Região dos Lagos e Norte Fluminense

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Sexta-feira , 18 de May 2012
  • Planos de Saúde vão incluir novos serviços

    Cobertura de serviços aumenta a partir desta quarta-feira para os 26 milhões de clientes no País, incluindo nutricionistas, psicólogos, fonoaudiólogos e cirurgias de miopia e estômago

    01-04-2008 00:00:00

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  • Para o MEC a língua portuguesa muda em 2009

    Comissão do Ministério criou proposta para que reforma ortográfica comece a ser implantada a partir de janeiro próximo

    01-04-2008 00:00:00

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  • Dona Uia documentada para o acervo ACUIA

    No sábado (29), um grupo da UFF  Universidade Federal Fluminense se reuniu na Fundação Bem Te Vi, para documentar a experiência de Uia Conceição na comunidade da Rasa, especificamente em relação aos Quilombolas Remanescentes. O grupo da UFF inclui no Acervo Dona Uia no Projeto ACUIA Acervo Comunitário, patrocinado pela UFF, MEC e Petrobras.

     

    Leia no site www.jornalprimeirahora.com.br  a programação

     

     

     

    PROJETO ACUIA

    Acervo Comunitário Dona Uia

     

    UFF – MEC – PETROBRAS

     

    O Projeto ACUIA tem como objetivo a construção de um acervo, material e imaterial, que conte a história da Comunidade de Remanescentes de Quilombos da Rasa através de sua memória viva para que, a partir daí, haja a valorização da identidade cultural e o fortalecimento da autonomia do grupo, contribuindo na luta pela conquista e garantia de direitos. Para tanto, contamos com a participação e sugestão de todos na pesquisa e coleta de materiais que farão parte do acervo.

     

    Como participar?

    Além de prestigiar o evento acima, você poderá contribuir doando ou cedendo temporariamente os materiais para o acervo.

     

    Que materiais são estes?

    Fotografias, documentos, filmagens, gravações, cartas, utensílios, objetos etc que tenham a ver com a memória coletiva da comunidade de remanescentes quilombolas, ou seja, materiais que façam sentido para o maior número de pessoas e que possuam valor histórico.

    Além disso, a equipe do projeto estará realizando entrevistas com diversos quilombolas, a fim de armazenar as histórias contadas, valorizando a cultura da oralidade.

     

    FIQUE DE OLHO NOS PRÓXIMOS EVENTOS:

    EVENTO

    DIA

    HORÁ

    LOCAL

    RESUMO

    Festa Cultural

    12/04

    17h

    Praça da Rasa

    Shows musicais e apresentações de grupos culturais

    II Grupo Focal- Idosos

    26/04

    09h

    Espaço Bem-te-vi

    Roda de conversa com temática direcionada aos idosos da Rasa

    III Grupo Focal - Jovens

    10/05

    14h

    Espaço Bem-te-vi

    Roda de conversa com temática direcionada à população jovem da Rasa

    II Encontro entre núcleos quilombolas da Rasa

    17/05

    15h

    A definir

    Socialização do material do acervo já coletado e integração dos grupos quilombolas

    I Encontro de Exposição do Acervo da Rasa

    31/05

    18h

    A definir

    Exposição do Acervo da Rasa e articulação com o movimento quilombola da região

     

     

    Contatos:

    Para maiores informações, entre em contato com a equipe do projeto:

    Telefones: (21) 7838-3755 / (21) 9699-6082 / (22) 2623-7208 / (22) 8809-9360

    E-mail: valeriarosa_b@hotmail.com

    Comunidade no orkut: ACUIA

    01-04-2008 00:00:00

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  • Lula e Cabral iniciam obras do Comperj em Itaboraí

    Continuação da página 1

    Redação - Quando o presidente Lula da Silva e o governador Sérgio Cabral, a bordo de um trator, iniciaram as obras de terraplanagem do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), no município de Itaboraí, na manhã desta segunda-feira (31), o Estado do Rio também começava outra grande etapa de seu desenvolvimento econômico. Um salto tão significativo quanto foi a implantação da Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), na Baixada Fluminense, há algumas décadas, mas, ressaltou Cabral, proporcionalmente ainda mais grandioso.

