28-03-2007 00:00:00
saiba maisContinuação da página 1
- Mesmo com o acréscimo proporcionado pela gestão do ex-secretário, a média de arrecadação anual do último quadriênio ficou R$ 1 bilhão mais baixa que a registrada pelo Governo anterior. Fica claro que houve perda de arrecadação - afirmou Luiz Paulo. O parlamentar decidiu pedir informações sobre fiscalizações à corregedoria da Secretaria.
- Não dá para entender como o Rio de Janeiro, em 2005, foi o Estado com o menor crescimento na arrecadação de ICMS e no ano seguinte obteve o melhor índice do País. E não houve qualquer mudança de alíquota. Fica parecendo que o Governo estava precisando fazer caixa e resolveu chamar uma pessoa séria e dar condições de trabalho. Só não dá para entender por que isto não aconteceu antes - afirmou o deputado Alessandro Molon (PT).
Neto não falou claramente em sonegação por parte dos grandes contribuintes, mas quando perguntado, pelo deputado André Correa (PPS), sobre a veracidade de reportagens que estipulavam em R$ 1,2 bilhão as perdas com a fiscalização inadequada, ele confirmou.
- Realmente, precisamos melhorar a fiscalização nestas empresas. A Petrobras é um bom exemplo. Mudamos a forma de trabalhar e a receita aumentou bastante - disse ele, que foi rapidamente argüido pela vice-presidente da CPI, deputada Cidinha Campos (PDT): - Então a Petrobras estava sonegando?.
- Não foi isso que eu disse, deputada. Foi uma mudança de gestão - respondeu Neto.
A CPI decidiu requisitar à Secretaria de Fazenda todos os dados sobre aumento de arrecadação gerado por grandes empresas.
A questão do regime especial de tributação para a Refinaria de Manguinhos também foi alvo de perguntas feitas pelos deputados.
- O atual Governo revogou o decreto que dava este benefício à refinaria e retirava, aproximadamente, R$ 120 milhões anuais dos cofres do Estado. A Justiça concedeu uma liminar à empresa, mas o mérito ainda será julgado. Por que esta medida não foi tomada antes? - perguntou André Corrêa.
- No início de nossa gestão acreditávamos que o fim do regime diferenciado não faria muita diferença, pois a refinaria estava meio parada. Fizemos uma avaliação errada, mas, ainda assim, aconselhamos a revogação do decreto - respondeu Neto.
A CPI ouviu também o deputado José Nader (PTB), que teria denúncias a fazer sobre perdas de arrecadação. Ele, no entanto, não conseguiu reunir os documentos para embasar suas acusações.
- Meu gabinete passou por obras e não consegui reunir o material, mas farei isso o mais rápido possível para contribuir com a comissão - disse o parlamentar.
O fantasma do Silveirinha está rondando a CPI, numa alusão a um esquema de evasão, a partir de esquema montado por fiscais do ICMS, em conluio com alguns políticos do Estado.
Luiz Paulo disse que convocará novamente o deputado, quando o mesmo tiver dados formais.
- Na reunião de amanhã vamos decidir o que fazer. Podemos convocar imediatamente o secretário anterior ao Neto, Luiz Fernando Vitor, esperar as respostas aos nossos requerimentos de informação ou até mesmo convocar a corregedora da Secretaria - enumerou Luiz Paulo. Também estiveram presentes à reunião os deputados Paulo Melo (PMDB), Aparecida Gama (PMDB), Paulo Ramos (PDT) e Edson Albertassi (PMDB).
28-03-2007 00:00:00
saiba maisRio de Janeiro - A psicóloga Eda Lúcia Damásio de Araújo, de 63 anos, entra hoje com representação no Ministério Público Estadual do Rio contra o padre João Pedro Stawicki, que se recusou a realizar o casamento do seu filho, Pablo Damásio de Araújo, de 33 anos, com Cláudia Araújo Vianna, de 32. Pablo tem paralisia cerebral e Cláudia, déficit de aprendizado. A deficiência do Pablo é motora, apenas. E a de Cláudia não é genética. E mesmo que meu neto fosse deficiente, seria muito bem-vindo, afirmou Eda.
Pablo e Cláudia moravam juntos havia dois anos, quando decidiram casar-se no religioso. Eles procuraram a Paróquia de São Sebastião de Itaipu, na Região Oceânica de Niterói, Grande Rio, fizeram curso de noivos e marcaram a cerimônia para 9 de dezembro de 2006. Um mês antes, quando Pablo esteve na igreja para pagar a taxa de R$ 170, foi surpreendido com a informação de que o padre não faria a cerimônia. O padre simplesmente devolveu a documentação e alegou que a moça era evangélica. Na verdade, na entrevista preliminar, a Cláudia contou que, quando criança, freqüentou cultos com uma tia. Mas nunca foi evangélica, contou a psicóloga.
