O temor de eventuais problemas com a Justiça Eleitoral era tanto no encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com evangélicos no Palácio da Alvorada que nem sequer um Parabéns a Você os presentes puderam cantar ao senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), que completava 49 anos anteontem. No final do ato, foi
feita apenas uma oração.
No encontro, Lula se colocou como o primeiro presidente a não ter vergonha de receber o apoio desse grupo. - Durante muito tempo, político adorava encontrar com pastor escondido para pedir voto. Mas tinha um medo muito grande de aparecer. Medo não sei do quê, da Igreja Católica. Eu e o Zé Alencar somos católicos, não temos que ter medo - disse Lula, que lembrou que era o demônio em 1989 e 1994. - Quis Deus que fosse esse, que era chamado de demônio, que fosse lá sancionar o Código Civil que permite total liberdade de religião neste País - disse.
Entre os presentes, estavam a ex-apresentadora infantil Mara Maravilha e os cantores Vanderley Cardoso e J. Carlos. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, convertida há 11 anos, elogiou Lula por ter oferecido a outra face no debate de dimingo.
Mara também falou e chamou o petista de pessoa querida, e que como Cristo, bom, foi também perseguido. O vice-presidente, José Alencar, se emocionou, dizendo: - Não tenho dúvida de que Deus está neste encontro.
11-10-2006 00:00:00
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saiba maisO temor de eventuais problemas com a Justiça Eleitoral era tanto no encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com evangélicos no Palácio da Alvorada que nem sequer um Parabéns a Você os presentes puderam cantar ao senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), que completava 49 anos anteontem. No final do ato, foi
feita apenas uma oração.
No encontro, Lula se colocou como o primeiro presidente a não ter vergonha de receber o apoio desse grupo. - Durante muito tempo, político adorava encontrar com pastor escondido para pedir voto. Mas tinha um medo muito grande de aparecer. Medo não sei do quê, da Igreja Católica. Eu e o Zé Alencar somos católicos, não temos que ter medo - disse Lula, que lembrou que era o demônio em 1989 e 1994. - Quis Deus que fosse esse, que era chamado de demônio, que fosse lá sancionar o Código Civil que permite total liberdade de religião neste País - disse.
Entre os presentes, estavam a ex-apresentadora infantil Mara Maravilha e os cantores Vanderley Cardoso e J. Carlos. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, convertida há 11 anos, elogiou Lula por ter oferecido a outra face no debate de dimingo.
Mara também falou e chamou o petista de pessoa querida, e que como Cristo, bom, foi também perseguido. O vice-presidente, José Alencar, se emocionou, dizendo: - Não tenho dúvida de que Deus está neste encontro.
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saiba mais- A greve é uma resposta aos banqueiros, que estão com a nossa pauta de reivindicações desde 10 de agosto e não apresentaram uma proposta decente. Por isso, temos que construir uma greve forte em todo o Brasil. Só com pressão vamos conseguir aumento real de salários, PLR (participação nos lucros e resultados) mais justa e melhores condições de trabalho. Nossa experiência mostra que todas as conquistas da categoria sempre vieram com muita luta - afirmou Vagner Freitas, presidente da Contraf-CUT, em comunicado divulgado pela entidade sindical.
Até o momento, sete rodadas de negociações foram realizadas com a Fenaban, sendo que a última proposta apresentada pelos banqueiros prevê o reajuste salarial de 2,85%, mais participação nos lucros equivalente a 80% dos salários, acrescida de R$ 823,00.
Bancários querem participar nos lucros colossais dos banqueiros
- Não aceitaremos proposta que não traga aumento real de salário. Além disso é necessária uma PLR que dialogue com os lucros recordes que os bancos vêm obtendo - ressalta Vagner na nota.
- Os banqueiros empurraram os bancários para a greve. Nossa data-base é 1º de setembro, já estamos em outubro e eles se recusam a aumentar os salários dos trabalhadores, disse o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino, em comunicado.
