Região dos Lagos e Norte Fluminense

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Sexta-feira , 18 de May 2012
  • Sem autoridade e sem respeito

    Uma das coisas mais importantes para um administrador é o sentido da autoridade. A noção dos seus limites e daquilo que por imposição do cargo se é obrigado a assumir. Muitas vezes a responsabilidade leva o prefeito a tomar decisões duras e amargas. Decisões que só ele prefeito pode tomar.

    Não é fácil. Rende rugas e cabelos brancos. Muita preocupação, porque uma decisão do Executivo afeta a vida de muita gente. Pode gerar a prosperidade de setores da economia, como frear o desenvolvimento de segmentos do comércio, melhorar a arrecadação de impostos e projetar o futuro de uma região inteira.

    Quantas vezes o prefeito é obrigado a dizer agora não dá ou a Prefeitura não tem como cobrir esses gastos agora. Em tempo integral, o prefeito faz escolhas: determina o que pode e o que não pode ser feito. Conta com o apoio de sua equipe, mas por muitas vezes a escolha é solitária.

    Em momento algum, porém, o prefeito pode abrir mão de sua autoridade. O prefeito é eleito pelo povo de sua cidade para governar. Dele se espera a correção, a honestidade, o respeito à população e o exercício pleno do cargo. Em hipótese alguma ele pode passar a terceiros a prerrogativa de governar.

    Ao votar num determinado candidato e partido, o eleitor espera que aquela pessoa assuma para valer o cargo para o qual foi eleito. Ninguém vota numa pessoa esperando que outros governem. O eleito toma posse e governa. Não tem o direito de se omitir. Não pode moralmente delegar esse poder que emana do povo como a própria Constituição do país estabelece.

    O prefeito quando permite que outros governem por ele, perde a autoridade e se desmoraliza. O povo perde a confiança e não reconhece nele a pessoa que elegeu. O eleitor se sente roubado em seus direitos.

    Ora, porque isso acontece? Por que antes da eleição foram feitos acordos na calada da noite. Acordos que estabelecem quem manda em que. Determinam quais as áreas que fulano ou beltrano vão mandar. Tudo acertado antes, passando a perna no povo.

    É isso que está acontecendo aqui em Búzios. O que menos importa para essa gente é a vontade do povo buziano. Combinaram tudo e quando assumiram o governo trataram de fazer aquilo que haviam acertado entre eles. No acerto dessa turma, o interesse popular passa longe. Muito longe.

    A incompetência já é reconhecida por todos, inclusive por ele, em emissora de rádio, quando falou que se não fosse prefeito no máximo poderia ser um secretário. Mas, muito além da incompetência, estão os acordos com gente que nós buzianos estamos cansados de conhecer e sabemos muito bem o que eles querem da nossa terra.

    Entendo a presença dessa gente no governo como uma provação que de alguma maneira temos que passar, mas lá na frente o povo buziano vai dar a volta por cima e dar uma lição em quem tentou lhe enganar.

    26-05-2007 00:00:00

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  • Sem autoridade e sem respeito

    Uma das coisas mais importantes para um administrador é o sentido da autoridade. A noção dos seus limites e daquilo que por imposição do cargo se é obrigado a assumir. Muitas vezes a responsabilidade leva o prefeito a tomar decisões duras e amargas. Decisões que só ele prefeito pode tomar.

    Não é fácil. Rende rugas e cabelos brancos. Muita preocupação, porque uma decisão do Executivo afeta a vida de muita gente. Pode gerar a prosperidade de setores da economia, como frear o desenvolvimento de segmentos do comércio, melhorar a arrecadação de impostos e projetar o futuro de uma região inteira.

    Quantas vezes o prefeito é obrigado a dizer agora não dá ou a Prefeitura não tem como cobrir esses gastos agora. Em tempo integral, o prefeito faz escolhas: determina o que pode e o que não pode ser feito. Conta com o apoio de sua equipe, mas por muitas vezes a escolha é solitária.

    Em momento algum, porém, o prefeito pode abrir mão de sua autoridade. O prefeito é eleito pelo povo de sua cidade para governar. Dele se espera a correção, a honestidade, o respeito à população e o exercício pleno do cargo. Em hipótese alguma ele pode passar a terceiros a prerrogativa de governar.

    Ao votar num determinado candidato e partido, o eleitor espera que aquela pessoa assuma para valer o cargo para o qual foi eleito. Ninguém vota numa pessoa esperando que outros governem. O eleito toma posse e governa. Não tem o direito de se omitir. Não pode moralmente delegar esse poder que emana do povo como a própria Constituição do país estabelece.

    O prefeito quando permite que outros governem por ele, perde a autoridade e se desmoraliza. O povo perde a confiança e não reconhece nele a pessoa que elegeu. O eleitor se sente roubado em seus direitos.

    Ora, porque isso acontece? Por que antes da eleição foram feitos acordos na calada da noite. Acordos que estabelecem quem manda em que. Determinam quais as áreas que fulano ou beltrano vão mandar. Tudo acertado antes, passando a perna no povo.

    É isso que está acontecendo aqui em Búzios. O que menos importa para essa gente é a vontade do povo buziano. Combinaram tudo e quando assumiram o governo trataram de fazer aquilo que haviam acertado entre eles. No acerto dessa turma, o interesse popular passa longe. Muito longe.

    A incompetência já é reconhecida por todos, inclusive por ele, em emissora de rádio, quando falou que se não fosse prefeito no máximo poderia ser um secretário. Mas, muito além da incompetência, estão os acordos com gente que nós buzianos estamos cansados de conhecer e sabemos muito bem o que eles querem da nossa terra.