A psicóloga enviou uma carta à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Recebeu um pedido de desculpas e foi orientada a procurar a Arquidiocese de Niterói. Enviou duas cartas ao arcebispo d. Alano Maria. Nunca obteve respostas. Decidiu, então, processar o padre. É uma questão educativa. Não quero que isso se repita com outras pessoas, afirmou Eda. D. Alano não quis se pronunciar sobre o caso. A Assessoria de Imprensa da arquidiocese informou que dificilmente a decisão de Stawicki será revista. O casal acabou realizando uma cerimônia na sede da Andef na data prevista. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
28-03-2007 00:00:00
saiba maisDiante do agravamento dos casos de dengue em alguns Estados brasileiros nos primeiros meses deste ano, o Tribunal de Contas da União (TCU) pretende fiscalizar as ações do governo federal no combate à doença. Só no Mato Grosso do Sul, Estado onde a situação é mais alarmante, mais de 35 mil casos já foram registrados de janeiro para cá. Em 2007, R$ 64,2 milhões estão previstos em orçamento para as ações nacionais de combate à malária e à dengue. Apesar do alerta em aguns Estados, desse valor, apenas 3% foram desembolsados, até o início da semana, nos programas federais específicos deste ano (desconsiderando os restos a pagar).
Em janeiro e fevereiro deste ano, o número de casos registrados no Brasil cresceu 25,6% em relação ao mesmo período de 2006, ultrapassando as 67 mil ocorrências. Apesar do quadro, este ano o orçamento previsto para a ação do Ministério da Saúde responsável exclusivamente pela vigilância, prevenção e controle da dengue sofreu um corte de R$ 1 milhão, em relação a 2006.
Desde o início do ano, R$ 2 milhões foram pagos pelo governo em ações de combate à disseminação da dengue e da malária no país. Outros R$ 5,3 milhões tiveram que ser desembolsados para cobrir as dívidas de exercícios anteriores. Desse total, a maior parte (R$ 3,3 milhões) serviu para a produção e veiculação de propagandas de utilidade pública que focam na prevenção da doença. O combate exclusivo da dengue consumiu apenas R$ 1,6 milhões (8% do previsto em orçamento) até a última segunda-feira (11).
Os R$ 19,6 milhões previstos no orçamento deste ano para o Programa Vigilância, Prevenção e Controle da Dengue são para execução direta do Ministério da Saúde. O dinheiro servirá para o financiamento de campanhas educativas, capacitação de profissionais de estados e municípios, transporte de inseticidas, cooperação técnica internacional, entre outros. A compra de equipamentos e veículos com o objetivo de fortalecer a capacidade operacional de Estados e municípios também é feita com esses recursos.
TCU quer fazer uma avaliação sobre a aplicação dos recursos
O programa, que é responsável por definir objetivos, metas e ações a serem implementados por Estados e municípios a fim de reduzir o impacto da doença no país, será um dos alvos de investigação do TCU. O órgão pretende verificar como estão sendo gastos os recursos federais repassados para o controle e a erradicação da doença e do mosquito transmissor Aedes aegypti nos Estados e municípios. O objetivo é averiguar se houve negligência, omissão ou irregularidades na aplicação dos recursos federais que tenham contribuído para a propagação da doença.
O Ministério da Saúde alega que a queda no orçamento do programa nacional não prejudicará as ações de combate à dengue, já que desde o ano 2000, grande parte delas passou a ser responsabilidade dos municípios. Ao órgão federal cabe repassar mensalmente recursos do Fundo Nacional de Saúde, e não do programa nacional, às prefeituras e governos estaduais, os quais deverão executar ações de prevenção e controle da doença.
Em 2006 o governo federal repassou R$ 772,8 milhões do Teto Financeiro de Vigilância em Saúde TFVS para estados e municípios. Até o final deste ano, a expectativa é de que R$ 821,5 milhões sejam aplicados nas ações locais voltadas para a saúde, ou seja, um aumento de 6,3% em relação a 2006. Desse valor, o governo calcula que cerca de 70% destinam-se exclusivamente a ações de prevenção e controle da dengue. De acordo com o Ministério da Saúde, os municípios que vem apresentando índices de infestação elevados, provavelmente descontinuaram algumas das ações fundamentais recomendadas pelo Programa Nacional de Controle da Dengue.
Todas as Regiões têm sido atingidas
Desde o início de 2007, a proliferação da doença já atingiu todas as regiões do país. A situação mais grave é a do Centro-Oeste, onde 42.270 casos já foram notificados. Só em Mato Grosso do Sul, cinco pessoas já morreram vítimas da dengue somente neste ano. No Sudeste, há registro de 9.968 ocorrências, a maior parte delas no Rio de Janeiro. A proliferação da doença no Estado, sobretudo na Barra da Tijuca, têm preocupado, inclusive, os organizadores dos Jogos Pan-Americano. Outros 15.609 casos foram registrados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
24-03-2007 00:00:00
saiba maisDiante do agravamento dos casos de dengue em alguns Estados brasileiros nos primeiros meses deste ano, o Tribunal de Contas da União (TCU) pretende fiscalizar as ações do governo federal no combate à doença. Só no Mato Grosso do Sul, Estado onde a situação é mais alarmante, mais de 35 mil casos já foram registrados de janeiro para cá. Em 2007, R$ 64,2 milhões estão previstos em orçamento para as ações nacionais de combate à malária e à dengue. Apesar do alerta em aguns Estados, desse valor, apenas 3% foram desembolsados, até o início da semana, nos programas federais específicos deste ano (desconsiderando os restos a pagar).