Os bancários reivindicam, além do aumento real de 7,05%, abono de um salário bruto acrescido de R$ 1.500, e participação de 5% no lucro dos bancos, excluídos fatores extraordinários.
06-10-2006 00:00:00
saiba maisLap Wai Chan, o administrador do Fundo [Matlin Patterson] investidor na Nova Varig disse que desistiria do investimento na empresa, adquirida durante o processo de recuperação judicial, caso fosse obrigado a assumir os seus passivos trabalhistas. A declaração foi feita na Comissão Parlamentar de Inquérito da Alerj, que investiga o negócio.
Segundo o executivo, não seria possível administrar uma empresa tendo as contas bloqueadas diariamente por decisões judiciais, assegurando que a Nova Varig pretende contratar funcionários, mas que questões técnica precisariam ser resolvidas antes.
Chan ainda criticou a Agência Nacional de Aviação Civil - Anac, dizendo que a agência detém o futuro da Varig nas mãos, quando, então, a Comissão anunciou que pretende convocar o presidente da Anac, Milton Zuanazzi, para depor, em data a ser definida.
Durante o depoimento, que durou duas horas, o presidente da comissão, deputado Paulo Ramos (PDT), quis saber, por quanto foi comprada a empresa e quanto já foi investido nela. Segundo Chan, já foram investidos US$ 96 milhões na empresa, sendo que do total, US$ 20 milhões foram depositados antes do segundo leilão, para garantir o funcionamento da empresa.
- Não participamos do primei-
ro leilão porque o edital não era interessante. No segundo, resolvemos participar - esclareceu. Ao ser indagado sobre o convite que um juiz teria feito para que o fundo participasse do leilão, ele disse não se lembrar que teria dito isso. Ramos pediu então para que fosse reproduzido um trecho de uma das reuniões entre Chan e os funcionários, onde ele afirma que um juiz é quem o tinha convidado.
- Eu estava viajando de férias quando o Marco Antonio Audi - conselheiro e sócio da Volo do Brasil, empresa compradora da Varig - me ligou e pediu para que eu analisasse a possibilidade de comprar a Varig. Até então não conhecia o juiz - respondeu Chan, acrescentando que durante o processo conheceu todos as partes envolvidas, mas não teve qualquer informação privilegiada de que o seu grupo seria o único a participar deste leilão, tendo o seu Fundo analisado os riscos e oportunidades do negócio, e a oportunidade de que a Varig voltasse a ser uma empresa lucrativa novamente num mercado em expansão. O executivo se queixou da demora na liberação do Certificado de Homologação de Empresa de Táxi Aéreo (Cheta) pela Anac.
Estado do Rio foi o único a devolver ICMS cobrado irregularmente
O secretário-chefe de gabinete da governadora Rosinha Garotinho, Fernando Peregrino, quis saber, se Chan conhecia os termos de um convênio firmado em 2004 entre o Governo do Estado e a Varig, onde a governadora, se antecipando a uma decisão judicial, devolveu à Varig R$ 103 milhões relativos ao recolhimento irregular de ICMS pelo Estado. Chan disse que não conhecia o acordo, mas que os sócios da Volo do Brasil já estavam em contato com o Governo para conhecê-lo. Ele garantiu também que a parte administrativa da Varig continuará no Rio de Janeiro. Peregrino se reunirá na próxima terça-feira com Audi, para formalizar este compromisso.
- No acordo, o Governo, único no Brasil a devolver o ICMS, pediu como contrapartida à Varig que eles mantivessem os 4,5 mil empregos no Estado, que aumentassem sua área de controladoria e o número de vôos nacionais e internacionais a partir do Aeroporto do Galeão e que mantivessem sua sede no Rio - lembrou Peregrino, que tentou retirar de Chan o compromisso de cumprimento destas contrapartidas. Sobre a reclamação acerca da demora da Anac em liberar a autorização de funcionamento técnica, Peregrino se solidarizou com a empresa e disse que irá ouvir o presidente da Agência, para saber o porquê da demora e da burocracia.