    Entendo a presença dessa gente no governo como uma provação que de alguma maneira temos que passar, mas lá na frente o povo buziano vai dar a volta por cima e dar uma lição em quem tentou lhe enganar.

    26-05-2007 00:00:00

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  • Sem autoridade e sem respeito

    Uma das coisas mais importantes para um administrador é o sentido da autoridade. A noção dos seus limites e daquilo que por imposição do cargo se é obrigado a assumir. Muitas vezes a responsabilidade leva o prefeito a tomar decisões duras e amargas. Decisões que só ele prefeito pode tomar.

    Não é fácil. Rende rugas e cabelos brancos. Muita preocupação, porque uma decisão do Executivo afeta a vida de muita gente. Pode gerar a prosperidade de setores da economia, como frear o desenvolvimento de segmentos do comércio, melhorar a arrecadação de impostos e projetar o futuro de uma região inteira.

    Quantas vezes o prefeito é obrigado a dizer agora não dá ou a Prefeitura não tem como cobrir esses gastos agora. Em tempo integral, o prefeito faz escolhas: determina o que pode e o que não pode ser feito. Conta com o apoio de sua equipe, mas por muitas vezes a escolha é solitária.

    Em momento algum, porém, o prefeito pode abrir mão de sua autoridade. O prefeito é eleito pelo povo de sua cidade para governar. Dele se espera a correção, a honestidade, o respeito à população e o exercício pleno do cargo. Em hipótese alguma ele pode passar a terceiros a prerrogativa de governar.

    Ao votar num determinado candidato e partido, o eleitor espera que aquela pessoa assuma para valer o cargo para o qual foi eleito. Ninguém vota numa pessoa esperando que outros governem. O eleito toma posse e governa. Não tem o direito de se omitir. Não pode moralmente delegar esse poder que emana do povo como a própria Constituição do país estabelece.

    O prefeito quando permite que outros governem por ele, perde a autoridade e se desmoraliza. O povo perde a confiança e não reconhece nele a pessoa que elegeu. O eleitor se sente roubado em seus direitos.

    Ora, porque isso acontece? Por que antes da eleição foram feitos acordos na calada da noite. Acordos que estabelecem quem manda em que. Determinam quais as áreas que fulano ou beltrano vão mandar. Tudo acertado antes, passando a perna no povo.

    É isso que está acontecendo aqui em Búzios. O que menos importa para essa gente é a vontade do povo buziano. Combinaram tudo e quando assumiram o governo trataram de fazer aquilo que haviam acertado entre eles. No acerto dessa turma, o interesse popular passa longe. Muito longe.

    A incompetência já é reconhecida por todos, inclusive por ele, em emissora de rádio, quando falou que se não fosse prefeito no máximo poderia ser um secretário. Mas, muito além da incompetência, estão os acordos com gente que nós buzianos estamos cansados de conhecer e sabemos muito bem o que eles querem da nossa terra.

    Entendo a presença dessa gente no governo como uma provação que de alguma maneira temos que passar, mas lá na frente o povo buziano vai dar a volta por cima e dar uma lição em quem tentou lhe enganar.

    26-05-2007 00:00:00

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  • Sem autoridade e sem respeito

    Uma das coisas mais importantes para um administrador é o sentido da autoridade. A noção dos seus limites e daquilo que por imposição do cargo se é obrigado a assumir. Muitas vezes a responsabilidade leva o prefeito a tomar decisões duras e amargas. Decisões que só ele prefeito pode tomar.

    Não é fácil. Rende rugas e cabelos brancos. Muita preocupação, porque uma decisão do Executivo afeta a vida de muita gente. Pode gerar a prosperidade de setores da economia, como frear o desenvolvimento de segmentos do comércio, melhorar a arrecadação de impostos e projetar o futuro de uma região inteira.

    Quantas vezes o prefeito é obrigado a dizer agora não dá ou a Prefeitura não tem como cobrir esses gastos agora. Em tempo integral, o prefeito faz escolhas: determina o que pode e o que não pode ser feito. Conta com o apoio de sua equipe, mas por muitas vezes a escolha é solitária.

    Em momento algum, porém, o prefeito pode abrir mão de sua autoridade. O prefeito é eleito pelo povo de sua cidade para governar. Dele se espera a correção, a honestidade, o respeito à população e o exercício pleno do cargo. Em hipótese alguma ele pode passar a terceiros a prerrogativa de governar.

    Ao votar num determinado candidato e partido, o eleitor espera que aquela pessoa assuma para valer o cargo para o qual foi eleito. Ninguém vota numa pessoa esperando que outros governem. O eleito toma posse e governa. Não tem o direito de se omitir. Não pode moralmente delegar esse poder que emana do povo como a própria Constituição do país estabelece.

    O prefeito quando permite que outros governem por ele, perde a autoridade e se desmoraliza. O povo perde a confiança e não reconhece nele a pessoa que elegeu. O eleitor se sente roubado em seus direitos.

    Ora, porque isso acontece? Por que antes da eleição foram feitos acordos na calada da noite. Acordos que estabelecem quem manda em que. Determinam quais as áreas que fulano ou beltrano vão mandar. Tudo acertado antes, passando a perna no povo.

    É isso que está acontecendo aqui em Búzios. O que menos importa para essa gente é a vontade do povo buziano. Combinaram tudo e quando assumiram o governo trataram de fazer aquilo que haviam acertado entre eles. No acerto dessa turma, o interesse popular passa longe. Muito longe.