Em janeiro e fevereiro deste ano, o número de casos registrados no Brasil cresceu 25,6% em relação ao mesmo período de 2006, ultrapassando as 67 mil ocorrências. Apesar do quadro, este ano o orçamento previsto para a ação do Ministério da Saúde responsável exclusivamente pela vigilância, prevenção e controle da dengue sofreu um corte de R$ 1 milhão, em relação a 2006.
Desde o início do ano, R$ 2 milhões foram pagos pelo governo em ações de combate à disseminação da dengue e da malária no país. Outros R$ 5,3 milhões tiveram que ser desembolsados para cobrir as dívidas de exercícios anteriores. Desse total, a maior parte (R$ 3,3 milhões) serviu para a produção e veiculação de propagandas de utilidade pública que focam na prevenção da doença. O combate exclusivo da dengue consumiu apenas R$ 1,6 milhões (8% do previsto em orçamento) até a última segunda-feira (11).
Os R$ 19,6 milhões previstos no orçamento deste ano para o Programa Vigilância, Prevenção e Controle da Dengue são para execução direta do Ministério da Saúde. O dinheiro servirá para o financiamento de campanhas educativas, capacitação de profissionais de estados e municípios, transporte de inseticidas, cooperação técnica internacional, entre outros. A compra de equipamentos e veículos com o objetivo de fortalecer a capacidade operacional de Estados e municípios também é feita com esses recursos.
TCU quer fazer uma avaliação sobre a aplicação dos recursos
O programa, que é responsável por definir objetivos, metas e ações a serem implementados por Estados e municípios a fim de reduzir o impacto da doença no país, será um dos alvos de investigação do TCU. O órgão pretende verificar como estão sendo gastos os recursos federais repassados para o controle e a erradicação da doença e do mosquito transmissor Aedes aegypti nos Estados e municípios. O objetivo é averiguar se houve negligência, omissão ou irregularidades na aplicação dos recursos federais que tenham contribuído para a propagação da doença.
O Ministério da Saúde alega que a queda no orçamento do programa nacional não prejudicará as ações de combate à dengue, já que desde o ano 2000, grande parte delas passou a ser responsabilidade dos municípios. Ao órgão federal cabe repassar mensalmente recursos do Fundo Nacional de Saúde, e não do programa nacional, às prefeituras e governos estaduais, os quais deverão executar ações de prevenção e controle da doença.
Em 2006 o governo federal repassou R$ 772,8 milhões do Teto Financeiro de Vigilância em Saúde TFVS para estados e municípios. Até o final deste ano, a expectativa é de que R$ 821,5 milhões sejam aplicados nas ações locais voltadas para a saúde, ou seja, um aumento de 6,3% em relação a 2006. Desse valor, o governo calcula que cerca de 70% destinam-se exclusivamente a ações de prevenção e controle da dengue. De acordo com o Ministério da Saúde, os municípios que vem apresentando índices de infestação elevados, provavelmente descontinuaram algumas das ações fundamentais recomendadas pelo Programa Nacional de Controle da Dengue.
Todas as Regiões têm sido atingidas
Desde o início de 2007, a proliferação da doença já atingiu todas as regiões do país. A situação mais grave é a do Centro-Oeste, onde 42.270 casos já foram notificados. Só em Mato Grosso do Sul, cinco pessoas já morreram vítimas da dengue somente neste ano. No Sudeste, há registro de 9.968 ocorrências, a maior parte delas no Rio de Janeiro. A proliferação da doença no Estado, sobretudo na Barra da Tijuca, têm preocupado, inclusive, os organizadores dos Jogos Pan-Americano. Outros 15.609 casos foram registrados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
24-03-2007 00:00:00
saiba maisO presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse ontem que foi surpreendido pelos projetos aprovados na Comissão de Finanças da Casa que reajustam os salários dos parlamentares e permitem que os deputados usem parte da verba indenizatória, sem apresentar comprovação de despesa. Os projetos precisam ainda ser votados nos plenários da Câmara e do Senado.Chinaglia ficou extremamente insatisfeito com a comissão, porque considerou que os deputados atropelaram o trabalho que ele vinha fazendo para evitar desgastes a imagem da Câmara ao aprovarem o uso de parte da verba indenizatório no valor total de R$ 15 mil sem justificativas. Chinaglia reafirmou que não irá em hipótese alguma colocar a matéria em votação no plenário e se posicionou contra a mudança do uso da verba indenizatória. Ele disse que não se sente pressionado a discutir o assunto, embora tenha admitido que irá colocar o tema na pauta da reunião de líderes terça-feira. O deputado admitiu que foi procurado na noite de anteontem pelo presidente da Comissão de Finanças, deputado Virgílio Guimarães (PT-MG), que o informou sobre a votação do reajuste, mas disse que não tomou ciência dos projetos.