O próximo passo da CPI da Varig será convocar o presidente da Anac, Milton Zuanazzi. Segundo Lap Wai Chan, enquanto a empresa não possuir o Cheta, ela não poderá funcionar.
- Estamos há 60 dias trabalhando neste processo e já cumprimos todas as exigências da agência - afirmou o empresário, acrescentando que sem esta autorização o plano de investimentos na empresa não começará. Sem estas autorizações não somos ainda uma empresa formal, o que nos impede de contratar funcionários imediatamente e de arrendar os aviões para voar - concluiu o executivo.
A data de convocação de Zuanazzi será decidida na próxima reunião da CPI. Na próxima terça-feira (10/10), às 11h, serão interrogados o dono da VarigLog, João Luiz Bernas de Souza, e o gestor da Varig e representante dos funcionários, Miguel Dau. O deputado Paulo Ramos fez questão de sublinhar que o objetivo da comissão é desnudar o processo de compra da Varig e, principalmente, saber o que acontecerá com os funcionários da empresa, alguns deles, sem receber salário há cinco meses.
06-10-2006 00:00:00
saiba mais- A greve é uma resposta aos banqueiros, que estão com a nossa pauta de reivindicações desde 10 de agosto e não apresentaram uma proposta decente. Por isso, temos que construir uma greve forte em todo o Brasil. Só com pressão vamos conseguir aumento real de salários, PLR (participação nos lucros e resultados) mais justa e melhores condições de trabalho. Nossa experiência mostra que todas as conquistas da categoria sempre vieram com muita luta - afirmou Vagner Freitas, presidente da Contraf-CUT, em comunicado divulgado pela entidade sindical.
Até o momento, sete rodadas de negociações foram realizadas com a Fenaban, sendo que a última proposta apresentada pelos banqueiros prevê o reajuste salarial de 2,85%, mais participação nos lucros equivalente a 80% dos salários, acrescida de R$ 823,00.
Bancários querem participar nos lucros colossais dos banqueiros
- Não aceitaremos proposta que não traga aumento real de salário. Além disso é necessária uma PLR que dialogue com os lucros recordes que os bancos vêm obtendo - ressalta Vagner na nota.
- Os banqueiros empurraram os bancários para a greve. Nossa data-base é 1º de setembro, já estamos em outubro e eles se recusam a aumentar os salários dos trabalhadores, disse o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino, em comunicado.
Os bancários reivindicam, além do aumento real de 7,05%, abono de um salário bruto acrescido de R$ 1.500, e participação de 5% no lucro dos bancos, excluídos fatores extraordinários.
06-10-2006 00:00:00
saiba maisLap Wai Chan, o administrador do Fundo [Matlin Patterson] investidor na Nova Varig disse que desistiria do investimento na empresa, adquirida durante o processo de recuperação judicial, caso fosse obrigado a assumir os seus passivos trabalhistas. A declaração foi feita na Comissão Parlamentar de Inquérito da Alerj, que investiga o negócio.
Segundo o executivo, não seria possível administrar uma empresa tendo as contas bloqueadas diariamente por decisões judiciais, assegurando que a Nova Varig pretende contratar funcionários, mas que questões técnica precisariam ser resolvidas antes.
Chan ainda criticou a Agência Nacional de Aviação Civil - Anac, dizendo que a agência detém o futuro da Varig nas mãos, quando, então, a Comissão anunciou que pretende convocar o presidente da Anac, Milton Zuanazzi, para depor, em data a ser definida.
Durante o depoimento, que durou duas horas, o presidente da comissão, deputado Paulo Ramos (PDT), quis saber, por quanto foi comprada a empresa e quanto já foi investido nela. Segundo Chan, já foram investidos US$ 96 milhões na empresa, sendo que do total, US$ 20 milhões foram depositados antes do segundo leilão, para garantir o funcionamento da empresa.