    A incompetência já é reconhecida por todos, inclusive por ele, em emissora de rádio, quando falou que se não fosse prefeito no máximo poderia ser um secretário. Mas, muito além da incompetência, estão os acordos com gente que nós buzianos estamos cansados de conhecer e sabemos muito bem o que eles querem da nossa terra.

    Entendo a presença dessa gente no governo como uma provação que de alguma maneira temos que passar, mas lá na frente o povo buziano vai dar a volta por cima e dar uma lição em quem tentou lhe enganar.

    26-05-2007 00:00:00

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  • Crescimento sem emprego

    São muito preocupantes as informações da Organização Internacional do Trabalho (OIT) de que o desemprego planetário mantém-se elevadíssimo (6,3%), apesar do expressivo crescimento da economia mundial em 2006 e nos últimos cinco anos. O documento Tendências Mundiais do Emprego 2007 explica que, em volumes nominais, nunca houve tantas pessoas trabalhando, mas o total de desempregados jamais foi tão elevado, chegando ao número, sem precedentes, de 195,2 milhões de indivíduos.

    Praticamente, também não se verificaram avanços na meta de tirar da pobreza os cerca de 1,37 bilhão de trabalhadores que vivem com menos de dois dólares por dia. Ou seja, o crescimento econômico não está criando postos de trabalho em quantidade suficiente para promover a inclusão de novos trabalhadores e suas famílias no mercado de consumo e tampouco melhorando o rendimento do trabalho. A renda continua sendo concentrada e os problemas sociais provocados pela exclusão tendem a se agravar. O mais grave é que, em médio prazo, o próprio desemprego irá transformar-se em fator limitante para a expansão das economias nacionais, regionais e internacional, criando-se perigoso gargalo.

    É pertinente analisar o porquê de o crescimento econômico dos últimos cinco anos ter registrado impacto tão tênue na melhoria do mercado de trabalho e na qualidade de vida dos trabalhadores. Também é necessária atenção especial para o fato de os jovens de até 24 anos representarem 44% de todos os desempregados do mundo. São pessoas precocemente em dificuldade para se inserir nos benefícios da economia.

    O próprio estudo da OIT, contudo, mostra haver uma luz no fim do túnel no sentido de que se possa converter crescimento econômico em mais empregos e salários mais dignos: em 2006, a participação do setor de serviços como provedor de postos de trabalho aumentou de 39,5% para 40%, superando pela primeira vez a agricultura, que recuou de 39,7% para 38,7%. O setor industrial é responsável por 21,3% dos empregos em todo o Planeta.

    Todos esses dados evidenciam ser imprescindível investir mais na formação de jovens trabalhadores e na reciclagem profissional daqueles que, há mais tempo no mercado de trabalho, precisam de novas especializações ou até mesmo migrar de profissão para encontrar novas oportunidades nos segmentos que têm gerado oferta mais intensiva de mão-de-obra, como os serviços. Governos, empresas, Terceiro Setor e representações sindicais devem concentrar mais atenção nessa demanda de qualificar e requalificar melhor os trabalhadores. Não podemos pensar num mundo harmonioso sem equacionar essa questão, pois as estatísticas mostram claramente estar-se caminhando para um ponto de estrangulamento.

    De modo muito pertinente no contexto dessa preocupante situação, novo relatório do Banco Mundial sobre o Desenvolvimento contém emblemático alerta: Os países emergentes e pobres que investirem em melhor educação, cuidados de saúde e treinamento profissionalizante para os jovens de até 24 anos poderão produzir crescimento econômico considerável e uma redução acentuada da pobreza. Quem ousa duvidar? Pois então, mãos à obra!

    25-05-2007 00:00:00

    saiba mais
  • Crescimento sem emprego

    São muito preocupantes as informações da Organização Internacional do Trabalho (OIT) de que o desemprego planetário mantém-se elevadíssimo (6,3%), apesar do expressivo crescimento da economia mundial em 2006 e nos últimos cinco anos. O documento Tendências Mundiais do Emprego 2007 explica que, em volumes nominais, nunca houve tantas pessoas trabalhando, mas o total de desempregados jamais foi tão elevado, chegando ao número, sem precedentes, de 195,2 milhões de indivíduos.

    Praticamente, também não se verificaram avanços na meta de tirar da pobreza os cerca de 1,37 bilhão de trabalhadores que vivem com menos de dois dólares por dia. Ou seja, o crescimento econômico não está criando postos de trabalho em quantidade suficiente para promover a inclusão de novos trabalhadores e suas famílias no mercado de consumo e tampouco melhorando o rendimento do trabalho. A renda continua sendo concentrada e os problemas sociais provocados pela exclusão tendem a se agravar. O mais grave é que, em médio prazo, o próprio desemprego irá transformar-se em fator limitante para a expansão das economias nacionais, regionais e internacional, criando-se perigoso gargalo.

    É pertinente analisar o porquê de o crescimento econômico dos últimos cinco anos ter registrado impacto tão tênue na melhoria do mercado de trabalho e na qualidade de vida dos trabalhadores. Também é necessária atenção especial para o fato de os jovens de até 24 anos representarem 44% de todos os desempregados do mundo. São pessoas precocemente em dificuldade para se inserir nos benefícios da economia.