- Ele não me deu detalhes. A minha surpresa se traduz no conteúdo - afirmou.
O presidente da Câmara considerou inevitável discutir o assunto na terça-feira durante a reunião de líderes, mas destacou que vai priorizar a proposta que for construída a partir de um consenso dos líderes.
- O que conta é a votação em plenário e a posição de cada bancada e dos líderes - afirmou.
23-03-2007 00:00:00
saiba maisO governo federal analisa a criação de uma poupança para que jovens pobres não abandonem a escola. De acordo com o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, a idéia é depositar um valor mensal na conta bancária do jovem, que, ao concluir os estudos, poderia usar o dinheiro para prosseguir na escola ou abrir um negócio próprio.
Segundo ele, o ministério ainda avalia se o jovem poderia retirar o dinheiro após a conclusão do ensino fundamental ou do ensino médio.
- Quando ele concluir a 8ª série ou o 2º grau [ensino médio], teria um pecúlio para prosseguir nos estudos ou para montar um pequeno negócio - afirmou o ministro, sem dar detalhes, após participar de reunião, nesta quinta-feira, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e mais 13 ministros sobre unificação dos programas sociais.
Patrus Ananias disse que não existe um projeto fechado e, por isso, ainda se estuda quando os depósitos começariam e as condições para o saque do dinheiro. De acordo com o ministro, a proposta da poupança não foi tratada durante o encontro de hoje com Lula.
Sobre reajuste do valor do benefício Bolsa Família, o ministro espera que o presidente Lula decida ainda no primeiro semestre deste ano. Segundo Patrus, o aumento assegurará o poder de compra das famílias.
23-03-2007 00:00:00
saiba maisAlém de decretar a prisão temporária de 11 pessoas no Brasil, pedir a prisão preventiva de outras quatro que se encontram no Uruguai e na Espanha, determinar a apreensão de sete carros, quatro deles blindados, e autorizar buscas em 11 endereços residenciais e 18 comerciais, o juiz Flávio Oliveira Lucas, da 4ª Vara Federal, determinou o bloqueio de 92 contas bancárias da quadrilha.
Segundo o delegado federal Júlio Cesar Bortolato, da Divisão de Repressão ao Crime Organizado de Brasília, em apenas uma semana a quadrilha lavou R$ 40 milhões. Já o jornal argentino La Nacion, em setembro, noticiava que o grupo de Pareja era responsável pela lavagem de U$ 50 milhões nos últimos três anos, no Uruguai. Para a polícia, só a quebra do sigilo bancário destas 92 contas é que permitirá ter uma idéia do faturamento real da quadrilha.
A investigação teve início em 2005, em Londres, com a prisão do grego Angelis Vougaruis Angelopoulos, levando 120 mil Euros para o Uruguai. Ele era ligado ao grupo. Ainda em 2005, foram apreendidas 4,2 toneladas de cocaína nas Ilhas Canárias, com indícios de ligação com o grupo do colombiano. Neste mesmo ano a Polícia Federal brasileira foi acionada e passou a trabalhar em conjunto com as polícias do Uruguai, da Espanha e dos Estados Unidos.
A idéia era fazer um trabalho conjunto, mas a polícia Uruguai se precipitou em uma operação no ano passado, quando prendeu 24 pessoas e um total de 330 quilos de cocaína, a maior apreensão de drogas daquele país. Com isto a Polícia Federal teve que apressar a prisão de Pareja, que planejava fugir.
Segundo Delci Teixeira, superintendente da Polícia Federal no Rio, Pareja comprava cocaína no cartel Vale do Norte, na Colômbia, e transportava para o Uruguai de avião. De lá, por mar, remetia a droga para a Europa. Chegava a transportar até uma tonelada por mês, tendo a Espanha como porta de entrada. Lá estava o cunhado de Pareja, Henry Alejandro Rodríguez, conhecido como El Negro, para distribuir a droga.
Investimento no Brasil foi entrada dos recursos do Uruguai
O dinheiro arrecadado era remetido ao Brasil, através do Uruguai.
- Como o país fomenta a entrada de capital externo para investimento, isto facilitou. Ele declarava o dinheiro como sendo investimento nas suas empresas e lavava o dinheiro em compra de imóveis, no Brasil, Espanha e Estados Unidos - explicou o delegado Victor César Santos, chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da PF do Rio.
Segundo o delegado, foram adquiridos no Rio mais de 40 imóveis. Em Miami foram cerca de 30 apartamentos, cada um avaliado em US$ 1 milhão. Mas o dinheiro do narcotráfico também foi usado em investimento na área dos combustíveis. Pareja comprou, há cinco anos, a Delft Oil e Energy Derivados de Petróleo, com sede na Rodovia Índio Tibiriçá (SP), em Ribeirão Pires. A empresa tem filiais, no bairro Vila Ema (SP), em Porto Alegre e Rondonópolis. Em Volta Redonda, ele abriu a transportadora de combustível Petrosol, com filial em Itaquacetuba.
Eles também compraram oito postos de gasolina no estado do Rio - seis na Região Metropolitana, todos interditados ontem pela PF e pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). Em três deles a agência constatou a venda de combustível adulterado.