    - Talvez ainda não tenhamos a dimensão exata deste investimento da Petrobras numa área sete vezes superior à da Reduc. Se esta significou uma mudança completa na histórica econômica do nosso Estado, imagina o que o Comperj proporcionará ao Rio de Janeiro como um todo e, em especial, a esta região, tão carente de empregos - comparou Cabral.

    O projeto total do Comperj custará à Petrobras US$ 8,4 bilhões, o equivalente a pouco mais de R$ 15 bilhões, e somente as obras de terraplenagem, que deverão terminar no primeiro semestre de 2009, foram orçadas em R$ 820 milhões. Elas vão movimentar 45 milhões de metros cúbicos de terra.

    - Esta quantidade equivale a 12 Maracanãs repletos de terra - comparou o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, completando que os trabalhos envolverão o uso de 600 equipamentos e gerarão mais de dois mil empregos diretos.

    O Comperj, segundo o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, marca a retomada da Petrobras ao setor petroquímico. A refinaria, unidade central do complexo, deverá entrar em operação em 2012 e terá capacidade para processar 150 mil barris diários de petróleo pesado do campo de Marlin, na Bacia de Campos.

    - Este extraordinário empreendimento vai gerar uma economia para o país de mais de US$ 2 bilhões/ano em divisas, em razão da diminuição da importação de derivados e de produtos petroquímicos - completou Lobão.

    Além do impacto econômico, o governador Sérgio Cabral listou as compensações ambientais que o Comperj trará aos fluminenses, graças ao rigor das exigências da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema) para a concessão do licenciamento ambiental do projeto, cujo documento foi entregue, durante a solenidade, pelo secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, ao presidente da Petrobras: efluente zero de detritos industriais na Baía de Guanabara; emissões atmosféricas duas vezes mais rigorosas que as normas nacionais; compra de um equipamento (denitrificador) para redução da poluição do ar que custa cerca de US$ 200 milhões; o plantio de seis milhões de mudas de árvores nas nascentes dos rios Macacu e Caceribu; e a aquisição de uma faixa de terreno que proteja os manguezais de Guapimirim.

    - Graças ao compromisso de defesa do meio ambiente combinado com o pragmatismo e a objetividade do desenvolvimento econômico do secretário Minc, um dos ambientalistas mais atuantes e com mais conhecimento técnico do país, e de sua equipe, foi possível conceder este licenciamento tão complexo em seis meses, um tempo recorde – frisou Cabral.

    A rapidez para licenciar o Comperj também foi elogiada pelo presidente da República. Segundo Lula, a presteza do governo do estado mostra a eficácia de uma parceria harmônica que atualmente regula as relações dos governos federal e estadual, capaz de alavancar projetos e investimentos essenciais para o Rio de Janeiro.

    - Agora, não temos problemas de relacionamento. Quero parabenizar o governador Sérgio Cabral, o Pezão (vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão) e seus secretários pelo excelente trabalho de colaboração com o governo federal na implantação de projetos no estado. O resultado é o que vemos aqui. O Rio de Janeiro se redescobriu e não tem mais volta. Quero chegar a 2010 e ver o que o governador Sérgio Cabral e eu fomos capazes de produzir aqui no Rio de Janeiro. Posso garantir que será algo extraordinário – apostou Lula.

    Também estiveram presentes os ministros da Casa Civil, Dilma Roussef, e das Cidades, Márcio Fortes, os senadores Marcelo Crivella e Paulo Duque, o vice-governador Luiz Fernando Pezão, o presidente da Assembléia Legislativa (Alerj), Jorge Picciani, secretários estaduais, deputados federais e estaduais, e prefeitos da região, entre outros

    01-04-2008 00:00:00

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    28-03-2008 00:00:00

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    27-03-2008 00:00:00

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    26-03-2008 00:00:00

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    26-03-2008 00:00:00

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  • Ministério das Cidades: apenas 25% do esgoto coletado é tratado

    Redação - Os números do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, do Ministério das Cidades, mostram que o Brasil ainda tem muito a avançar em saneamento básico, na data em que a Organização das Nações Unidas (ONU) comemora o Dia Mundial da Água. O índice médio de coleta de esgotos no País é de 69,7%, sendo que o tratamento atinge apenas 25%.