    O próprio estudo da OIT, contudo, mostra haver uma luz no fim do túnel no sentido de que se possa converter crescimento econômico em mais empregos e salários mais dignos: em 2006, a participação do setor de serviços como provedor de postos de trabalho aumentou de 39,5% para 40%, superando pela primeira vez a agricultura, que recuou de 39,7% para 38,7%. O setor industrial é responsável por 21,3% dos empregos em todo o Planeta.

    Todos esses dados evidenciam ser imprescindível investir mais na formação de jovens trabalhadores e na reciclagem profissional daqueles que, há mais tempo no mercado de trabalho, precisam de novas especializações ou até mesmo migrar de profissão para encontrar novas oportunidades nos segmentos que têm gerado oferta mais intensiva de mão-de-obra, como os serviços. Governos, empresas, Terceiro Setor e representações sindicais devem concentrar mais atenção nessa demanda de qualificar e requalificar melhor os trabalhadores. Não podemos pensar num mundo harmonioso sem equacionar essa questão, pois as estatísticas mostram claramente estar-se caminhando para um ponto de estrangulamento.

    De modo muito pertinente no contexto dessa preocupante situação, novo relatório do Banco Mundial sobre o Desenvolvimento contém emblemático alerta: Os países emergentes e pobres que investirem em melhor educação, cuidados de saúde e treinamento profissionalizante para os jovens de até 24 anos poderão produzir crescimento econômico considerável e uma redução acentuada da pobreza. Quem ousa duvidar? Pois então, mãos à obra!

    25-05-2007 00:00:00

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  • Crescimento sem emprego

    São muito preocupantes as informações da Organização Internacional do Trabalho (OIT) de que o desemprego planetário mantém-se elevadíssimo (6,3%), apesar do expressivo crescimento da economia mundial em 2006 e nos últimos cinco anos. O documento Tendências Mundiais do Emprego 2007 explica que, em volumes nominais, nunca houve tantas pessoas trabalhando, mas o total de desempregados jamais foi tão elevado, chegando ao número, sem precedentes, de 195,2 milhões de indivíduos.

    Praticamente, também não se verificaram avanços na meta de tirar da pobreza os cerca de 1,37 bilhão de trabalhadores que vivem com menos de dois dólares por dia. Ou seja, o crescimento econômico não está criando postos de trabalho em quantidade suficiente para promover a inclusão de novos trabalhadores e suas famílias no mercado de consumo e tampouco melhorando o rendimento do trabalho. A renda continua sendo concentrada e os problemas sociais provocados pela exclusão tendem a se agravar. O mais grave é que, em médio prazo, o próprio desemprego irá transformar-se em fator limitante para a expansão das economias nacionais, regionais e internacional, criando-se perigoso gargalo.

    É pertinente analisar o porquê de o crescimento econômico dos últimos cinco anos ter registrado impacto tão tênue na melhoria do mercado de trabalho e na qualidade de vida dos trabalhadores. Também é necessária atenção especial para o fato de os jovens de até 24 anos representarem 44% de todos os desempregados do mundo. São pessoas precocemente em dificuldade para se inserir nos benefícios da economia.

    O próprio estudo da OIT, contudo, mostra haver uma luz no fim do túnel no sentido de que se possa converter crescimento econômico em mais empregos e salários mais dignos: em 2006, a participação do setor de serviços como provedor de postos de trabalho aumentou de 39,5% para 40%, superando pela primeira vez a agricultura, que recuou de 39,7% para 38,7%. O setor industrial é responsável por 21,3% dos empregos em todo o Planeta.

    Todos esses dados evidenciam ser imprescindível investir mais na formação de jovens trabalhadores e na reciclagem profissional daqueles que, há mais tempo no mercado de trabalho, precisam de novas especializações ou até mesmo migrar de profissão para encontrar novas oportunidades nos segmentos que têm gerado oferta mais intensiva de mão-de-obra, como os serviços. Governos, empresas, Terceiro Setor e representações sindicais devem concentrar mais atenção nessa demanda de qualificar e requalificar melhor os trabalhadores. Não podemos pensar num mundo harmonioso sem equacionar essa questão, pois as estatísticas mostram claramente estar-se caminhando para um ponto de estrangulamento.

    De modo muito pertinente no contexto dessa preocupante situação, novo relatório do Banco Mundial sobre o Desenvolvimento contém emblemático alerta: Os países emergentes e pobres que investirem em melhor educação, cuidados de saúde e treinamento profissionalizante para os jovens de até 24 anos poderão produzir crescimento econômico considerável e uma redução acentuada da pobreza. Quem ousa duvidar? Pois então, mãos à obra!

    25-05-2007 00:00:00

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  • Crescimento sem emprego

    São muito preocupantes as informações da Organização Internacional do Trabalho (OIT) de que o desemprego planetário mantém-se elevadíssimo (6,3%), apesar do expressivo crescimento da economia mundial em 2006 e nos últimos cinco anos. O documento Tendências Mundiais do Emprego 2007 explica que, em volumes nominais, nunca houve tantas pessoas trabalhando, mas o total de desempregados jamais foi tão elevado, chegando ao número, sem precedentes, de 195,2 milhões de indivíduos.

    Praticamente, também não se verificaram avanços na meta de tirar da pobreza os cerca de 1,37 bilhão de trabalhadores que vivem com menos de dois dólares por dia. Ou seja, o crescimento econômico não está criando postos de trabalho em quantidade suficiente para promover a inclusão de novos trabalhadores e suas famílias no mercado de consumo e tampouco melhorando o rendimento do trabalho. A renda continua sendo concentrada e os problemas sociais provocados pela exclusão tendem a se agravar. O mais grave é que, em médio prazo, o próprio desemprego irá transformar-se em fator limitante para a expansão das economias nacionais, regionais e internacional, criando-se perigoso gargalo.