23-03-2007 00:00:00
saiba maisO presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse ontem que foi surpreendido pelos projetos aprovados na Comissão de Finanças da Casa que reajustam os salários dos parlamentares e permitem que os deputados usem parte da verba indenizatória, sem apresentar comprovação de despesa. Os projetos precisam ainda ser votados nos plenários da Câmara e do Senado.Chinaglia ficou extremamente insatisfeito com a comissão, porque considerou que os deputados atropelaram o trabalho que ele vinha fazendo para evitar desgastes a imagem da Câmara ao aprovarem o uso de parte da verba indenizatório no valor total de R$ 15 mil sem justificativas. Chinaglia reafirmou que não irá em hipótese alguma colocar a matéria em votação no plenário e se posicionou contra a mudança do uso da verba indenizatória. Ele disse que não se sente pressionado a discutir o assunto, embora tenha admitido que irá colocar o tema na pauta da reunião de líderes terça-feira. O deputado admitiu que foi procurado na noite de anteontem pelo presidente da Comissão de Finanças, deputado Virgílio Guimarães (PT-MG), que o informou sobre a votação do reajuste, mas disse que não tomou ciência dos projetos.
- Ele não me deu detalhes. A minha surpresa se traduz no conteúdo - afirmou.
O presidente da Câmara considerou inevitável discutir o assunto na terça-feira durante a reunião de líderes, mas destacou que vai priorizar a proposta que for construída a partir de um consenso dos líderes.
- O que conta é a votação em plenário e a posição de cada bancada e dos líderes - afirmou.
23-03-2007 00:00:00
saiba maisO governo federal analisa a criação de uma poupança para que jovens pobres não abandonem a escola. De acordo com o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, a idéia é depositar um valor mensal na conta bancária do jovem, que, ao concluir os estudos, poderia usar o dinheiro para prosseguir na escola ou abrir um negócio próprio.
Segundo ele, o ministério ainda avalia se o jovem poderia retirar o dinheiro após a conclusão do ensino fundamental ou do ensino médio.
- Quando ele concluir a 8ª série ou o 2º grau [ensino médio], teria um pecúlio para prosseguir nos estudos ou para montar um pequeno negócio - afirmou o ministro, sem dar detalhes, após participar de reunião, nesta quinta-feira, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e mais 13 ministros sobre unificação dos programas sociais.
Patrus Ananias disse que não existe um projeto fechado e, por isso, ainda se estuda quando os depósitos começariam e as condições para o saque do dinheiro. De acordo com o ministro, a proposta da poupança não foi tratada durante o encontro de hoje com Lula.
Sobre reajuste do valor do benefício Bolsa Família, o ministro espera que o presidente Lula decida ainda no primeiro semestre deste ano. Segundo Patrus, o aumento assegurará o poder de compra das famílias.
23-03-2007 00:00:00
saiba maisAlém de decretar a prisão temporária de 11 pessoas no Brasil, pedir a prisão preventiva de outras quatro que se encontram no Uruguai e na Espanha, determinar a apreensão de sete carros, quatro deles blindados, e autorizar buscas em 11 endereços residenciais e 18 comerciais, o juiz Flávio Oliveira Lucas, da 4ª Vara Federal, determinou o bloqueio de 92 contas bancárias da quadrilha.
Segundo o delegado federal Júlio Cesar Bortolato, da Divisão de Repressão ao Crime Organizado de Brasília, em apenas uma semana a quadrilha lavou R$ 40 milhões. Já o jornal argentino La Nacion, em setembro, noticiava que o grupo de Pareja era responsável pela lavagem de U$ 50 milhões nos últimos três anos, no Uruguai. Para a polícia, só a quebra do sigilo bancário destas 92 contas é que permitirá ter uma idéia do faturamento real da quadrilha.
A investigação teve início em 2005, em Londres, com a prisão do grego Angelis Vougaruis Angelopoulos, levando 120 mil Euros para o Uruguai. Ele era ligado ao grupo. Ainda em 2005, foram apreendidas 4,2 toneladas de cocaína nas Ilhas Canárias, com indícios de ligação com o grupo do colombiano. Neste mesmo ano a Polícia Federal brasileira foi acionada e passou a trabalhar em conjunto com as polícias do Uruguai, da Espanha e dos Estados Unidos.
A idéia era fazer um trabalho conjunto, mas a polícia Uruguai se precipitou em uma operação no ano passado, quando prendeu 24 pessoas e um total de 330 quilos de cocaína, a maior apreensão de drogas daquele país. Com isto a Polícia Federal teve que apressar a prisão de Pareja, que planejava fugir.
Segundo Delci Teixeira, superintendente da Polícia Federal no Rio, Pareja comprava cocaína no cartel Vale do Norte, na Colômbia, e transportava para o Uruguai de avião. De lá, por mar, remetia a droga para a Europa. Chegava a transportar até uma tonelada por mês, tendo a Espanha como porta de entrada. Lá estava o cunhado de Pareja, Henry Alejandro Rodríguez, conhecido como El Negro, para distribuir a droga.