    A ONU elegeu 2008 como o Ano do Saneamento e deve recomendar aos países a formulação de políticas públicas para universalizar o acesso a esse serviço.

    - No mundo todo, 2,6 bilhões de pessoas não têm acesso a saneamento e estão expostas diariamente a doenças, como diarréia e cólera - aponta o representante da ONU para Alimentação e Agricultura (FAO), José Turbino.

    Os números de coleta e tratamento de esgotos no Brasil refletem diferenças regionais históricas do País: no Sudeste, o índice de coleta é de 91,4%, já na região Norte, não chega a 9% das habitações.

    - Temos uma distribuição desigual do desenvolvimento e, evidentemente, a conseqüência disso é que as políticas públicas muitas vezes também acompanham esse desnível. (A diferença) é decorrência da falta de políticas de saneamento no âmbito nacional em sucessivos governos - avalia secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do MMA, Luciano Zica.

    Entre as capitais, as diferenças chegam a mais de 90%. Enquanto em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre a coleta de esgoto atinge quase toda a população (com índices superiores a 85%), em Porto Velho, apenas 2,2% têm saneamento básico. Os dados fazem parte de um relatório do Instituto Sócio-Ambiental (ISA), que traça um panorama do alcance de sistemas de saneamento no País.

    - Um dos principais desafios do Brasil é a coleta e tratamento de esgoto, em especial nas áreas mais urbanizadas. Tivemos um período muito grande de descaso, há um déficit a ser cumprido. Temos que parar de transformar o Brasil, que é o País dos rios, no país dos esgotos - alerta uma das coordenadoras do ISA Marussia Whately.

    Além de investimentos em programas de saneamento, Whately também aponta a necessidade de políticas específicas para tratamento de resíduos sólidos, avaliação compartilhada pelo representante do MMA.

    - A questão do ambiente urbano e dos resíduos sólidos foram agregadas ao debate dos recursos hídricos, que até bem pouco tempo eram políticas bem desfocadas. Teremos condições de trabalhar de forma harmônica segmentos que têm impactos diretos na qualidade da água; não há como dissociar a questão do lixo da boa gestão da água - avalia Zica.

    O Ministério das Cidades prevê a aplicação de R$ 40 bilhões até 2010, no chamado PAC do Saneamento, em referência ao Programa de Aceleração do Crescimento. A previsão de investimentos precisa ser cumprida para que o país alcance a meta estabelecida pela ONU nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

    25-03-2008 00:00:00

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  • Mosquito da dengue é mutante: Fácil adaptação

    Continuação da página 1

     

    Redação - Inicialmente, se pensava que só ficavam infectadas e, portanto, podiam passar a doença adiante, as fêmeas adultas que picavam pessoas doentes.
    A rigor, o inseto ataca de dia, gosta de água limpa para colocar ovos e pica pernas e calcanhares. Se necessário, no entanto, o Aedes se adapta. De acordo com o especialista em mosquitos da Fiocruz Anthony Érico Guimarães, a fêmea pode atacar, quando deveria estar descansando e maturando os ovos, à noite, se não consegue se alimentar o suficiente de dia.

    - Isso acontece, por exemplo, quando existe um foco numa casa onde todos saem de dia - conta, comletando: - Estamos enfrentando um inimigo com capacidade de adaptação às vezes maior que as autoridades responsáveis pelo combate - lamenta o especialista do Núcleo de Saúde Coletiva da UFRJ, Roberto Medronho.

    É verdade que o inseto só pica pernas e calcanhares - ele geralmente voa a até um metro. Mas quando a vítima está sentada, é picada não só nas pernas. Até o fato de o mosquito só depositar os ovos perto de água limpa é relativo. O criadouro preferencial é a água limpa, porque algumas bactérias matam larvas. Mas, se preciso, poças sujas são usadas.