    É pertinente analisar o porquê de o crescimento econômico dos últimos cinco anos ter registrado impacto tão tênue na melhoria do mercado de trabalho e na qualidade de vida dos trabalhadores. Também é necessária atenção especial para o fato de os jovens de até 24 anos representarem 44% de todos os desempregados do mundo. São pessoas precocemente em dificuldade para se inserir nos benefícios da economia.

    O próprio estudo da OIT, contudo, mostra haver uma luz no fim do túnel no sentido de que se possa converter crescimento econômico em mais empregos e salários mais dignos: em 2006, a participação do setor de serviços como provedor de postos de trabalho aumentou de 39,5% para 40%, superando pela primeira vez a agricultura, que recuou de 39,7% para 38,7%. O setor industrial é responsável por 21,3% dos empregos em todo o Planeta.

    Todos esses dados evidenciam ser imprescindível investir mais na formação de jovens trabalhadores e na reciclagem profissional daqueles que, há mais tempo no mercado de trabalho, precisam de novas especializações ou até mesmo migrar de profissão para encontrar novas oportunidades nos segmentos que têm gerado oferta mais intensiva de mão-de-obra, como os serviços. Governos, empresas, Terceiro Setor e representações sindicais devem concentrar mais atenção nessa demanda de qualificar e requalificar melhor os trabalhadores. Não podemos pensar num mundo harmonioso sem equacionar essa questão, pois as estatísticas mostram claramente estar-se caminhando para um ponto de estrangulamento.

    De modo muito pertinente no contexto dessa preocupante situação, novo relatório do Banco Mundial sobre o Desenvolvimento contém emblemático alerta: Os países emergentes e pobres que investirem em melhor educação, cuidados de saúde e treinamento profissionalizante para os jovens de até 24 anos poderão produzir crescimento econômico considerável e uma redução acentuada da pobreza. Quem ousa duvidar? Pois então, mãos à obra!

    25-05-2007 00:00:00

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  • Crescimento sem emprego

    São muito preocupantes as informações da Organização Internacional do Trabalho (OIT) de que o desemprego planetário mantém-se elevadíssimo (6,3%), apesar do expressivo crescimento da economia mundial em 2006 e nos últimos cinco anos. O documento Tendências Mundiais do Emprego 2007 explica que, em volumes nominais, nunca houve tantas pessoas trabalhando, mas o total de desempregados jamais foi tão elevado, chegando ao número, sem precedentes, de 195,2 milhões de indivíduos.

    Praticamente, também não se verificaram avanços na meta de tirar da pobreza os cerca de 1,37 bilhão de trabalhadores que vivem com menos de dois dólares por dia. Ou seja, o crescimento econômico não está criando postos de trabalho em quantidade suficiente para promover a inclusão de novos trabalhadores e suas famílias no mercado de consumo e tampouco melhorando o rendimento do trabalho. A renda continua sendo concentrada e os problemas sociais provocados pela exclusão tendem a se agravar. O mais grave é que, em médio prazo, o próprio desemprego irá transformar-se em fator limitante para a expansão das economias nacionais, regionais e internacional, criando-se perigoso gargalo.

    É pertinente analisar o porquê de o crescimento econômico dos últimos cinco anos ter registrado impacto tão tênue na melhoria do mercado de trabalho e na qualidade de vida dos trabalhadores. Também é necessária atenção especial para o fato de os jovens de até 24 anos representarem 44% de todos os desempregados do mundo. São pessoas precocemente em dificuldade para se inserir nos benefícios da economia.

    O próprio estudo da OIT, contudo, mostra haver uma luz no fim do túnel no sentido de que se possa converter crescimento econômico em mais empregos e salários mais dignos: em 2006, a participação do setor de serviços como provedor de postos de trabalho aumentou de 39,5% para 40%, superando pela primeira vez a agricultura, que recuou de 39,7% para 38,7%. O setor industrial é responsável por 21,3% dos empregos em todo o Planeta.

    Todos esses dados evidenciam ser imprescindível investir mais na formação de jovens trabalhadores e na reciclagem profissional daqueles que, há mais tempo no mercado de trabalho, precisam de novas especializações ou até mesmo migrar de profissão para encontrar novas oportunidades nos segmentos que têm gerado oferta mais intensiva de mão-de-obra, como os serviços. Governos, empresas, Terceiro Setor e representações sindicais devem concentrar mais atenção nessa demanda de qualificar e requalificar melhor os trabalhadores. Não podemos pensar num mundo harmonioso sem equacionar essa questão, pois as estatísticas mostram claramente estar-se caminhando para um ponto de estrangulamento.

    De modo muito pertinente no contexto dessa preocupante situação, novo relatório do Banco Mundial sobre o Desenvolvimento contém emblemático alerta: Os países emergentes e pobres que investirem em melhor educação, cuidados de saúde e treinamento profissionalizante para os jovens de até 24 anos poderão produzir crescimento econômico considerável e uma redução acentuada da pobreza. Quem ousa duvidar? Pois então, mãos à obra!

    25-05-2007 00:00:00

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  • A política e a propina

    Pelos menos quatro ingredientes constituem a história dos homens: poder, dinheiro, inteligência e sexo. Não necessariamente nesta ordem. Porém, a troca e a combinação destes quatro fatores é a causa das guerras, revoluções, glórias e desgraças.