- Não participamos do primei-
ro leilão porque o edital não era interessante. No segundo, resolvemos participar - esclareceu. Ao ser indagado sobre o convite que um juiz teria feito para que o fundo participasse do leilão, ele disse não se lembrar que teria dito isso. Ramos pediu então para que fosse reproduzido um trecho de uma das reuniões entre Chan e os funcionários, onde ele afirma que um juiz é quem o tinha convidado.
- Eu estava viajando de férias quando o Marco Antonio Audi - conselheiro e sócio da Volo do Brasil, empresa compradora da Varig - me ligou e pediu para que eu analisasse a possibilidade de comprar a Varig. Até então não conhecia o juiz - respondeu Chan, acrescentando que durante o processo conheceu todos as partes envolvidas, mas não teve qualquer informação privilegiada de que o seu grupo seria o único a participar deste leilão, tendo o seu Fundo analisado os riscos e oportunidades do negócio, e a oportunidade de que a Varig voltasse a ser uma empresa lucrativa novamente num mercado em expansão. O executivo se queixou da demora na liberação do Certificado de Homologação de Empresa de Táxi Aéreo (Cheta) pela Anac.
Estado do Rio foi o único a devolver ICMS cobrado irregularmente
O secretário-chefe de gabinete da governadora Rosinha Garotinho, Fernando Peregrino, quis saber, se Chan conhecia os termos de um convênio firmado em 2004 entre o Governo do Estado e a Varig, onde a governadora, se antecipando a uma decisão judicial, devolveu à Varig R$ 103 milhões relativos ao recolhimento irregular de ICMS pelo Estado. Chan disse que não conhecia o acordo, mas que os sócios da Volo do Brasil já estavam em contato com o Governo para conhecê-lo. Ele garantiu também que a parte administrativa da Varig continuará no Rio de Janeiro. Peregrino se reunirá na próxima terça-feira com Audi, para formalizar este compromisso.
- No acordo, o Governo, único no Brasil a devolver o ICMS, pediu como contrapartida à Varig que eles mantivessem os 4,5 mil empregos no Estado, que aumentassem sua área de controladoria e o número de vôos nacionais e internacionais a partir do Aeroporto do Galeão e que mantivessem sua sede no Rio - lembrou Peregrino, que tentou retirar de Chan o compromisso de cumprimento destas contrapartidas. Sobre a reclamação acerca da demora da Anac em liberar a autorização de funcionamento técnica, Peregrino se solidarizou com a empresa e disse que irá ouvir o presidente da Agência, para saber o porquê da demora e da burocracia.
O próximo passo da CPI da Varig será convocar o presidente da Anac, Milton Zuanazzi. Segundo Lap Wai Chan, enquanto a empresa não possuir o Cheta, ela não poderá funcionar.
- Estamos há 60 dias trabalhando neste processo e já cumprimos todas as exigências da agência - afirmou o empresário, acrescentando que sem esta autorização o plano de investimentos na empresa não começará. Sem estas autorizações não somos ainda uma empresa formal, o que nos impede de contratar funcionários imediatamente e de arrendar os aviões para voar - concluiu o executivo.
A data de convocação de Zuanazzi será decidida na próxima reunião da CPI. Na próxima terça-feira (10/10), às 11h, serão interrogados o dono da VarigLog, João Luiz Bernas de Souza, e o gestor da Varig e representante dos funcionários, Miguel Dau. O deputado Paulo Ramos fez questão de sublinhar que o objetivo da comissão é desnudar o processo de compra da Varig e, principalmente, saber o que acontecerá com os funcionários da empresa, alguns deles, sem receber salário há cinco meses.