    As condições de salubridade, se negativas, com um recolhimento de lixo deficiente, a falta de higiene nas habitações, a ocupação desenfreada das encostas, tudo isso pode incrementar a ação do mosquito da dengue.

    Com a finalidade de orientar a população, esta semana o PH colocará algumas perguntas com respostas de especialistas

    1 .No início do século XX, o sanitarista Oswaldo Cruz acabou com a febre amarela no Rio de Janeiro. Por que o mosquito voltou?
    Oswaldo Cruz criou um Serviço de Profilaxia Específica da Febre Amarela, com brigadas de mata-mosquitos que percorriam a cidade para limpar e lavar caixas d’água, ralos, bueiros, telhados e calhas. Os doentes eram isolados e a notificação dos casos tornou-se obrigatória. Na ocasião, erradicou-se a febre amarela urbana, mas não o mosquito. O Aedes aegypti desapareceu na década de 50 depois de um extenso trabalho coordenado pela Organização Panamericana de Saúde. Um tratado assinado por todos os países filiados previa uma série de medidas, semelhantes às tomadas por Oswaldo Cruz décadas antes, mas alguns deles, como Estados Unidos, Cuba e Venezuela, não fizeram o acompanhamento necessário nos anos seguintes. Como os ovos do mosquito sobrevivem longe da água por até um ano, grudados a superfícies lisas, eles são facilmente transportados. Uma embalagem que saia de uma área contaminada na Venezuela, por exemplo, pode trazer para o Brasil ovos que eclodirão em contato com a água, fazendo surgir larvas.

    2. Por que os cientistas e as autoridades de saúde dizem que agora é impossível erradicar o mosquito?
    As cidades ficaram mais complexas. Na época de Oswaldo Cruz, a população do Rio era de 700.000 habitantes e participaram da campanha 5.000 pessoas. Atualmente a cidade tem quase 6 milhões de habitantes e o combate precisaria de cerca de 43.000 agentes sanitários. A Secretaria Municipal de Saúde dispõe de apenas 5% desse total (2.220). Para complicar, muitos moradores têm medo de autorizar a entrada dos agentes em sua casa. Além disso, os inseticidas utilizados no passado estão condenados, pois contêm substâncias cancerígenas. O controle do mosquito deixou de ser atribuição federal e passou aos municípios. Na prática, um município pode combater o inseto e seu vizinho não, o que prejudica o trabalho.

    3. Por que bairros com alto índice de urbanização têm incidência tão elevada da doença?
    Segundo o entomologista Ricardo Lourenço, do Instituto Oswaldo Cruz, é um mito achar que o mosquito da dengue prefere a proximidade das matas. Quanto mais concreto e concentração populacional, mais infestada tende a ser a área, especialmente se as condições sanitárias não forem das melhores, diz ele.

    4. Quem mora em andar alto está mais seguro do que quem mora em andar baixo?
    Teoricamente, sim. Mas o mosquito entra em elevador, voa para andares mais altos e seus ovos podem chegar com as compras do supermercado, por exemplo.

    5. A passagem do fumacê nas ruas diminui a infestação?
    Em termos. O fumacê só mata os mosquitos adultos. Mesmo assim, seu poder é limitado, pois os insetos desenvolveram resistência aos produtos químicos. Estima-se que mais da metade dos Aedes aegypti já seja resistente. Nos últimos anos, as autoridades sanitárias optaram por utilizar o fumacê apenas em casos extremos, para permitir o aparecimento de uma geração mais vulnerável ao produto. O que se utiliza agora é um inseticida à base de uma bactéria que mata as larvas. Embora seguro para a população, tem efeito por apenas quinze dias.

     

    25-03-2008 00:00:00

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  • Mais uma fila: a do passaporte

    Pessoas passam madrugada na fila

    25-03-2008 00:00:00

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  • Ministério das Cidades: apenas 25% do esgoto coletado é tratado

    Redação - Os números do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, do Ministério das Cidades, mostram que o Brasil ainda tem muito a avançar em saneamento básico, na data em que a Organização das Nações Unidas (ONU) comemora o Dia Mundial da Água. O índice médio de coleta de esgotos no País é de 69,7%, sendo que o tratamento atinge apenas 25%.