    No plano nacional é bastante visível a combinação acima: altas taxas de juros para alimentar as bancas internacional e nacional que precisam de países hóspedes com médio risco a fim de remunerar o excedente de capital na economia mundial, programas de assistência continuada aos pobres para que garantam o voto num sistema de proteção patriarcal, ação eficaz de uma policia federal que desmonta esquemas de corrupção e uma coalizão partidária tão bem estruturada que aniquila qualquer possibilidade de oposição política.

    Nos Estados da federação, sem exceção, sistemas de administração pública corruptos, falidos e sem a menor perspectiva de eficiência gerencial.

    Se quiserem exemplos analisem os sistemas penitenciários e previdenciários que são suficientes para confirmar o caos social.

    Nos municípios, onde então existem exceções, podem-se vislumbrar núcleos sociais mais organizados e saudáveis.

    Quanto mais forte for a organização municipal, mais fácil a resolução dos conflitos da sociedade. Em todas as áreas.

    O problema é que os municípios são reféns das verbas estaduais e da União. E refém, todos sabem, tem que pagar resgate.

    Esta é uma das nascentes da corrupção. As outras são as licitações públicas e, mais recentemente, os licenciamentos ambientais.

    Não existe corrupção somente numa ponta: há um corruptor ativo e um passivo.

    Portanto, são os cidadãos, especialmente os mais esclarecidos, que têm o dever cívico de denunciar todas as tentativas de corrupção da administração pública, em todos os seus níveis. É o mínimo que podemos fazer.

    Caso contrário vamos assistir uma leva de vereadores, prefeitos, deputados, senadores e governadores, dirigindo estes automóveis e residindo em lugares, cujos salários não podem alcançar.

    Isto quando não querem participação societária nos empreendimentos privados em troca de favores concedidos.

    Se de um lado se organiza a corrupção no poder público, é imperativa no outro lado, a organização de uma reação. Se não for pela decência que seja pela economia de recursos financeiros na construção destes empreendimentos.

    A imprensa de um modo geral está auxiliando a sociedade brasileira no reconhecimento e na condenação destas práticas de corrupção pública.

    Enquanto não aparecem estadistas para governar o Brasil e não diminuir a taxa de mediocridade nas administrações estaduais, temos que aprender a nos livrar da propina.

    23-05-2007 00:00:00

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  • A política e a propina

    Pelos menos quatro ingredientes constituem a história dos homens: poder, dinheiro, inteligência e sexo. Não necessariamente nesta ordem. Porém, a troca e a combinação destes quatro fatores é a causa das guerras, revoluções, glórias e desgraças.

    No plano nacional é bastante visível a combinação acima: altas taxas de juros para alimentar as bancas internacional e nacional que precisam de países hóspedes com médio risco a fim de remunerar o excedente de capital na economia mundial, programas de assistência continuada aos pobres para que garantam o voto num sistema de proteção patriarcal, ação eficaz de uma policia federal que desmonta esquemas de corrupção e uma coalizão partidária tão bem estruturada que aniquila qualquer possibilidade de oposição política.

    Nos Estados da federação, sem exceção, sistemas de administração pública corruptos, falidos e sem a menor perspectiva de eficiência gerencial.

    Se quiserem exemplos analisem os sistemas penitenciários e previdenciários que são suficientes para confirmar o caos social.

    Nos municípios, onde então existem exceções, podem-se vislumbrar núcleos sociais mais organizados e saudáveis.

    Quanto mais forte for a organização municipal, mais fácil a resolução dos conflitos da sociedade. Em todas as áreas.

    O problema é que os municípios são reféns das verbas estaduais e da União. E refém, todos sabem, tem que pagar resgate.

    Esta é uma das nascentes da corrupção. As outras são as licitações públicas e, mais recentemente, os licenciamentos ambientais.

    Não existe corrupção somente numa ponta: há um corruptor ativo e um passivo.

    Portanto, são os cidadãos, especialmente os mais esclarecidos, que têm o dever cívico de denunciar todas as tentativas de corrupção da administração pública, em todos os seus níveis. É o mínimo que podemos fazer.

    Caso contrário vamos assistir uma leva de vereadores, prefeitos, deputados, senadores e governadores, dirigindo estes automóveis e residindo em lugares, cujos salários não podem alcançar.

    Isto quando não querem participação societária nos empreendimentos privados em troca de favores concedidos.

    Se de um lado se organiza a corrupção no poder público, é imperativa no outro lado, a organização de uma reação. Se não for pela decência que seja pela economia de recursos financeiros na construção destes empreendimentos.

    A imprensa de um modo geral está auxiliando a sociedade brasileira no reconhecimento e na condenação destas práticas de corrupção pública.

    Enquanto não aparecem estadistas para governar o Brasil e não diminuir a taxa de mediocridade nas administrações estaduais, temos que aprender a nos livrar da propina.

    23-05-2007 00:00:00

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  • A política e a propina

    Pelos menos quatro ingredientes constituem a história dos homens: poder, dinheiro, inteligência e sexo. Não necessariamente nesta ordem. Porém, a troca e a combinação destes quatro fatores é a causa das guerras, revoluções, glórias e desgraças.

    No plano nacional é bastante visível a combinação acima: altas taxas de juros para alimentar as bancas internacional e nacional que precisam de países hóspedes com médio risco a fim de remunerar o excedente de capital na economia mundial, programas de assistência continuada aos pobres para que garantam o voto num sistema de proteção patriarcal, ação eficaz de uma policia federal que desmonta esquemas de corrupção e uma coalizão partidária tão bem estruturada que aniquila qualquer possibilidade de oposição política.