Investimento no Brasil foi entrada dos recursos do Uruguai
O dinheiro arrecadado era remetido ao Brasil, através do Uruguai.
- Como o país fomenta a entrada de capital externo para investimento, isto facilitou. Ele declarava o dinheiro como sendo investimento nas suas empresas e lavava o dinheiro em compra de imóveis, no Brasil, Espanha e Estados Unidos - explicou o delegado Victor César Santos, chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da PF do Rio.
Segundo o delegado, foram adquiridos no Rio mais de 40 imóveis. Em Miami foram cerca de 30 apartamentos, cada um avaliado em US$ 1 milhão. Mas o dinheiro do narcotráfico também foi usado em investimento na área dos combustíveis. Pareja comprou, há cinco anos, a Delft Oil e Energy Derivados de Petróleo, com sede na Rodovia Índio Tibiriçá (SP), em Ribeirão Pires. A empresa tem filiais, no bairro Vila Ema (SP), em Porto Alegre e Rondonópolis. Em Volta Redonda, ele abriu a transportadora de combustível Petrosol, com filial em Itaquacetuba.
Eles também compraram oito postos de gasolina no estado do Rio - seis na Região Metropolitana, todos interditados ontem pela PF e pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). Em três deles a agência constatou a venda de combustível adulterado.
23-03-2007 00:00:00
saiba mais22-03-2007 00:00:00
saiba maisO outono, que começou às 21h07 da terça-feira, deve ser mais seco e com temperaturas um pouco acima do normal, comparando com a estação em 2006. A estimativa é do Cptec (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos), do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
De acordo com o instituto, o volume de chuvas será pouco acima da média somente na região Sul e em parte do Nordeste do país. No entanto, as temperaturas serão mais altas.
Segundo a meteorologista Ana Claudia Prestes, as temperaturas durante o outono serão amenas, apesar da expectativa de que fiquem acima da média.
- Nós não sentiremos mudanças bruscas. A redução da temperatura será amena e gradativa - afirmou.
Anualmente, durante o outono, os termômetros em todo país vêm registrando temperaturas acima da média, segundo Ana Cláudia. As chuvas também diminuindo.
- É uma tendência. Em 2005 o outono foi muito quente. Aliás, todo o ano foi muito quente. Em 2006 quase não tivemos inverno. Este ano deve seguir essa tendência - disse Ana Cláudia.
Segundo a meteorologista, somente ao final da estação será possível avaliar o quanto as temperaturas subiram.
Outono 2007
Ontem, início da nova estação, os termômetros registraram temperaturas amenas em boa parte do País. As temperaturas mais baixas aconteceram em Curitiba, com mínima de 16º e máxima de 26º.
O dia mais quente foi no Rio de Janeiro, com mínima de 24º e máxima de 35º. Em São Paulo a previsão para a mínima é de 20º com máxima de 27º.
22-03-2007 00:00:00
saiba mais22-03-2007 00:00:00
saiba maisO outono, que começou às 21h07 da terça-feira, deve ser mais seco e com temperaturas um pouco acima do normal, comparando com a estação em 2006. A estimativa é do Cptec (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos), do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
De acordo com o instituto, o volume de chuvas será pouco acima da média somente na região Sul e em parte do Nordeste do país. No entanto, as temperaturas serão mais altas.
Segundo a meteorologista Ana Claudia Prestes, as temperaturas durante o outono serão amenas, apesar da expectativa de que fiquem acima da média.
- Nós não sentiremos mudanças bruscas. A redução da temperatura será amena e gradativa - afirmou.
Anualmente, durante o outono, os termômetros em todo país vêm registrando temperaturas acima da média, segundo Ana Cláudia. As chuvas também diminuindo.
- É uma tendência. Em 2005 o outono foi muito quente. Aliás, todo o ano foi muito quente. Em 2006 quase não tivemos inverno. Este ano deve seguir essa tendência - disse Ana Cláudia.
Segundo a meteorologista, somente ao final da estação será possível avaliar o quanto as temperaturas subiram.
Outono 2007
Ontem, início da nova estação, os termômetros registraram temperaturas amenas em boa parte do País. As temperaturas mais baixas aconteceram em Curitiba, com mínima de 16º e máxima de 26º.
O dia mais quente foi no Rio de Janeiro, com mínima de 24º e máxima de 35º. Em São Paulo a previsão para a mínima é de 20º com máxima de 27º.
22-03-2007 00:00:00
saiba maisApós um domingo em que os aeroportos do Brasil sofreram um gigantesco curto circuito nos aeroportos do Brasil, ontem, durante toda a segunda-feira, os passageiros foram vítimas do rescaldo de um efeito cascata, resultado dos atrasos do dia anterior. Como muitos vôos originalmente marcados para domingo foram reagendados para ontem, e para hoje, a Infraero apontava atrasos de mais de uma hora em 297 dos 1.010 vôos (29,4% do total). No domingo, o fechamento do aeroporto de Congonhas devido a fortes chuvas em São Paulo, aliado a uma falha técnica no Cindacta-1, em Brasília, cujas causas ainda não foram divulgadas, fizeram com que 46% dos vôos até o início da noite de ontem não saíssem no horário marcado.Em São Paulo, que apresenta céu com nuvens e possibilidade de chuvas, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), 39 vôos estão fora do horário previsto.
