conter o chamado déficit da Previdência infelicitam a grande legião de aposentados privados. Todos eles, sem distinção, sentem-se roubados porque contribuíram para ter um determinado nível de salário e hoje recebem quantias infinitamente menores, justamente num momento da vida onde têm de arcar com despesas maiores com saúde e outras dificuldades.

                Desde que começou a pagar aposentadorias em maior volume, na virada dos anos 60 para 70 – até então havia muito mais contribuições que benefícios, pois a Previdência era “nova” -, o sistema começou a usar exercícios matemáticos que prejudicaram os aposentados, sem atentar para a sangria que ele próprio sempre fez aos cofres previdenciários. E, mais recentemente, passou a atuar também na criação de obstáculos para o trabalhador se aposentar, mesmo já tendo completado seu tempo de contribuição. Isso é desumano!

                O governo do presidente operário passaria vitorioso para a história se ainda tivesse tempo de expurgar os penduricalhos, as benesses indevidas e as injustiças  aplicadas à Previdência Social. Fazendo isso e combatendo implacavelmente as fraudes, com toda certeza, poderia proporcionar ao aposentado o provento que lhe é justo pelo quanto contribuiu e, com isso, promoveria uma grande reconciliação nacional com os velhinhos.

                É preciso coragem e dignidade para mexer nessa caixa-preta.

    17-11-2009 00:00:00

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  • Opinião - O aposentado, a previdência e a verdade

                O fim do “fator previdenciário”, perverso e injusto instrumento que retarda a aposentadoria dos trabalhadores, felizmente foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Instituído em 1999, com a finalidade de evitar o rombo da Previdência Social, o sistema proporcionou economia de R$ 10 bilhões ao INSS e, consequentemente, retirou idêntica quantia das mãos da massa de aposentados brasileiros. Mesmo aprovado na comissão, o “fator” ainda pode sobreviver se o governo mobilizar suas bases na votação em plenário ou se, perdendo a votação, usar o seu poder de veto.

                O presidente Lula, que traz em seu currículo a condição de trabalhador e aposentado, deveria, como mandatário, ter mais sensibilidade para o problema e buscar as reais soluções. Não é achatando os proventos dos aposentados que se vai evitar o déficit da Previdência Social. É preciso garantir que o bolo previdenciário seja utilizado exclusivamente para o pagamento dos aposentados que, quando ativos, contribuíram para a sua formação. O governo deve expurgar desse bolo as aposentadorias sociais concedidas a trabalhadores rurais, idosos desvalidos e outros que nunca contribuíram. Esses têm de ser socorridos por razões humanitárias, mas com verbas vindas do Tesouro, jamais com o suado dinheiro das contribuições previdenciárias do trabalhador. Ainda mais: o próprio governo deveria verificar quando no passado usou o dinheiro da Previdência para outros fins, causando o rombo. E devolver tudo com juros e correção.

                As leoninas contas de chegar que o governo tem feito com a finalidade de conter o chamado déficit da Previdência infelicitam a grande legião de aposentados privados. Todos eles, sem distinção, sentem-se roubados porque contribuíram para ter um determinado nível de salário e hoje recebem quantias infinitamente menores, justamente num momento da vida onde têm de arcar com despesas maiores com saúde e outras dificuldades.

                Desde que começou a pagar aposentadorias em maior volume, na virada dos anos 60 para 70 – até então havia muito mais contribuições que benefícios, pois a Previdência era “nova” -, o sistema começou a usar exercícios matemáticos que prejudicaram os aposentados, sem atentar para a sangria que ele próprio sempre fez aos cofres previdenciários. E, mais recentemente, passou a atuar também na criação de obstáculos para o trabalhador se aposentar, mesmo já tendo completado seu tempo de contribuição. Isso é desumano!

                O governo do presidente operário passaria vitorioso para a história se ainda tivesse tempo de expurgar os penduricalhos, as benesses indevidas e as injustiças  aplicadas à Previdência Social. Fazendo isso e combatendo implacavelmente as fraudes, com toda certeza, poderia proporcionar ao aposentado o provento que lhe é justo pelo quanto contribuiu e, com isso, promoveria uma grande reconciliação nacional com os velhinhos.

                É preciso coragem e dignidade para mexer nessa caixa-preta.

    17-11-2009 00:00:00

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