    Nos Estados da federação, sem exceção, sistemas de administração pública corruptos, falidos e sem a menor perspectiva de eficiência gerencial.

    Se quiserem exemplos analisem os sistemas penitenciários e previdenciários que são suficientes para confirmar o caos social.

    Nos municípios, onde então existem exceções, podem-se vislumbrar núcleos sociais mais organizados e saudáveis.

    Quanto mais forte for a organização municipal, mais fácil a resolução dos conflitos da sociedade. Em todas as áreas.

    O problema é que os municípios são reféns das verbas estaduais e da União. E refém, todos sabem, tem que pagar resgate.

    Esta é uma das nascentes da corrupção. As outras são as licitações públicas e, mais recentemente, os licenciamentos ambientais.

    Não existe corrupção somente numa ponta: há um corruptor ativo e um passivo.

    Portanto, são os cidadãos, especialmente os mais esclarecidos, que têm o dever cívico de denunciar todas as tentativas de corrupção da administração pública, em todos os seus níveis. É o mínimo que podemos fazer.

    Caso contrário vamos assistir uma leva de vereadores, prefeitos, deputados, senadores e governadores, dirigindo estes automóveis e residindo em lugares, cujos salários não podem alcançar.

    Isto quando não querem participação societária nos empreendimentos privados em troca de favores concedidos.

    Se de um lado se organiza a corrupção no poder público, é imperativa no outro lado, a organização de uma reação. Se não for pela decência que seja pela economia de recursos financeiros na construção destes empreendimentos.

    A imprensa de um modo geral está auxiliando a sociedade brasileira no reconhecimento e na condenação destas práticas de corrupção pública.

    Enquanto não aparecem estadistas para governar o Brasil e não diminuir a taxa de mediocridade nas administrações estaduais, temos que aprender a nos livrar da propina.

    23-05-2007 00:00:00

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  • A política e a propina

    Pelos menos quatro ingredientes constituem a história dos homens: poder, dinheiro, inteligência e sexo. Não necessariamente nesta ordem. Porém, a troca e a combinação destes quatro fatores é a causa das guerras, revoluções, glórias e desgraças.

    No plano nacional é bastante visível a combinação acima: altas taxas de juros para alimentar as bancas internacional e nacional que precisam de países hóspedes com médio risco a fim de remunerar o excedente de capital na economia mundial, programas de assistência continuada aos pobres para que garantam o voto num sistema de proteção patriarcal, ação eficaz de uma policia federal que desmonta esquemas de corrupção e uma coalizão partidária tão bem estruturada que aniquila qualquer possibilidade de oposição política.

    Nos Estados da federação, sem exceção, sistemas de administração pública corruptos, falidos e sem a menor perspectiva de eficiência gerencial.

    Se quiserem exemplos analisem os sistemas penitenciários e previdenciários que são suficientes para confirmar o caos social.

    Nos municípios, onde então existem exceções, podem-se vislumbrar núcleos sociais mais organizados e saudáveis.

    Quanto mais forte for a organização municipal, mais fácil a resolução dos conflitos da sociedade. Em todas as áreas.

    O problema é que os municípios são reféns das verbas estaduais e da União. E refém, todos sabem, tem que pagar resgate.

    Esta é uma das nascentes da corrupção. As outras são as licitações públicas e, mais recentemente, os licenciamentos ambientais.

    Não existe corrupção somente numa ponta: há um corruptor ativo e um passivo.

    Portanto, são os cidadãos, especialmente os mais esclarecidos, que têm o dever cívico de denunciar todas as tentativas de corrupção da administração pública, em todos os seus níveis. É o mínimo que podemos fazer.

    Caso contrário vamos assistir uma leva de vereadores, prefeitos, deputados, senadores e governadores, dirigindo estes automóveis e residindo em lugares, cujos salários não podem alcançar.

    Isto quando não querem participação societária nos empreendimentos privados em troca de favores concedidos.

    Se de um lado se organiza a corrupção no poder público, é imperativa no outro lado, a organização de uma reação. Se não for pela decência que seja pela economia de recursos financeiros na construção destes empreendimentos.

    A imprensa de um modo geral está auxiliando a sociedade brasileira no reconhecimento e na condenação destas práticas de corrupção pública.

    Enquanto não aparecem estadistas para governar o Brasil e não diminuir a taxa de mediocridade nas administrações estaduais, temos que aprender a nos livrar da propina.

    23-05-2007 00:00:00

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  • A política e a propina

    Pelos menos quatro ingredientes constituem a história dos homens: poder, dinheiro, inteligência e sexo. Não necessariamente nesta ordem. Porém, a troca e a combinação destes quatro fatores é a causa das guerras, revoluções, glórias e desgraças.

    No plano nacional é bastante visível a combinação acima: altas taxas de juros para alimentar as bancas internacional e nacional que precisam de países hóspedes com médio risco a fim de remunerar o excedente de capital na economia mundial, programas de assistência continuada aos pobres para que garantam o voto num sistema de proteção patriarcal, ação eficaz de uma policia federal que desmonta esquemas de corrupção e uma coalizão partidária tão bem estruturada que aniquila qualquer possibilidade de oposição política.

    Nos Estados da federação, sem exceção, sistemas de administração pública corruptos, falidos e sem a menor perspectiva de eficiência gerencial.

    Se quiserem exemplos analisem os sistemas penitenciários e previdenciários que são suficientes para confirmar o caos social.