06-10-2006 00:00:00
saiba mais27-09-2006 00:00:00
saiba maisO mercado reduziu mais uma vez sua projeção para a taxa de crescimento da economia brasileira em 2006. Ao mesmo tempo passou a estimar um corte maior na taxa de juros com inflação menor. O governo, contudo, mantém um o discurso de que a economia deve deslanchar ao longo do segundo semestre. Analistas consultados pelo Banco Central estimam que o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá 3,09% em 2006, abaixo, portanto dos 3,11% estimados na semana anterior. Esta revisão do mercado não leva em consideração a queda, que as commodities sofrerão no correr deste ano, e no ano que vem. Para 2007, o levantamento do BC mostra que os analistas continuam apostando que a economia do País crescerá 3,5%.
Em relação à inflação, as instituições consultadas reduziram para 3,03% a estimativa para a variação que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve registrar este ano. Essa estimativa está abaixo dos 3,23% estimados no levantamento anterior, e bem inferior ao centro da meta de inflação fixada para o ano pelo governo, de 4,5%.
Para os juros, o mercado passou a apostar num corte de 0,50 ponto percentual da meta da taxa Selic em outubro. Atualmente, o juro básico da economia brasileira está em 14,25%. Até o levantamento anterior, os analistas projetavam um corte de 0,25 ponto percentual. Agora, a pesquisa do BC mostra que os analistas estimam que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzirá a meta da Selic para 13,75%. Com isso, a estimativa para o patamar de fechamento do juro ao final do ano também foi alterada. A projeção agora é de que a Selic estará em 13,5% em dezembro, abaixo dos 13,75% estimados anteriormente. Para o fechamento de 2007, a estimativa foi mantida em 12,5% ao final daquele ano.
Do lado comercial, os analistas continuam estimando um superávit da balança comercial de US$ 43 bilhões em 2006 e de US$ 36 bilhões em 2007. As transações correntes do País devem fechar o ano com um saldo superavitário de US$ 10 bilhões, o que deve ser reduzido para US$ 5 bilhões em 2007.
Governo corta de R$ 1,6 bilhão em gastos com custeio e investimento em 2006
O governo federal anunciou um corte de R$ 1,6 bilhão nos gastos previstos com custeio e investimentos da máquina pública neste ano. A medida vai em sentido contrário à prática do governo nos últimos anos - era comum até agora a liberação de recursos em fim de ano em vez de bloqueio de verbas.
O corte consta do relatório bimestral sobre as contas públicas, elaborado pelo Ministério do Planejamento. A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) determina que o governo reavalie a cada dois meses despesas orçamentárias previstas à luz das receitas efetivas até o período.
27-09-2006 00:00:00
saiba mais27-09-2006 00:00:00
saiba maisO mercado reduziu mais uma vez sua projeção para a taxa de crescimento da economia brasileira em 2006. Ao mesmo tempo passou a estimar um corte maior na taxa de juros com inflação menor. O governo, contudo, mantém um o discurso de que a economia deve deslanchar ao longo do segundo semestre. Analistas consultados pelo Banco Central estimam que o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá 3,09% em 2006, abaixo, portanto dos 3,11% estimados na semana anterior. Esta revisão do mercado não leva em consideração a queda, que as commodities sofrerão no correr deste ano, e no ano que vem. Para 2007, o levantamento do BC mostra que os analistas continuam apostando que a economia do País crescerá 3,5%.
Em relação à inflação, as instituições consultadas reduziram para 3,03% a estimativa para a variação que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve registrar este ano. Essa estimativa está abaixo dos 3,23% estimados no levantamento anterior, e bem inferior ao centro da meta de inflação fixada para o ano pelo governo, de 4,5%.