    A ONU elegeu 2008 como o Ano do Saneamento e deve recomendar aos países a formulação de políticas públicas para universalizar o acesso a esse serviço.

    - No mundo todo, 2,6 bilhões de pessoas não têm acesso a saneamento e estão expostas diariamente a doenças, como diarréia e cólera - aponta o representante da ONU para Alimentação e Agricultura (FAO), José Turbino.

    Os números de coleta e tratamento de esgotos no Brasil refletem diferenças regionais históricas do País: no Sudeste, o índice de coleta é de 91,4%, já na região Norte, não chega a 9% das habitações.

    - Temos uma distribuição desigual do desenvolvimento e, evidentemente, a conseqüência disso é que as políticas públicas muitas vezes também acompanham esse desnível. (A diferença) é decorrência da falta de políticas de saneamento no âmbito nacional em sucessivos governos - avalia secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do MMA, Luciano Zica.

    Entre as capitais, as diferenças chegam a mais de 90%. Enquanto em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre a coleta de esgoto atinge quase toda a população (com índices superiores a 85%), em Porto Velho, apenas 2,2% têm saneamento básico. Os dados fazem parte de um relatório do Instituto Sócio-Ambiental (ISA), que traça um panorama do alcance de sistemas de saneamento no País.

    - Um dos principais desafios do Brasil é a coleta e tratamento de esgoto, em especial nas áreas mais urbanizadas. Tivemos um período muito grande de descaso, há um déficit a ser cumprido. Temos que parar de transformar o Brasil, que é o País dos rios, no país dos esgotos - alerta uma das coordenadoras do ISA Marussia Whately.

    Além de investimentos em programas de saneamento, Whately também aponta a necessidade de políticas específicas para tratamento de resíduos sólidos, avaliação compartilhada pelo representante do MMA.

    - A questão do ambiente urbano e dos resíduos sólidos foram agregadas ao debate dos recursos hídricos, que até bem pouco tempo eram políticas bem desfocadas. Teremos condições de trabalhar de forma harmônica segmentos que têm impactos diretos na qualidade da água; não há como dissociar a questão do lixo da boa gestão da água - avalia Zica.

    O Ministério das Cidades prevê a aplicação de R$ 40 bilhões até 2010, no chamado PAC do Saneamento, em referência ao Programa de Aceleração do Crescimento. A previsão de investimentos precisa ser cumprida para que o país alcance a meta estabelecida pela ONU nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

    25-03-2008 00:00:00

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  • Mosquito da dengue é mutante: Fácil adaptação

    Continuação da página 1

     

    Redação - Inicialmente, se pensava que só ficavam infectadas e, portanto, podiam passar a doença adiante, as fêmeas adultas que picavam pessoas doentes.
    A rigor, o inseto ataca de dia, gosta de água limpa para colocar ovos e pica pernas e calcanhares. Se necessário, no entanto, o Aedes se adapta. De acordo com o especialista em mosquitos da Fiocruz Anthony Érico Guimarães, a fêmea pode atacar, quando deveria estar descansando e maturando os ovos, à noite, se não consegue se alimentar o suficiente de dia.

    - Isso acontece, por exemplo, quando existe um foco numa casa onde todos saem de dia - conta, comletando: - Estamos enfrentando um inimigo com capacidade de adaptação às vezes maior que as autoridades responsáveis pelo combate - lamenta o especialista do Núcleo de Saúde Coletiva da UFRJ, Roberto Medronho.

    É verdade que o inseto só pica pernas e calcanhares - ele geralmente voa a até um metro. Mas quando a vítima está sentada, é picada não só nas pernas. Até o fato de o mosquito só depositar os ovos perto de água limpa é relativo. O criadouro preferencial é a água limpa, porque algumas bactérias matam larvas. Mas, se preciso, poças sujas são usadas.