O presidente Lula da Silva esteve reunido com o setor do governo, para discutir o apagão aéreo ocorrido no fim de semana, que ainda provocou atrasos de vôo nos aeroportos brasileiros.
Participam da reunião o ministro da Defesa, Waldir Pires, o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito e representantes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero).
20-03-2007 00:00:00
saiba maisApós um domingo em que os aeroportos do Brasil sofreram um gigantesco curto circuito nos aeroportos do Brasil, ontem, durante toda a segunda-feira, os passageiros foram vítimas do rescaldo de um efeito cascata, resultado dos atrasos do dia anterior. Como muitos vôos originalmente marcados para domingo foram reagendados para ontem, e para hoje, a Infraero apontava atrasos de mais de uma hora em 297 dos 1.010 vôos (29,4% do total). No domingo, o fechamento do aeroporto de Congonhas devido a fortes chuvas em São Paulo, aliado a uma falha técnica no Cindacta-1, em Brasília, cujas causas ainda não foram divulgadas, fizeram com que 46% dos vôos até o início da noite de ontem não saíssem no horário marcado.Em São Paulo, que apresenta céu com nuvens e possibilidade de chuvas, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), 39 vôos estão fora do horário previsto.
O presidente Lula da Silva esteve reunido com o setor do governo, para discutir o apagão aéreo ocorrido no fim de semana, que ainda provocou atrasos de vôo nos aeroportos brasileiros.
Participam da reunião o ministro da Defesa, Waldir Pires, o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito e representantes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero).
20-03-2007 00:00:00
saiba maisYara Vargas, sobrinha do ex-presidente da República Getúlio Vargas, morreu na manhã da última sexta-feira em sua casa no Rio de Janeiro, de falência múltipla dos órgãos.
O corpo foi enterrado, ontem às 16h00, no Cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul.
Nascida na cidade de São Borja (RS) em 29 de outubro de 1921, filha de Spartacus Dornelles Vargas e América Fontela Vargas, Yara Lopes Vargas era professora formada pelo Instituto de Educação de Porto Alegre e conheceu Leonel Brizola ainda adolescente, quando estudaram juntos no Colégio Júlio de Castilhos, em Porto Alegre. Yara e Brizola se elegeram para o grêmio estudantil e iniciaram amizade de mais de 60 anos.
Yara Vargas também estudou pedagogia na antiga Faculdade Nacional de Filosofia, quando ganhou bolsa de estudos para o Peabody College for Teacher, no Tenesse, Estados Unidos. De volta ao Brasil, iniciou a sua carreira profissional como inspetora federal de ensino, do Ministério de Educação e Cultura.
Ela também trabalhou no magistério do antigo Estado da Guanabara, ao assumir a cadeira de História da Educação no curso de Pedagogia da Universidade do Estado da Guanabara, atual UERJ. Requisitada pelo Ministério das Relações Exteriores, Yara Vargas trabalhou no curso de Estudos Brasileiros da Universidade Autônoma da Cidade do México, onde também ministrou aulas de Língua Portuguesa, História e Geografia.
Em 1966 Yara Vargas elegeu-se deputada estadual pelo antigo Estado da Guanabara, mas foi cassada pelo Ato Institucional Número 5 em março de 1969, só retornando as atividades políticas em 1978. Cassada, ingressou na agência de propaganda MPM em 1969 e trabalhou lá até 1972.
Yara Vargas ajudou Brizola a refundar o PTB, depois o PDT, e nas eleições de 1982 elegeu-se como a deputada estadual mais votada. Ela se reelegeu deputada nas eleições de 1986 e 1990. Em 1983, durante o primeiro governo de Leonel Brizola, assumiu a Secretaria de Educação e ajudou a implantar os primeiros Cieps do Estado. Ela também exerceu o cargo de presidente do Conselho Estadual de Educação.
Ultimamente Yara Vargas integrava o Conselho da Fundação Darcy Ribeiro e o Conselho Cultural da Arquidiocese do Rio de Janeiro. Também participava, semanalmente, do programa Vox Populi, da Rádio Catedral.
17-03-2007 00:00:00
saiba maisAtravés de uma parceria firmada entre a Petrobras, a Capitania dos Portos, Colônia de Pescadores Z-3 e Associação de Pescadores de Macaé, aconteceu no último dia 14 a entrega de 24 carteiras POP (carteira profissional) aos pescadores da Colônia Z-3. Na mesma ocasião foram entregues 45 certificados de Conscientização Ambiental para os pescadores e comunidade, com a parceria da Colônia de Pescadores Z-3, Associação de Pescadores de Macaé, Associação dos Moradores da Barra e Grupo da 3ª Idade Estrela do Mar. O evento aconteceu na sede da Associação dos Moradores da Barra.