Para os juros, o mercado passou a apostar num corte de 0,50 ponto percentual da meta da taxa Selic em outubro. Atualmente, o juro básico da economia brasileira está em 14,25%. Até o levantamento anterior, os analistas projetavam um corte de 0,25 ponto percentual. Agora, a pesquisa do BC mostra que os analistas estimam que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzirá a meta da Selic para 13,75%. Com isso, a estimativa para o patamar de fechamento do juro ao final do ano também foi alterada. A projeção agora é de que a Selic estará em 13,5% em dezembro, abaixo dos 13,75% estimados anteriormente. Para o fechamento de 2007, a estimativa foi mantida em 12,5% ao final daquele ano.
Do lado comercial, os analistas continuam estimando um superávit da balança comercial de US$ 43 bilhões em 2006 e de US$ 36 bilhões em 2007. As transações correntes do País devem fechar o ano com um saldo superavitário de US$ 10 bilhões, o que deve ser reduzido para US$ 5 bilhões em 2007.
Governo corta de R$ 1,6 bilhão em gastos com custeio e investimento em 2006
O governo federal anunciou um corte de R$ 1,6 bilhão nos gastos previstos com custeio e investimentos da máquina pública neste ano. A medida vai em sentido contrário à prática do governo nos últimos anos - era comum até agora a liberação de recursos em fim de ano em vez de bloqueio de verbas.
O corte consta do relatório bimestral sobre as contas públicas, elaborado pelo Ministério do Planejamento. A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) determina que o governo reavalie a cada dois meses despesas orçamentárias previstas à luz das receitas efetivas até o período.
27-09-2006 00:00:00
saiba maisA empresa boliviana se encarregará da comercialização no mercado interno e externo. Desde 1º de maio deste ano, o mercado de gás natural já estava nacionalizado, também causando prejuízos à Petrobras e outras empresas internacionais. A nova medida agora inclui o gás de cozinha (o GLP, gás liquefeito de petróleo) e outros combustíveis líquidos. A decisão consta da Resolução Ministerial 207/2006.
Conforme o documento, a Petrobras e outras refinarias privadas, terão de entregar à estatal boliviana YPFB (Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos) até terça-feira da próxima semana cópias de seus contratos com fornecedores e consumidores.
Em 30 dias, a YPFB fará contratos para regularizar os serviços de transporte, refino e armazenagem de gás de cozinha, petróleo e derivados. Nesse período, será calculada a nova margem de lucro permitida para as refinarias.
A Petrobras opera duas refinarias de petróleo, nacionalizadas pelo Governo socialista de Evo Morales em 1º de maio passado. A YPFB detém 51% das ações.
Em 1999, a Petrobras pagou US$ 105 milhões pelas duas instalações, as maiores do país, nas cidades de Santa Cruz e Cochabamba.
15-09-2006 00:00:00
saiba maisA empresa boliviana se encarregará da comercialização no mercado interno e externo. Desde 1º de maio deste ano, o mercado de gás natural já estava nacionalizado, também causando prejuízos à Petrobras e outras empresas internacionais. A nova medida agora inclui o gás de cozinha (o GLP, gás liquefeito de petróleo) e outros combustíveis líquidos. A decisão consta da Resolução Ministerial 207/2006.
Conforme o documento, a Petrobras e outras refinarias privadas, terão de entregar à estatal boliviana YPFB (Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos) até terça-feira da próxima semana cópias de seus contratos com fornecedores e consumidores.
Em 30 dias, a YPFB fará contratos para regularizar os serviços de transporte, refino e armazenagem de gás de cozinha, petróleo e derivados. Nesse período, será calculada a nova margem de lucro permitida para as refinarias.
A Petrobras opera duas refinarias de petróleo, nacionalizadas pelo Governo socialista de Evo Morales em 1º de maio passado. A YPFB detém 51% das ações.
Em 1999, a Petrobras pagou US$ 105 milhões pelas duas instalações, as maiores do país, nas cidades de Santa Cruz e Cochabamba.