    As condições de salubridade, se negativas, com um recolhimento de lixo deficiente, a falta de higiene nas habitações, a ocupação desenfreada das encostas, tudo isso pode incrementar a ação do mosquito da dengue.

    Com a finalidade de orientar a população, esta semana o PH colocará algumas perguntas com respostas de especialistas

    1 .No início do século XX, o sanitarista Oswaldo Cruz acabou com a febre amarela no Rio de Janeiro. Por que o mosquito voltou?
    Oswaldo Cruz criou um Serviço de Profilaxia Específica da Febre Amarela, com brigadas de mata-mosquitos que percorriam a cidade para limpar e lavar caixas d’água, ralos, bueiros, telhados e calhas. Os doentes eram isolados e a notificação dos casos tornou-se obrigatória. Na ocasião, erradicou-se a febre amarela urbana, mas não o mosquito. O Aedes aegypti desapareceu na década de 50 depois de um extenso trabalho coordenado pela Organização Panamericana de Saúde. Um tratado assinado por todos os países filiados previa uma série de medidas, semelhantes às tomadas por Oswaldo Cruz décadas antes, mas alguns deles, como Estados Unidos, Cuba e Venezuela, não fizeram o acompanhamento necessário nos anos seguintes. Como os ovos do mosquito sobrevivem longe da água por até um ano, grudados a superfícies lisas, eles são facilmente transportados. Uma embalagem que saia de uma área contaminada na Venezuela, por exemplo, pode trazer para o Brasil ovos que eclodirão em contato com a água, fazendo surgir larvas.

    2. Por que os cientistas e as autoridades de saúde dizem que agora é impossível erradicar o mosquito?
    As cidades ficaram mais complexas. Na época de Oswaldo Cruz, a população do Rio era de 700.000 habitantes e participaram da campanha 5.000 pessoas. Atualmente a cidade tem quase 6 milhões de habitantes e o combate precisaria de cerca de 43.000 agentes sanitários. A Secretaria Municipal de Saúde dispõe de apenas 5% desse total (2.220). Para complicar, muitos moradores têm medo de autorizar a entrada dos agentes em sua casa. Além disso, os inseticidas utilizados no passado estão condenados, pois contêm substâncias cancerígenas. O controle do mosquito deixou de ser atribuição federal e passou aos municípios. Na prática, um município pode combater o inseto e seu vizinho não, o que prejudica o trabalho.

    3. Por que bairros com alto índice de urbanização têm incidência tão elevada da doença?
    Segundo o entomologista Ricardo Lourenço, do Instituto Oswaldo Cruz, é um mito achar que o mosquito da dengue prefere a proximidade das matas. Quanto mais concreto e concentração populacional, mais infestada tende a ser a área, especialmente se as condições sanitárias não forem das melhores, diz ele.

    4. Quem mora em andar alto está mais seguro do que quem mora em andar baixo?
    Teoricamente, sim. Mas o mosquito entra em elevador, voa para andares mais altos e seus ovos podem chegar com as compras do supermercado, por exemplo.

    5. A passagem do fumacê nas ruas diminui a infestação?
    Em termos. O fumacê só mata os mosquitos adultos. Mesmo assim, seu poder é limitado, pois os insetos desenvolveram resistência aos produtos químicos. Estima-se que mais da metade dos Aedes aegypti já seja resistente. Nos últimos anos, as autoridades sanitárias optaram por utilizar o fumacê apenas em casos extremos, para permitir o aparecimento de uma geração mais vulnerável ao produto. O que se utiliza agora é um inseticida à base de uma bactéria que mata as larvas. Embora seguro para a população, tem efeito por apenas quinze dias.

     

    25-03-2008 00:00:00

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  • Mais uma fila: a do passaporte

    Pessoas passam madrugada na fila

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    25-03-2008 00:00:00

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  • Operação contra fraudes na Junta Comercial prende 30 suspeitos

    O prejuízo aos cofres públicos já seria de R$ 20 milhões

    21-03-2008 00:00:00

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