    Nos municípios, onde então existem exceções, podem-se vislumbrar núcleos sociais mais organizados e saudáveis.

    Quanto mais forte for a organização municipal, mais fácil a resolução dos conflitos da sociedade. Em todas as áreas.

    O problema é que os municípios são reféns das verbas estaduais e da União. E refém, todos sabem, tem que pagar resgate.

    Esta é uma das nascentes da corrupção. As outras são as licitações públicas e, mais recentemente, os licenciamentos ambientais.

    Não existe corrupção somente numa ponta: há um corruptor ativo e um passivo.

    Portanto, são os cidadãos, especialmente os mais esclarecidos, que têm o dever cívico de denunciar todas as tentativas de corrupção da administração pública, em todos os seus níveis. É o mínimo que podemos fazer.

    Caso contrário vamos assistir uma leva de vereadores, prefeitos, deputados, senadores e governadores, dirigindo estes automóveis e residindo em lugares, cujos salários não podem alcançar.

    Isto quando não querem participação societária nos empreendimentos privados em troca de favores concedidos.

    Se de um lado se organiza a corrupção no poder público, é imperativa no outro lado, a organização de uma reação. Se não for pela decência que seja pela economia de recursos financeiros na construção destes empreendimentos.

    A imprensa de um modo geral está auxiliando a sociedade brasileira no reconhecimento e na condenação destas práticas de corrupção pública.

    Enquanto não aparecem estadistas para governar o Brasil e não diminuir a taxa de mediocridade nas administrações estaduais, temos que aprender a nos livrar da propina.

    23-05-2007 00:00:00

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  • A outra face da Justiça

    É justo condenar publicamente quem ainda não foi julgado pelo poder competente?

    22-05-2007 00:00:00

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  • A outra face da Justiça

    É justo condenar publicamente quem ainda não foi julgado pelo poder competente?

    22-05-2007 00:00:00

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    22-05-2007 00:00:00

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    22-05-2007 00:00:00

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  • O maior País de festas

    Tudo no Brasil há de ser festivo, ou não acontece. Porque festa é o que importa. Os brasileiros têm a ressaca que merecem

    AS TANTAS citações, nos últimos dias, do Brasil como o maior País católico do mundo perderam, mais uma vez, a oportunidade do acréscimo necessário: o maior país de católicos que não praticam o catolicismo. Os praticantes de fato são em número que, mesmo sem considerarmos a imensidão populacional brasileira, não leva grande vantagem sobre outros países também ditos católicos.

    A dificuldade de compreender ou lidar com esse catolicismo tem vencido, no Brasil, a cruzada de João Paulo 2º e, agora, de Bento 16 contra o legado modernizador da Igreja Católica empreendido por João 23. Mas, apesar de nem ao menos atenuarem o crescimento avassalador dos evangélicos, as visitas papais constituem festas, aparentemente festas de devoção, com grandiosidade popular fenomenal. Não é contraditório que assim seja.

    Incontáveis entrevistas dos peregrinos atraídos pela presença do papa, de muitos dos emocionados até às lágrimas e, inclusive, da própria personagem central do que seria um milagre de frei Galvão, invalidaram a hipótese de que ali as multidões fossem de praticantes de fato. Em provável e ampla maioria, católicos à brasileira.

    A nova evidência da relação que os católicos brasileiros mantêm com o catolicismo me sugeriu o plano do mais terreno, por exemplo e para não negar a regra, a violência urbana e suas vítimas. São brasileiramente idênticas as práticas do catolicismo aparente e as aparências de ação da

    sociedade contra a violência. Nestas também não há ação e integração efetivas, ninguém faz mais do que reclamar. A reclamação coletiva contra a violência tem, necessariamente, algum tempero lúdico, festivo, digamos, um lazer participativo. Pessoas deitadas, paralelas, no calçadão de Copacabana, a pretexto de simbolizarem as vítimas inocentes da violência armada. Uma instalação humana. Ou, em número semelhante, cruzes enfileiradas na areia. E daí? Daí, nada. Ou melhor, daí temos mais desfiles de faixas reclamantes e de camisetas que disputam em oiginalidade de dizeres ou imagens. São, sim, desfiles de protesto -mas sempre na praia, em dia com a moda, porque depois é cada um se procurar nas primeiras páginas e na TV em plena e dignificante ação contra a violência. Em meio a tanta brasilidade, os pais do menino João Hélio só poderiam mesmo ver-se criticados, em jornal e TV, por seu gesto digno de proibir a imagem do filho em camisetas comercializadas para mais desfiles praieiros.

    Este registro acariocado se explica em razão da preferência desfrutada pelo Rio, nos meios de comunicação, quando se trata de crime, outras violências e demais formas de decomposição social. Mas, assim como a degradação, as aparências de ação da sociedade contra a violência estão disseminadas pelo País. Com duas diferenças em relação ao Rio: têm freqüência e expressão ainda menor e, em geral, não compõem a elegância um tanto cômica dos calçadões de praia.

    Tudo no Brasil há de ser festivo, ou não acontece. Porque a festa é o que importa. Está aí o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, protestando porque a imprensa destacou mais a baderna feroz gerada na tal Virada de música e rock, promovida pela prefeitura, do que reportou a festa. Promover festas desse tipo só é função de prefeituras, e seus cofres, no Brasil. O que importa é a festa.

    A violência variada, a desordem das cidades, o caos social, tudo isso não apenas motiva festas, como é parte delas. Os brasileiros têm a ressaca que merecem.

    19-05-2007 00:00:00

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