15-09-2006 00:00:00
saiba maisEmpresas estão proibidas de excluir de seu processo de seleção os candidatos aprovados, inscritos nos cadastros de restrição de crédito do SPC, Serasa, Cadin ou qualquer outro semelhante. É o que determina o projeto de lei 3.325-A/06, do deputado Ricardo Abrão (PP), aprovado na quarta-feira (13). A proposta ainda define que a exclusão do candidato deverá ser considerada desvio de finalidade das organizações, sendo lesivo à cidadania. - Desta forma, criamos condições para que as pessoas possam retornar ao mercado de trabalho e tenham como cumprir com suas obrigações. Soubemos que algumas empresas estavam fazendo consultas e eliminando candidatos que, supostamente, tivessem dívidas e não achamos isto justo. Se isto se tornar padrão, quem tem dívida nunca terá como ficar em dia - argumentou o parlamentar. O projeto será enviado para a governadora Rosinha Matheus Garotinho, que tem 15 dias úteis, a partir do recebimento, para sancioná-lo.
14-09-2006 00:00:00
saiba maisA dívida do governo federal em títulos (chamada de dívida pública federal interna) subiu R$ 26 bilhões só em agosto, uma alta de 2,47% em relação a julho. No total, a dívida acumula agora R$ 1,039 trilhão. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo Tesouro Nacional e pelo Banco Central (veja no site: www.bcb.gov.br)
Em agosto, as emissões de títulos, a causa do aumento do endividamento, totalizaram R$ 36,8 bilhões, enquanto os resgates efetuados somaram R$
24,6 bilhões. Apesar do aumento do endividamento total, o governo conseguiu melhorar as características da dívida. A estratégia é reduzir a dívida atrelada à Selic (taxa básica de juros) e aumentar a parcela que tem valores prefixados. Isso faz com que a dívida cresça menos, mesmo se houver alta nos juros.
A parcela da dívida corrigida pela Selic, caiu de 46,95% em julho para 46,14% em agosto. Já a parte prefixada subiu de 30,36% para 31,49%.
A dívida interna representa o total de títulos públicos que o governo federal vendeu aos investidores dentro do Brasil. Não inclui nem a dívida externa nem empréstimos feitos por Estados, municípios e empresas estatais.
Para obter recursos, o governo vende títulos públicos, o que é uma espécie de empréstimo. O título é um papel e funciona como garantia de que o investidor receberá o dinheiro de volta depois de um período estabelecido em contrato. O dinheiro investido rende juros. A emissão de títulos também faz
parte da política monetária do governo, já que numa emissão nova dá-se um enxugamento de moeda em circulação.
As taxas utilizadas para remunerar os investidores variam de acordo com cada papel, assim como os prazos para o pagamento da dívida.
Conforme os dados do Tesouro e do BC, as instituições estrangeiras adquiriram 12,2% dos papéis colocados nas ofertas públicas do mês passado. A participação das instituições nacionais foi expressiva em todos os grupos de títulos.
14-09-2006 00:00:00
saiba maisEmpresas estão proibidas de excluir de seu processo de seleção os candidatos aprovados, inscritos nos cadastros de restrição de crédito do SPC, Serasa, Cadin ou qualquer outro semelhante. É o que determina o projeto de lei 3.325-A/06, do deputado Ricardo Abrão (PP), aprovado na quarta-feira (13). A proposta ainda define que a exclusão do candidato deverá ser considerada desvio de finalidade das organizações, sendo lesivo à cidadania. - Desta forma, criamos condições para que as pessoas possam retornar ao mercado de trabalho e tenham como cumprir com suas obrigações. Soubemos que algumas empresas estavam fazendo consultas e eliminando candidatos que, supostamente, tivessem dívidas e não achamos isto justo. Se isto se tornar padrão, quem tem dívida nunca terá como ficar em dia - argumentou o parlamentar. O projeto será enviado para a governadora Rosinha Matheus Garotinho, que tem 15 dias úteis, a partir do recebimento, para sancioná-lo.
14-09-2006 00:00:00
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