O presidente da colônia de pescadores Z-3, Osvaldo Romano da Silva, convoca todos os pescadores que ainda não têm a carteira a procurar a Colônia de Pescadores Z-3. Graças a Petrobras estamos tendo a oportunidade de nos regularizar, de ter os documentos necessários. Espero que todos os pescadores procurem o curso e entendam a importância de estar regularizado, disse Osvaldo.
Para a regularização dos pescadores existe uma parceria entre a Petrobras, a Capitania dos Portos e a Colônia de Pescadores Z-3, que mobiliza os associados que ainda não estão regularizados e os encaminha ao curso. A Capitania está ministrando o curso de capacitação e a Petrobras disponibiliza toda a estrutura necessária para a realização do mesmo. De acordo com o representante da Capitania dos Portos, capitão tenente Sérgio Melo, essa já é a quinta turma formada pela capitania em parceria com o programa Petrobras Mosaico.
A carteira é de suma importância para o pescador, ela permite ao profissional estar no mar, atuando na área. A parceria com a Petrobras está sendo essencial para a classe, que pode agora se regularizar e buscar melhores condições, afirmou o capitão tenente. Ele ainda explicou que o curso tem duração de uma semana e os alunos têm noções básicas de marinharia, navegação, sinalização náutica, primeiros socorros e combate a incêndio.
Vale ressaltar que hoje cerca de 70% dos pescadores já estão regularizados. A ação do programa Mosaico foi fundamental para que isso acontecesse. O pescador hoje tem identidade, tem carteira e esse é um fator muito importante para a classe, lembrou o presidente da associação de pescadores José Carlos da Silva.
Já o curso de Conscientização Ambiental tem parceria com a Colônia de Pescadores, Associação de Moradores da Barra, grupo da Terceira Idade Estrela do Mar e Associação dos Pescadores de Macaé. As aulas são ministradas pelo Professor Júlio César (que faz parte do Petrobras Programa Mosaico). Segundo o professor o curso teve duração de seis semanas com aulas teóricas e práticas, onde os alunos ouviram sobre a importância da preservação do meio ambiente e aprenderam a fazer vassouras com garrafas pet, bem como pufs e luminárias, sempre aproveitando materiais recicláveis.
Anderson dos Santos Melo, pescador que participou dos dois cursos resume a sensação de todos. Aqui nós aprendemos a respeitar o mar, a não poluir o rio, a ter responsabilidade. Eu já pescava antes de fazer o curso e agora sei da importância da segurança, de utilizar os equipamentos certos e combater incêndios. Agora vamos buscar fazer um trabalho melhor, uma cidade melhor, concluiu o pescador.
17-03-2007 00:00:00
saiba maisYara Vargas, sobrinha do ex-presidente da República Getúlio Vargas, morreu na manhã da última sexta-feira em sua casa no Rio de Janeiro, de falência múltipla dos órgãos.
O corpo foi enterrado, ontem às 16h00, no Cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul.
Nascida na cidade de São Borja (RS) em 29 de outubro de 1921, filha de Spartacus Dornelles Vargas e América Fontela Vargas, Yara Lopes Vargas era professora formada pelo Instituto de Educação de Porto Alegre e conheceu Leonel Brizola ainda adolescente, quando estudaram juntos no Colégio Júlio de Castilhos, em Porto Alegre. Yara e Brizola se elegeram para o grêmio estudantil e iniciaram amizade de mais de 60 anos.
Yara Vargas também estudou pedagogia na antiga Faculdade Nacional de Filosofia, quando ganhou bolsa de estudos para o Peabody College for Teacher, no Tenesse, Estados Unidos. De volta ao Brasil, iniciou a sua carreira profissional como inspetora federal de ensino, do Ministério de Educação e Cultura.
Ela também trabalhou no magistério do antigo Estado da Guanabara, ao assumir a cadeira de História da Educação no curso de Pedagogia da Universidade do Estado da Guanabara, atual UERJ. Requisitada pelo Ministério das Relações Exteriores, Yara Vargas trabalhou no curso de Estudos Brasileiros da Universidade Autônoma da Cidade do México, onde também ministrou aulas de Língua Portuguesa, História e Geografia.
Em 1966 Yara Vargas elegeu-se deputada estadual pelo antigo Estado da Guanabara, mas foi cassada pelo Ato Institucional Número 5 em março de 1969, só retornando as atividades políticas em 1978. Cassada, ingressou na agência de propaganda MPM em 1969 e trabalhou lá até 1972.
Yara Vargas ajudou Brizola a refundar o PTB, depois o PDT, e nas eleições de 1982 elegeu-se como a deputada estadual mais votada. Ela se reelegeu deputada nas eleições de 1986 e 1990. Em 1983, durante o primeiro governo de Leonel Brizola, assumiu a Secretaria de Educação e ajudou a implantar os primeiros Cieps do Estado. Ela também exerceu o cargo de presidente do Conselho Estadual de Educação.
Ultimamente Yara Vargas integrava o Conselho da Fundação Darcy Ribeiro e o Conselho Cultural da Arquidiocese do Rio de Janeiro. Também participava, semanalmente, do programa Vox Populi, da Rádio Catedral.
17-03-2007 00:00:00
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